O bê-a-bá dos códigos

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Escola em Londres coloca em prática o que teóricos dizem ser o futuro da educação: o ensino de programação e linguagem computacional para crianças

 No final de 2012, em uma atividade anual que reúne pais, filhos e professores na escola primária St. Saviours, no centro de Londres, o tradicional cantinho de contação de histórias – no qual os alunos ouviam contos de monstros, fadas e bruxas – se voltou para algo completamente diferente: a programação e aprendizado de código computacional. “Queríamos dar às crianças as ferramentas para que elas pudessem contar as próprias histórias”, explica Lindsey Woodford, diretora do colégio.

A ideia saiu da cabeça de Nick Corston, empresário e pai de dois alunos, preocupado porque seus filhos poderiam se tornar meros usuários de tecnologia em vez de pensadores críticos da era digital em que nasceram e viverão. “A intenção é mostrar para as crianças que elas podem se tornar produtoras de conteúdo em vez de desperdiçarem todo o tempo delas com joguinhos ao estilo Angry Birds. Se elas forem direcionadas da maneira correta e mostrarem esforço, podem criar os próprios jogos e, com isso, se tornarem pessoas mais criativas e preparadas para o futuro”, afirma Corston.

Durante o dia livre, as crianças puderam se familiarizar com o Raspberry Pi, um computador do tamanho de um cartão de crédito que custa US$ 25 e que propositalmente deixa suas “entranhas” de circuitos à mostra, permitindo entender melhor como funciona a parte interna de um computador. Pelo preço acessível e alta possibilidade de customização, o computador criado por uma fundação inglesa tem sido usado no mundo todo para dar vida a uma infinidade de projetos – de máquinas de pinball a helicópteros.

Alfabetização. Os pupilos também aprenderam alguns conceitos de programação através do Scratch, um software desenvolvido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) para tornar o aprendizado de código e robótica compreensível para crianças. Através do programa e do Raspberry Pi, crianças a partir de cinco anos conseguiram controlar um crocodilo-robô produzido pela Lego, o WeDo. Interpretando o código escrito pelos participantes, o crocodilo mordia o dedo de qualquer um que o colocasse em sua boca. “Foi fantástico, a grande maioria adorou e, para nossa surpresa, notamos uma grande parcela de meninas interessadas”, diz Corston.

O sucesso foi tão grande que a escola se conectou a uma organização nacional para a difusão de código, o Code Club, e agora oferece o curso como parte do currículo básico. “No começo eu me assustei um pouco, mas vi que pode ser fácil. Às vezes, é difícil ter de digitar a mesma linha diversas vezes até que o computador aceite, mas é legal dizer o que o robô vai fazer e criar coisas no computador”, diz Saskia Lee, estudante do St. Saviours de nove anos.

Iniciado por designers e programadores voluntários como um projeto-piloto em cinco escolas londrinas, o Code Club ganhou o apoio da ARM (gigante do setor de semicondutores) e expandirá consideravelmente seu alcance em 2013 para, em dois anos, alcancar 5 mil colégios (25% de toda a rede inglesa).

Assim como a ARM, outras empresas importantes do setor estão voltando seus olhos para o ensino de código e robótica para crianças em idade escolar – também um investimento para criar trabalhadores mais capacitados no futuro. A fabricante Dell patrocina o Apps for Good, que ajuda estudantes a criar aplicativos para smartphones para solicionar problemas cotidianos. E a Mozilla, que produz o navegador Firefox, gastou cerca de US$ 10 milhões para desenvolver um pacote de programas que ajuda a remixar a web, o Webmaker, e produz uma série de seminários e hackathons voltados para o público infantil.

De acordo com o presidente da fundação Mozilla, Mark Surman, trata-se de uma atuação estratégica, pois as crianças decidem entre os oito e dez anos de idade se querem se tornar criadores de conteúdo ou apenas consumidores.

Recentemente, o Google também decidiu apostar na tendência. O presidente-executivo Eric Schmidt esteve na Inglaterra para anunciar um esforço conjunto com a Raspberry Pi para incentivar o ensino de tecnologia em colégios e se livrar do velho currículo escolar que apenas as instrui sobre softwares como Microsoft Word ou PowerPoint. Para alavancar a parceria, o Google doou 15 mil Raspberry Pis para a rede escolar britânica e planeja outras iniciativas similares.

A alfabetização digital de crianças ganha força no mundo todo. No mês passado, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, gravou um vídeo apoiando a associação Code.org – que também tem o respaldo de Bill Gates, fundador da Microsoft, e Jack Dorsey, criador do Twitter. Sites como Codecademy e Udacity, que oferecem cursos gratuitos de programação voltados para leigos, têm ganhado destaque nos últimos anos.

A ideia por trás disso é que, em um mundo governado pela internet, interpretar, alterar e criar códigos é quase tão vital quanto ler e escrever. Porém, o pretexto é essencialmente econômico: na Inglaterra, dados governamentais mostram que a procura por cursos superiores de ciências da computação diminui a cada ano, enquanto a demanda por trabalhadores capacitados na indústria de tecnologia crescerá anualmente 1,6% até 2020, exigindo a entrada no mercado de 130 mil pessoas ao ano.

Uma ideia, um comando e uma mordida

Na escola londrina, 240 crianças já começaram a programar. Mas o pai responsável pela iniciativa, Nick Corston, sabia muito pouco de linhas de código. Ele foi inspirado por uma palestra no TED dada em 2006 por Sir Ken Robinson, que dizia que o atual sistema educacional inglês poderia matar a criatividade das crianças. O programa de ensino de códigos é detalhado: primeiro as crianças aprendem o que é o Raspberry Pi, o computador de US$ 25, e descobrem para que serve cada uma de suas portas.

Depois, elas são introduzidas à linguagem de programação Scratch, para programar comandos básicos. As crianças aprendem primeiro a jogar um game de gatos escrito em Scratch; depois, descobrem como cada comando escrito interfere nas ações do gato. Por fim, começam a alterar o funcionamento do jogo. O crocodilo vem no final: as crianças aprendem que podem escrever comandos que são lidos pelo Raspberry Pi e, ali, são transformados em ações físicas no réptil feito de Lego. Os códigos viram mordidas: o robô abocanha o dedo de quem o coloca em sua boca.

Onda de frio mata trupe de pulgas amestradas na Alemanha

Pulgas

Duzentos insetos apareceram mortos durante transporte.
Feira conseguiu treinar ‘substitutas’ para espetáculo circense.

A onda de frio que assola a Alemanha matou todas as cerca de 300 integrantes de uma trupe de pulgas amestradas, segundo Robert Birk, diretor do circo de pulgas.

Birk disse ter ficado chocado ao ver todas as suas pulgas mortas na caixa em que eram transportadas na última quarta-feira (27).

O circo conseguiu arranjar substitutas para cumprir com suas obrigações em uma feira ao ar livre na cidade de Mechernich-Kommern, no oeste do país.

Michael Faber, organizador da feira, disse à Associated Press que um especialista em insetos de uma universidade próxima conseguiu treinar 50 pulgas para participarem da primeira apresentação, marcada para este domingo (31).

 

Cientistas avaliam consequências das tempestades solares

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Países no Hemisfério Norte estão preocupados com o pico da atividade solar,, já que é uma tempestade mais forte pode interromper serviços de energia e telecomunicações

Em 1859 aconteceu uma erupção solar e, na Terra, os fios soltaram faíscas que deram choques nos operadores de telégrafo, botando fogo no papel.

Foi a maior tempestade geomagnética de que há registros históricos. O Sol arremessou bilhões de toneladas de elétrons e prótons sibilantes para a Terra e, quando essas partículas bateram no campo magnético do planeta, criaram auroras espetaculares nas cores vermelho, verde e roxo no céu noturno – além de correntes poderosas de eletricidade que saltaram do chão para os fios, sobrecarregando os circuitos.

Se uma tempestade dessas acontecesse no século XXI, muito mais do que fios e papel estaria em risco. Alguns satélites de telecomunicação muito acima da Terra seriam desligados. Os sinais do GPS ficariam misturados. E o surto de eletricidade vindo do chão ameaçaria as redes elétricas, quem sabe deixando um continente ou dois nas trevas.

Segundo cientistas, é impossível prever quando a próxima tempestade solar monstro vai acontecer – e, igualmente importante, se a Terra estará em seu caminho. O que eles sabem é que com mais manchas solares, acontecem mais tempestades, e no outono do Hemisfério Norte o Sol atingirá o pico do ciclo de 11 anos de manchas solares.

As manchas solares são regiões de campos magnéticos turbulentos onde se originam as explosões solares. O fluxo e refluxo são observados há séculos, mas somente nas últimas décadas os cientistas solares descobriram que os campos magnéticos dentro das manchas podem liberar as rajadas brilhantes de luz chamadas de explosões solares e as erupções gigantes de partículas carregadas conhecidas como ejeções de massa coronal.

Os especialistas estão divididos quanto às consequências na Terra de uma erupção solar cataclísmica, conhecida como evento de Carrington, em homenagem ao astrônomo amador britânico que documentou a tormenta de 1859.

Um apagão continental afetaria milhões de pessoas, “mas é administrável”, disse John Moura, da North American Electric Reliability Corp, associação sem fins lucrativos fundada por empresas de energia para ajudar a gerenciar a rede elétrica. Segundo ele, a maior parte da rede poderia ser religada dentro de cerca de uma semana.

Outras pessoas são mais pessimistas, preocupando-se que uma erupção enorme e na direção certa causaria não apenas o apagamento das luzes como também danificaria transformadores e outros componentes críticos da rede.

Alguns lugares poderiam ficar sem eletricidade durante meses e uma “falta crônica de vários anos é possível”, de acordo com o Conselho Nacional de Pesquisa, a divisão de pesquisa da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Mesmo assim, o ciclo de manchas solares tem sido mais tranquilo do que a maioria. E mesmo que o Sol libere uma rajada enorme, como aconteceu em julho passado, há uma boa chance de esta ser despachada de forma inofensiva em alguma outra direção do sistema solar. É raro que uma explosão solar gigante voe diretamente para a Terra.

Ainda que uma onda alimentada por furacão chegando à cidade de Nova York na maré alta durante a Lua cheia seja rara, não é impossível.

“Sempre existe a chance de uma grande tempestade e as consequências potenciais de uma grande tormenta deixam todo mundo preocupado”, afirmou William Murtagh, coordenador de programa do Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais, integrante da Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA.

Queda gigantesca de energia
O exemplo mais estudado e inequívoco da capacidade solar de prejudicar redes elétricas aconteceu em 13 de março de 1989, na província canadense do Quebec. Nas primeiras horas da manhã, uma tempestade solar gerou correntes nos fios de transmissão, desligando disjuntores. Em questão de minutos, um apagão tomou conta da província, fechando empresas, escolas, aeroportos e metrôs até a energia ser religada, no fim daquele dia.

O Canadá foi atingido novamente poucos meses depois, quando outra tormenta solar levou a culpa pelo desligamento de computadores na Bolsa de Valores de Toronto, impedindo as transações.

A organização de Moura divulgou um estudo no ano passado dizendo que as distribuidoras teriam aviso suficiente para desligar a rede e proteger os transformadores; uma força-tarefa de acompanhamento fará um estudo minucioso para determinar o grau de vulnerabilidade dos transformadores.

“Existe a sensação neste campo de que nós não temos todas as respostas”, afirmou Antti Pulkkinen, cientista do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland.

Os perigos não vão passar antes do fim da máxima solar – o período de maior atividade do Sol. Mesmo quando tranquilo, com poucas manchas solares, o Sol ainda pode produzir uma erupção gigante.

As explosões solares, que viajam à velocidade da luz, chegam à Terra em menos de oito minutos e meio e podem derrubar parte das comunicações por rádio. Porém, a maior fonte de preocupações são as ejeções de massa coronal, na qual bilhões de toneladas de elétrons e prótons são expelidos do Sol e aceleram a mais de 1,6 milhão de quilômetros por hora.

As partículas, que geralmente demoram de dois a três dias para percorrer os 149 milhões de quilômetros entre o Sol e a Terra, não atingem a superfície; elas são repelidas pelo campo magnético do planeta.

Contudo, elas ficam presas no campo. Esse vaivém contínuo gera novos campos magnéticos, a maioria no lado noturno do planeta, e estes, por sua vez, induzem correntes elétricas no chão. Tais correntes saem do chão e sobem nas linhas de transmissão elétrica.

“De certa forma, estamos jogando roleta russa com o Sol”, disse John Kappenman, engenheiro elétrico proprietário da Storm Analysis Consultants que vem alertando quanto a uma catástrofe em potencial.

Até agora, o presente ciclo solar desafiou a compreensão fácil. Ele começou mais tarde – tão tarde que, para alguns, era o começo de um longo período de tranquilidade, como em meados do século XVII, quando quase nenhuma mancha foi vista no Sol durante décadas. O Sol está mais tranquilo do que os peritos esperavam e, por ora, parece ter chegado prematuramente ao ponto máximo.

Os dois hemisférios solares estão fora de sincronia. O hemisfério norte está adiante da curva, tendo produzindo um grande número de manchas no final de 2011 e depois se aquietado; o hemisfério sul permaneceu praticamente em sossego durante esse tempo todo.

Para a maioria dos cientistas solares, o hemisfério solar vai se reanimar e o número de manchas solares voltará a crescer, com a máxima solar ocorrendo no final do ano. Esse padrão de picos duplos já foi avistado em ciclos solares anteriores, como no último.

“Creio ser possível afirmar com forte confiança que haverá um segundo pico em 2013”, declarou Douglas Biesecker, físico do Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais e presidente de um painel que fez previsões sobre o ciclo solar.

“Será o segundo pico maior ou menor do que o primeiro? Ainda estamos à espera no hemisfério sul. O hemisfério norte praticamente já terminou.”

Se o segundo pico não acontecer e a máxima solar já tiver ocorrido, “então eu diria ser justo qualificá-lo de ciclo incomum”, disse Biesecker.

Mesmo com uma máxima solar mais tranquila do que a média, o Sol continua disparando, em média, algumas ejeções de massa coronal por dia, incluindo uma em 15 de março que teve impacto direto na Terra dois dias depois, gerando auroras noturnas pitorescas até no Colorado, mas sem provocar danos perceptíveis.

No ano passado, cerca de 20 delas – todas pequenas ou modestas – atingiram a Terra.

A enorme erupção solar de julho de 2012 partiu na direção errada, para sorte da Terra, mas passou pelo Stereo, equipamento de observação solar da NASA. Os dados do Stereo ajudarão os computadores a prover o que pode acontecer na rede elétrica.

Pego de surpresa
Na manhã de 1º de setembro de 1859, o astrônomo amador britânico Richard C. Carrington desenhava um grande grupo de manchas solares quando viu um lampejo branco ofuscante engolfá-las – era uma explosão solar. As correntes magnéticas que geraram a explosão provocaram uma ejeção de massa coronal.

Quando as partículas atingiram a Terra, menos de 18 horas depois, criaram uma corrente elétrica que desarmou os circuitos telegráficos.

Um telegrafista de Washington relatou que a testa tocou um fio-terra e “imediatamente recebi um choque elétrico muito severo” e “um velho que estava sentado de frente para mim, a pouca distância, disse ter visto uma centelha de fogo saltar da minha testa para o vibrador do telégrafo”.

Como não aconteceram outros eventos de Carrington desde então, os cientistas sabem que tais distúrbios são raros. Porém, também sabem que essa não foi a única tempestade solar a atingir a Terra em seus 4,5 bilhões de história. Tormentas solares do tamanho de Carrington “têm cem por cento de chance de se repetirem”, garantiu Kappenman.

E quando se repetirem, os transformadores e outros componentes importantes da rede elétrica sofrerão danos severos. Os grandes transformadores são caros e as companhias elétricas não dispõem de muitos sobressalentes à mão. Alguns locais poderiam ficar sem energia durante meses. Ainda segundo ele, “pense no furacão Sandy multiplicado por cem”.

Em novembro, a agência federal norte-americana responsável pela supervisão da rede elétrica propôs exigir das distribuidoras a instalação de equipamentos para bloquear correntes provindas do chão, além de tomar outras medidas para proteger o sistema. Grupos do setor elétrico se mostraram contrários, argumentando que os sistemas atuais desligariam a rede automaticamente antes de os transformadores serem danificados.

A espaçonave da NASA encarregada de observar o Sol continua registrando as manchas solares, podendo auxiliar a avisar quais regiões parecem propensas a entrar em erupção.

Embora a nave possa contar o tamanho da erupção, é impossível determinar um fator importante: para qual lado o campo magnético está apontando dentro do enxame de partículas.

Caso o campo esteja virado para o norte, o campo magnético da Terra pode absorver o choque razoavelmente bem. Entretanto, caso esteja apontando para o sul, na direção oposta do campo da Terra, os campos magnéticos basicamente desligam e religam – “curtos-circuitos” magnéticos que liberam grandes explosões de energia.

A NASA dispõe de um satélite, o Explorador de Composição Avançado (ACE, sigla em inglês), que pode avisar para qual lado o campo está virado. Porém, o ACE está a apenas 1,5 milhão de quilômetros da Terra, num ponto onde as forças gravitacionais do Sol e da Terra se cancelam.

Quando ele fizer essa medição crucial, uma ejeção de massa coronal gigante em alta velocidade poderia estar a apenas dez minutos de distância. As distribuidoras de energia teriam de tomar rapidamente suas decisões finais – e, quem sabe, provocar deliberadamente um apagão continental – para proteger a rede elétrica de um dano maior.

À medida que os cientistas aprendem mais sobre o Sol, eles descobrem que uma ejeção de massa coronal da amplitude de Carrington pode não ser um evento muito raro – rara é a chance de atingir a Terra. Desde que continuemos tendo sorte.

 

Cientistas criam robôs que se comportam como formigas

Formigas

Estudo desenvolveu robôs do tamanho de torrões de açúcar que a mesma lógica de navegação usada por formigas argentinas

 

A formiga caminha com segurança e consegue se orientar pelo labirinto do formigueiros dando inveja a qualquer motorista que precisa de um mapa para se localizar em uma cidade. Tudo normal, caso a formiga em questão fosse um inseto, mas se trata de um robozinho de rodas e do tamanho de um torrão de açúcar.  Os robôs-formiga foram criados por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de New Jersey, nos Estados Unidos, que simularam a capacidade de orientação das formigas argentinas ( Linepithema humile ), nas máquinas.

Na natureza, as formigas se locomovem e se orientam usando rastros de feromônios. No estudo as formigas foram substituídas por um enxame de robozinhos, chamado “Alices”. No lugar dos feromônios foram usados feixes de luz que podiam ser detectados por dois sensores que faziam as vezes de antenas.

 “Os robôs usam a mesma lógica de navegação das espécies de formigas estudadas”, disse ao iG  Simon Garnier, professor do departamento de ciências biológicas do Instituto de Tecnologia de New Jersey e autor do estudo publicado nesta quinta-feira (28) no periódico científico PLOS Computational Biology .

Para que lado eu vou?
Garnier explica que no estudo que simulou um formigueiro havia dois caminhos possíveis do ninho ao local onde havia alimento, porém um caminho tinha o dobro do comprimento do outro. No início da experiência, quando não havia feromônio das formigas nem feixes de luz dos robôs, eles começaram a utilizar os dois trajetos de forma igual. Porém, as formigas que usavam o caminho mais curto chegavam mais rapidamente e, portanto, a quantidade de feromônio depositado no caminho mais curto era maior que no caminho mais longo. Com isto a rota mais curta passou a atrair mais formigas e o caminho mais longo foi abandonado. O mesmo aconteceu com os robôs, que logo passaram a usar o caminho com mais feixes de luz, abandonando o caminho mais longo.

Garnier lembra que como estas formigas são quase cegas e, ao navegarem, elas têm pouca noção sobre onde está o ninho. “É como se você estivesse preso em uma tempestade de neve tão pesada e não conseguisse ler os sinais ao longo da estrada ou descobrir onde devesse ir“, brinca Garnier. “A única informação que você tem são os rastros deixados por outros carros. Você pode segui-los como as formigas e os robôs fazem com o feromônio.”

Garnier disse que o intuito do estudo era apenas de compreender o comportamento das formigas, porém, essa “lógica das formigas” e de outros insetos é estudada por vários outros grupos de pesquisa, com o objetivo de desenvolver robôs capazes de cooperar em tarefas como, por exemplo, busca e salvamento, exploração e mapeamento de ambientes perigosos, melhoramento das cadeias de fornecimento.

 

Centro brasileiro em grafeno tem como objetivo acelerar a internet

Ciencia

Parceria entre Mackenzie e Universidade de Cingapura visa desenvolver novos produtos a partir do material, usado em celulares, carros e aviões

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, está construindo um novo centro de pesquisa dedicado ao grafeno, um material de carbono superfino que é ótimo condutor elétrico  e é usado em celulares, carros, aviões e em redes de fibra ótica. O convênio de cooperação técnico-científica foi firmado com a Universidade Nacional de Cingapura, que tem o maior centro do mundo de estudos do grafeno.

A Universidade vai investir 20 milhões de reais em um novo prédio na avenida da Consolação com área de 6.500 metros quadrados e inauguração prevista para maio de 2014. Um acordo com a Fundação de Amparo a Pesquisa de São Paulo (Fapesp), assinado na quinta-feira (28) vai garantir mais 10 milhões de reais para a compra de equipamentos.

“As obras já começaram e por enquanto os laboratórios sobre grafeno estão espalhados pelo campus da universidade. Quando o prédio ficar pronto tudo ficará lá”, disse ao iG Eunezio Antonio de Souza, coordenador do Centro de Pesquisa.

Souza explica que o centro será focado nas aplicações óticas e fotônicas do grafeno, como fibra ótica e redes de alta velocidade. “Sabemos que daqui a 10 ou 15 anos, se nada for feito, voltaremos ao tempo da internet discada por causa do aumento da demanda”, disse.

O centro de pesquisa, que será chamado de MackGrafe, vai ter como foco a parceria com empresas para o desenvolvimento de produtos. O grafeno é considerado um forte candidato a substituir o silício em dispositivos eletrônicos. “É um material com uma potencialidade enorme. É chamado de superlativo, podendo ser usado em muitos setores”, disse.

Alta tecnologia
Atualmente o centro conta com a colaboração de sete pesquisadores que atuam em áreas da Engenharia de Materiais, Química e Fotônica. Souza afirma que um edital internacional será lançado para a contratação de dois pesquisadores. “Acreditamos que o grafeno possa ter novas possibilidades de aplicação, mas para isto é preciso pesquisa avançada e altamente sofisticada”, disse.

De acordo com Souza, até mesmo a transferência do grafeno de um lugar para o outro precisa de equipamento e técnicas adequados. “É um material feito de carbono com a espessura de um átomo. Até mesmo para transportá-lo é preciso um cuidado especial para que o material não seja perdido”, disse. Souza explica que o cuidado precisa ser tamanho que o pesquisador precisa despejar um polímero (um tipo de plástico) sobre o grafeno para que o material não se desmantele.

Hollywood quer criar dublês virtuais de atores

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Animações em 3D podem provocar grandes mudanças no modo de trabalho dos estúdios de Hollywood, graças à criação de versões digitais dos atores que vemos na tela – especialmente para fazer o papel de dublês em cenas de ação.

Para acertar nos detalhes faciais, os animadores precisam de centenas de fotos do rosto original, por diferentes ângulos, mas todas tiradas exatamente no mesmo momento.

Um palco de luz, com quase 7 mil lâmpadas LED, tem sete câmeras que fotografam o rosto do ator sob diversas luzes e com variadas expressões faciais.

Os animadores levam essas expressões a um computador e as combinam para criar um mapa digital facial, que serve de base para o modelo 3D.

Apesar de essa tecnologia ser focada no cinema, ela também tem espaço na nossa casa. Por exemplo, nos jogos de videogame, que em breve podem ter versões digitais de nós mesmos.

Essa tecnologia futurista também está nos conectando ao nosso passado. O palco de luz está sendo usado para coletar depoimentos de sobreviventes do Holocausto. O objetivo é criar um modelo holográfico interativo que possa ser levado a diferentes escolas e até mesmo responder às perguntas dos alunos.

Esses hologramas ainda não existem, mas estão sendo elaborados por pesquisadores.

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Panda gigante é inseminado artificialmente em zoológico dos EUA

A Panda

Veterinários do Zoológico Nacional dos Estados Unidos inseminaram artificialmente a fêmea de panda gigante Mei Xiang neste sábado depois que o acasalamento natural fracassou, disseram mantenedores do zoológico.

Mei Xiang foi posta sob anestesia geral e inseminada com uma combinação de sêmen fresco e sêmen congelado coletado do panda gigante macho do zoológico Tian Tian. Os cientistas planejam uma secunda inseminação ainda neste sábado.

Vaterinários detectaram um aumento no nível hormonal na terça-feira, indicando que Mei Xiang estava pronta para acasalar, mas disseram que “nenhum cruzamento competente” havia ocorrido entre o par de pandas.

“Estamos esperançosos de que nossos esforços de reprodução serão bem sucedidos este ano e somos encorajados pelos dados hormonais e de comportamento que temos visto até agora”, disse Dave Wildt, diretor do Centro de Sobrevivência de Espécies no Instituto de Conservação Biológica Smithsonian.

Cientistas vão continuar a monitorar os níveis hormonais de Mei Xiang pelos próximos meses e a conduzir ultrasons para determinar se ela está grávida. Uma gravidez dura entre 95 e 160 dias, disseram eles.

Mei Xiang já deu a luz a dois filhotes. Um morreu na primeira semana após o parto no ano passado. O outro nasceu em 2005 e se econtra no Centro de Pesquisa e Conservação para o Panda Gigante da China, em Wolong.

Video de outros lidos pandas brincando: