Camisa que dura até 100 dias sem lavar poupa água e dinheiro

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A startup americana Wool&Prince afirma ter desenvolvido uma camisa que pode ser usada por até 100 dias sem precisar lavar, mantendo-se livre de suor e odores desagradáveis

A camisa é um dos itens do vestuário masculino que mais costumam bater ponto na máquina de lavar. Ao contrário de outras peças, como calças e blazers, um único dia de uso pode ser suficiente para deixá-la em mau estado, sem possibilidade de ser usada novamente. Já calculou quanta água, energia, sabão e dinheiro são gastos nesse processo?

Pensando em resolver esses problemas, e otimizar a durabilidade da roupa, a startup americana Wool&Prince afirma ter desenvolvido uma camisa que pode ser usada por até 100 dias sem precisar lavar. Na prática, três lavagens por ano seriam mais do que suficientes.

Para provar que isso é possível, a empresa convidou 15 pessoas de várias partes do mundo para fazer a prova dos “100 dias”. Cada uma deveria usar a mesma camisa todos os dias e sem mudar a rotina. E o próprio criador da roupa resolveu fazer o teste.

Além das atividades comuns do dia-a-dia, como ir ao trabalho, ao supermercado ou sair para beber com os amigos, ele usou a camisa em situações que estimulam a produção de suor. Participava de maratonas, brincava de forma eufórica com animais de estimação em casa, chegando a rolar no chão, e ainda se acabava de dançar em baladas à noite – sempre com a mesma camisa.

O resultado? Segundo a empresa, nada de cheiro ruim, nada de amassados, nenhum sinal de que a camisa fora usada tantas vezes. A tecnologia por trás dessa proeza não é conhecida em detalhes. A empresa revela apenas que a camisa é feita de material mais resistente que algodão e que é composto por fios de lã superfinos, usados pela indústria da moda de luxo.

De acordo com a W&P, o tecido de fios de lã teria a capacidade de absorver o suor ( que depois evapora no ar) mais rápido que o algodão. Outra vantagem, segundo a empresa, é que a camisa feita com o material especial também se recuperaria mais rápido de amassados.

Viabilidade comercial

A supercamisa, que demorou seis meses para ser criada, ainda não está disponível no mercado. Para conseguir isso, a Wool&Prince busca fundos no Kickstarter, um site de financiamento coletivo que busca apoiar projetos inovadores. Em apenas oito dias, o projeto arrecadou 167 mil dólares de mais de 1000 pessoas, sendo que o objetivo era apenas de 30 mil dólares. A arrecadação vai atá dia 22 maio.

Furacão em Saturno pode ajudar a esclarecer fenômeno na Terra

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Olho do furacão é 20 vezes maior que vórtice de uma tempestade terrestre.
Imagem foi captada pela sonda Cassini, da Nasa.

Cientistas da agência espacial americana, Nasa, identificaram que uma tempestade no Polo Norte de Saturno é, na verdade, um furacão com um vórtice (região central do fenômeno) com largura equivalente a 20 vezes o tamanho do olho de um furacão na Terra. Seu tamanho é de 2 mil km, segundo a Nasa.

A tempestade, captada pela sonda Cassini, havia sido divulgada inicialmente em novembro do ano passado, mas somente agora a equipe revelou dados a respeito.

De acordo com os pesquisadores, a velocidade dos ventos do furacão de Saturno era quatro vezes mais rápida se comparada ao máximo que pode atingir um fenômeno terrestre.

Por aqui, a velocidade dessas tempestades é subdivida em cinco categorias de força pela escala Saffir-Simpson. Fenômenos classificados na categoria 1 têm ventos de até 152 km/h. Tempestades com ventos entre 153 km/h e 176 km/h estão na categoria 2.

Furacões com ventos entre 177 km/h e 207 km/h são classificados na categoria 3. Foram classificados neste patamar os fenômenos Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005, e matou 1.700 pessoas, e Glória, que 1985 atingiu a região da Carolina do Norte e Nova York e causou oito mortes.

Na categoria 4, os ventos têm velocidade entre 209 km e 250 km. Já os furacões classificados na categoria 5 são aqueles que registram ventos com velocidade acima de 251 km/h, de acordo com o meteorologista do Inmet.

A Nasa afirma que estudar o furacão no Polo Norte de Saturno pode auxiliar em descobertas sobre a formação deles na Terra. O fenômeno climático é resultado da combinação de alta temperatura na superfície do oceano, elevada quantidade de chuvas e queda da pressão do ar (sistema que favorece uma subida mais rápida do ar e uma constante evaporação da água do mar). Esse sistema costuma se formar em áreas próximas à Linha do Equador.

A missão Cassini-Huygens é um projeto de cooperação entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI). As duas câmeras a bordo da sonda foram projetadas, desenvolvidas e montadas no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, em Pasadena, na Califórnia. A equipe que trabalha com as imagens fica no Instituto de Ciência Espacial em Boulder, no Colorado.

Pesquisa centenária de vegetação nos EUA tem dados digitalizados

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Região monitorada fica em Tumamoc Hill, área com clima de deserto.
Programa da Universidade do Arizona acompanha plantas desde 1906.

Cientistas da Universidade do Arizona, nos EUA, digitalizaram dados de um dos mais antigos programas de monitoramento da vegetação existentes no mundo, cuja coleta começou há mais de cem anos. As informações são da flora de Tumamoc Hill, também no Arizona, onde ocorrem pesquisas da instituição de ensino.

Alguns dos primeiros trechos de vegetação foram estudados em 1906 – o registro de nascimento, reprodução e morte de cada uma das plantas de certas áreas específicas tem sido atualizado desde então, diz uma nota da universidade. Os dados poderão ser consultados por pessoas de todo o mundo, de acordo com os cientistas.

Tumamoc Hill está localizada em uma região desértica, e por isso tem clima seco. Após estudar a vegetação por tanto tempo, os pesquisadores conseguiram, por exemplo, estimar a longevidade de plantas perenes do local.

O estudo “centenário” também ajudou os pesquisadores a rever a ideia de que comunidades de plantas de uma mesma região passam por uma série de etapas, através de gerações, até chegar a um grupo “estável” de espécies chamado de “comunidade clímax”, segundo eles.

“A vegetação no deserto não estava se adaptando para chegar a uma comunidade clímax”, disse o cientista Larry Venable, um dos coordenadores da pesquisa na região. Ao invés de progredir em “sincronia”, diz ele, cada espécie estava mudando em seu próprio ritmo.

Os primeiros trechos de vegetação estudados possuíam 10 m² e foram estabelecidos no início do século 20 – nove deles permanecem até hoje, segundo a nota da instituição. Atualmente há 21 trechos estudados, dizem os cientistas.

Os biólogos registram as espécies, a área coberta pela vegetação e a localização das plantas em cada um destes trechos. Até mudas foram mapeadas, afirmam os pesquisadores. Para eles, estudar como as plantas reagem e respondem às mudanças nas condições climáticas ao longo das décadas pode ajudar a entender melhor o comportamento dos ecossistemas.

Peixe cod do ‘tamanho de um homem’ é capturado na Noruega

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Pescador capturou animal que pesava 47 kg e media 1,60 metro.
O cod é tratado como o ‘legítimo bacalhau da Noruega’.

O pescador alemão Michael Eisele posa para fotografia ao lado de um peixe cod capturado por ele. Segundo a Reuters, o animal capturado tinha 47 kg e media 1,60 m. O peixe foi encontrado na região de Breivikfjord, na Noruega.

Conhecido em inglês como cod, o Gadus morhua é encontrado apenas nos mares frios do Hemisfério Norte e é tratada como o “legítimo bacalhau da Noruega”. O bacalhau como o conhecemos é uma referência mais ao método do que ao peixe em si. Mesmo assim, existem pescados no mar, frescos, que também costumam ser chamados desta forma.

A Noruega é o país considerado o habitat desta espécie, além de regiões da Irlanda, Reino Unido e Islândia. Por ano, a produção nestas áreas é de 2.560 toneladas.

Entretanto, a sobrepesca (captura excessiva) se tornou uma ameaça. A redução dos estoques marinhos, por exemplo, já colocou o cod na lista dos animais marinhos ameaçados de extinção. O Gadus morhua, por exemplo, é considerado vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Morre tartaruga egípcia que conheceu Napoleão

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Uma tartaruga egípcia de 270 anos de idade faleceu no zoológico de Gizé, nas proximidades do Cairo, capital do país africano. Com tamanha longevidade, o quelônio estava vivo – e adulto – quando Napoleão invadiu o Egito, ainda no século XVIII, conforme esta notícia da agência Prensa Latina.

Nascida em 1743, a tartaruga “foi testemunha” da Revolução Industrial, da Revolução Francesa e de fatos relevantes na história egípcia: o segundo reinado dos mamelucos, da construção do Canal de Suez, da assinatura do tratado de paz egípcio-israelense e dos mais de 30 anos do regime do presidente Hosni Mubarak, derrubado por uma revolta popular em 2011.

O zoológico não divulgou as causas da morte do animal. O fato causou muitos comentários nas redes sociais. Uma das piadas dizia que o bicho sobreviveu a períodos turbulentos da história do Egito mas não suportou as disputas entre partidários e opositores do presidente Mohamed Morsi. (a dica foi do Édson Pedro)

Gosto da cerveja ativa sistema de recompensa cerebral

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O prazer proporcionado pela cerveja não tem origem apenas no álcool. Uma pesquisa da Universidade de Indiana mostrou que sentir o sabor de uma bebida alcoólica, sem qualquer efeito intoxicante do álcool, pode trazer uma sensação de recompensa e bem-estar.

O objetivo do estudo foi observar a dopamina, elemento químico em uma área do cérebro denominada estriado ventral, que dá a sensação de recompensa

Pessoa enche copo com cerveja: o efeito da dopamina foi significativamente maior entre os voluntários com histórico familiar de alcoolismo.

O sabor da cerveja sozinho, mesmo sem qualquer efeito alcoólico, ativa o sistema de recompensas do cérebro, revela um estudo publicado nesta segunda-feira.

Neurologistas da Universidade de Indiana pediram a 49 homens que escolhessem beber entre sua cerveja favorita e um isotônico, tipo de bebida utilizada por quem pratica esportes, enquanto seus cérebros eram escaneados por uma tomografia por emissão de pósitrons (PET).

O objetivo foi observar a dopamina, elemento químico em uma área do cérebro denominada estriado ventral, que dá a sensação de recompensa.

A cerveja foi racionada em minúsculas porções – apenas 15 mililitros ou uma colher de sopa a cada 15 minutos – de forma que o cérebro pudesse ser escaneado sem a influência tóxica do álcool.

Apenas sentir o gosto da cerveja ativou os receptores de dopamina e este efeito foi maior do que no caso do isotônico, mesmo que muitos voluntários tenham dito preferir o gosto de refrigerantes, afirmaram os cientistas.

O efeito da dopamina foi significativamente maior entre os voluntários com histórico familiar de alcoolismo, explicaram.

“Nós acreditamos que esta é a primeira experiência em humanos a demonstrar que apenas sentir o sabor de uma bebida alcoólica, sem qualquer efeito intoxicante alcoólico, pode trazer à tona a atividade da dopamina nos centros de recompensa do cérebro”, afirmou David Kareken, professor de neurologia que chefiou os experimentos.

A dopamina tem sido há muito tempo associada ao forte desejo de uma substância, havendo evidências anedóticas que sugerem que pode ser ativada pelo som, pela visão ou pelo cheiro de um bar

Consequentemente, os cientistas se concentraram em técnicas para evitar ou minimizar estes gatilhos. Enquanto isso, especialistas em farmacologia estudam tratamentos para bloquear a resposta das células à dopamina.

O estudo, publicado no periódico Neuropsychopharmacology, provocou respostas contraditórias em especialistas externos.

Alguns consideraram o estudo inovador, enquanto outros consideram que foi muito restrito e muitos ficaram intrigados com o fato de uma conexão familiar com o alcoolismo ter sido vinculada com uma resposta maior da dopamina.

“Sabemos que a exposição a estas recompensas condicionadas às vezes é o gatilho que induz dependentes químicos em abstinência a sofrer recaída”, disse Dai Stephens, professor de psicologia experimental da Universidade britânica de Sussex.

“Entender o mecanismo por trás das diferenças nas consequências deste tipo de condicionamento entre indivíduos com e sem riscos de sofrer de alcoolismo poderia apontar caminhos para reduzir esses riscos”, acrescentou.