Caneta vibra quando você comete um erro

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Tecnologia com o nome de Lernstift está em busca de financiamento no site Kickstarter

No ano passado, a mulher do empreendedor Falk Wolsky fez um comentário enquanto ajudava seu filho na lição de casa: o que ele precisa é de uma caneta que aponte os erros que ele comete. A frase não passou despercebida e Folk resolveu desenvolver o produto. O projeto da Lernstift, a caneta que vibra quando você comete um erro, busca ajuda no site de financiamento coletivo Kickstarter e arrecadou 24.558 libras das 120 mil libras que tem como meta.

O objetivo dos criadores da Lernstift, Falk Wolsky e Daniel Kaesmacher, é trazer “boas vibrações” com a criação da caneta que ao mesmo tempo é útil e divertida. A caneta pode reconhecer erros de ortografia e falhas de caligrafia. No longo prazo, a meta é incluir a verificação gramatical.

No primeiro momento, o produto será lançado nas versões inglês e alemão, e poderá incluir outros idiomas no futuro. A Lernstift é equipada com conexão Wi-Fi com smartphone, tablet ou computador, o que possibilita que os pais podem verificar o processo de aprendizagem dos filhos com um aplicativo com estatísticas de aprendizagem, por exemplo.

Para reconhecer o que está sendo escrito, a caneta é equipada com um sensor de movimentos, com acelerômetro e giroscópio. No Kickstarter, os apoiadores podem adquirir uma caneta por 99 libras em vez de 125 libras – preço que deve chegar às lojas.

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TV paga no Brasil é a 16º mais cara do mundo

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O preço médio do canal de TV por assinatura no Brasil é o décimo sexto mais caro do mundo, segundo estudo divulgado nesta terça-feira, 30, pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA).

De acordo com a pesquisa, no País o valor médio é de 57 centavos de dólar, abaixo da média mundial, que é de 65 centavos de dólar.

Quando se analisa o preço médio do pacote básico de TV paga no Brasil o custo fica em US$ 23,25, o que coloca o País no 27º lugar. A média mundial do preço neste caso fica m US$ 27,43.

“Verificou-se que o preço por canal no Brasil encontra-se ao redor da média mundial. Com isso entende-se que o preço está alinhado com a realidade internacional”, afirma trecho do estudo publicado pela ABTA.

O estudo foi realizado entre os meses de abril e maio deste ano, englobando 47 países. O comparativo de preços foi feito com base no Índice Big Mac, publicado pela revista The Economist.

Café reduz risco de suicídio, diz estudo

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O café é uma bebida polêmica. Enquanto alguns estudos afirmam que o excesso de cafeína pode causar transtorno mental, outros ressaltam seus benefícios. Uma nova pesquisa associou o consumo do café com a redução de cerca de 50% do risco de suicídio em homens e mulheres.

Os cientistas envolvidos no projeto são da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos EUA. O trabalho foi publicado no periódico científico “The World Journal of Biological Psychiatry”.

Foram analisados dados de três grandes pesquisas feitas nos Estados Unidos entre 1988 e 2008. Entre os mais de 200 mil participantes estavam consumidores de bebidas com e sem cafeína.

As informações revelaram que as chances de suicídio caem pela metade entre adultos que consomem entre duas e quatro xícaras de café diariamente, quando comparados aos que tomam a bebida descafeinada, aos que ingerem pouco ou não tomam café.

A explicação para esse fato pode estar no efeito que a cafeína causa no organismo humano. Estimula o sistema nervoso central e age como um antidepressivo ao aumentar a produção de neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina. Os pesquisadores acreditam que isso explica as menores taxas de depressão encontradas entre apreciadores do café em estudos anteriores.

Apesar de diminuir o risco de suicídio, os cientistas recomendam que adultos deprimidos não tomem mais café, porque quando o consumo da substância é maior do que o habitual, pode causar efeitos colaterais.

O excesso de cafeína pode causar sintomas de intoxicação, como inquietação, nervosismo, excitação, rubor, desconforto gastrointestinal, espasmos musculares, confusão na fala, insônia e alteração do ritmo cardíaco.

 

Como o grafeno mudará o mundo

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Conhecido como o “material do futuro”, o grafeno não deixa de assombrar a comunidade científica e tecnológica por causa de suas incríveis propriedades e infinidade de aplicações potenciais.

O material é um alótropo do carbono, ou seja, uma das formas divergentes que procede desse elemento químico, como o carvão e o diamante. Curiosamente sua descoberta vem da década de 30, mas se prestou pouca atenção nele, dado que se pensava que era um material instável termodinamicamente.

Só depois das descobertas dos cientistas Konstantin Novoselov e Andre Geim, que o conseguiram isolar à temperatura ambiente, ganhou a importância que ele tem agora. Em 2010, estes pesquisadores de nacionalidade russa receberam o Prêmio Nobel de Física por seus trabalhos com o grafeno.

Acrescentado a outros compostos, como matéria-prima principal ou como componente de novos processos de laboratório e produção, este material revolucionário possibilitará, entre muitas outras coisas: fabricar filtros que separarão o sal da água duas ou três vezes mais rápido que as dessalinizadoras atuais, assim como obter combustíveis que permitirão que os aviões alcancem maiores velocidades, otimizando o funcionamento do motor e reduzindo o consumo e a poluição ao meio ambiente. Além disso, o grafeno é cem vezes mais eficaz como condutor elétrico que o silício e mais forte que o diamante.

Qualidades variadas e assombrosas – Cientistas de todo o mundo, que estão há anos trabalhando com o grafeno, acreditam que suas aplicações – em campos tão diversos como a eletrônica, a telefonia celular, a aeronáutica e os processadores de hidrocarbonetos – logo surgirão.

“O grafeno já é utilizado para fabricar eletrodos de baterias, telas táteis, células fotovoltaicas, dispositivos de eletrônica digital e analógica de alta frequência, e compostos avançados para a indústria aeronáutica ou para a alta competição de vela”, assinala à Agência EFE Jesús de la Fuente, diretor-executivo (CEO) da Graphenea, uma das principais produtoras mundiais de grafeno laminado.

Entrevistamos Jesús com exclusividade para que nos explique em que condições estão os estudos e as aplicações práticas deste surpreendente material.

Poderia nos dar alguns exemplos de como o grafeno vai mudar o mundo e nossa vida cotidiana? O grafeno abriu uma nova categoria de materiais bidimensionais. Tenho certeza que terá um papel relevante no futuro, mas é possível que suas melhores aplicações ainda não tenham sido descobertas. O grafeno de mais alta qualidade está disponível desde 2010-2011 nos laboratórios de pesquisa, por isso que não se teve muito tempo para se aprofundar na pesquisa do material. No entanto já foram publicados alguns protótipos muito interessantes, e o melhor ainda está para chegar. Das aplicações atuais nas quais se está trabalhando provavelmente a eletrônica flexível possa representar uma pequena revolução e contribuir para vantagens no dia a dia.

Por que existem vários jeitos de escrever “por quê”?

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Na maioria dos idiomas, é mole diferenciar: em inglês, pergunta-se com why e responde-se com because, enquanto os franceses contrapõem um pourquois com parce que. Mas, como os portugueses teimaram em usar o mesmo termo para as duas funções, os gramáticos precisaram usar a imaginação.

No latim clássico, havia duas palavras: quare para perguntar e quia para responder. Mas em português prevaleceu a expressão do latim vulgar, pro quid, que passou a exercer dupla jornada em perguntas e respostas. “Para diferenciar, alguém teve a ideia de escrever um junto e o outro separado”, explica Caetano Galindo, linguista da Universidade Federal do Paraná. Os registros mais antigos dessa distinção são do século 13, mas em 1500 Pero Vaz de Caminha ainda se atrapalhava na Carta do Descobrimento.

Para complicar, em 1931 surgiram no Brasil mais duas regras: o “que” ganhou circunflexo quando é tônico (antes de pontuação) e o “porque” substantivo virou “porquê”. No dia-a-dia, porém, simplificamos tudo radicalmente: do bilhete à internet, só existe um “porquê.”

Assista gotas magnéticas de ferrofluido dançando

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Fluidos são excelentes personagens para vídeos. Como estas gotas magnéticas, ou ferrofluidos (substância formada por partículas de ferro suspensas em óleo), que podem alternar entre um estado estático, em que a estrutura se auto organiza quando o sistema atinge um equilíbrio de energia, e um estado dinâmico, no qual a auto-organização é impulsionada pela energia contínua.

Pesquisadores da Universidade de Aalto, na Finlândia, e da ESPCI Paris (Escola Superior de Física e Química) criaram o modelo. É possível invertê-lo de dinâmico a estático e vice-versa em um campo magnético oscilante.

“Ao longo dos anos, conseguimos criar materiais funcionais com base em hierarquias auto organizadas estáticas. Este modelo de sistema abre caminho para materiais dinâmicos ainda mais versáteis, onde as estruturas são formadas com energia”, disse um dos pesquisadores envolvidos, Olli Ikkala.

No vídeo abaixo, um ímã é gradualmente levantado para criar um campo magnético crescente sobre a gota. Ela deforma progressivamente e, eventualmente, se divide em duas. No primeiro vídeo, as inúmeras gotículas filhas criadas formam diferentes padrões auto organizados estáticos para minimizar a sua energia total. No final, o campo magnético é diminuído, resultando no relaxamento das gotículas em formas esféricas.

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Dispositivo adiciona motor elétrico a qualquer bicicleta em poucos segundos

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As bicicletas estão cada vez mais presentes na realidade das grandes cidades (bem, pelo menos deveriam estar), transformando-se em uma alternativa saudável para locomoção. Elas evitam o estresse do trânsito e são, muitas vezes, até mais rápidas do que os transportes comuns utilizados.

O grande problema para muitos é a dificuldade ao iniciar as pedaladas, principalmente em cidades onde o terreno é mais irregular, como é o caso de São Paulo. Nesses lugares, em poucos quilômetros o ciclista pode enfrentar grandes subidas. Além do cansaço físico provocado pelos aclives, chegar ao trabalho suado logo de manhã é outro inconveniente.

Com certeza um pouco de treino nos finais de semana, uma dieta e uma rotina de exercícios físicos variados resolveriam todos os problemas dos que resistem à utilização da bicicleta como meio de transporte diário. Porém, para os que não têm toda essa força de vontade e precisam de um “empurrãozinho”, surgiram as bicicletas motorizadas. A maioria dos motores serve apenas como auxílio na hora da subida, naquele momento em que bate o cansaço. Já outros exageram um pouco na potência e acabam transformando a bicicleta em uma moto simplificada (e perigosa).

A instalação dos motores para bicicleta pode ser complicada, demorada e permanente, o que faz com que muitos desistam da ideia. Para quebrar mais essa barreira, um projeto diferente de motor elétrico para bicicletas foi criado. Entre as vantagens apresentadas, podemos citar a fácil instalação (é bem fácil mesmo, veja no vídeo no final do post) e a alta compatibilidade com diversos modelos de bicicletas. O Rubbee é um motor que pode finalmente convencer você a trocar seu carro por sua bike, mesmo que apenas em alguns dias.

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A instalação do Rubbee dura apenas alguns segundos e você mesmo pode fazê-la. O lega é que o motor pode ser retirado e colocado em outra bicicleta sem nenhum problema. Vendo o vídeo podemos perceber que a invenção realmente funciona e que seria muito legal poder experimentar um desses. No momento, este projeto ainda está sendo financiado através do site Kickstarter – para poder ter um desse você teria que contribuir com cerca de 2,5 mil reais (£699).

Esperamos muito que o projeto dê certo e obtenha financiamento suficiente para queno futuro, quem sabe, possamos encontrar o produto no Brasil por um preço mais acessível.

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