Estudantes criam garrafa que torna potável a água do mar

13240233

A água salgada também pode ser utilizada para matar a sede dos seres humanos. Basta colocá-la na Puri, uma garrafa recém-inventada com um sistema interno que torna a água do mar uma bebida potável.

 

Criada pelos universitários sul-coreanos Younsun Kim, Kangkyung Lee, Byungsoo Kim e Minji Kim, a invenção possui um pequeno sistema de bombeamento que dessaliniza o líquido por meio da osmose reversa.

 

Para funcionar, o usuário precisa bombear o cilindro dentro da garrafa para aumentar a pressão e ocorrer o processo de separação dos componentes por meio de uma membrana permeável à água e que barra o sal.

 

Além de ser essencial para salvar a vida de náufragos, os criadores recomendam o uso da Puri em longas trilhas e em viagens longas em alto mar.

Vídeo:

Físico propõe solução para o enigma do “gato de Schrödinger”

Schrodingers_cat.svg_

Há mais de 80 anos, o físico alemão Erwin Schrödinger elaborou um experimento hipotético, baseado em princípios da física quântica, para ilustrar o estranho fenômeno da superposição, em que uma partícula estaria simultaneamente em duas situações distintas, até que uma medição feita por um observador externo fizesse com que esse estado duplo entrasse em colapso, e a partícula fosse vista em uma única situação.

Em artigo recente, o físico Art Hobson apresentou uma solução para o problema – a chave estaria na “não localidade” e no “emaranhamento“.

A teoria quântica parece sugerir que, se você conectar um sistema microscópico a um aparelho de medição em larga escala que faça distinção entre os dois estados distintos do sistema microscópico, o aparelho também ficará ‘emaranhado’ em uma superposição de dois estados simultâneos”, explica. “Contudo, isso é algo que nunca foi observado e não é aceitável”.

No experimento, o gato estaria preso em uma caixa junto com um átomo radioativo, que, enquanto não fosse analisado, estaria em um estado de superposição, simultaneamente liberando e não liberando radiação (se liberasse, ativaria um mecanismo que envenenaria o gato, matando-o); paradoxalmente, o gato estaria vivo e morto ao mesmo tempo, enquanto o material não fosse medido e o estado de superposição não entrasse em colapso.

O “gato vivo” é um sinal de que o átomo não liberou radiação; o “gato morto” é um sinal de que o material liberou radiação. De acordo com Hobson, o gato e o átomo radioativo estariam “emaranhados” – e como consequência sofreriam efeitos da “não localidade”, em que alterações em um dos objetos automaticamente provocaria alterações no outro, mesmo a distância. “É um único objeto se comportando como um único objeto, mas em dois lugares diferentes”.

Seguindo esse raciocínio, o gato não estaria ao mesmo tempo vivo e morto: ele simplesmente estaria vivo OU morto de acordo com a situação do núcleo radioativo.

Hobson lembra que pelo menos três soluções similares foram propostas desde 1978, mas não receberam a devida atenção, “levando a confusões e até mesmo a afirmações pseudocientíficas sobre as consequências da física quântica”. “Tenho esperança de que essa solução para o problema da medição seja agora aceita pela comunidade científica. É importante organizar os fundamentos da física quântica”, disse. [ScienceDaily; Physical Review A]

 

 

 

A psicofobia e o peso das palavras

tumblr_lxmsh8E8Nw1qe649zo1_500

O preconceito contra quem sofre de transtornos mentais pode virar crime

Pouco antes de morrer, em março do ano passado, o humorista Chico Anysio decidiu entrar na luta contra o preconceito que cerca as doenças mentais. Ele sofria de depressão e, num sábado à tarde, recebeu em casa o médico Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), para gravar um depoimento.

Durante a conversa, Chico fez um comentário e uma sugestão:

– Antigamente existiam carros usados. Agora chamam de “seminovos”. As coisas hoje têm esses nomes. Crie um nome para o preconceito.

O conselho do comunicador não foi esquecido. Muitas reuniões depois, a ABP lançou o termo “psicofobia”. Atualmente ele é adotado para designar atitudes preconceituosas e discriminatórias contra as deficiências e os transtornos mentais. O uso da palavra se disseminou. Uma busca rápida no Google aponta 16 mil textos em que ela é citada.

A psicofobia pode virar crime. O senador Paulo Davim (PV-RN) propôs uma emenda para incluir esse tipo de preconceito no projeto de lei de reforma do Código Penal Brasileiro. Vários senadores, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), apoiam a proposta.

Cerca de 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental no Brasil, segundo uma estimativa conservadora da Organização Mundial da Saúde. Quem sofre de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outras doenças, sabe que o preconceito se manifesta de formas variadas e perversas.

Com medo de ofender os pacientes, médicos deixam de encaminhá-los ao psiquiatra. Os pacientes que recebem encaminhamento desistem de procurar o especialista por medo do diagnóstico e da discriminação que ele e a família passarão a sofrer.

O estigma destrói a autoestima dos doentes. Eles deixam de procurar emprego ou de lutar por assistência adequada. Estima-se que no Brasil 58% dos casos de esquizofrenia não recebem tratamento.

Muita gente acredita que os doentes mentais são violentos. As notícias sobre crimes ajudam a perpetuar essa crença. “93% das pessoas com doença mental não são violentas, mas isso nunca é notícia”, diz o professor Wagner Gattaz, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Pouco depois do chamado Massacre do Realengo, quando um ex-aluno entrou numa escola no Rio de Janeiro, matou 12 adolescentes, feriu outros 12 e se matou, os pacientes de Gattaz passaram a relatar ainda mais dificuldades.

“Eles diziam que a família estava com medo, que os amigos passaram a evitá-los e que deixaram de conseguir emprego porque as pessoas achavam que eles poderiam passar fogo em todo mundo a qualquer momento”, diz Gattaz.

Não nos damos conta, mas uma das formas mais eficientes de perpetuar o preconceito contra os doentes mentais é aplicar termos da psiquiatria fora do contexto. Quem nunca fez isso?

A imprensa é mestre na arte do uso metafórico da palavra esquizofrenia. Os portadores dessa doença apresentam períodos em que têm dificuldade para distinguir o real do imaginado. Podem ocorrer mudanças na forma de pensar e sentir, com prejuízo das relações afetivas e do desempenho profissional e social.

Esquizofrenia é isso, mas na linguagem corrente passou a designar todas as mazelas da política, da economia e as esquisitices da cultura pop. Faltou palavra? Tascamos um esquizofrênico e todo mundo entende o que queremos dizer.

Uma amostra dessa prática foi reunida num interessante estudo sobre o estigma da esquizofrenia na mídia, assinado por Francisco Bevilacqua Guarniero, Ruth Helena Bellinghini e Wagner Gattaz.

O uso metafórico da palavra “esquizofrenia” e, principalmente, “esquizofrênico (a)”, nos sentidos de “absurdo”, “incoerente” e “contraditório” é recorrente.

Nas colunas de política, são esquizofrênicos: o governo, o Judiciário, as relações Brasil-Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Comunidade Europeia.

Nas colunas de economia, esquizofrênicas são a política cambial e a política econômica.

Nas editorias de artes e espetáculos, quase tudo é classificado como esquizofrênico(a):

• O Festival de Cinema de Gramado
• O show da cantora Cyndi Lauper (que passa de “clássicos a platitudes pop”)
• O ritmo do musical Evita
Batman
• O ator (que se despe de si mesmo para vestir um personagem, segundo a atriz Bruna Lombardi)
• A infelicidade de hoje (segundo o cineasta e colunista Arnaldo Jabor)
• Rose, a vizinha do personagem Charlie Harper na série Two and a Half Man
• A cantora Madonna (que na adolescência não se decidia entre ser freira e popstar, segundo ela mesma)
• O jornal The New York Times (por cobrar pelo acesso online, mas distribuir conteúdo gratuitamente nas redes sociais)

Seria divertido se não fosse trágico. A assistência à saúde mental no Brasil vive uma crise profunda. Há uma luta ideológica entre os psiquiatras e parte dos psicólogos. As famílias estão desesperadas. Falta acesso a medicamentos, ambulatórios e leitos psiquiátricos para internar os pacientes nos momentos de crise. Apenas 2% dos gastos do SUS são destinados à saúde mental.

Mudar isso tudo depende de mobilização, dinheiro e disposição para a luta política. Combater o estigma não custa nada e depende da vontade individual. Um bom começo é pensar nas palavras que escolhemos e repetimos. Elas têm peso e consequência.

(Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras)

Cientistas criam sistema de áudio feito com gel

thumb-67200130841-gel-transparente-resized

Uma tecnologia feita com íons e gel transparente pode, no futuro, ajudar a revolucionar a forma como você escuta suas músicas preferidas. Uma equipe de engenheiros da Universidade de Harvard criou um sistema de áudio que usa conceitos científicos para aprimorar a qualidade dos sons emitidos.

 

O sistema feito com gel transparente tem um sistema ativo de cancelamento de ruído externo. A tecnologia ainda garante uma clareza nunca vista antes na reprodução das notas musicais.

 

Tudo isso é possível por meio da condução iônica. Isso significa que os íons se movem entre diversas localizações dentro da estrutura do sistema. Esse mecanismo é o contrário dos sistemas de condução por cobre, em que os átomos ocupam posições fixas.

 

Condutores iônicos não são uma ideia nova, mas sua propensão a quebrar sob alta tensão levou muitos cientistas a​​ descartar o método. No entanto, a equipe de Harvard descobriu uma maneira de evitar reações químicas indesejadas no sistema usando a borracha como um isolante.

 

São duas camadas de gel com água salgada em torno de uma folha de borracha. Os sons são emitidos quando a tensão elétrica passa pelo gel. Isso causa vibrações e contrações nessa borracha usada na construção do sistema. É isso que irá reproduzir o som enviado pelos computadores ou outros dispositivos em todo o espectro audível pelo ouvido humano, que vai dos 20 Hz aos 20.000 Hz.

 

Especialistas acreditam que, no futuro, esse sistema poderá ser aplicado a dispositivos flexíveis. Isso garantiria mais qualidade e maleabilidade aos usuários.

 

Ensinando seu cérebro a pensar

article-2004776-0C9D748E00000578-966_468x415

Existe uma curiosidade que paira entre os seres humanos – a de saber o quanto utilizamos nosso cérebro. Será que realmente usamos menos do que poderíamos? Mito ou realidade? A análise em parte não é tão complexa assim, pois na realidade nosso cérebro trabalha com padrões mentais, em sua maioria pré-concebidos, e sendo assim, de fato utilizamos pouco nosso cérebro. Todos nós conhecemos a história da evolução do homem a partir do primata, e daí podemos concluir o quanto o homem evoluiu de lá para cá. É bem verdade que ás vezes testemunhamos algumas atrocidades praticadas pelo ser humano que nos levam a duvidar dessa evolução, porém, para nossa sorte essa situação é uma exceção em relação ao que o homem é capaz de produzir. A evolução do homem nos induz a pensar que todo esse progresso se deve exclusivamente a um único órgão  o cérebro, pois todas as grandes descobertas da humanidade foram fruto do intelecto humano. Ai está todo poder existente no ser humano, e com esse poder o homem conquistou a lua, símbolo maior de que podemos alcançar outras conquistas. Por isso propomos aqui uma viagem bem mais simples, mas não menos importante. Sendo assim, como podemos reverter essa situação da baixa utilização do cérebro? É isso que pretendemos discutir aqui. Vamos inicialmente apresentar de forma simples o funcionamento desse órgão vital, para depois apresentarmos alguns exercícios que podem auxiliar na sua melhor utilização.

 

1. Introdução

 

Existe uma curiosidade que paira entre os seres humanos – a de saber o quanto utilizamos nosso cérebro. Será que realmente usamos menos do que poderíamos? Mito ou realidade? A análise em parte não é tão complexa assim, pois na realidade nosso cérebro trabalha com padrões mentais, em sua maioria pré-concebidos, e sendo assim, de fato utilizamos pouco nosso cérebro.

 

Todos nós conhecemos a história da evolução do homem a partir do primata, e daí podemos concluir o quanto o homem evoluiu de lá para cá. É bem verdade que ás vezes testemunhamos algumas atrocidades praticadas pelo ser humano que nos levam a duvidar dessa evolução, porém, para nossa sorte essa situação é uma exceção em relação ao que o homem é capaz de produzir.

 

A evolução do homem nos induz a pensar que todo esse progresso se deve exclusivamente a um único órgão  o cérebro, pois todas as grandes descobertas da humanidade foram fruto do intelecto humano. Ai está todo poder existente no ser humano, e com esse poder o homem conquistou a lua, símbolo maior de que podemos alcançar outras conquistas. Por isso propomos aqui uma viagem bem mais simples, mas não menos importante.

 

Sendo assim, como podemos reverter essa situação da baixa utilização do cérebro? É isso que pretendemos discutir aqui. Vamos inicialmente apresentar de forma simples o funcionamento desse órgão vital, para depois apresentarmos alguns exercícios que podem auxiliar na sua melhor utilização.

 

2. Conhecendo o cérebro

 

Quando falamos sobre cérebro é importante termos em mente que se trata de um órgão físico e que por isso adoece, envelhece, aposenta e evolui. Mas talvez o que deve ser destacado é que somos nós que ditamos o seu funcionamento.

 

O ser humano possui algo em comum com outros animais (os irracionais), pois tanto um como outro possuem mente instintiva e emocional. A mente é a forma como o cérebro se manifesta, ou seja, é o cérebro em exercício.

 

A mente instintiva é a que gerencia nossas reações físicas involuntárias. Um exemplo bem comum de mente instintiva é a reação do cachorro (animais possuem mente instintiva e emocional) que quando se sente ameaçado instantaneamente reage mordendo seu suposto agressor. Tal situação para ele não é voluntária, ocorre de forma incontinenti ao momento em que a ameaça ocorre. Para o ser humano não é diferente, pois se alguém encosta um objeto gelado em nosso corpo quente, involuntariamente fazemos um movimento de forma a se desvencilhar daquele objeto.

 

A mente emocional é aquela que gerencia nossas emoções, nossa capacidade de produzir e administrar sentimentos. Ela está presente no ser humano, e também está presente nos animais. Isso explica a razão pela qual os animais manifestam afeto para seus donos.

 

No caso feminino, a mente emocional é superior a dos homens, o que explica a razão da mulher ser mais emotiva e expressar com mais facilidade seus sentimentos do que os homens, porque o sistema límbico delas é mais desenvolvido do que o deles[2].

 

A terceira mente é a intuitiva que reage a partir de nossas experiências anteriores. Na realidade, intuição não tem nada haver com ciência advinhatória, é sim uma ação presente baseada em experiências passadas, ainda que aplicada de forma analógica.

 

A mente racional é a principal mente do ser humano, é ela que gerencia e processa todas as informações produzidas pelos nossos sentidos: audição, olfato, tato, paladar e visão.

 

E por último temos a mente estratégica que é aquela capaz de nos levar ao planejamento de nossas ações e, por consequência, produzir algumas previsões.

 

Em termos de funcionamento, as nossas mentes instintiva, intuitiva e emocional estão localizadas do lado direito do cérebro, e as mentes racional e estratégica estão localizadas do lado esquerdo do cérebro. Logo, nosso lado direito gerencia a emoção, intuição e criatividade, e o lado esquerdo gerencia nossa razão, cognição e planejamento.

 

Daí já surge uma primeira informação para respondermos a questão da baixa utilização de nosso cérebro. É que algumas pessoas utilizam mais o hemisfério cerebral direito do que o esquerdo (pessoas mais sensíveis, criativas e emotivas), já outras pessoas utilizam melhor o hemisfério esquerdo do que o direito (pessoas mais racionais, mais organizadas e com capacidade de planejamento).

 

É claro que se utilizássemos nosso cérebro de forma mais equilibrada (direito e esquerdo simultaneamente), nos tornaríamos seres humanos muito mais completos.

 

Além disso, nossas atitudes e pensamentos são frutos de padrões mentais que criamos ou que concebemos. Logo, os padrões mentais que guiam nossas vidas são incorporados a partir dos nossos sentidos. Dessa forma, a visão, o tato, o olfato, a audição e o paladar alimentam nosso cérebro com informações que mais tarde vão guiar nossas vidas.

 

É por essa razão que podemos concluir que utilizamos pouco nosso cérebro, pois em determinada fase de nossa vida nos acostumamos com os padrões mentais já concebidos (aceitar é mais cômodo que mudar) e não realizamos uma reciclagem em nossos pensamentos. Tanto isso é verdade, que as pessoas que mais se destacam no mundo contemporâneo são as pessoas mais intelectualizadas que constantemente estão em busca de novos conhecimentos reciclando os padrões mentais.

 

3. Ensinando seu cérebro a pensar

 

Antes de discutirmos alguns exercícios que viabilizem o equilíbrio de utilização de nosso cérebro, vamos considerar alguns princípios relevantes que podem interferir de alguma forma em seu funcionamento.

 

A primeira questão a se considerar é que não percebemos tudo o que sentimos, isso explica porque muitas vezes temos reações intempestivas. O aspecto positivo é que conforme vamos amadurecendo isso vai se tornando cada vez mais raro. Na juventude aprendemos, e com a idade entendemos.

 

Outro aspecto é que nossa mente é cumulativa e seletiva. Se por um lado possuímos capacidade de armazenar mais padrões mentais, por outro nossa mente guardará somente os que forem relevantes, ou seja, ruins ou bons, descartando os indiferentes, por essa razão é que devemos atribuir importância a tudo o que acontece em nossas vidas.

 

E por último devemos lembrar que o funcionamento de nosso cérebro depende em muito de condições ambientais favoráveis, tanto é que seu melhor processamento se dá quando estamos descontraídos e em boa condição de saúde (física e mental), por isso, procure controlar o stress, controlar a ansiedade, cultivar o bom humor e melhorar a qualidade de vida. Um lembrete: álcool e drogas não combinam com cérebro saudável.

 

3.1. Equilibrando o uso do cérebro

 

Vamos então adentrar aos exercícios cerebrais que permitem um equilíbrio entre o uso do hemisfério cerebral direito (emoção, intuição e instintividade) e hemisfério cerebral esquerdo (razão e planejamento).

 

O primeiro deles é aprender a tocar um instrumento musical, pois ao desenvolvermos as habilidades necessárias para tocar um instrumento musical nós trabalhamos simultaneamente vários sentidos: audição, tato e visão. A utilização múltipla de sentidos amplia o uso simultâneo de nosso cérebro, o que estimula tanto nossa razão quanto nossos sentimentos.

 

Outro exercício que propicia o equilíbrio é praticar exercícios físicos, pois além de estimular mais de um sentido simultaneamente (visão, tato e audição), nos obrigam a buscar o equilíbrio físico necessário para a prática da atividade, nos levando a utilizar a razão e a sensibilidade. Além disso, o exercício físico faz com que o cérebro libere uma certa dose de endorfina, o que gera uma sensação de bem estar, propiciando condições ambientais favoráveis ao funcionamento do próprio cérebro.

 

Outra sugestão interessante é a de acionar os sentidos. Para fazermos isso é necessário provocá-los de alguma forma. Por exemplo, ao tomar banho, procure fazê-lo de olhos fechados, isso fará com que você acione todos os demais sentidos além da visão. Outra situação seria inverter a utilização das mãos. Se você é destro passe a fazer tarefas básicas com a mão esquerda, isso confundirá todos os seus sentidos, já que seu cérebro será acionado para interpretar aquela mudança (os canhotos devem inverter a sugestão).

 

Também no mesmo sentido procure alterar suas rotinas, trocando o elevador pela escada, mudando o caminho, mudando a forma de deslocamento (vá a pé, de carro, de ônibus ou de metrô), se possível mude o trajeto (você já percebeu que fazendo o mesmo caminho sempre nem sempre percebe os detalhes do trajeto?).

 

3.2. Criando novos padrões mentais

 

Como afirmamos anteriormente, a maior parte de nossos padrões mentais são pré-concebidos e nos acostumamos a isso  acomodação mental.

 

Ocorre que seu cérebro precisa de novas informações para ser melhor aproveitado, por isso uma primeira sugestão é a de que você tenha novas experiências e diga para você mesmo o que está achando delas (afirme ao seu cérebro se aquilo é bom ou ruim  ele ainda não sabe), isso fará com que seu cérebro saia da acomodação e crie novos padrões mentais.

 

Se você não tem o hábito de ir ao cinema, freqüente-o. Se você não tem o hábito de ir ao teatro, vá. Procure trocar o estilo de música que normalmente ouve por um que você não tem o hábito de ouvir ou que ouve pouco. Mude seu estilo de leitura.

 

Em todas essas situações procure fazer comparações entre o antes e o depois para estimular seu cérebro.

 

Aprenda uma nova língua. Seu cérebro já conhece grande parte do vocábulo que você utiliza no dia-a-dia e isso não gera mais a necessidade de processamento para identificação do significado. Quando você começa a desenvolver uma nova língua você entra forçosamente em um processo de cognição utilizando amplamente seu cérebro e criando novos padrões mentais.

 

Pratique o hábito da leitura. Procure a se habituar a ler todos os dias (qualquer coisa), isso fará com que você se depare com novas palavras. Quando isso ocorrer, antes de ir ao dicionário, procure tentar entender o significado pelo contexto da frase, gerando uma necessidade de revisão de padrões mentais pré-concebidos, ou vá ao dicionário e crie novos padrões mentais. Observe que quem cultiva o hábito da leitura fala e escreve melhor.

 

Veja que os publicitários trabalham exaustivamente os padrões mentais e criam as publicidades justamente com esse objetivo – criar um novo padrão mental ou utilizar um já pré-concebido. Isso explica porque muitas vezes consumimos algo involuntariamente. Na realidade a publicidade despertou em você essa necessidade, que racionalmente você ainda não havia programado. Por isso é importante questionarmos todos os nossos impulsos alimentados por esses padrões pré-concebidos.

 

Por último, sugerimos que você passe a visualizar (sempre que possível) todas as informações que você recebe pelos demais sentidos (tato, olfato, audição, paladar). Logo após receber a informação por um desses sentidos, pare por alguns instantes e em seguida olhe para um ponto neutro e tente visualizar a informação. Sempre que estimulamos a visão estamos estimulando o uso de nosso cérebro.

 

4. Conclusão

 

Veja que nessas poucas palavras apresentamos um breve descritivo de funcionamento do cérebro e em seguida apresentamos algumas sugestões de estímulo para ampliar sua capacidade mental.

 

A proposta aqui não é a de condicioná-lo no sentido de mudar sua forma de ver as coisas, mas sim de propiciar meios que possam influir positivamente na sua capacidade de utilização do cérebro e consequentemente melhorar sua qualidade de vida.

 

Vivemos em um mundo altamente competitivo onde diariamente a comparação é um instrumento de identificação de potenciais que melhor atendam a necessidade do mundo corporativo. Nesse sentido, utilizar melhor seu cérebro é a oportunidade para se destacar e se diferenciar para não ser apenas mais um.

 

E como diria o educador Paulo Freire “ai daqueles e daquelas que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã, o futuro, pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e com o agora, se atrelem a um passado, de exploração e de rotina”.

 

5. Referências

 

AGUERA, Llorenç Guilera. Além da Inteligência Emocional. SP: Cencage, 2009.

 

ATKINSON, William. O Poder da Influência Mental. SP: Universo dos Livros, 2008.

 

HOUZEL, Suzana Herculano. Fique de Bem com seu Cérebro. RJ: Sextante, 2007.

 

ROBBINS, Anthony. Poder sem Limites. RJ: Bestseller, 2008.

 

* Palestra ministrada para o Núcleo de Empregabilidade e Apoio Psicopedagógico da Universidade São Francisco em 23/10/2009.

 

[1] Graduado em Administração e Direito; Pós-graduado em Administração; Mestre em Direito; Advogado-Coordenador do Núcleo de Prática Jurídica da Universidade Cruzeiro do Sul; Professor e Coordenador do Curso de Administração da Universidade São Francisco.

 

 

 

Como tirar fotos de si mesmo pode ser prejudicial para você

 

A psicóloga Jessamy Hibberd, de Londres, Inglaterra, criticou a popular tendência de fazer fotografias de si mesmo (chamadas de “selfies”, em inglês), considerando-a prejudicial aos jovens que postam as imagens buscando aprovação e atenção.

 

A tendência é popular entre celebridades como Rihanna, Justin Bieber e Helen Flanagan, o que influencia muitos jovens, que compartilham todos os aspectos de suas vidas como forma de obtenção de grandes audiências online. No entanto, Jessamy Hibberd alertou que a tendência deixa esses jovens vulneráveis ​​a abusos.

 

Segundo ela, a abundância dessas imagens em sites de mídia social podem levar a cyber-bullying e problemas com a autoconfiança. A maioria dos adolescentes postam suas fotos em busca de segurança e elogios, mas se tornam vulneráveis a comentários e abuso negativos. É tudo uma questão de comparação – os jovens usam as mídias sociais para medir sua popularidade, basicamente.

 

Se um adolescente envia uma imagem e não recebe “curtidas”, ou se é seu aniversário e ele não recebe um certo número de mensagens, outros podem perceber isso como um motivo de vergonha. O fato é interpretado como uma indicação de impopularidade.

 

Redes sociais têm sido alvo de mais análises após o suicídio de Hannah Smith, 14 anos, que supostamente sofreu bullying no site de rede social Ask.fm. A Dr. Hibberd acrescentou: “A comparação de si com os outros acontece no dia-a-dia da vida normal, mas o problema foi agravado por sites como o Facebook”.

 

No mundo online, as pessoas tendem evidentemente a mostrar o seu melhor lado, o que elas querem que as pessoas vejam e saibam sobre elas – “versões editadas” conscientemente de si mesmas, que nunca mostram o quão frágeis os indivíduos realmente são.

 

“Eu tenho trabalhado com jovens perturbados por problemas de confiança. As pessoas que postam suas vidas online precisam ter certeza de que são fortes o suficiente para lidar com as reações que podem se suceder”, diz a psicóloga. “Buscar a aprovação desta maneira pode ser prejudicial para a confiança dos jovens. Pode deformar sua percepção de si mesmos mais tarde na vida”.

 

Os especialistas têm identificado transtornos não apenas psicológicos, mas alimentares, associados a propagação de esterótipos de “físico ideal” em redes sociais. As crianças estão desenvolvendo uma autoconsciência inadequada e precoce, o que é motivo de grande preocupação. “Os jovens não deveriam ter que buscar a aprovação dos outros, mas sim celebrar quem são por dentro”, afirma Jessamy. [sciencetech]

 

 

 

O “unicode of death” (“unicode da morte”, em tradução livre) trava programas no OS X 10.8.4 e no iOS 6.1.3

size_590_unicode

Unicode of death: problema se resume a uma sequência aleatória de caracteres em árabe, capaz de travar diversos programas dos sistemas assim que é visualizada em texto

 

Um novo bug circulando pela internet ameaça especificamente quem usa as versões atuais de iOS e OS X. Divulgado nesta semana por usuários do HackerNews, o problema se resume a uma simples sequência aleatória de caracteres em árabe, capaz de travar diversos programas dos dois sistemas assim que é visualizada em texto.

 

A falha é provocada pela engine de renderização de texto CoreText, da Apple, que não consegue reproduzir as letras devidamente. A API deste “motor” é usada em programas como Chrome, Safari, Twitter, Facebook, iMessages e clientes de IRC, como o WhatsApp e o Hangouts, do Google. Por conseguinte, todos esses aplicativos são afetados de alguma forma no iOS 6.1.3 e OS X 10.8.4.

 

No iOS, a sequência faz com que os apps de redes sociais, mensageiros e navegadores fechem sozinhos. No caso do aplicativo de mensagens próprio aliás, a situação pode gerar um “loop infinito”: depois que o programa é reiniciado, torna-se impossível carregar os últimos textos recebidos sem travá-lo novamente, já que ele tem um sistema de “auto-refresh”. A solução é tentar apagar o problema pelos Contatos, pois o app passa ileso pelo problema.

 

O efeito do bug no iMessage dos Macs é menos intenso, e o app apenas fecha sozinho, assim como outros programas de mensagem. O mesmo acontece com o Safari do OS X, mas não com o Chrome e com o Opera, que encerram apenas a aba em que é aberto o texto. Usuários do Firefox, por sua vez, não são afetados pela falha, já que o browser da Mozilla utiliza uma engine independente da API do CoreText.

 

Aliás, a sequência de caracteres também surte efeito se usada para nomear uma rede Wi-Fi. Quem procurar por um hotspot em um iPhone, por exemplo, e se deparar com este SSID, pode se preparar para ver o aparelho travado.

 

Conhecida lá fora como “unicode of death” (“unicode da morte”), a sequência foi divulgada aqui no Brasil pelo blog Não Salvo, e rapidamente se espalhou por redes sociais. Como resultado, muitas reclamações por parte de usuários de iOS e OS X apareceram, especialmente na rede de microblogs. O interessante é que o “código da morte” não é exatamente novo, e, ao menos no Twitter, apareceu (cuidado ao clicar) já em fevereiro.

 

Apesar da repercussão, até a publicação deste texto, a falha ainda não havia sido corrigida pela Apple nas versões atuais dos sistemas. Os betas do iOS 7 e do OS X 10.9 Mavericks, no entanto, já estão “imunizados”.

 

Controle genético cria “super vacas” com o dobro de massa muscular

SUPER-VACAS-ok

Achou a imagem acima feia? O pior é saber que ela é real. Uma raça de gado chamada de “Azul Belga” leva intencionalmente um gene defeituoso que resulta em crescimento muscular muito acima do normal.

 

Um programa sobre as “super vacas” foi apresentado em 2008 pelo canal da National Geographic e mostra como a ciência pode ser usada para controlar a natureza, muitas vezes em nome dos ganhos da produção industrial – acima da ética e da saúde dos seres vivos.

 

As “super vacas” são produto da reprodução seletiva, que gerencia características desejáveis e repassa os genes por meio de inseminação artificial. Neste caso, o “desejável” é dar continuidade a um gene “doente”, que desrrregula o crescimento dos músculos do gado. Em resumo: é o estímulo a um defeito genético. O resultado é que um único animal pode produzir o dobro de carne que o normal.

 

Veja o programa da National Geographic (disponível em inglês):