Pesquisa compara rostos de gêmeos fumantes e não-fumantes; veja

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Cirurgiões plásticos norte-americanos constataram envelhecimento prematuro visível ao comparar as fotos

Fumar faz mal à saúde. E uma pesquisa liderada pelo cirurgião plástico Bahman Guyuron, nos Estados Unidos, prova também os prejuízos à aparência. O envelhecimento prematuro é visível ao se comparar fotos de gêmeos idênticos fumantes e não-fumantes, divulgadas pela American Society of Plastic Surgeons. Os dados são da revista Plastic and Reconstructive Surgery e do jornal Daily Mail.

O levantamento contou com dados e fotos de 79 gêmeos idênticos, sendo que, em cada par, um fumava e o outro não, ou um fumava por pelo menos cinco anos a mais que o outro. A idade média é de 48 anos.

Vírus ‘primo’ do HIV é suprimido em estudos com macacos nos EUA

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Pesquisadores injetaram anticorpos no sangue de animais.
Níveis de SIV nos primatas foram reduzidos significativamente.

Injetar partes de anticorpos em um indivíduo com o vírus da Aids poderia ser uma forma de ajudar combater o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) no futuro, apontam dois novos estudos publicados na revista “Nature” de quarta-feira (30).

Cientistas fizeram esse teste em macacos rhesus, que tiveram seus níveis do Vírus da Imunodeficiência Símia (SIV) – “primo” do HIV – reduzidos significativamente. A tática também poderia contribuir para destruir o vírus da Aids em seus “esconderijos” dentro do corpo, algo que os medicamentos atuais ainda não conseguem fazer.

Os anticorpos são proteínas no sangue que se agarram a micro-organismos específicos e os marcam para que sejam eliminados. Pessoas infectadas com o HIV produzem naturalmente anticorpos para combater o vírus, mas eles geralmente são ineficazes. Nessas pesquisas, porém, foram usadas versões de anticorpos raros, com grande potencial de destruição.

Um dos trabalhos – liderado por Dan Barouch, da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard e do Centro Médico Beth Israel, em Boston – mostrou um profundo efeito a partir de uma única injeção de anticorpos. Ao todo, 18 macacos foram infectados com o SIV e, após uma semana de tratamento, 13 deles tiveram os níveis do vírus no sangue praticamente indetectáveis pelos testes padrões.

Após os anticorpos terem se esgotado, porém, o vírus voltou. Isso ocorreu em um a três meses depois do tratamento. Apesar disso, em três animais que tinham os níveis mais baixos de SIV antes da terapia, o vírus não reincidiu durante um período de observação de até oito meses.

Segundo Barouch, os macacos não foram “curados”, mas o tratamento aparentemente melhorou o sistema imunológico dos bichos o suficiente para manter o vírus sob controle.
Dois outros macacos que tinham os maiores níveis de SIV ao começarem a receber cuidados tiveram a quantidade de vírus reduzida, mas não a ponto de se tornar indetectável.

De acordo com a pesquisa, os níveis de SIV caíram mais rápido nos macacos do que faria o HIV em humanos. Além disso, quando o vírus voltou, ele geralmente não retornou ao patamar pré-tratamento. Barouch também encontrou taxas mais baixas de SIV em células e tecidos após a terapia.

O outro estudo, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, mostrou resultados animadores em um pequeno grupo de macacos.

Para o pesquisador Steven Deeks – da Universidade da Califórnia, em San Francisco –, que comentou os trabalhos na “Nature”, os resultados dos dois estudos são “provocativos” em relação às perspectivas para atacar os esconderijos do HIV.

“Esses estudos levantaram mais perguntas do que responderam. Mas é assim que a ciência avança”, disse.

Psicóloga revela bastidores de clássico experimento sobre obediência

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Gina Perry, autora de Behind the shock machine (Por trás da máquina de choque, ainda sem edição no Brasil), contesta resultados obtidos pelo norte-americano Stanley Milgram

Em outubro de 1963, o psicólogo norte-americano Stanley Milgram publicou no Journal of Abnormal and Social Psychology um estudo sobre obediência que se tornou conhecido no mundo todo, tanto pelas críticas que recebeu quanto — e principalmente — pelo que aparentemente revelava a respeito do comportamento humano. Segundo o professor da Universidade de Yale, pessoas comuns tinham decidido administrar perigosos choques elétricos em um indivíduo inocente simplesmente porque um homem que se dizia cientista as havia convencido de que a punição era importante para a realização de um experimento.

Os choques não tinham sido de verdade. Tanto o cientista como o alvo das falsas descargas elétricas eram atores contratados por Milgram para que ele pudesse verificar até que ponto as pessoas seguiriam os comandos. Mas, se a punição era falsa, uma realidade perturbadora havia sido revelada, de acordo com o psicólogo. O fato de 65% dos voluntários terem prosseguido até a voltagem mais alta, apesar dos protestos da “vítima”, mostrava que as pessoas entram em uma espécie de transe (que ele chamou de estado agêntico) quando ficam de frente para uma figura com autoridade, obedecendo cegamente aos seus comandos.

Apesar de muitos colegas terem criticado o estudo, por enganar e submeter pessoas a um grande estresse, a descoberta foi recebida com entusiasmo por vários cientistas e pela mídia. Afinal, o trabalho parecia explicar por que tantos alemães tinham colaborado com o regime nazista, um tema muito debatido na época.

Até hoje, o experimento da máquina de choque continua célebre. É invariavelmente estudado em cursos de psicologia do mundo todo, reproduzido por reality shows da tevê e apareceu até em um episódio do desenho animado Os Simpsons. Apesar de haver poucos pesquisadores que se disporiam a reproduzir o experimento atualmente, muitos são os que consideram os resultados de Milgram capazes de explicar alguns casos de abuso — o estudo voltou a ser lembrado, por exemplo, quando se tornou pública a tortura infligida por soldados americanos a prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib, em 2004.

Que achados a fizeram questionar os resultados de Milgram?
Várias coisas. Primeiro, eu descobri que Milgram conduziu 24 versões do experimento, cada uma com diferentes roteiros, atores e cenários. Em cerca de metade das variações, 60% dos participantes desobedeceram aos comandos. A maioria das pessoas, equivocadamente, acredita que a maior parte de nós iria até a máxima voltagem na máquina de choque. Isso se deve ao fato de a primeira variação testada por Milgram, na qual 65% de 40 indivíduos foram até a voltagem máxima, ter merecido uma enorme atenção da mídia. Ao longo dos anos, esse primeiro experimento confundiu-se com o resto dos testes, e a visão de que a pesquisa diz algo profundo sobre a natureza humana se espalhou.

O que mais a senhora descobriu?
Vi que muitos participantes expressaram a suspeita de que o experimento era uma armação. Milgram sempre tratou essas afirmações como o tipo de coisa que dizemos para nos sentirmos melhor a respeito do que fizemos. Porém, muitos voluntários escreveram ou telefonaram para Milgram mais tarde e descreveram de forma muito específica o que os havia feito desconfiar de que  era uma encenação — os gritos do aprendiz soavam como se estivessem vindo de um alto-falante (de fato estavam); o pesquisador dava muito a impressão de que não havia nada com o quê se preocupar; algumas pessoas estranharam o fato de o pesquisador observá-los, e não o “aprendiz”, e por aí vai. Candid Camera era o programa de tevê mais popular naquela época, e as pessoas que se envolveram no experimento estavam acostumadas à ideia do engano e dos truques.

A desconfiança pode realmente ter influenciado os resultados?
Eu me deparei com análises estatísticas feitas por Milgram, mas não publicadas, que comparavam a quantidade de choques dados com a crença das pessoas na veracidade deles. Segundo essa análise, os indivíduos que acreditavam na veracidade da punição deram níveis mais baixos de choque e desistiram do experimento mais cedo.

Formigas são mais perigosas para a saúde que as baratas

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Vetor de doenças infecciosas como a dor de barriga, a lepra e a tuberculose, esses pequenos insetos costumam passar despercebidos, mas é preciso ter atenção, principalmente durante o período da Primavera, quando as formigas entram no auge do processo reprodutivo

Lembre-se da última vez que você matou uma barata. Se ela não foi imediatamente recolhida e jogada no lixo, quem poderia ter feito esse serviço por você? Exatamente elas: as formigas. “Se uma barata morta deixada no chão da cozinha desaparece de um dia para o outro, ela provavelmente foi levada por formigas. Isso mostra que formigas são insetos muito perigosos”, afirma o biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria.

Ele alerta que apesar de serem consideradas inofensivas por muita gente, a rota das formigas em busca de alimento inclui os destinos mais excêntricos, como fezes, feridas, escarros, lixeiras e animais mortos. Ao passar por estes lugares, elas carregam consigo os mais diferentes tipos de micro-organismos nocivos, principalmente bactérias, fungos e vírus. “Por isso, formigas são consideradas um vetor de quase todas as doenças infecciosas”, reforça o biomédico.

O cuidado com estes insetos durante a Primavera deve ser dobrado, já que algumas espécies chegam ao auge da reprodução neste período. Nos dias mais quentes, as infestações de formigas são maiores. Por isso muita gente tem a impressão de que suas casas são invadidas por formigas nessa época do ano.

Para evitar o risco de intoxicação alimentar, vômito, diarreia e outras doenças é preciso ter atenção no manejo com os alimentos. Formigas presentes em biscoitos e bolos, por exemplo, podem ter tido contato com saliva ou ferida infectadas, o que pode causar tuberculose e lepra. Consumir alimentos que tiveram contato com formigas, portanto, é uma atitude arriscada. Veja abaixo, algumas dicas que ajudam a prevenir o problema:
Manter a cozinha sempre limpa;

Aplicar com uma seringa, água com detergente nos buracos onde as formigas saem;

Tampar as frestas com sabão em barra;

Pendurar galhos secos de arruda nos armários;

Casca de limão ou cravo embebido em álcool afastam as formigas do açucareiro;

Borrifar água com cravo-da-índia nos ambientes com foco de infestação;

Se a infestação for séria, entrar em contato com um especialista em desinsetização

Empresa recebe R$ 2,6 milhões para aprimorar dispositivo que gela cerveja em 45 segundos

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União Europeia está interessada no potencial do produto para reduzir o consumo de energia

A inovação é, mesmo, a chave para o sucesso de pequenos empreendedores no Brasil. E ao redor do mundo também. Imagine quantos empresários não se debruçaram sobre uma questão simplesmente sem solução até hoje: como congelar bebidas rapidamente?

Uma empresa inglesa, chamada Enviro-Cool,  parece ter encontrado um caminho para resfriar a 4º graus Celsius latinhas e pequenas garrafas – como as de cerveja, por exemplo – em 45 segundos. O negócio ganhou apoio da União Europeia, que investiu cerca de 900 mil euros (aproximadamente R$ 2,6 milhões) na invenção a fim de transformá-la em um produto comercial.

A União Europeia, é claro, não está interessada em tornar a vida dos apreciadores de cerveja mais fácil. Mas aposta na capacidade que o produto tem de reduzir o consumo de energia elétrica – uma geladeira consome muita energia ao tentar gelar rapidamente a cervejinha do fim de semana.

Em comunicado divulgado recentemente pela própria União Europeia, o fundador da empresa, Kelvin Hall afirmou estar muito contente com o progresso da sua ideia. “Nós estamos muito orgulhosos por contribuirmos com a redução das emissões de gás e, por meio do desenvolvimento do nosso produto, podermos levar o produto tanto para uso comercial quanto doméstico.”

Investimento. No próximo ano, a União Europeia vai lançar um novo programa de pesquisa e inovação chamado Horizon 2020. Desde 2007, a UE investiu algo em torno de 50 bilhões de euros em projetos desse tipo a fim de dar suporte para a economia da região.

Nanotecnologia: uma história um pouco diferente

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Os manuais de introdução à nanotecnologia pouco falam de suas origens. Artigo da CH de outubro relembra muitos feitos e personagens que marcaram a trajetória desse novo campo científico e merecem ser valorizados.

A nanotecnologia baseia-se na investigação e manipulação da matéria na escala dos bilionésimos de metro – ou seja, dos nanômetros –, emprestando esforços de disciplinas vistas, até há pouco tempo, como separadas: biologia, física, química e ciências dos materiais.

Da comunidade científica ao grande público, diversos grupos, quando questionados sobre a história da nanotecnologia, parecem se contentar com poucas informações, que não variam muito de sítio para sítio da internet – caso emblemático é o do chamado Instituto Foresight.

Vejamos, então, alguns dos fatos mais disseminados sobre as supostas origens da nanotecnologia.

O marco fundador da área teria sido a palestra proferida, ainda em 1959, pelo famoso físico norte-americano Richard Feynman (1918-1988), ‘Há muito espaço lá embaixo’ – voltaremos ao assunto.

Já a palavra nanotecnologia foi cunhada, em 1974, pelo pesquisador japonês Norio Taniguchi (1912-1999). A ‘paternidade’ da tecnologia em si seria do primeiro doutor na área, o engenheiro norte-americano Eric Drexler, autor do livro Engines of creation: the coming era of nanotechnology (Engenhos da criação: o advento da era da nanotecnologia), de 1986, importante na disseminação dessa nova tecnologia para o grande público.

Naquela década, a descoberta fundamental das moléculas com 60 átomos de carbono, os fulerenos, e a invenção dos microscópios de varredura de prova – entre eles, o microscópio de força atômica, com o qual a ‘manipulação átomo a átomo’ passou a ser, de fato, possível – abririam as portas para essa nova era.

Além dessa nanotecnologia ‘moderna’, haveria também uma nanotecnologia ‘antiga’, remontando às nanopartículas de ouro e prata, dando características especiais a vidros produzidos na Roma antiga. Evidentemente, aqueles romanos não tinham ideia de que se tratava de partículas coloidais, que, hoje, são chamadas nanopartículas e – fato raramente lembrado nas várias histórias da nanotecnologia – estudadas sistematicamente pelo físico inglês Michael Faraday (1791-1867), em meados do século 19.

Espaço lá embaixo

Contar a história desse modo nada acrescenta à compreensão da nanotecnologia como uma atividade humana de pesquisa e inovação, com importantes repercussões sociais. No entanto, esse pequeno conjunto de, digamos, notas de rodapé fornece excelentes pontos de partida para ir um pouco mais a fundo e construir um olhar diferente sobre o tema.

Comecemos pela palestra de Feynman – Nobel de Física de 1965 –, adormecida por mais de 20 anos e transformada em uma profecia por, entre outros, Drexler – afinal, nada melhor do que um oráculo renomado para fomentar uma proposta supostamente nova.

O propósito da palestra aparecia logo no começo: “Quero falar sobre o problema de manipular e controlar as coisas na escala atômica”. E uma meta era anunciada em seguida: “Por que não podemos escrever os 24 volumes inteiros da Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete”? Para responder a essa pergunta, Feynman encadeou uma série de elaborações conceituais que hoje soam, de fato, proféticas – e, à época, eram, sem dúvida, interessantes.

Mas seriam assim tão visionárias?

Perscrutando o contexto da época, o leitor pode chegar às próprias conclusões, lembrando que Feynman não cita resultados científicos em sua palestra, mas certamente era uma pessoa muito bem informada.

O que se passava, então? Em 1958, foi desenvolvida a prova de conceito do circuito integrado (CI), rapidamente reconhecido como a primeira rota eficiente para miniaturização da eletrônica em escala sem precedentes. O físico e engenheiro norte-americano Jack Kilby (1923- 2005) – Nobel de Física de 2000 pela invenção do CI – teria anotado, em seu caderno de laboratório, em 1958: “Miniaturização extrema de muitos circuitos elétricos pode ser alcançada, fazendo resistores, capacitores, transistores e diodos em uma única fatia de silício”.

A palavra ‘extrema’ abria as portas para a imaginação em uma época em que competições de miniaturização já eram moda – e isso antes mesmo do prêmio oferecido por Feynman em sua palestra para quem construísse o menor motor do mundo. Assim, a profecia de Feynman não era desprovida de pistas claras de que poderia ser realizada.

A palestra de Feynman tampouco influenciou diretamente o desenvolvimento da nanotecnologia, como aponta o antropólogo cultural norte-americano Chris Toumey, em seu artigo ‘Lendo Feynman no contexto da nanotecnologia’. Nele, Toumey escreve que as reais motivações de Feynman – frequentemente associadas à antecipação da nanotecnologia – vêm sendo discutidas também por historiadores da física. Mesmo assim, a palestra abriu-se para a fama, chancelada por milhares de citações.

Mas seria possível um artigo praticamente desconhecido hoje ter tido, de fato, forte influência direta no desenvolvimento da nanotecnologia?

http://www.foresight.org/

CDs e DVDs antigos podem ser utilizados na descontaminação da água

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Atualmente, são fabricados cerca de 20 milhões de discos no mundo.

Pesquisadores de Taiwan, liderados pelo físico Din Ping Tsai, desenvolveram uma técnica de purificação da água que utiliza CDs ou DVDs antigos, nano barras de óxido de zinco e iluminação ultravioleta.

Os CDS servem como plataforma onde as nano barras verticais de óxido de zinco crescem. Por ser um semicondutor de baixo custo, o óxido de zinco funciona como foto catalisador, partindo as moléculas orgânicas dos poluentes da água quando iluminado por luzes ultravioleta.

Para acelerar o processo, um sistema criado pela equipe faz a água circular. Ele é otimizado pela durabilidade e a facilidade para girar do CD. Assim, a água poluída escorre e espalha-se em uma película fina que a luz consegue atravessar com facilidade.

Outras equipes já haviam utilizado o óxido de zinco como catalisador, mas a equipe de Tsai foi a primeira a otimizar o processo utilizando os CDs usados. No teste da equipe, 95% dos contaminantes e o dispositivo consegue tratar 150 mililitros de água por minuto. A equipe estuda aumentar a velocidade do dispositivo.

A invenção consegue despoluir esgoto doméstico, urbano, industrial e resíduos agrícolas.

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