Estudo sugere que no futuro a água desaparecerá da Terra

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Um fenômeno muito lento, o aumento da luminosidade do Sol, provocará a evaporação dos oceanos e o desaparecimento da água na Terra dentro de um bilhão de anos, aproximadamente, prevê um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica Nature.

Este modelo, concebido por uma equipe francesa do Laboratório de Meteorologia Dinâmica, reavalia estimativas anteriores que situavam esta transformação na escala “de centenas de milhões de anos”, destacou o Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS) em um comunicado.

Esta evolução prevista do clima terrestre na escala de tempo geológica (da ordem de uma centena de milhões de anos) não tem vínculos com o aquecimento global provocado pelo homem.

Neste caso, o responsável é o aumento da radiação solar. As temperaturas terrestres também deverão aumentar nas próximas centenas de milhões de anos, provocando uma intensificação do aquecimento global. Os oceanos começariam a ferver e o efeito estufa seria agravado.

Segundo estimativas dos cientistas, a oscilação deve ocorrer logo que o fluxo solar médio alcançar, em média, 375W/m2 contra os 341 W/m2 atuais, dentro de um bilhão de anos, aproximadamente.

Alguns modelos anteriores tinham previsto que a Terra se tornaria um novo Vênus daqui a apenas 150 milhões de anos.

Estes novos resultados permitem, além disso, indicar o valor da zona “habitável” em torno do Sol, segundo o CNRS. Eles indicam que um planeta pode se aproximar a menos de 0,95 unidade astronômica de uma estrela equivalente ao Sol atualmente antes de perder toda a sua água, sendo uma unidade astronômica a distância média entre a Terra e o Sol.

A internet visualizada como obra de arte

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Data Portraits mapeia websites e transforma seus dados e informações – muitas vezes invisíveis a nossos olhos – em obras de arte. As visualizações revelam a complexidade e a interdependência da arquitetura de uma web em constante mudança.

Cada retrato é a visualização de um website congelado em um período de tempo. Isso inclui links de navegação como também códigos, imagens, vídeos e demais camadas de links externos que constituem uma página.

O projeto foi criado pelo pesquisador e professor Martyn Dade Robertson, da Newcastle University.

Para financiar sua pesquisa e experimentação, Robertson está criando “retratos” de gigantes websites como Google, NASA, Wired e Qantas Airlines. Qualquer um também pode pedir um retrato de graça aqui.

O projeto levou 10 anos para chegar aqui. A primeira etapa envolveu a construção de um web crawler para rastrear e mapear todos os links relacionados a uma URL específica. Depois disso, foi desenvolvido um software chamado Web Cartographer, que cria os desenhos do retrato.

Cada nó representa os componentes do website, como imagens e scripts, e as linhas representam as ligações entre eles. O desenho é plotado para que os nós que se relacionam entre si gravitem juntos, assim padrões únicos são formados. Há um pouco de aleatoriedade no retrato também, dependendo de onde cada nó é colocado.

Fotografar prejudica a memória, mostra estudo

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Experimento com visitantes de museu revela que registrar fatos cotidianos todo o tempo arruína a capacidade humana de guardar recordações em sua mente

Em tempo de redes sociais e da ultraexposição da vida pessoal, fotografar se tornou mais do que um passatempo. Pois essa brincadeira, descobre agora a ciência, pode ser muito nociva para a memória humana.

Um estudo publicado pela Universidade de Fairfield na revista Psychological Science aponta que a obsessão por registrar momentos do cotidiano está diretamente ligada à gradual perda de capacidade de guardar, na lembrança, recordações desses eventos.

Um estudo publicado pela Universidade de Fairfield na revista Psychological Science aponta que a obsessão por registrar momentos do cotidiano está diretamente ligada à gradual perda de capacidade de guardar, na lembrança, recordações desses eventos.

“Quando as pessoas confiam na tecnologia para lembrar por elas, contando com a câmera para registrar acontecimentos e, portanto, sem precisar ficar atento totalmente a eles, isso tem um impacto negativo na forma como recordamos nossas experiências”, afirma a psicóloga Linda Henkel, responsável pelo grupo que realizou a pesquisa. Veja abaixo as melhores fotos do jornalismo britânico eleitas em 2013:

O estudo, realizado num museu, consistiu em enumerar o quanto de obras de arte em exposição as pessoas – vorazes fotógrafas – se lembravam de terem visto em comparação a outro grupo, que não fotografou dentro do museu. O resultado é devastador para os amantes do registro da vida em tempo real.

“O grupo que fotografou teve muito mais dificuldades de apontar objetos expostos”, disse Linda.

Um desdobramento do estudo também chegou a um resultado inesperado: fotografar, por meio da função zoom, detalhes de um objeto ajuda na memorização total dele, não apenas da parte escolhida pelo fotógrafo. “Esse resultado mostra que o olho da câmera não é igual ao da mente”, disse Linda.

Método identifica pessoas no reflexo do olho de indivíduo em foto

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Foto em alta definição foi ampliada para realizar a identificação.
Cientista diz que método pode ajudar a encontrar criminosos.

Um experimento realizado na Universidade de Glasgow, no Reino Unido, por ajudar a resolver crimes do futuro. Por meio de uma câmera de alta definição, foi possível identificar rostos de pessoas no reflexo do olho de outra. Segundo os pesquisadores, a tecnologia pode identificar suspeitos de cometer um crime com a imagem no olho da vítima.

O recurso usou uma imagem do rosto de uma pessoa fotografada por um indivíduo ao lado de outras pessoas. Após ampliar a foto, foi possível usar um software de identificação para identificar os rostos destas pessoas por meio do reflexo do olho.

A experiência foi realizada em “condições perfeitas”, segundo os pesquisadores. Foi usada uma câmera Hasselblad H2D de 39 megapixels que fotografou o indivíduo a uma distância de um metro. A iluminação também foi planejada.

Com a ampliação, os cientistas conseguiram imagens com entre 27 e 36 pixels dos rostos dos participantes no reflexo do olho da pessoa fotografada, o que permitiu a identificação.

A intenção é usar câmeras de resolução mais alta no futuro para conseguir realizar a identificação dos suspeitos pelo reflexo do olho. O recurso também pode ajudar vítimas de sequestro e abuso infantil, segundo um dos pesquisadores, Rob Jenkins. “Para crimes em que as vítimas são fotografadas, o reflexo em seus olhos podem mostrar quem as fotografou e ajudar a identificar os criminosos”, disse. “O mesmo pode acontecer com câmeras de segurança”.

Gaiola de Faraday – Você não sobreviveria sem ela

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Você já ouviu falar do fenômeno Gaiola de Faraday? Saiba o porquê de seus aparelhos não queimarem quando um raio cai no seu prédio.

Eletricidade é a alma de muitos aspectos do nosso mundo. Sem volts e amperes, muitas de nossas inovações tecnológicas deixaria de existir. Até mesmo os nossos corpos não funcionariam sem uma carga elétrica fechando através de nossas células. Mas o que dá a eletricidade, a eletricidade pode tirar.

Embora esta forma de energia é vital para o tanto de nossas vidas, é uma daquelas coisas que são boas apenas nas quantidades certas. Muita eletricidade pode eletrocutar pessoas. Da mesma forma, ele pode acabar com nossos aparelhos eletrônicos tão queridos. Mas, graças a Michael Faraday, e uma de suas invenções, a gaiola de Faraday, que os seres humanos desenvolveram muitas maneiras de controlar a eletricidade e torná-lo mais segura para nossos computadores, carros e outras invenções – e para nós, também.

A gaiola de Faraday protege seus conteúdos de campos elétricos estáticos. Um campo elétrico é um campo de força em torno de uma partícula carregada, como um elétron ou próton. Algumas são tão simples como cercas elétricas. Outros usam uma malha metálica fina. Independentemente de sua aparência exata, todas as gaiolas de Faraday levar cargas eletrostáticas, ou mesmo certos tipos de radiação eletromagnética, e distribuí-los em todo o exterior da gaiola.

Como Funciona a Gaiola de Faraday

Para entender o funcionamento da gaiola de faraday, você precisa de um entendimento básico de como funciona a eletricidade em condutores. O processo é simples: Os objetos de metal, tal como uma malha de alumínio, são condutores, e têm elétrons (partículas carregadas negativamente) que se movem em torno deles. Quando não há carga elétrica está presente, o condutor tem aproximadamente o mesmo número de partículas positivas e negativas.

Se um objeto externo com uma carga elétrica se aproxima do condutor, as partículas positivas e negativas se separam. Elétrons com uma carga oposta à da carga externa são atraídos para esse objeto externo. Elétrons com a mesma carga que o objeto externo são repelidos e afastar-se desse objeto. Esta redistribuição de cargas é chamado de indução eletrostática.

Com o objecto externo carregado, as partículas positivas e negativas acabam em lados opostos do condutor. O resultado é um campo elétrico oposto que anula o campo da carga do objeto externo no interior do condutor metal. A carga elétrica líquida no interior da malha de alumínio, então, é zero.

Embora não haja nenhuma carga no interior do condutor, o campo elétrico oposto tem um efeito importante – protege o interior do exterior cargas elétricas estáticas e também de radiação eletromagnética, como ondas de rádio e microondas. É aí que reside o verdadeiro valor de gaiolas de Faraday.

Usos da Gaiola de Faraday

A gaiola de Faraday tem inúmeros usos atualmente, o carro, por exemplo, é basicamente uma gaiola de Faraday.

É o efeito da gaiola de faraday, e não os pneus de borracha, que protege um automóvel em caso de queda de um raio nas proximidades.

Vários prédios atuam como uma a gaiola de Faraday, com o seu gesso ou paredes de concreto espalhados com vergalhões de metal ou tela de arame, que muitas vezes causam estragos com as redes de Internet sem fio e sinais de celular.

Mas o efeito de blindagem na maioria das vezes beneficia a humanidade. Os fornos de microondas reverter o efeito, prendendo ondas dentro de uma gaiola e cozinhar rapidamente os alimentos. Cabos de TV com tela ajudam a manter uma imagem nítida, clara, reduzindo a interferência.

Eletricistas de concessionária de energia muitas vezes usam trajes feitos especialmente que exploram o conceito de gaiola de Faraday. Dentro dessas trajes, os eletricistas podem trabalhar em linhas eléctricas de alta tensão, com um risco muito reduzido de electrocussão.

Os governos podem proteger o equipamento vital de telecomunicações a partir de  raios e outras interferências eletromagnéticas através da construção de gaiolas de Faraday em torno deles.

Ciência laboratórios em universidades e corporações utilizam gaiolas de Faraday avançadas para excluir completamente todas as cargas elétricas externas e às radiações electromagnéticas para criar um ambiente de teste totalmente neutro para todos os tipos de experiências e desenvolvimento de produtos.

Cientistas estudam felicidade e apontam caminhos que podem levar à ela

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Buscada por todos e uma incógnita para muitos, a felicidade pode ser algo subjetivo. Cinquenta pesquisadores da Universidade de Harvard acompanharam 800 pessoas por 80 anos para mostrar a influência que o estilo de vida tem na percepção do que é felicidade

Na televisão, a propaganda indaga o telespectador à queima-roupa: o que você faz para ser feliz? A pergunta intriga e provoca questionamentos provavelmente desde que o homem sentiu um frio na barriga pela primeira vez. Para alguns, felicidade é sinônimo de conta bancária azul da cor do mar. Para outros, um estado de espírito, não importa quanto você ganhe. Os mais românticos defendem que o “conceito” se refere a experiências pessoais, companheiros, amigos, enfim, ao amor. Fato é que o tema desperta interesse não só no campo filosófico: ao redor do mundo, pesquisadores se desdobram para entender do que se trata essa tal felicidade — e o que é preciso fazer ou ter para se considerar um sujeito feliz.

Uma das maiores pesquisas sobre o tema foi feita pela Universidade de Harvard. O estudo, publicado pela revista francesa Geo Savoir em novembro de 2011, teve mais de 800 participantes acompanhados por 80 anos, desde 1938. O objetivo principal do Grant Study foi entender a influência que o estilo de vida que cada um escolhe impacta na percepção de felicidade no futuro. Levando em conta hereditariedade, infância, ambiente social, histórico familiar, estudos, casamentos, problemas de saúde, vida profissional e mais uma infinidade de detalhes, os pesquisadores — 50 ao todo — mapearam os dados.

Os resultados, como esperado, foram complexos: no começo da pesquisa, tudo levava a crer que a renda familiar seria sinônimo de uma longevidade maior de 10 anos, em média. Os mais pobres eram três vezes mais propensos a serem obesos, alcoólatras e tabagistas. Quando a vida dos pesquisados era analisada individualmente, porém, a coisa mudava de figura. Primeira conclusão: não dá para se basear pela média. Quem tinha tudo para se considerar infeliz, como problemas de saúde ou péssimo histórico familiar, dizia-se sereno e feliz.

É claro que os cientistas não conseguiram montar uma receita para a felicidade, mas foram capazes de apontar alguns comportamentos que tendem ao fracasso. O alcoolismo, por exemplo, foi o grande responsável por doenças, divórcios e mortes. O grau de inteligência não influencia na felicidade, assim como a posição política ou ideológica. O relacionamento com a mãe, sim: segundo a pesquisa, se a sua infância foi repleta de amor, há grandes chances de você ser um adulto feliz. E o velho ditado “dinheiro não traz felicidade” procede: ter tido uma juventude animada e feito uma faculdade vale mais do que dinheiro, no que diz respeito a ser feliz no futuro.

O exemplo de Harvard é apenas um entre muitos estudos e teorias sobre a felicidade. Ruut Veenhoven, sociólogo holandês, conduz os estudos do World Database of Happiness (WDH), um centro de pesquisa dedicado a investigar quais lugares do mundo são mais ou menos infelizes. Ele é professor emérito das condições sociais para a felicidade humana, na Universidade Erasmus de Roterdã, e define o projeto como um “arquivo de resultados”. “Ele armazena alguns dos 20 mil resultados de pesquisas sobre o aproveitamento subjetivo da vida, tanto sobre descobertas sobre quão felizes as pessoas vivem (resultados distributivos) quanto descobertas de coisas análogas à felicidade (resultados correlacionais)”, detalha.

No site oficial da pesquisa, é possível encontrar os níveis de felicidade de todos os países do mundo. Em uma escala de zero a 10, a felicidade do brasileiro está em 7,5. Em 1960, essa média era de apenas 4,6. A partir de relatórios de pesquisas, Veenhoven explica que é possível fazer uma “medição adequada de felicidade, no sentido de gozo subjetivo da vida como um todo”. Isso porque, ainda que a felicidade não seja algo concreto e palpável, o cientista diz que só o fato de todos nós termos o conceito em mente já permite que ele seja mensurado. “A felicidade pode ser medida usando interrogatórios.” E isso é feito da maneira mais simples possível: quão feliz você é pode ser indicado com palavras como “infeliz”, “moderadamente feliz” e “muito infeliz”, por exemplo. Também com números. Chegar à nota 10 não é impossível, ele acredita, porém, tampouco comum. “Nós, normalmente, temos nossos altos e baixos na vida. Ainda assim, a maioria das pessoas está feliz.”

Conhece-te a ti mesmo

Fora do âmbito científico, naturalmente há uma busca incessante para entender o que, afinal de contas, é felicidade e como chegar até ela. Para Ângela Solgio, presidente da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia, procurar é intrínseco ao ser humano. O problema é definir atrás do que correr. “É um conceito amplo e relativo à cultura e ao próprio indivíduo. Em cada momento da história, há um consenso do que é ser feliz e cada pessoa define o que, para ela, é felicidade.”
Ser feliz dá trabalho: depois de escolher seus objetivos, ainda é preciso uma boa dose de bom senso para saber se eles são viáveis ou puro delírio de uma mente angustiada. “Viver em sociedade também é adiar desejos e levar em conta seus limites”, frisa a psicóloga. Obedecer a regras sociais e respeitar os outros, além de vencer o próprio medo, são outros obstáculos ao grande pódio da felicidade. Mas nada intransponível. “Não é preciso fazer isso tudo sozinho. De modo geral, o mais importante é tentar identificar o que não está bom para imaginar uma solução, ainda que não imediata.”

Foi a partir da curiosidade que surgiu o documentário Eu maior. Marco Schultz, um dos quatro produtores do filme, conta que a busca do tema sempre esteve vinculada ao autoconhecimento. “O enfoque é para a gente compartilhar uma angústia assumida.” Para Schultz, as perguntas começaram a pipocar em sua cabeça quando entrou para o mundo da ioga. Meditações e viagens de peregrinação com pessoas igualmente questionadoras abriram um vácuo de conhecimento. “Sempre achei que a vida não pode ser só esse resumo. Tem algo dentro de mim que quer algo mais ampliado.”
A partir daí, ele e os demais produtores passaram a buscar personagens que pudessem dar depoimentos distintos sobre a felicidade, sob os mais diversos pontos de vista. O resultado é uma miscelânia que une líderes espirituais, intelectuais, esportistas e artistas para “questionar a felicidade de superfície, horizontal”, sem nenhuma crença específica. “Buscamos ser coerentes com os entrevistados —de diferentes gêneros, estilos de vida, credos, cientistas ou não. Tivemos esse cuidado de tentar encontrar a pluralidade do ser humano por meio dessas pessoas todas.”

Naturalmente, o tema se desdobrou em muitos outros: a existência ou não de Deus, a integração do homem com o mundo, o sofrimento, a fraternidade e o significado da vida são alguns exemplos. Com apenas duas semanas, o filme já tinha quase 350 mil visualizações no YouTube. Até o fechamento desta matéria, esse número já ultrapassava 419.400. Isso tudo sem o amparo de uma assessoria de imprensa ou qualquer outro tipo de divulgação que não o compartilhamento do vídeo em redes sociais e boca a boca. “Isso mostra que o momento do mundo é de questionamento profundo, em todos os sentidos. O ser humano é um inquiridor.”

Há ainda quem transforme a busca pessoal em livro. Isabel Abecassis Empis, psicoterapeuta portuguesa, transformou sua experiência de 35 anos em consultório no livro ‘O poder do querer: como transformar sua vida naquilo que você quer’ (Academia do Livro). Na obra, 18 histórias de vida estudadas por ela são usadas para explicar o caminho para a realização pessoal. O foco principal é entender como funciona o tal autoconhecimento. Pessoas tristes, por exemplo, muitas vezes escutam que têm tudo para não se sentirem assim. “Essas pessoas se sentem ainda mais doentes. A grande verdade é que nós não somos os acontecimentos da nossa vida, mas nossa relação com eles.”

Essa aprendizagem pode até parecer intuitiva, mas, segundo a psicanalista, está ausente na vida de muitos, o que bloqueia a capacidade de traçar objetivos. A prática de tentar explicar tudo — a “explicologia” ou “explicanálise”, como ela define — também não ajuda. “Tentar explicar os porquês de tudo só leva a pessoa a se separar cada vez mais de si própria e, muitas vezes, dos outros”, defende. Por fim, o grande conselho de Empis: expectativa em vez de esperança gera angústia e (adivinhe?) infelicidade. “Na expectativa, estamos sempre à espera que o outro, o mundo, a vida seja aquilo que nós pensamos que precisamos para realizar o nosso sonho ou ser feliz. Quando, na verdade, é na esperança que está a possibilidade de sonhar e de realizar a partir de nós mesmos.”

O que te faz feliz?
Veja alguns aspectos que podem deixar a vida mais cor-de-rosa, de acordo com o estudo de Harvard:

» Habilidade de formar bons relacionamentos com outras pessoas.
“É a aptidão social, e não o brilhantismo intelectual ou a classe social dos pais, que leva ao envelhecimento bem-sucedido”, aponta o Dr. George Vaillant (coordenador da pesquisa por mais de 40 anos).
» Não abusar do álcool
» Conseguir uma boa educação
» Ter um relacionamento estável
» Não fumar
» Praticar exercícios
» Manter o peso corporal saudável

Na internet
» www.caseiecompreiumabicicleta.com
» www.gluckproject.com.br
» www.cacadoresdebonsexemplos.com.br
» www.worlddatabaseofhappiness.eur.nl
» www.eumaior.com.br

Bill Gates financia projeto que converte urina em eletricidade

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Bill Gates, fundador da Microsoft, começou a financiar, através da sua Fundação Bill and Melissa Gates, um projeto do Bristol Robotics Laboratory, no Reino Unido, que desenvolveu tecnologia para converter urina humana em eletricidade. Com o novo combustível, seria possível carregar um smartphone, dizem os cientistas.

Na apresentação feita à fundação, o sistema foi utilizado para gerar energia suficiente para carregar a bateria de um celular. Segundo o Business Insider, a tecnologia impressionou e acabou por ser premiada com uma bolsa da fundação para que pesquisa possa ser levada adiante.

O procedimento é feito através de uma espécie de célula que contém um grupo de micro-organismos capaz de utilizar a urina e gerar eletricidade. Os investigadores afirmam que o maior desafio do projeto, neste momento, é criar um grande número destes conversores para conseguir obter quantidades significativas de energia.

Vídeo: