Mulher descobre que larva vivia em seu ouvido

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As fortes dores tinham uma explicação inusitada: a paciente de 48 anos estava com uma larva vivendo em um dos seus ouvidos.

Quando os médicos do hospital Tri-Service, de Taiwan, examinaram o aparelho auditivo da paciente descobriram no ouvido esquerdo da mulher a larva de uma drosófila (a mosca da fruta).

Os médicos disseram que a larva ficou no ouvido da paciente pelo menos um dia, de acordo com artigo publicado na revista científica “The New England Journal of Medicine”.

Segundo os médicos, o aparelho auditivo deixou o ouvido mais aquecido, criando um ambiente ideal para a larva se instalar.A retirada da larva foi feita sem dificuldade e a paciente foi tratata com antibiótico.

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Cientistas: Algas tóxicas explicariam misterioso cemitério de baleias em deserto

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Corpos de cetáceos pré-históricos encalharam no Atacama após consumo de algas, dizem pesquisadores do Chile e EUA

Pesquisadores chilenos e americanos estabeceram uma teoria para explicar a existência de um misterioso cemitério de baleias pré-históricas ao lado da rodovia Pan-Americana, no deserto do Atacama, no norte do Chile.

Os cientistas acreditam que os cetáceos ancestrais podem ter morrido ao consumir algas tóxicas e que seus corpos foram parar no local que se encontram hoje – conhecido como Cerro Ballena (“Colina da Baleia”) – por causa da configuração geográfica da região.

Os animais estão no local há 5 milhões de anos, e esse acúmulo de fósseis seria o resultado de não apenas um, mas de quatro grandes encalhes.

Os dados recolhidos sugerem que todas as baleias ingeriram as algas. Os mamíferos mortos e os que estavam morrendo foram então arrastados para um estuário e, em seguida, para a areia onde, com o passar do tempo, foram enterrados.

Os estudiosos usaram modelos digitais em 3D dos esqueletos no sítio arqueológico e, depois, retiraram os ossos do local para mais análises em laboratório. Os resultados da pesquisa foram divulgados pela publicação especializada Proceedings B of the Royal Society.

Criaturas bizarras

Já se sabia que os fósseis bem preservados de baleias são comuns nessa área do deserto chileno, e eles podiam ser vistos saindo das rochas.

Mas apenas quando começaram as obras para o alargamento da rodovia Pan-Americana que os pesquisadores tiveram a chance de estudar mais detalhadamente o local onde estavam os fósseis.

Eles tinham apenas duas semanas para completar o trabalho de campo antes do início das obras na rodovia. Por isso, a equipe de cientistas apressou os trabalhos para registrar o máximo possível de detalhes do local e dos fósseis.

Na análise feita no local onde os fósseis estavam foram identificados os restos de mais de 40 baleias. Os cientistas também encontraram, entre esses fósseis de baleia, outros de predadores marinhos importantes e também de herbívoros.

“Encontramos criaturas extintas como a baleia-morsa – que desenvolveram uma face parecida com a de uma morsa. E também havia essas ‘preguiças aquáticas’ bizarras”, disse Nicholas Pyenson, um paleontologista do Museu Nacional Smithsonian de História Natural.

“Para mim é incrível que, em 240 metros (de uma obra de) abertura de estrada, conseguimos amostras de todas as estrelas do mundo dos fósseis de mamíferos marinhos na America do Sul, no final do período Mioceno. É um acúmulo incrivelmente denso de espécies”, afirmou o cientista à BBC.

Quatro eventos

A equipe de cientistas notou que quase todos os esqueletos estavam completos e as posições em que foram encontrados tinham pontos em comum. Muitos estavam voltados para a mesma direção e de cabeça para baixo, por exemplo.

Tudo isso aponta para a possibilidade de as criaturas terem morrido por causa da mesma catástrofe repentina. Mas as pesquisas mostram que as mortes não aconteceram apenas em um evento, foram quatro episódios separados durante um período de milhares de anos.

A melhor explicação que encontraram é que todos esses animais foram envenenados pelas toxinas que podem ser geradas pela proliferação de algas. Essa proliferação é uma das causas prevalentes para grandes encalhes de mamíferos marinhos que vemos hoje.

“Todas as criaturas que encontramos, sejam baleias, focas ou peixes-agulha, estão no topo da cadeia alimentar marinha e aquilo deve ter deixado (esses animais) muito suscetíveis a proliferações de algas tóxicas”, disse Pyenson.

Os pesquisadores também acreditam que a configuração do que era a costa em Cerro Ballena na época da morte dos animais contribuiu para que os corpos das baleias fossem levados para a areia, provavelmente além do alcance de animais marinhos necrófagos, que teriam consumido os cadáveres.

Além disso, por essa ser uma região que agora é um deserto, poucos animais terrestres apareceram nos últimos séculos para roubar os ossos.

Sem a prova ‘definitiva’

No entanto, por enquanto, os pesquisadores não podem afirmar com certeza que algas tóxicas foram responsáveis pelos encalhes. Não há fragmentos de algas nos sedimentos, algo que poderia ser visto como a prova “definitiva”.

Cerro Ballena é uma região considerada como um dos sítios de fósseis mais densos do mundo. Os cientistas calculam que podem existir centenas de espécies na área que ainda precisam ser descobertas e investigadas. No momento, a Universidade do Chile, em Santiago, está trabalhando para construir uma estação de estudos na área.

Vacina contra Alzheimer já é testada em pessoas

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Uma vacina contra a doença de Alzheimer, desenvolvida por uma empresa biotecnológica com sede em Saragoça (Espanha), começou a ser testada em seres humanos em janeiro último, ensaios clínicos que envolvem 24 pacientes.

Segundo o diretor científico da empresa Araclon Biotech, Manuel Sarasa, citado pela agência espanhola EFE, o objetivo desta fase é avaliar a tolerância e a segurança da nova vacina.

Esta empresa espanhola trabalha no desenvolvimento de novas terapias e métodos de diagnóstico de doenças neuro-degenerativas, com principal atenção para a doença de Alzheimer.

Manuel Sarasa explicou que, após o sucesso da fase experimental em animais, a vacina começou a ser testada em janeiro último num grupo inicial de 24 pessoas em Barcelona.

Nesta primeira fase, que estará concluída em 2015, será avaliada a tolerância do produto.

O foco desta etapa, que irá durar cerca de um ano e meio, será analisar a toxidade da vacina e não a sua eficácia, explicou o diretor científico, que escusou-se a estabelecer uma data concreta para a conclusão de uma vacina contra a doença de Alzheimer.

Manuel Sarasa frisou que a fase de estudos com humanos é “cega”, uma vez que a identidade dos indivíduos envolvidos nos ensaios clínicos é desconhecida.

O responsável explicou que o processo de recrutamento dos pacientes é realizado por uma empresa, referindo, no entanto, que 16 dos pacientes estão numa fase inicial da doença e os restantes oito estão a receber placebo (substância farmacêutica inerte e desprovida de qualquer princípio ativo, utilizada nos ensaios clínicos e no controlo de novos medicamentos, bem como em casos de algumas doenças em que o fator psicológico seja preponderante).

Numa fase seguinte, que normalmente dura cerca de dois anos, serão testadas diferentes dosagens da vacina, com o objetivo de observar se os pacientes envolvidos no estudo registraram ou não níveis de estimulação do sistema imunitário.

Posteriormente, serão desenvolvidos vários protocolos que, segundo Sarasa, deviam envolver idealmente pessoas que não apresentam sintomas para “prevenir” a doença, uma vez que o diretor científico não acredita que o Alzheimer “possa ter uma cura”.

Até alcançar o eventual registro da nova vacina, o processo implica ainda outras fases e poderá demorar vários anos, explicou ainda o responsável.

 

Carne mal passada pode aumentar risco de demência

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A carne mal passada no forno, grelha ou frigideira produz substâncias químicas que podem aumentar o risco de demência e Alzheimer, sugere um estudo hoje publicado por investigadores norte-americanos.

Os especialistas do Departamento da Divisão de Geriatria e Diabetes Experimental alimentaram ratos com uma dieta rica em produtos finais da glicação avançada (AGE), que têm sido associados a doenças como a diabetes tipo 2, e verificaram que as AGE tinham uma dosagem de proteínas consideradas perigosas para o cérebro e função cognitiva.

Uma dieta rica em AGE afeta a química do cérebro, resumem os especialistas que assinalam que os resultados foram “convincentes”, mas não forneceram “respostas definitivas”.

De acordo com a BBC, especialistas da Escola de Medicina Icahn no hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, testaram o efeito de AGE em ratos e pessoas, e publicaram a experiência com animais na revista Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos.

Segundo os investigadores, as experiências revelaram uma acumulação de ‘beta amilóide’, uma proteína que é descrita como característica da doença de Alzheimer.

“Concluímos que a demência relacionada com a idade pode ser causalmente associada a altos níveis de alimentos com AGE”, anunciaram os investigadores, sublinhando que “é importante ressalvar que a redução de AGE derivados de alimentos é viável e pode fornecer uma estratégia de tratamento eficaz”.

O responsável pela instituição de pesquisa sobre a doença de Alzheimer na Grã-Bretanha, Simon Ridley, lembrou que em estudos anteriores a diabetes foi associada a um risco acrescido de demência, pelo que “este pequeno estudo fornece uma nova visão sobre alguns dos possíveis processos moleculares que podem ligar as duas doenças”.

“É importante notar que as pessoas que participaram neste estudo não têm demência. Este assunto até agora não foi bem estudado em seres humanos e ainda não sabemos se a quantidade de AGE na dieta pode afetar o nosso risco de demência”, afirmou Simon Ridley.

Tumor fez crescer dentes em cérebro de menino de 4 anos

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Um tumor cerebral raro causou o crescimento de dentes no cérebro de um menino de quatro anos nos Estados Unidos, um caso inédito hoje revelado num relatório do New England Journal of Medicine.

Após ter sido removido o tumor, o rapaz, que tem um “inédito craniofaringioma”, ficou bem de saúde e os médicos afirmam que este caso lança luz sobre a forma como estes tipos de tumores raros se desenvolvem, refere a publicação Live Science, que cita o relatório.

Os médicos começaram a suspeitar que algo podia estar errado com o menor quando notaram que a sua cabeça parecia estar a crescer mais rapidamente do que é normal para alguém daquela faixa etária.

“A varredura do cérebro revelou um tumor que contém estruturas que pareciam muito semelhantes aos dentes normalmente encontrados no maxilar inferior. A criança passou por uma cirurgia no cérebro para remover o tumor, durante a qual os médicos constataram que o tumor continha vários dentes totalmente formados, de acordo com o relatório”, refere a Live Science, uma publicação ‘online’ especializada.

O neurocirurgião Narlin Beaty, da Universidade de Maryland Medical Center, que realizou a cirurgia juntamente com o seu colega do Centro de Johns Hopkins Children, Edward Ahn, disse à Live Science que os pesquisadores sempre suspeitaram que estes tumores se formam a partir das mesmas células encontradas no desenvolvimento de dentes, mas, até agora, os médicos nunca tinham visto dentes reais nestes tumores.

“Não é todos os dias que se vêem dentes em algum tipo de tumor no cérebro. É um craniofaringioma, é inédito”, resumiu Narlin Beaty, assinalando que o caso do rapaz de quatro anos fornece mais evidências de que, de fato, o craniofaringioma se desenvolve a partir de células que formam os dentes.

De acordo com o Instituto do Cancro do Estado norte-americano de Maryland, estes tumores são diagnosticados mais frequentemente em crianças com idades entre cinco e 14 anos, mas são raros os casos em crianças menores de dois anos.

Narlin Beaty lembrou que anteriormente foram encontrados dentes em cérebros, especialmente em tumores conhecidos como teratoma, uma massa tumoral formada por uma grande diversidade de células e tecidos estranhos à região onde estão localizados.

No caso do rapaz de Maryland, o tumor destruiu as conexões normais no cérebro que permitem que certas hormônios possam ser libertadas, pelo que o menor vai precisar de receber tratamentos hormonais para o resto da vida para substituir essas hormônios, disse o neurocirurgião.

Os dentes foram enviados para um patologista para um estudo mais aprofundado, como acontece normalmente com este tipo de amostras de tecido, guardadas durante anos para investigação.

Cientistas russos criam stent mais barato e com menor chance de rejeição

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Especialistas usaram silício no desenvolvimento do dispositivo

Cientistas das cidades siberianas de Tomsk e Novossibirsk desenvolveram um novo stent para implantes cardíacos. Segundo médicos responsáveis pela criação deste dispositivo, a probabilidade de rejeição é bem menor do que os análogos internacionais e que tem custo cinco vezes inferior aos produzidos em outros países, avaliados em torno de US$ 30 mil.

O stent é definido como uma endoprótese expansível fabricado com uma base de níquel e titânio. Os cientistas russos acrescentaram silício a esta base para acentuar a compatibilidade com o receptor do dispositivo. O dispositivo é implantado para melhorar a circulação sanguínea na caixa torácica, recuperando as funções do coração.

Cientistas substituem DNA do núcleo de óvulo humano

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Experiência usou óvulos de duas mulheres e esperma de um homem, e gerou embriões em fase inicial. Estudo pode dar origem a novas terapias gênicas

Pesquisadores conseguiram trocar o núcleo em óvulos humanos e foram capazes de gerar em laboratório células-tronco embrionárias e blastócitos, embrião em fase primária que pode ser usado para a fertilização in vitro. A técnica pode ser usada para prevenir doenças genéticas causadas por DNA mitocondrial, que fica espalhado dentro da célula, mas fora do núcleo celular. De acordo com os pesquisadores, a nova técnica poderia atender entre mil e quatro mil famílias só nos Estados Unidos.

Embora ainda não tenha sido autorizada nos Estados Unidos a aplicação em humanos da técnica desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon (EUA), os pesquisadores afirmam em artigo que o Reino Unido está considerando usar o tratamento para pacientes em risco.

Há mais de 300 doenças que podem ser passadas diretamente de mãe para filho por causa das mutações genéticas no DNA mitocondrial. A mitocôndria é uma organela da célula que gera energia e que tem trechos de DNA separados do DNA principal da célula, que fica no núcleo e é o que é usado na fecundação entre óvulo e espermatozoide. Existem cerca de mil mitocôndrias em cada célula do corpo e cada mitocôndria conta com 37 genes.

“A mitocôndria contém material genético assim como os núcleos celulares e estes genes são passados de mãe para filho”, explicou o autor do estudo publicado no periódico científico Nature, Shoukhrat Mitalipov. “Quando o DNA mitocondrial apresenta algumas mutações, a criança pode nascer com uma série de doenças, inclusive diabetes, surdez, problemas de visão e no coração”, disse.

Substituição
O que os pesquisadores fizeram foi colocar o núcleo do óvulo com DNA mitocondrial defeituoso dentro de um óvulo (proveniente de uma voluntária) com DNA mitocondrial saudável. Com isso, 99% da genética da mãe é preservada na novo óvulo e a mutação do DNA mitocondrial da mãe é substituída pelo DNA mitocondrial da doadora. O óvulo com novo núcleo é então fertilizado in vitro e reimplantado na mãe para que ela possa ter um bebê saudável. No estudo, 106 voluntárias doaram óvulos.

Ética
“Estudos in vitro como o que fizemos sem transplantar os embriões resultantes em pacientes podem ser feitos sem a necessidade de autorizações, que não sejam as das próprias instituição de pesquisa. Mas para fazer os transplantes em humanos ainda precisamos da aprovação da FDA (Food and Drugs Administration)”, explico Mitalipov.

No estudo, também é descrito uma experiência em macacos Rhesus que gerou um filhote saudável, chamado Chrysta e que hoje está com três anos de idade. Os pesquisadores também aplicaram método semelhante em roedores que chegaram até a quarta geração e todos saudáveis.

Apesar da expectativa para a aplicação da técnica em humanos, caso seja liberado pelo FDA, Mitalipov afirma que é preciso fazer mais estudos. “As espécies são diferentes e as técnicas têm variações de uma espécie para outra. Não acho que seremos capazes de fazer este mesmo trabalho que fizemos em macacos com humanos em apenas três anos”, disse Mitalipov.