6 formas com que a tecnologia afetou nossos cérebros

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Provas definitivas de que a web e os eletrônicos modificaram a fisiologia de nosso organismo
Nossos cérebros tem uma habilidade chamada neuroplastia – basicamente, é a capacidade do órgão de se adaptar de acordo com nossas necessidades e experiências. E a ciência conseguiu provar que a nossa forma de vida, dependente da internet e de gadgets, modificou o funcionamento de nossos sistemas nervosos.
Calma. Antes que você pense que vamos discorrer sobre os malefícios da web em relação a nossa capacidade de atenção, ou sobre os benefícios que apps trouxeram para organizar nossas vidas, tópicos ainda controversos, listamos uma série de pesquisas que provam como a tecnologia alterou os nossos cérebros – sejam mudanças boas ou ruins. Confira:
As cores de nossos sonhos mudaram
E isso é culpa da TV. Da mesma forma que, há alguns anos, também era culpa da TV que muita gente tenha passado a sonhar em preto e branco. Explicamos – antes da popularização da telinha, nossa psique era influenciada pelo mundo ‘real’. Quando passamos a dedicar boa parte do dia aos programas da televisão, eles também começaram a deixar impressões em nosso subconsciente. A maior prova é um estudo da Universidade de Duke, que analisou registros de sonhos de dois grupos: adultos acima de 55 anos, que passaram anos de suas vidas vendo TV em preto e branco, e pessoas mais jovens, já nascidas após a era do Technicolor. O primeiro grupo tinha uma tendência maior a ter sonhos em p&b. Já o segundo, tinha sonhos mais coloridos. A Associação de Psicologia Americana reproduziu o experimento e comprovou seus resultados.
Sofremos com FOMO
Você certamente já ouviu falar da síndrome chamada de “FOMO” (sigla para Fear of Missing Out, traduzido livremente para algo como ‘medo de ficar por fora’), que afetaria as gerações mais novas, nascidas na era da informação. O New York Times define o FOMO como ‘uma mistura de ansiedade, inadequação e irritação que surge quando se está por fora das mídias sociais’. Basicamente, como você fica ao passar alguns dias sem acessar o Facebook, ou quando esquece o smartphone em casa. Outro ‘sintoma’ é quando estamos em casa, relaxando, vendo alguma série no Netflix e temos aquela urgência de fazer outra coisa, de que deveríamos estar em outro lugar, falando com outras pessoas. Ou mesmo quando estamos em uma festa e sentimos essa angústia que nos informa que ‘podíamos estar gastando nosso tempo de outra forma’. A teoria é que essa sensação é causada por horas e horas olhando nossos contatos fazerem as coisas mais incríveis em imagens e posts no Instagram e no Facebook – e nos esquecemos que momentos de tédio fazem parte da vida.

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Vibração fantasma
“Opa, o que é isso? Meu celular vibrou? Será que recebi uma mensagem? Ou um GIF no Relay? Tem alguém me ligando?”. Você tira o celular do bolso/bolsa e percebe que não – o celular não tem nenhuma notificação. O que acontece é que nosso cérebro está programado para achar que os smartphones estão vibrando. Não chega a ser incômodo, mas, se pararmos para pensar, o fenômeno é muito estranho. Um estudo publicado pelo Computers and Human Behavior descobriu que 89% de 290 estudantes universitários sentiam as vibrações fantasma pelo menos uma vez a cada duas semanas.
Temos mais dificuldade de dormir
O que você faz nos minutos que antecedem o sono? Lê um livro no iPad? Assiste à TV? Ou vê Parks and Recreation no Netflix com o notebook no colo? Cientistas acreditam que a exposição às telas durante a noite bagunça o nosso organismo e dificulta o sono. A ideia é que a luz emitida pelos eletrônicos faz com que o nosso corpo ‘acredite’ que ainda estamos sob a luz do dia. Ou seja, ainda não seria a hora de dormir. “E por que isso não acontece desde que lâmpadas foram instaladas nas casas de nossos bisavós e avós?”, você pode se perguntar. A suspeita recai sobre o tipo de luz emitida pelas telas, que é mais azulada e ‘parecida’ com a luz do dia.
Temos mais habilidades visuais
Um estudo de 2013 indicou que games como Halo e Call of Duty (tiro em primeira pessoa), aumentam nossa capacidade de tomar decisões rápidas e estimulam jogadores a verem mais em menos tempo. Isso faz com que esses gamers tenham mais noção de espaço – coisa que pode ser útil não apenas no mundo virtual. Eles também conseguem discernir mais facilmente objetos em situações com pouca iluminação.
Os reis do multitask
Jogos de estratégia como Starcraft aumentam a ‘flexibilidade cognitiva’ do cérebro. Isso quer dizer que conseguimos alternar tarefas mais rapidamente, ou fazer duas (ou mais) coisas ao mesmo tempo com facilidade – a invejada capacidade de multitask. Estudos apontam que o efeito dos games é ainda mais pronunciado em pessoas mais velhas.
Artigo inspirado por esta lista do Mashable

 

 

 

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Por que nossa mente “dá branco”?

neuroplastiaO problema não está na memória, mas na falta de atenção
Por segundos parece que a mente apagou tudo: do que íamos pegar na geladeira à resposta da prova. O problema não está na memória, mas na falta de atenção. “É um mecanismo essencial na ativação das memórias de curto prazo e operacional, que armazenam temporariamente dados necessários para o cérebro comandar ações rápidas, como digitar no celular um número que logo vai ser esquecido”, explica Tarso Adoni, médico do Núcleo de Neurociências do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ocorre que o lobo frontal, responsável pela atenção e memórias transitórias, tem capacidade limitada de armazenamento. Só fica ali — com chances de seguir para a memória permanente conforme a relevância e utilidade — o que a atenção selecionou. O que passou batido será apagado em seguida caso não cheguem novas pistas relacionadas. Isso explica a razão de a ideia “esquecida” ser “lembrada” ao voltarmos onde estávamos antes do branco.
Esse tipo de apagão é diferente dos causados pelo álcool, que afeta memórias consolidadas, ou pela ansiedade. Neste caso, o cérebro entende o nervosismo como ameaça e se concentra em combatê-lo. Se os “brancos” afetarem a qualidade de vida, melhor procurar um médico.

Réplica de fígado estreará ‘laboratório de órgãos humanos’

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Cientistas querem testar drogas em rins, coração e pulmões criados artificialmente; projeto vai custar US$ 19 milhões
Uma equipe de bioengenheiros de diversas instituições anunciou que está prestes a criar uma réplica de ser humano com quatro órgãos. No entanto, a iniciativa não tem nada a ver com possíveis candidatos de um transplante — o objetivo é testar drogas.
Segundo informações da Wired, grande parte do trabalho vem sendo feito por meio de impressões 3D. Os pesquisadores estão tentando desenvolver um humano conectado apenas aos rins, pulmões, fígado e coração. O projeto de cinco anos vai custar US$ 19 milhões.
Os órgãos, noticiou o Verge, são aproximadamente do tamanho da tela de smartphones, mas funcionam como se fossem de verdade. A equipe planeja um dia poder expandir os trabalhos para todos os vasos e tecidos, fazendo com que a réplica de humano possa ser estuda da mais completa forma possível.
Os primeiros testes envolveram o paracetamol, comumente encontrado em analgésicos e prejudicial para o fígado, quando ingerido em doses elevadas. “A intenção original da pesquisa vem dos problemas que estamos tendo no desenvolvimento de novas drogas”, disse John Wikswo, diretor do Vanderbilt Institute for Integrative Biosystems Research and Education, durante o anúncio.
A expectativa é que o teste em uma réplica em funcionamento vá permitir resultados mais precisos
“Diversos novos medicamentos promissores que pareciam bons na cultura celular convencional e testes em animais falharam quando foram testados em seres humanos, muitos devido a efeitos tóxicos. Isso representa mais de US$ 1 bilhão em esforço indo para o ralo”, completa o Wikswo.
A expectativa é que o teste em uma réplica do órgão em funcionamento vá permitir resultados mais precisos — o que reduziria custos. Wikswo não informou por quanto tempo ela duraria, mas acredita-se que seja cerca de um mês.

Pacientes que fazem autocontrole rígido da diabetes vivem mais

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Estudo comprova em 12 anos de observações que os diabéticos mais comprometidos com o controle da doença vivem mais. Pesquisa analisou centenas de pacientes com diabetes tipo dois.
Um estudo científico feito na Alemanha comprovou o que médicos repetem diariamente em seus consultórios: pacientes com diabetes tipo dois empenhados no controle da doença têm uma expectativa de vida maior. Essa variação da doença, em geral, acomete pessoas depois dos 40 anos e não exige necessariamente a aplicação de insulina. A pesquisa, coordenada por médicos do Centro Helmholtz de Munique observou 340 pacientes ao longo de doze anos.
Os pesquisadores preferiram não quantificar os resultados, embora os dados colhidos permitissem um cálculo estatístico. “A faixa etária das pessoas é diferente, as condições são diferentes. Seria possível, mas evitamos fazer isso porque não se pode generalizar”, justifica o pesquisador Michael Laxy, um dos autores do estudo.
Para definir os bons hábitos, os cientistas usaram um modelo para comparar o empenho pessoal de cada paciente em relação aos cuidados com a doença. A medição frequente dos índices de glicemia, um plano de alimentação organizado e a prática de exercícios físicos foram levados em consideração.
E nesse caso, também não há uma regra geral. Segundo Laxy, em caso de pacientes dependentes de insulina, é preciso medir a glicemia diariamente, por exemplo. Já para os que controlam a diabetes tipo dois, fazer o controle duas vezes por semana já seria o bastante para caracterizar o comprometimento pessoal.
A partir desses dados, os pesquisadores criaram uma relação matemática com os anos de sobrevida dos pacientes com a diabetes tipo dois. O médicos observaram que, ao longo de 12 anos, os pacientes mais comprometidos com o tratamento tiveram um índice de mortalidade significativamente melhor.
Embora o estudo ratifique as recomendações médicas, o autor da pesquisa explica que a novidade é justamente medir a eficácia do empenho do paciente com uma boa amostragem e por um longo período. “Não havia uma comprovação na literatura médica”, explica.
Epidemia mundial
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 347 milhões de pessoas são afetadas pela doença no mundo. Só no Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Walter Minicucci, estima 13 milhões de diabéticos. “É a primeira doença não-infecciosa a caracterizar uma epidemia”, dimensiona. A estimativa é que esse número possa aumentar em até 30% se considerados os casos em que o paciente não sabe que tem a doença.
O endocrinologista enumera quatro vilões modernos da diabetes: obesidade, alimentação inadequada, sedentarismo e estresse. Por isso, existe ainda uma tendência maior a ocorrência de diabetes entre populações de menor renda e escolaridade. Na avaliação do médico, o acesso maior à informação também é decisivo, uma vez que pessoas com maior grau de esclarecimento tendem a cuidar mais da saúde.
Políticas públicas também incentivam as boas práticas de controle. O Ministério da Saúde do Brasil criou um portal para esclarecer duvidas de alimentação e sugerir hábitos saudáveis que possam aumentar a qualidade de vida desses pacientes. No entanto, o próprio ministério pontua que, no país, a doença mata mais que as contaminações por HIV: são mais de 50 mil mortes todos os anos em consequência da diabetes.
Mais ricos vivem mais
Para Minicucci, muita coisa mudou desde o início da década de 1980, quando começaram campanhas de esclarecimento. O acesso à medicação gratuita – o Sistema Único de Saúde distribui remédios básicos para o controle e tratamento da diabetes – prolonga a vida de quem tem problemas com de controle da glicose. “O governo brasileiro é um dos maiores compradores de insulina do mundo”, quantifica.
No entanto, o médico observa que o acesso a tratamentos privados ou a planos de saúde tem sido outro diferencial na sobrevida dos diabéticos no Brasil. Segundo ele, quem tem mais dinheiro tem acesso a insulinas mais modernas e, por isso, conquista um padrão de vida muito mais próximo da normalidade, reduzindo os riscos de problemas relacionados a diabetes.
Entre os quadros mais comuns estão o risco de doenças cardiovasculares que, conforme a OMS, atingem metade dos diabéticos. Exposições constantes a altas taxas de glicemia também podem provocar insuficiência renal, cegueira ou complicações circulatórias que levam à amputação de membros. A organização calcula que os riscos de morte são 50% maiores entre diabéticos.
Para o autor do estudo na Alemanha, a prova científica de que o empenho pessoal pode prolongar a vida deve servir de motivação para os pacientes. Já o médico brasileiro acrescenta outra variável. Segundo ele, existe uma larga rede de organização entre os diabéticos que, com a facilidade das redes sociais, tem se unido para trocar informações sobre a doença e para cobrar a inclusão de tratamentos mais modernos também na rede pública de saúde.

Primeira Olimpíada para ‘ciborgues’ é anunciada para 2016

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A primeira Cybathlon, uma Olimpíada para atletas ciborgues, acontecerá na Suíça em outubro de 2016.
O evento terá uma corrida em que competidores controlam um avatar através de um computador conectado ao cérebro, e corridas com atletas que usam próteses e exoesqueletos.
Sediada pelo Centro de Pesquisa de Competência Nacional na Suíça, espera-se que a competição aumentará o interesse em tecnologias que intensificam a performance humana.
A corrida que utiliza um computador conectado ao cérebro através de um capacete, foi desenvolvida para competidores tetraplégicos. A ideia é que o atleta controle um avatar que estará competindo em uma corrida virtual.
Haverão também provas para aqueles que usam próteses de braços e pernas, aqueles com exoesqueletos, e uma com cadeira de rodas.
Os dispositivos auxiliares usados pelos atletas, que serão conhecidos como pilotos, podem ser aqueles que já estão disponíveis comercialmente ou protótipos de laboratórios de pesquisa.
Haverão duas medalhas para cada competição, uma para o piloto e uma para a empresa que desenvolveu o dispositivo.
Membros biônicos e exoesqueletos estão se tornando mais desenvolvidos tecnicamente, oferecendo àqueles que os usam movimentos mais realistas.
Hugh Herr, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, mostrou algumas das próteses que sua equipe tem trabalhado na conferência do Ted (Technology, Entertainment and Design), em Vancouver, na semana passada.
Ele está no momento em negociações com profissionais de saúde para tornar os membros biônicos mais amplamente disponíveis para aqueles que necessitam.
Muitas vezes, porém, houve uma desconexão entre a tecnologia e os pacientes, disse Robert Riener, organizador do evento, da Universidade da Suíça.
“Nós queremos incentivar o desenvolvimento de dispositivos tecnológicos auxiliaries que podem ser utilizados por pacientes no dia a dia”, disse à BBC.
“Algumas das tecnologias atuais parecem muito impressionantes, mas estão muito distantes de serem práticas e fáceis de usar”, acrescentou.
O outro objetivo dos jogos é permitir que pessoas que nunca tiveram a oportunidade possam competir.
“Nós permitimos o uso de tecnologias que foram excluídas das Paraolimpíadas. Ao tornar o evento publico, queremos nos livrar das barreiras entre pacientes, sociedade e a comunidade da tecnologia”, disse Riener.

Jovem ‘assanhado’ tatua recibo de restaurante fast food no braço

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Stian Ytterdahl teria sido ‘punido’ por ser ‘muito ativo com mulheres’.
Norueguês de 18 anos disse que pode ‘sentir remorso’ durante a velhice.
O jovem norueguês Stian Ytterdahl, de 18 anos, se tornou uma celebridade na web após tatuar uma nota fiscal de uma refeição feita no McDonald’s, como uma forma de “castigo” estipulada por seus amigos.
Em entrevista ao jornal “Romerikes Blad”, Stian contou que o desenho, de gosto bastante duvidoso, foi uma espécie de punição pelo fato de o jovem “ser muito ativo em relação às mulheres”.
“Quando fomos ao restaurante, eles disseram que eu deveria fazer uma tatuagem de Barbie no bumbum ou a nota fiscal em meu braço”, contou Ytterdahl.
Após fazer sua decisão, o rapaz foi até o estúdio de tatuagem e eternizou a compra em seu braço direito, causando uma reação não muito alegre em seus pais. “Recebi um e-mail do meu pai dizendo ‘o que diabos você fez? Sua mãe teve um ataque’”, relembrou o jovem.
Na página do estúdio de tatuagem onde a “arte” foi feita, a postagem recebeu milhares de “curtidas” e centenas de compartilhamentos.
Apesar de toda a atenção que recebeu pela tatuagem, Stian demonstrou um pouco de remorso em relação ao desenho. “Acho isso tudo engraçado. Talvez nem tanto quando eu estiver com 50 ou 60 anos, mas é minha escolha”, declarou.

 

Híbridos de pessoas e de animais: a catástrofe dos nossos dias

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Cientistas em vários países criam híbridos fantásticos de pessoas e de animais que podem lançar o pânico na sociedade. Apenas nos últimos 10 anos, o progresso no campo da engenharia genética espantou os cientistas e simples observadores.
Hoje, a criação de novas formas de vida tornou-se acessível mesmo a estudantes em condições caseiras. Infelizmente, as leis não conseguem acompanhar os jogos dos cientistas.
Por sua vez, estas novas formas de vida não são ilegais, mas podem representar perigo para a sociedade. É impossível prever o que acontecerá se elas começarem a multiplicar-se, mas os cientistas de todo o mundo querem apenas descobrir a sua nova criação para o mundo: descobrir aquilo que ainda recentemente parecia ser fantasia absoluta.
Podemos apresentar o seguinte exemplo: os cientistas criaram um rato com um cromossoma humano artificial. Isto é considerado um avanço que pode levar a novas formas de tratamento de toda uma série de doenças. Segundo a página do Lifenews.com, cientistas da Universidade de Wisconsin conseguiram grandes êxitos na transplantação de células do embrião humano no cérebro de ratos. As células começaram a crescer e, com o tempo, os ratos tornaram-se mais inteligentes. Esses ratos podem encontrar saída de um labirinto e aprender sinais convencionais mais rapidamente do que antes dos transplantes.
Coloca-se uma questão: a prática de transplantação de tecidos humanos para animais trará mais vantagens do que riscos? Hoje, já é evidente que a criação de órgãos humanos no interior de animais não é ficção científica, mas realidade pura. Os cientistas japoneses começaram a utilizar leitões para criar órgãos humanos, o que demora até um ano a realizar.
Segundo o Infowars.com, o principal objetivo neste caso é aumentar a quantidade de órgãos para as necessidades da medicina. Mas o governo japonês coloca outras tarefas: neste momento, prepara leis que permitem começar investigações ligadas a embriões.
A página Thetruthwins.com assinala que, se um órgão humano começa a crescer dentro de um leitão, este já não é 100% um leitão, e um órgão humano que cresce dentro de um leitão não pode ser considerado um órgão humano a 100%. Os receptores desses órgãos devem concordar com a transplantação de órgãos híbridos do homem e do animal no seu organismo.
As consequências da criação de híbridos poderão ameaçar a sociedade tanto hoje, como no futuro, mas o principal perigo consiste na impossibilidade de prognosticar as consequências da perda de controle de semelhantes híbridos.

Mais preocupante ainda é o fato de a maioria dos países não ter leis que limitam a criação de semelhantes seres, o que permite produzi-los sem controle. Mais, não se prevê penas se esse ser animal provocar prejuízo às pessoas que vivem em redor.
Existe a opinião de que os animais utilizados para a criação de órgãos humanos neles são mais uma via para a destruição da natureza. Em 2011, o jornal DailyMail informou que cientistas britânicos tinham criado mais de 150 embriões do homem e de animais, mas os leitores não se preocuparam com isso.
Outros exemplos foram citados na revista Slate: cabras que produzem leite humano, uma estrutura anatômica anal transplantada num rato e doutores que criam um sistema imunitário humano para animais. Mas isto são apenas os projetos que conhecemos. É possível que existam outros por enquanto desconhecidos. Um híbrido do homem e de um animal é possível, mas continua a discussão de se são mais as vantagens do que os riscos potenciais.

Hoje, os produtos geneticamente modificados já não surpreendem ninguém. Por enquanto, pessoas e animais modificados apenas se preparam ainda para se tornarem parte do nosso mundo comum.

E vão mudá-lo de forma radical e para sempre. De que são capazes as quimeras dos laboratórios científicos e serão realmente uma ameaça séria?
Porque é que os cientistas se ingerem no código genético de seres vivos e o modificam? O zoólogo Dmitri Isonkin compartilha a sua opinião com a Voz da Rússia:
“Pode haver várias respostas. Primeira, por interesse de investigação científica para compreender de que modo ocorre a formação de embriões e de células e se é possível juntar dois códigos genéticos diferentes sem provocar rejeição. Segunda, um aspecto médico importante. Os cientistas procuram formas de curar as doenças até agora incuráveis, com a ajuda de um DNA estranho de outro organismo que resiste a esse mal. Terceira, isso pode ser uma iniciativa comercial vantajosa no futuro, pois é sabido que, hoje, no corpo dos animais cultivam órgãos doados muito caros.”

Porém, tal como no caso de produtos geneticamente modificados, organismos vivos modificados podem constituir uma ameaça considerável. Todas as experiências realizadas em engenharia genética devem ser sujeitos a longos testes, para se compreender como, no fim de contas, irá se comportar o organismo vivo. E se a maioria das experiências se realiza atualmente em ratos de laboratório, cuja longevidade é extremamente pequena e pode-se acompanhar as mudanças qualitativas no seu organismo durante várias gerações, é muito difícil fazer isso com animais grandes e muito mais com pessoas.
Segundo a lei, todos os híbridos-quimeras devem ser destruídos num prazo de duas semanas, mas como compreender a forma como os genes mistos influem nas gerações seguintes? Significa que o governo proíbe a realização de estudos mais profundos de hibridação de pessoas e animais. Mas isso acontece, muito frequentemente, apenas no papel. E na realidade?

Pode-se apenas supor como agem os laboratórios secretos, mas sem dúvida que, se eles criam um ser híbrido, dificilmente o destruirão numa idade tão pequena: o mais interessante começa precisamente no período do amadurecimento sexual, quando as caraterísticas qualitativas do organismo passam a outro nível e pode-se acompanhar como o gene se irá comportar quando adulto, bem como quando se cruza um híbrido adulto com outro.
As experiências de quimerização de pessoas e animais têm, no fundo, um caráter ilegal como a clonagem de pessoas. Estes “jogos de Deus”, com vista à criação artificial de uma nova vida, poderão levar-nos muito longe. Por exemplo, relativamente há pouco tempo, a revista Cell Research, publicada pelo Instituto de Biologia Celular e pela Academia das Ciências da China, noticiou a realização de uma experiência com êxito de cruzamento de um homem com uma lebre. Para a realização do planejado, os cientistas chineses libertaram as células de uma lebre do seu DNA e, depois, injetaram DNA humano. Como resultado, foram obtidos cerca de 400 embriões, dos quais foram extraídas células estaminais para posteriores experiências, e os híbridos foram destruídos. Posteriormente, os cientistas planejam criar uma série de novos híbridos na base de DNA humano e de outros animais.
Não se compreende que criação saíra daí. Também não se compreende durante quanto tempo se manterá a proibição de semelhantes manipulações com o código genético de seres vivos. Porque se por um instante se imaginar que as experiências serão legalizadas, tanto como as quimeras, o nosso mundo, na realidade, mudará completamente. E vocês irão para o trabalho rodeados de homens-porcos, homens-bodes e homens-burros? Então, será agradável recordar os bons velhos tempos.