6 formas com que a tecnologia afetou nossos cérebros

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Provas definitivas de que a web e os eletrônicos modificaram a fisiologia de nosso organismo
Nossos cérebros tem uma habilidade chamada neuroplastia – basicamente, é a capacidade do órgão de se adaptar de acordo com nossas necessidades e experiências. E a ciência conseguiu provar que a nossa forma de vida, dependente da internet e de gadgets, modificou o funcionamento de nossos sistemas nervosos.
Calma. Antes que você pense que vamos discorrer sobre os malefícios da web em relação a nossa capacidade de atenção, ou sobre os benefícios que apps trouxeram para organizar nossas vidas, tópicos ainda controversos, listamos uma série de pesquisas que provam como a tecnologia alterou os nossos cérebros – sejam mudanças boas ou ruins. Confira:
As cores de nossos sonhos mudaram
E isso é culpa da TV. Da mesma forma que, há alguns anos, também era culpa da TV que muita gente tenha passado a sonhar em preto e branco. Explicamos – antes da popularização da telinha, nossa psique era influenciada pelo mundo ‘real’. Quando passamos a dedicar boa parte do dia aos programas da televisão, eles também começaram a deixar impressões em nosso subconsciente. A maior prova é um estudo da Universidade de Duke, que analisou registros de sonhos de dois grupos: adultos acima de 55 anos, que passaram anos de suas vidas vendo TV em preto e branco, e pessoas mais jovens, já nascidas após a era do Technicolor. O primeiro grupo tinha uma tendência maior a ter sonhos em p&b. Já o segundo, tinha sonhos mais coloridos. A Associação de Psicologia Americana reproduziu o experimento e comprovou seus resultados.
Sofremos com FOMO
Você certamente já ouviu falar da síndrome chamada de “FOMO” (sigla para Fear of Missing Out, traduzido livremente para algo como ‘medo de ficar por fora’), que afetaria as gerações mais novas, nascidas na era da informação. O New York Times define o FOMO como ‘uma mistura de ansiedade, inadequação e irritação que surge quando se está por fora das mídias sociais’. Basicamente, como você fica ao passar alguns dias sem acessar o Facebook, ou quando esquece o smartphone em casa. Outro ‘sintoma’ é quando estamos em casa, relaxando, vendo alguma série no Netflix e temos aquela urgência de fazer outra coisa, de que deveríamos estar em outro lugar, falando com outras pessoas. Ou mesmo quando estamos em uma festa e sentimos essa angústia que nos informa que ‘podíamos estar gastando nosso tempo de outra forma’. A teoria é que essa sensação é causada por horas e horas olhando nossos contatos fazerem as coisas mais incríveis em imagens e posts no Instagram e no Facebook – e nos esquecemos que momentos de tédio fazem parte da vida.

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Vibração fantasma
“Opa, o que é isso? Meu celular vibrou? Será que recebi uma mensagem? Ou um GIF no Relay? Tem alguém me ligando?”. Você tira o celular do bolso/bolsa e percebe que não – o celular não tem nenhuma notificação. O que acontece é que nosso cérebro está programado para achar que os smartphones estão vibrando. Não chega a ser incômodo, mas, se pararmos para pensar, o fenômeno é muito estranho. Um estudo publicado pelo Computers and Human Behavior descobriu que 89% de 290 estudantes universitários sentiam as vibrações fantasma pelo menos uma vez a cada duas semanas.
Temos mais dificuldade de dormir
O que você faz nos minutos que antecedem o sono? Lê um livro no iPad? Assiste à TV? Ou vê Parks and Recreation no Netflix com o notebook no colo? Cientistas acreditam que a exposição às telas durante a noite bagunça o nosso organismo e dificulta o sono. A ideia é que a luz emitida pelos eletrônicos faz com que o nosso corpo ‘acredite’ que ainda estamos sob a luz do dia. Ou seja, ainda não seria a hora de dormir. “E por que isso não acontece desde que lâmpadas foram instaladas nas casas de nossos bisavós e avós?”, você pode se perguntar. A suspeita recai sobre o tipo de luz emitida pelas telas, que é mais azulada e ‘parecida’ com a luz do dia.
Temos mais habilidades visuais
Um estudo de 2013 indicou que games como Halo e Call of Duty (tiro em primeira pessoa), aumentam nossa capacidade de tomar decisões rápidas e estimulam jogadores a verem mais em menos tempo. Isso faz com que esses gamers tenham mais noção de espaço – coisa que pode ser útil não apenas no mundo virtual. Eles também conseguem discernir mais facilmente objetos em situações com pouca iluminação.
Os reis do multitask
Jogos de estratégia como Starcraft aumentam a ‘flexibilidade cognitiva’ do cérebro. Isso quer dizer que conseguimos alternar tarefas mais rapidamente, ou fazer duas (ou mais) coisas ao mesmo tempo com facilidade – a invejada capacidade de multitask. Estudos apontam que o efeito dos games é ainda mais pronunciado em pessoas mais velhas.
Artigo inspirado por esta lista do Mashable

 

 

 

Por que nossa mente “dá branco”?

neuroplastiaO problema não está na memória, mas na falta de atenção
Por segundos parece que a mente apagou tudo: do que íamos pegar na geladeira à resposta da prova. O problema não está na memória, mas na falta de atenção. “É um mecanismo essencial na ativação das memórias de curto prazo e operacional, que armazenam temporariamente dados necessários para o cérebro comandar ações rápidas, como digitar no celular um número que logo vai ser esquecido”, explica Tarso Adoni, médico do Núcleo de Neurociências do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ocorre que o lobo frontal, responsável pela atenção e memórias transitórias, tem capacidade limitada de armazenamento. Só fica ali — com chances de seguir para a memória permanente conforme a relevância e utilidade — o que a atenção selecionou. O que passou batido será apagado em seguida caso não cheguem novas pistas relacionadas. Isso explica a razão de a ideia “esquecida” ser “lembrada” ao voltarmos onde estávamos antes do branco.
Esse tipo de apagão é diferente dos causados pelo álcool, que afeta memórias consolidadas, ou pela ansiedade. Neste caso, o cérebro entende o nervosismo como ameaça e se concentra em combatê-lo. Se os “brancos” afetarem a qualidade de vida, melhor procurar um médico.

Réplica de fígado estreará ‘laboratório de órgãos humanos’

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Cientistas querem testar drogas em rins, coração e pulmões criados artificialmente; projeto vai custar US$ 19 milhões
Uma equipe de bioengenheiros de diversas instituições anunciou que está prestes a criar uma réplica de ser humano com quatro órgãos. No entanto, a iniciativa não tem nada a ver com possíveis candidatos de um transplante — o objetivo é testar drogas.
Segundo informações da Wired, grande parte do trabalho vem sendo feito por meio de impressões 3D. Os pesquisadores estão tentando desenvolver um humano conectado apenas aos rins, pulmões, fígado e coração. O projeto de cinco anos vai custar US$ 19 milhões.
Os órgãos, noticiou o Verge, são aproximadamente do tamanho da tela de smartphones, mas funcionam como se fossem de verdade. A equipe planeja um dia poder expandir os trabalhos para todos os vasos e tecidos, fazendo com que a réplica de humano possa ser estuda da mais completa forma possível.
Os primeiros testes envolveram o paracetamol, comumente encontrado em analgésicos e prejudicial para o fígado, quando ingerido em doses elevadas. “A intenção original da pesquisa vem dos problemas que estamos tendo no desenvolvimento de novas drogas”, disse John Wikswo, diretor do Vanderbilt Institute for Integrative Biosystems Research and Education, durante o anúncio.
A expectativa é que o teste em uma réplica em funcionamento vá permitir resultados mais precisos
“Diversos novos medicamentos promissores que pareciam bons na cultura celular convencional e testes em animais falharam quando foram testados em seres humanos, muitos devido a efeitos tóxicos. Isso representa mais de US$ 1 bilhão em esforço indo para o ralo”, completa o Wikswo.
A expectativa é que o teste em uma réplica do órgão em funcionamento vá permitir resultados mais precisos — o que reduziria custos. Wikswo não informou por quanto tempo ela duraria, mas acredita-se que seja cerca de um mês.

Pacientes que fazem autocontrole rígido da diabetes vivem mais

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Estudo comprova em 12 anos de observações que os diabéticos mais comprometidos com o controle da doença vivem mais. Pesquisa analisou centenas de pacientes com diabetes tipo dois.
Um estudo científico feito na Alemanha comprovou o que médicos repetem diariamente em seus consultórios: pacientes com diabetes tipo dois empenhados no controle da doença têm uma expectativa de vida maior. Essa variação da doença, em geral, acomete pessoas depois dos 40 anos e não exige necessariamente a aplicação de insulina. A pesquisa, coordenada por médicos do Centro Helmholtz de Munique observou 340 pacientes ao longo de doze anos.
Os pesquisadores preferiram não quantificar os resultados, embora os dados colhidos permitissem um cálculo estatístico. “A faixa etária das pessoas é diferente, as condições são diferentes. Seria possível, mas evitamos fazer isso porque não se pode generalizar”, justifica o pesquisador Michael Laxy, um dos autores do estudo.
Para definir os bons hábitos, os cientistas usaram um modelo para comparar o empenho pessoal de cada paciente em relação aos cuidados com a doença. A medição frequente dos índices de glicemia, um plano de alimentação organizado e a prática de exercícios físicos foram levados em consideração.
E nesse caso, também não há uma regra geral. Segundo Laxy, em caso de pacientes dependentes de insulina, é preciso medir a glicemia diariamente, por exemplo. Já para os que controlam a diabetes tipo dois, fazer o controle duas vezes por semana já seria o bastante para caracterizar o comprometimento pessoal.
A partir desses dados, os pesquisadores criaram uma relação matemática com os anos de sobrevida dos pacientes com a diabetes tipo dois. O médicos observaram que, ao longo de 12 anos, os pacientes mais comprometidos com o tratamento tiveram um índice de mortalidade significativamente melhor.
Embora o estudo ratifique as recomendações médicas, o autor da pesquisa explica que a novidade é justamente medir a eficácia do empenho do paciente com uma boa amostragem e por um longo período. “Não havia uma comprovação na literatura médica”, explica.
Epidemia mundial
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 347 milhões de pessoas são afetadas pela doença no mundo. Só no Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Walter Minicucci, estima 13 milhões de diabéticos. “É a primeira doença não-infecciosa a caracterizar uma epidemia”, dimensiona. A estimativa é que esse número possa aumentar em até 30% se considerados os casos em que o paciente não sabe que tem a doença.
O endocrinologista enumera quatro vilões modernos da diabetes: obesidade, alimentação inadequada, sedentarismo e estresse. Por isso, existe ainda uma tendência maior a ocorrência de diabetes entre populações de menor renda e escolaridade. Na avaliação do médico, o acesso maior à informação também é decisivo, uma vez que pessoas com maior grau de esclarecimento tendem a cuidar mais da saúde.
Políticas públicas também incentivam as boas práticas de controle. O Ministério da Saúde do Brasil criou um portal para esclarecer duvidas de alimentação e sugerir hábitos saudáveis que possam aumentar a qualidade de vida desses pacientes. No entanto, o próprio ministério pontua que, no país, a doença mata mais que as contaminações por HIV: são mais de 50 mil mortes todos os anos em consequência da diabetes.
Mais ricos vivem mais
Para Minicucci, muita coisa mudou desde o início da década de 1980, quando começaram campanhas de esclarecimento. O acesso à medicação gratuita – o Sistema Único de Saúde distribui remédios básicos para o controle e tratamento da diabetes – prolonga a vida de quem tem problemas com de controle da glicose. “O governo brasileiro é um dos maiores compradores de insulina do mundo”, quantifica.
No entanto, o médico observa que o acesso a tratamentos privados ou a planos de saúde tem sido outro diferencial na sobrevida dos diabéticos no Brasil. Segundo ele, quem tem mais dinheiro tem acesso a insulinas mais modernas e, por isso, conquista um padrão de vida muito mais próximo da normalidade, reduzindo os riscos de problemas relacionados a diabetes.
Entre os quadros mais comuns estão o risco de doenças cardiovasculares que, conforme a OMS, atingem metade dos diabéticos. Exposições constantes a altas taxas de glicemia também podem provocar insuficiência renal, cegueira ou complicações circulatórias que levam à amputação de membros. A organização calcula que os riscos de morte são 50% maiores entre diabéticos.
Para o autor do estudo na Alemanha, a prova científica de que o empenho pessoal pode prolongar a vida deve servir de motivação para os pacientes. Já o médico brasileiro acrescenta outra variável. Segundo ele, existe uma larga rede de organização entre os diabéticos que, com a facilidade das redes sociais, tem se unido para trocar informações sobre a doença e para cobrar a inclusão de tratamentos mais modernos também na rede pública de saúde.

Primeira Olimpíada para ‘ciborgues’ é anunciada para 2016

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A primeira Cybathlon, uma Olimpíada para atletas ciborgues, acontecerá na Suíça em outubro de 2016.
O evento terá uma corrida em que competidores controlam um avatar através de um computador conectado ao cérebro, e corridas com atletas que usam próteses e exoesqueletos.
Sediada pelo Centro de Pesquisa de Competência Nacional na Suíça, espera-se que a competição aumentará o interesse em tecnologias que intensificam a performance humana.
A corrida que utiliza um computador conectado ao cérebro através de um capacete, foi desenvolvida para competidores tetraplégicos. A ideia é que o atleta controle um avatar que estará competindo em uma corrida virtual.
Haverão também provas para aqueles que usam próteses de braços e pernas, aqueles com exoesqueletos, e uma com cadeira de rodas.
Os dispositivos auxiliares usados pelos atletas, que serão conhecidos como pilotos, podem ser aqueles que já estão disponíveis comercialmente ou protótipos de laboratórios de pesquisa.
Haverão duas medalhas para cada competição, uma para o piloto e uma para a empresa que desenvolveu o dispositivo.
Membros biônicos e exoesqueletos estão se tornando mais desenvolvidos tecnicamente, oferecendo àqueles que os usam movimentos mais realistas.
Hugh Herr, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, mostrou algumas das próteses que sua equipe tem trabalhado na conferência do Ted (Technology, Entertainment and Design), em Vancouver, na semana passada.
Ele está no momento em negociações com profissionais de saúde para tornar os membros biônicos mais amplamente disponíveis para aqueles que necessitam.
Muitas vezes, porém, houve uma desconexão entre a tecnologia e os pacientes, disse Robert Riener, organizador do evento, da Universidade da Suíça.
“Nós queremos incentivar o desenvolvimento de dispositivos tecnológicos auxiliaries que podem ser utilizados por pacientes no dia a dia”, disse à BBC.
“Algumas das tecnologias atuais parecem muito impressionantes, mas estão muito distantes de serem práticas e fáceis de usar”, acrescentou.
O outro objetivo dos jogos é permitir que pessoas que nunca tiveram a oportunidade possam competir.
“Nós permitimos o uso de tecnologias que foram excluídas das Paraolimpíadas. Ao tornar o evento publico, queremos nos livrar das barreiras entre pacientes, sociedade e a comunidade da tecnologia”, disse Riener.

Jovem ‘assanhado’ tatua recibo de restaurante fast food no braço

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Stian Ytterdahl teria sido ‘punido’ por ser ‘muito ativo com mulheres’.
Norueguês de 18 anos disse que pode ‘sentir remorso’ durante a velhice.
O jovem norueguês Stian Ytterdahl, de 18 anos, se tornou uma celebridade na web após tatuar uma nota fiscal de uma refeição feita no McDonald’s, como uma forma de “castigo” estipulada por seus amigos.
Em entrevista ao jornal “Romerikes Blad”, Stian contou que o desenho, de gosto bastante duvidoso, foi uma espécie de punição pelo fato de o jovem “ser muito ativo em relação às mulheres”.
“Quando fomos ao restaurante, eles disseram que eu deveria fazer uma tatuagem de Barbie no bumbum ou a nota fiscal em meu braço”, contou Ytterdahl.
Após fazer sua decisão, o rapaz foi até o estúdio de tatuagem e eternizou a compra em seu braço direito, causando uma reação não muito alegre em seus pais. “Recebi um e-mail do meu pai dizendo ‘o que diabos você fez? Sua mãe teve um ataque’”, relembrou o jovem.
Na página do estúdio de tatuagem onde a “arte” foi feita, a postagem recebeu milhares de “curtidas” e centenas de compartilhamentos.
Apesar de toda a atenção que recebeu pela tatuagem, Stian demonstrou um pouco de remorso em relação ao desenho. “Acho isso tudo engraçado. Talvez nem tanto quando eu estiver com 50 ou 60 anos, mas é minha escolha”, declarou.

 

Híbridos de pessoas e de animais: a catástrofe dos nossos dias

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Cientistas em vários países criam híbridos fantásticos de pessoas e de animais que podem lançar o pânico na sociedade. Apenas nos últimos 10 anos, o progresso no campo da engenharia genética espantou os cientistas e simples observadores.
Hoje, a criação de novas formas de vida tornou-se acessível mesmo a estudantes em condições caseiras. Infelizmente, as leis não conseguem acompanhar os jogos dos cientistas.
Por sua vez, estas novas formas de vida não são ilegais, mas podem representar perigo para a sociedade. É impossível prever o que acontecerá se elas começarem a multiplicar-se, mas os cientistas de todo o mundo querem apenas descobrir a sua nova criação para o mundo: descobrir aquilo que ainda recentemente parecia ser fantasia absoluta.
Podemos apresentar o seguinte exemplo: os cientistas criaram um rato com um cromossoma humano artificial. Isto é considerado um avanço que pode levar a novas formas de tratamento de toda uma série de doenças. Segundo a página do Lifenews.com, cientistas da Universidade de Wisconsin conseguiram grandes êxitos na transplantação de células do embrião humano no cérebro de ratos. As células começaram a crescer e, com o tempo, os ratos tornaram-se mais inteligentes. Esses ratos podem encontrar saída de um labirinto e aprender sinais convencionais mais rapidamente do que antes dos transplantes.
Coloca-se uma questão: a prática de transplantação de tecidos humanos para animais trará mais vantagens do que riscos? Hoje, já é evidente que a criação de órgãos humanos no interior de animais não é ficção científica, mas realidade pura. Os cientistas japoneses começaram a utilizar leitões para criar órgãos humanos, o que demora até um ano a realizar.
Segundo o Infowars.com, o principal objetivo neste caso é aumentar a quantidade de órgãos para as necessidades da medicina. Mas o governo japonês coloca outras tarefas: neste momento, prepara leis que permitem começar investigações ligadas a embriões.
A página Thetruthwins.com assinala que, se um órgão humano começa a crescer dentro de um leitão, este já não é 100% um leitão, e um órgão humano que cresce dentro de um leitão não pode ser considerado um órgão humano a 100%. Os receptores desses órgãos devem concordar com a transplantação de órgãos híbridos do homem e do animal no seu organismo.
As consequências da criação de híbridos poderão ameaçar a sociedade tanto hoje, como no futuro, mas o principal perigo consiste na impossibilidade de prognosticar as consequências da perda de controle de semelhantes híbridos.

Mais preocupante ainda é o fato de a maioria dos países não ter leis que limitam a criação de semelhantes seres, o que permite produzi-los sem controle. Mais, não se prevê penas se esse ser animal provocar prejuízo às pessoas que vivem em redor.
Existe a opinião de que os animais utilizados para a criação de órgãos humanos neles são mais uma via para a destruição da natureza. Em 2011, o jornal DailyMail informou que cientistas britânicos tinham criado mais de 150 embriões do homem e de animais, mas os leitores não se preocuparam com isso.
Outros exemplos foram citados na revista Slate: cabras que produzem leite humano, uma estrutura anatômica anal transplantada num rato e doutores que criam um sistema imunitário humano para animais. Mas isto são apenas os projetos que conhecemos. É possível que existam outros por enquanto desconhecidos. Um híbrido do homem e de um animal é possível, mas continua a discussão de se são mais as vantagens do que os riscos potenciais.

Hoje, os produtos geneticamente modificados já não surpreendem ninguém. Por enquanto, pessoas e animais modificados apenas se preparam ainda para se tornarem parte do nosso mundo comum.

E vão mudá-lo de forma radical e para sempre. De que são capazes as quimeras dos laboratórios científicos e serão realmente uma ameaça séria?
Porque é que os cientistas se ingerem no código genético de seres vivos e o modificam? O zoólogo Dmitri Isonkin compartilha a sua opinião com a Voz da Rússia:
“Pode haver várias respostas. Primeira, por interesse de investigação científica para compreender de que modo ocorre a formação de embriões e de células e se é possível juntar dois códigos genéticos diferentes sem provocar rejeição. Segunda, um aspecto médico importante. Os cientistas procuram formas de curar as doenças até agora incuráveis, com a ajuda de um DNA estranho de outro organismo que resiste a esse mal. Terceira, isso pode ser uma iniciativa comercial vantajosa no futuro, pois é sabido que, hoje, no corpo dos animais cultivam órgãos doados muito caros.”

Porém, tal como no caso de produtos geneticamente modificados, organismos vivos modificados podem constituir uma ameaça considerável. Todas as experiências realizadas em engenharia genética devem ser sujeitos a longos testes, para se compreender como, no fim de contas, irá se comportar o organismo vivo. E se a maioria das experiências se realiza atualmente em ratos de laboratório, cuja longevidade é extremamente pequena e pode-se acompanhar as mudanças qualitativas no seu organismo durante várias gerações, é muito difícil fazer isso com animais grandes e muito mais com pessoas.
Segundo a lei, todos os híbridos-quimeras devem ser destruídos num prazo de duas semanas, mas como compreender a forma como os genes mistos influem nas gerações seguintes? Significa que o governo proíbe a realização de estudos mais profundos de hibridação de pessoas e animais. Mas isso acontece, muito frequentemente, apenas no papel. E na realidade?

Pode-se apenas supor como agem os laboratórios secretos, mas sem dúvida que, se eles criam um ser híbrido, dificilmente o destruirão numa idade tão pequena: o mais interessante começa precisamente no período do amadurecimento sexual, quando as caraterísticas qualitativas do organismo passam a outro nível e pode-se acompanhar como o gene se irá comportar quando adulto, bem como quando se cruza um híbrido adulto com outro.
As experiências de quimerização de pessoas e animais têm, no fundo, um caráter ilegal como a clonagem de pessoas. Estes “jogos de Deus”, com vista à criação artificial de uma nova vida, poderão levar-nos muito longe. Por exemplo, relativamente há pouco tempo, a revista Cell Research, publicada pelo Instituto de Biologia Celular e pela Academia das Ciências da China, noticiou a realização de uma experiência com êxito de cruzamento de um homem com uma lebre. Para a realização do planejado, os cientistas chineses libertaram as células de uma lebre do seu DNA e, depois, injetaram DNA humano. Como resultado, foram obtidos cerca de 400 embriões, dos quais foram extraídas células estaminais para posteriores experiências, e os híbridos foram destruídos. Posteriormente, os cientistas planejam criar uma série de novos híbridos na base de DNA humano e de outros animais.
Não se compreende que criação saíra daí. Também não se compreende durante quanto tempo se manterá a proibição de semelhantes manipulações com o código genético de seres vivos. Porque se por um instante se imaginar que as experiências serão legalizadas, tanto como as quimeras, o nosso mundo, na realidade, mudará completamente. E vocês irão para o trabalho rodeados de homens-porcos, homens-bodes e homens-burros? Então, será agradável recordar os bons velhos tempos.

 

“Migração climática também afeta os países ricos”

381x254x123150225-36767760.jpg.pagespeed.ic.hsUJhZcCL8O grupo de especialistas do clima (IPCC, na sigla em inglês) publica um novo relatório sobre as consequências das mudanças climáticas. Ele contém um aspecto muito importante: o impacto sobre os fluxos migratórios é um fenômeno que não se limita às regiões mais pobres, adverte o especialista em migrações Etienne Piguet, na entrevista a seguir.
Milhares de americanos fogem do gelo procurando refúgio no México. Pura fantasia? Certamente. A cena está num filme hollywoodiano de alguns anos atrás ilustra, todavia, um fenômeno real: a migração climática. Entre 2100, centenas de milhões de pessoas abandonarão a zona costeira devido a alta do nível dos mares, reitera o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) no relatório que publica amanhã, 31 de março.

O impacto do clima sobre o comportamento da população é bem conhecido, explica Etienne Piguet, professor na Universidade de Neuchâtel (oeste da Suíça). Todavia, em sua última pesquisa sobre migração climática no mundo emergem aspectos surpreendentes e mesmo paradoxais.
swissinfo.ch: É verdade que a migração climática é um fenômeno recente?
Etienne Piguet: Desde 2007, ano da publicação do quarto relatório de avaliação do IPCC, de fato assistimos a uma espécie de volta da noção de migração climática. Na realidade, trata-se de uma ideia muito antiga. Me vem em mente o chamado “dust bowl” nos anos 1930: a tempestade de areia e a forte erosão eólica do solo forçou muitos cidadãos das Grandes Planícies nos Estados Unidos a migrarem para a Califórnia.

Muito mais tempo atrás temos a carestia da batata na Irlanda, que favoreceu a migração para os Estados Unidos. Certo, a causa foi a doença que reduziu a colheita, mas ela foi provocada pelo clima particularmente muito chuvoso e úmido que ocorreu durante várias estações.
swissinfo.ch: Então o clima é um motor da imigração?
E. P.: Sim e não. Contrariamente ao passado, hoje se considera que o clima é um dos múltiplos fatores que provocam a migração. O “dust bowl” ocorreu depois da crise de 1929, que havia fragilizado a situação dos cidadãos. Sem contar que, na Irlanda, foi a política da Grã Bretanha que favoreceu a migração. Além do clima, há outros aspectos políticos, sociais e econômicos.

Os estudos mostram um forte impacto da temperatura e dos períodos de seca sobre a produtividade agrícola. Por duas razões: algumas plantas são menos produtivas e a uma certa temperatura o trabalho físico do homem torna-se difícil. As pessoas ficam muito vulneráveis, mas migram realmente? Difícil dizer. Por vezes são ajudadas por seus governos a mudar de atividade econômica e acabam ficando onde estão. Pensemos por exemplo na Holanda e alta do nível do mar. Se o governo não tiver construído os diques, as pessoas teriam sido obrigadas a partir.
swissinfo.ch: Quando se fala de migração climática dos países pobres está correto?
E. P.: Os países pobres são os que têm mais dificuldade, por questões técnicas e políticas, de enfrentar o desafio colocado pela mudança climática. Porém, de nosso estudo emergiu, com um pouco de surpresa, que a migração afeta também os países ricos.

Em termos de população, esses países estão em primeira linha. Basta pensar na China e aos milhões de pessoas que vivem ao longo da costa. Qualquer catástrofe brutal ou progressiva, forçando a transformação espacial da atividade econômica, podem provocar importantes transformações na Europa e na América do Norte, como se viu com o furacão Katrina em 2005.
Quero sublinhar um outro aspecto crucial. Constatamos que a zona mais ameaçada pela subida do nível do mar são as estão em pleno crescimento demográfico. Apesar da vulnerabilidade, as cidades costeiras da China e da África atraem cada vez mais gente. É uma situação paradoxal, potencialmente explosiva.

Os migrantes são conscientes do perigo, mas têm horizontes temporais diversos. Têm uma estratégia de sobrevivência e pensam em como alimentar suas famílias hoje. Não consideram o risco de, amanhã, o canal sobre o qual estão instalados pode desaparecer por causa de um furacão.
swissinfo.ch: E a Suíça? Segundo um estudo, os vales alpinos podem não ser mais habitáveis por causa do degelo e dos deslizamentos de terra.
E. P.: A Suíça, como outros países vizinhos desenvolvidos, não está ao abrigo de consequências econômicas e sociais da mudança climática. O país não será de modo algum confrontado a vagas de migrantes climáticos.

Nenhum vale alpino é muito vulnerável a ponto de tornar-se inabitável. Pode-se perder no máximo algumas centenas de casas. Certo, para as pessoas afetadas é dramático, mas devemos relativizar. Não podemos comparar a situação suíça com a de uma província de Bangladesh onde 95% da população que vive da agricultura estão expostas a períodos de seca cada vez mais frequentes.
swissinfo.ch: No futuro, terá de ser definido o estatuto a atribuir a quem foge de um lugar por causa do clima. Teremos em breve “refugiados climáticos”?
E. P.: É um tema que se discute muito. Basicamente, há três correntes de pensamento. Uma acha necessário criar uma nova convenção específica para proteger as pessoas que devam mudar devido uma catástrofe ambiental e da evolução lenta do ambiente.

Outra quer ampliar a definição existente e incluir os motivos climáticos na convenção sobre os refugiados. Este é o caso da convenção da Organização da Unidade Africana, em que a noção de refugiado engloba a catástrofe ambiental. A terceira opção é de melhorar a capacidade de assistência humanitária, de fazer prevenção e insistir nos mecanismos de solidariedade nas zonas de maior risco.

O que é certo é que numerosas pessoas estarão na impossibilidade de fugir da catástrofe. Somente as pessoas mais abastadas e em melhor estado de saúde poderão fugir. A população imobilizada estará em situação humanitária ainda mais grave do que a que migra.
Relatório sobre clima
O Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), do qual também fazem parte cientistas suíços, elaborou seu quinto relatório de avaliação do clima. O documento, que sintetiza todo o conhecimento científico sobre clima, é publicado em diversas etapas.
A primeira parte (Base cientifica das mudanças climáticas) foi apresentada em setembro de 2013. Afirmam em particular que o aquecimento global é inequívoco e que é causado (em 95%) pela atividade humana.

A segunda (impasses, adaptação e vulnerabilidade) é publicada em 31 de março de 2014. Analisa a consequência da mudança climática sobre os sistemas naturais (florestas, ecossistemas, recursos hídricos) e humanos.

A terceira parte (Mitigação das mudanças climáticas) está prevista para 13 de abril de 2014, enquanto a síntese final do relatório será apresentada em Copenhague no final de outubro de 2014.
presentata a Copenaghen a fine ottobre 2014.
“Nós determinamos como o clima será em 50 anos”
A melhor forma de administrar as mudanças climáticas é determinar um objetivo, explica Thomas Stocker. Segundo o professor de física climatológica na Universidade de Berna, a humanidade precisa se adaptar às mudanças climáticas segundo suas possibilidades, pois elas já estão ocorrendo.
Para Thomas Stocker, coordenador do grupo de trabalho 1, responsável pelos fundamentos científicos do quinto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), a luta contra as mudanças climáticas ainda não está perdida, mas a cada ano que passa, no qual nenhuma redução das emissões é atingida, ela se torna mais difícil.
swissinfo.ch: Nessa função o senhor é quase responsável pela previsão da expectativa de vida do planeta. Não seria um enorme fardo?
Thomas Stocker: Eu não estou sozinho, mas chefio esse grupo de trabalho com um colega chinês e do escritório em Berna. O trabalho intelectual pesado por trás desse relatório baseia-se no esforço de 259 pesquisadores do nosso grupo de trabalho.

Em Berna coordenamos, discutimos, organizamos o processo e ajudamos nas formulações. Elas devem ser preparadas de tal forma, que os jargões científicos sejam reduzidos a um mínimo para que a nossa mensagem seja compreensiva aos representantes políticos.
Vídeo:

Villa las Estrellas: uma cidadezinha em plena Antártica

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A professora se prepara para mais um dia de aula, enquanto os alunos pegam cadernos e lápis para anotar a lição. Estamos em uma escola de ensino fundamental chilena, igual a tantas outras, com a exceção de que fica em Villa Las Estrellas, uma cidadezinha em plena Antártica.
Vizinha à base chilena de Frei, na baía Fildes, a cidade tem 64 habitantes, entre homens, mulheres e crianças que moram em pouco mais de uma dezena de casas.
Além de escola, possui mercado, shopping, correios, academia de ginástica e até uma agência bancária.
Os moradores são famílias, chefiadas na maioria por militares que servem na base aérea chilena, que precisam se adaptar às rigorosas condições do frio antártico e a dividir o espaço com animais como os pinguins-papua ou pinguins-gentoo (Pygoscelis papua), com seus característicos bico e patas alaranjados, abundantes nas praias da região.
“Viver aqui é divertido, em comparação com o continente. A parte difícil é ter que passar muitos dias confinado por causa do frio. No inverno passado, por exemplo, passamos oito dias sem poder sair de casa por causa do vento e das nevascas”, contou à AFP José Carillán Rosales, diretor e professor da Escola Básica de Villa Las Estrellas.
Morar na Antártica exige planejamento. Os itens de higiene pessoal, como pasta de dente e sabonetes, precisam ser trazidos do continente e armazenados, assim como os alimentos, que devem ser congelados.
O mercadinho local abre apenas duas vezes por semana, às terças e sextas-feiras, e não tem variedade, apenas coisas básicas, uma marca de cada produto.
Faz dois anos que Rosales, originário de Chillán, oitava região do Chile, a 450 km de Santiago, onde as temperaturas podem chegar aos 38ºC no verão, vive na Antártica com a mulher, também professora da escola de ensino fundamental, e os dois filhos pequenos, um menino que está na sexta série e uma menina, na segunda.
Apesar de ter que se adaptar ao inverno, quando as temperaturas podem despencar até os – 40ºC, ele vê vantagens em morar aqui.
“Aqui a vida é tranquila, a gente não se preocupa com assaltos, com o trânsito. Além disso, lá no continente, a gente vê o filho na hora do almoço e à noite. Aqui estou com eles o dia todo”, afirmou.
Escola polar
Estas vantagens, além do salário cinco vezes maior, atraem os professores de todo o Chile a viver em um ambiente tão inóspito.
“Para vir para cá, os professores participam de um concurso nacional. Aqueles que querem vir e cumprem os requisitos, podem se candidatar”, relatou à AFP a professora Maria Cristina Hernández, esposa de Rosales.
“O primeiro requisito é ser casado e que ambos sejam professores. Além disso, pedem muitas coisas no currículo, como licenciatura, experiência de pelo menos um ano trabalhando. Depois, o ministério [da Educação] aplica diferentes provas e manda a seleção para a Força Aérea, que escolhe as pessoas”, relatou.
Não são aceitos candidatos solteiros porque os selecionados precisarão dividir uma única casa, explicou Maria Cristina. No fim deste ano, um novo concurso deverá ser realizado.
A escola funciona desde 1985 e tem duas salas, um salão grande para atividades diversas, armazém, dois banheiros, uma pequena sala de computação. As aulas são ministradas das 08h30 às 13h00 e das 14h30 às 16h00. O currículo é o mesmo do de outras escolas do Chile ou “do continente”, como dizem os moradores de Villa, embora a Antártida ainda seja um território sem dono.
Por lá já passaram 290 crianças, filhos e filhas de oficiais da Força Aérea Chilena e dos professores e funcionários que trabalham ali. Atualmente, seis crianças estudam na escola: duas na segunda série, duas na quarta, uma na sexta e outra na sétima.
Josefina Opaso, de 9 anos, é filha de um oficial da Força Aérea e do Chile e de uma funcionária do pequeno shopping da vila.
Na quarta série da escola, ela relata com entusiasmo as coisas de que mais gosta de viver na Antártica.
“É fascinante viver em um lugar aonde quase ninguém vem. Também é um desafio porque pra viver aqui, temos que sair sempre muito bem agasalhados e às vezes nem mesmo podemos sair por causa das nevascas. Essa é a parte difícil de viver na Antártica”, contou a menina, acrescentando que se pudesse escolher entre ficar em casa e visitar a família, em Santiago, não hesitaria em passar as férias no continente gelado.
Além das vantagens financeiras, viver novas experiências parece ser um atrativo a mais para os chilenos que decidem residir ali.
Morando em Villa desde dezembro passado e com contrato até julho próximo, Francisco Fuentes, de 62 anos, gerencia a única agência do banco BCI na cidade.
Casado há 37 anos, pai de dois filhos adultos, ele deixou a família no Chile para ser o único funcionário do banco que funciona diariamente, das 10h00 às 14h30 e das 16h00 às 18h30.
Ali, seus cerca de 80 clientes – que trabalham em bases chilenas, Frei e a vizinha Governação Antártica Marítima chilena – podem fazer saques em pesos chilenos, transferências, trocar dólares e fazer investimentos.
“O que gosto de fazer aqui são coisas impensáveis quando eu vivia no continente, como voar de helicóptero sobre os glaciares”, disse Fuentes, que ganha 120% mais do que ganhava no Chile para viver e trabalhar na Antártica.

Primeiros casos no mundo de transmissão de tuberculose de gato para o homem

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Os dois primeiros casos no mundo de transmissão de tuberculose de gato para o homem foram registrados na Grã-Bretanha, anunciaram nesta sexta-feira as autoridades sanitárias.
A descoberta da PHE (Public Health England) aconteceu durante o estudo com nove gatos domésticos portadores da Mycobacterium bovis em Berkshire (leste da Inglaterra) e Hampshire (sul).
Os gatos foram provavelmente infectados por roedores, segundo os cientistas.
“As duas pessoas infectadas reagiram bem ao tratamento”, assegurou o PHE.
Outros dois donos de gatos também contraíram a bactéria, mas sem desenvolver a doença.
A tuberculose afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outras partes do corpo, como ossos e o sistema nervoso.
Em 2012, foram detectados 8.751 casos de tuberculose no Reino Unido.