Esta impressora é tão pequena que cabe até no seu bolso

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Criada por startup israelense ZUtA, a Pocket Printer é do tamanho de uma bola de beisebol, pesa cerca de 300 gramas e promete impressões em cerca de 40 segundos

Smartphones, carteiras e outros objetos brigam hoje por espaço em nossos bolsos. Em breve, mais um gadget pode entrar nesta disputa. Trata-se de uma impressora em miniatura, desenvolvida pela ZUtA, uma startup israelense.

Batizada de Pocket Printer (impressora de bolso), a novidade já arrecadou mais de 450 mil dólares no site de financiamento coletivo Kickstarter. Feito de policarbonato, com cerca de 300 gramas e do tamanho de uma bola de beisebol, o gadget promete imprimir uma página inteira em cerca de 40 segundos.

Para isso, basta que o usuário posicione a impressorazinha no canto direito superior da folha. Solicitada a impressão, ela deslizará sobre o papel – imprimindo o conteúdo desejado.

Com suporte para conexão wireless e bluetooth, a Pocket Printer é compatível com os sistemas operacionais Android, iOs, Linux, OSX e Windows. Ela imprime até 1.000 folhas por cartucho e tem bateria com duração de carga de uma hora. A recarga é feita via entrada USB.

Preto e branco

Em fase final de desenvolvimento, o primeiro protótipo da Pocket Printer só imprime em preto e branco e está à venda por cerca de 180 dólares no Kickstarter. A previsão da ZUtA é que a fabricação do gadget comece em setembro e as primeiras unidades sejam entregues ao usuários em janeiro de 2015.

“Queria que meu celular imprimisse, mas ele não podia”, afirma Tuvia Elbaum, co-fundador da ZUtA e um dos criadores da nova impressora. Ele só testou a mipressão em papel, mas acredita que o gadget seja capaz de imprimir em outras superfícies. No futuro, uma versão colorida deve ser lançada.

Agora, assista vídeo que mostra a Pocket Printer em ação:

Vídeo:

Embriões clonados geram células-tronco para curar diabetes – O que você acha?

Reuters

Agora são três: na esteira dos laboratórios do Oregon e da Califórnia que anunciaram ter criado embriões humanos clonando células de pessoas vivas, um laboratório de Nova York anunciou nesta segunda-feira ter feito isso e muito mais.

Além de clonar as células de uma mulher com diabetes e produzir embriões e células-tronco que são suas cópias genéticas perfeitas, os cientistas fizeram as células-tronco se transformarem em células capazes de secretar insulina.

Isso despertou esperanças de se realizar um sonho de longa data das pesquisas com células-tronco, a saber, criar células de reposição específicas para pacientes com diabetes, Mal de Parkinson, defeitos cardíacos e outras moléstias devastadoras.

Mas também deixou implícito que o que a Igreja Católica e defensores do direito à vida vêm alertando há tempos pode ser iminente: a criação científica de embriões humanos a pedido.

A trinca de sucessos “aumenta a probabilidade de que embriões humanos sejam produzidos para gerar terapia para um indivíduo específico”, disse o professor associado de bioética Insoo Hyun, da Universidade Escola de Medicina Case Western Reserve, em Cleveland, nos Estados Unidos. E “a criação de mais embriões humanos para experimentos científicos é certa”.

O progresso acelerado na pesquisa com células-tronco embrionárias começou em maio passado. Os cientistas, liderados por Shoukhrat Mitalipov, da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, relataram ter criado embriões humanos saudáveis nos primeiros estágios da vida – esferas ocas de cerca de 150 células – pela fusão de óvulos com células de um feto, em um experimento, e de uma criança em outro.

No início deste mês, cientistas do Instituto de Células Tronco CHA, em Seul, na Coreia do Sul, anunciaram ter obtido o mesmo feito com células de pele de dois homens adultos.

Em cada caso, os cientistas usaram uma versão da técnica que criou a ovelha Dolly em 1996, o primeiro clone de um mamífero adulto. Chamada de transferência somática de núcleo celular (Scnt, na sigla em inglês), a receita exige que se remova o DNA nuclear de um óvulo, fundindo-o com uma célula de uma pessoa viva e estimulando cada óvulo a começar a se dividir e multiplicar. O embrião resultante inclui células-tronco que podem se tornar qualquer tipo de célula humana.

Embora isso soe bastante simples, enormes obstáculos técnicos impediram os cientistas de obter Scnt humano durante mais de uma década de tentativas.

Agora que têm uma receita confiável, incluindo os nutrientes certos para manter os ovos e a cronometragem certa para começar sua divisão, eles têm “uma maneira reproduzível e confiável para criar células de reposição específicas para pacientes via clonagem”, disse o doutor Robert Lanza, cientista-chefe da Tecnologia Avançada de Células e co-autor da monografia do Instituto CHA.

Astrônomo amador fotografa explosões do Sol de seu jardim

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Jose Manteca conseguiu capturar imagens impressionantes do Sol. Tudo isso foi feito direto do seu jardim, em uma cidade próxima a Barcelona, na Espanha. Suas imagens mostram em detalhes manchas e erupções na superfície do Sol.

O astrônomo amador José Manteca conseguiu capturar lindas imagens do Sol. O impressionante é que elas foram feitas a partir de seu jardim, na cidade espanhola de Begues, próximo a Barcelona

Arábia Saudita registra 102 mortes por vírus MERS

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Foram 39 mortes somente no mês de abril

O Ministério de Saúde da Arábia Saudita anunciou neste domingo mais oito mortes pelo vírus da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS, na sigla em inglês), elevando para 102 o número total de vítimas da doença.

Foram 39 mortes somente no mês de abril, o que intensifica as preocupações do governo com vírus, identificado pela primeira vez em abril de 2012.

Entre as vítimas mais recentes estava uma criança de nove meses de idade, segundo o ministério.

O número de infecções registradas na Arábia Saudita aumentou para 339, incluindo dois médicos e dois enfermeiros de um único hospital em Tabuk, no noroeste do país, de acordo com o órgão.

O pânico em relação à proliferação do vírus entre os funcionários do corpo médico levou ao fechamento temporário da principal sala de emergência do hospital.

Pelo menos quatro médicos do Hospital King Fahd, em Jeddah, renunciaram no começo do mês, depois de se recusarem a tratar pacientes infectados com o vírus MERS. Fonte: Dow Jones Newswires.

Dobrável e forte, o grafeno é o material do futuro

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Trata-se de uma forma de carbono, um condutor de eletricidade e calor melhor do que qualquer outro. E não é apenas o material mais duro do mundo, como também um dos mais flexíveis. O grafeno poderá revolucionar a indústria eletrônica com a produção de aparelhos flexíveis, computadores quânticos superpoderosos, roupas eletrônicas e computadores capazes de fazer interface com as células do nosso corpo.

A Sociedade Americana de Química anunciou em 2012 que o grafeno é 200 vezes mais resistente do que o aço, e tão fino que uma única onça do material (cerca de 28 g) pode cobrir 28 campos de futebol. Cientistas chineses criaram um aerogel de grafeno, um material ultraleve derivado de um gel, que pesa sete vezes menos que o ar. Uma polegada cúbica do material poderia equilibrar-se sobre uma folha de erva.

“O grafeno é um dos poucos materiais transparentes do mundo, condutor de eletricidade e calor e flexível – tudo ao mesmo tempo”, diz Aravind Vijayaraghavan, professor da Universidade de Manchester. “É extremamente raro encontrar todas estas propriedades juntas num único material.”

O que é possível fazer com o grafeno? Físicos e pesquisadores acreditam que, em breve, poderemos fabricar produtos eletrônicos mais finos, mais velozes e mais baratos do que qualquer outra coisa feita de silício, com a opção de poderem ser transparentes e flexíveis.

Baterias de grande duração que podem ficar submersas na água são outra possibilidade.

Em 2011, pesquisadores da Northwestern University construíram uma bateria que incorporava grafeno e silício, o que, segundo a universidade, poderia permitir a produção de um telefone celular que “permaneça carregado por mais de uma semana e possa ser recarregado em apenas 15 minutos”. Em 2012, a Sociedade Americana de Química informou que os avanços no campo do grafeno poderiam resultar em tecnologias de tela de toque que “permitiriam fabricar telefones celulares finos como uma folha de papel e dobráveis o suficiente para ser enfiados no bolso”.

Vijayaraghavan está construindo uma série de sensores de grafeno – inclusive sensores de gás, biossensores e sensores de luz – muito menores do que os atuais. Na semana passada, pesquisadores do Instituto de Tecnologia Avançada da Samsung, que trabalham para a Universidade Sungkyunkwan, na Coreia do Sul, anunciaram que a Samsung descobriu como produzir grafeno de alta qualidade a partir de pastilhas de silício que poderia ser usado na produção de transistores de grafeno. A Samsung afirmou num comunicado que estes avanços significam que ela poderá começar a produzir “telas flexíveis, vestíveis e outros aparelhos eletrônicos da próxima geração”.

Sebastian Anthony, repórter da Extreme Tech, informou que a descoberta da Samsung poderá ser a “pedra de toque da produção comercial do grafeno”.

A Samsung não é a única companhia que trabalha no desenvolvimento do grafeno. Pesquisadores da IBM, Nokia e SanDisk realizam experiências com o material para criar sensores, transistores e memória de armazenamento.
É provável que, quando estes produtos eletrônicos chegarem às prateleiras das lojas, sejam completamente diferentes de tudo o que vimos até agora.

Custo baixo
O fator mais importante é que o grafeno é extremamente barato.

Qualquer coisa que possamos imaginar fabricada pela indústria eletrônica de hoje, muito provavelmente poderá ser melhor, menor e mais barata se produzida à base de grafeno.

No ano passado, cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, fabricaram alto-falantes de grafeno capazes de produzir um som de qualidade igual ou melhor à dos fones de ouvido comerciais Sennheiser. E bem menores.
Outro aspecto fascinante do grafeno é sua capacidade de ficar imerso em líquidos sem se oxidar, ao contrário de outros materiais condutores.

Consequentemente, disse Vijayaraghavan, a pesquisa do grafeno conduz a experiências em que a eletrônica se integra a sistemas biológicos. Em outras palavras, poderão ser feitos implantes de grafeno no corpo humano capazes de ler nosso sistema nervoso ou conversar com nossas células.

Mas embora os pesquisadores acreditem que o grafeno será usado em engenhocas da próxima geração, há inteiros setores que constroem produtos eletrônicos usando chips e transistores tradicionais de silício, que provavelmente demorarão para adotar produtos equivalentes de grafeno.

Se isto acontecer, o grafeno poderá acabar sendo usado em outros setores antes de ser utilizado na eletrônica. No ano passado, a Fundação Bill e Melinda Gates pagou pelo desenvolvimento de um preservativo de grafeno fino, leve e impermeável. Os fabricantes de automóveis exploram a possibilidade de construir veículos eletrônicos com carrocerias de grafeno, que não só teriam uma função protetora, como agiriam como painéis solares que carregam a bateria do carro. Os fabricantes de aviões também esperam construir aeronaves usando o material.

Se tudo isto não é o suficiente, uma equipe internacional de pesquisadores sediada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) realizou testes que poderão permitir a construção de computadores quânticos, o que constituiria um enorme mercado para a computação no futuro.

Mackenzie constrói centro de estudo do material em SP

A Universidade Presbiteriana Mackenzie investiu cerca de R$ 20 milhões para levantar o primeiro centro de pesquisas do material no Brasil, localizado no campus da rua da Consolação, em São Paulo. Contando com uma verba de R$ 9,8 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o MackGraphe (Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologia) ocupará um edifício de 4.230 m2.

A expectativa é de que as obras estejam concluídas até julho deste ano. O Centro contará com o comando do brasileiro Antonio Helio de Castro Neto, diretor de um centro de pesquisa do material na Universidade Nacional de Cingapura.

Fabrique você mesmo

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Tecnologias como as impressoras 3D deverão trazer para cada um de nós uma fábrica particular. Quem são os pioneiros dessa onda que promete uma nova Revolução Industrial

A evolução que nos trouxe das cavernas para o mundo conectado pela internet foi uma sequência de eventos complexos. Envolveram um concerto de novas tecnologias e ideias. É possível apontar, em cada uma delas, uma inovação decisiva que, como uma chave, abriu um universo de possibilidades. Foi assim com o arado, que aumentou a produção agrícola, gerou excedentes e permitiu a criação de Estados e impérios. Ou com a caravela, que uniu continentes, abriu caminho para o imperialismo intercontinental e o comércio global. Com a máquina a vapor, que forneceu energia para a Revolução Industrial e a produção em massa. Ou, recentemente, com o chip de silício, que permitiu a criação de computadores, de celulares, da internet e da vida digital. Agora estamos às vésperas de uma nova revolução. Sua chave são as  máquinas capazes de imprimir em três dimensões, as impressoras 3D.
As impressoras 3D podem confeccionar em minutos objetos de plástico, metal ou até materiais orgânicos. Evoluem rápido, e seu preço cai a cada dia. É impossível hoje imaginar onde isso vai dar. Temos algumas pistas. Imagine que você entra num site de comércio eletrônico, escolhe um tênis e compra. Em vez de esperar o pacote pelo correio, você recebe um arquivo digital com o modelo escolhido e seu computador tira, com a webcam, as dimensões de seus pés. Sua impressora de casa ou de uma loja próxima recebe as informações e imprime o calçado. Seu carro enguiçou? Você imprime uma peça nova. Cansou da capinha do celular? Invente uma e faça em casa. Cansou do celular? Monte outro. O projeto Ara, da Motorola, desenvolve peças modulares para você armar um telefone ou tablet como quiser. Outras grandes empresas entenderam esse movimento. A HP comprou uma fábrica de impressoras 3D e enxerga nelas seu novo modelo de negócio. O autor americano Chris Anderson fundou uma empresa que fabrica robôs com código aberto. Você pode montar seu robô para cozinhar, limpar a piscina ou animar as crianças. De acordo com a revista britânica The Economist,  estamos às vésperas de uma terceira Revolução Industrial. Nela, a produção em pequena escala e projetos compartilhados de fabricação competirão com a indústria atual.

Claro que isso tudo ainda não chegou às ruas e aos shoppings. Mas já está em gestação. Para imaginarmos o que vem por aí e nos prepararmos, é importante acompanhar de perto quem está na vanguarda dessa revolução. É um grupo de gente criativa, empreendedora e organizada. Compõem o que chamam de movimento maker. Ele ganhou força nos Estados Unidos nos últimos dois anos e começa a fisgar adeptos no Brasil. Como qualquer outro movimento, o Maker é um fenômeno popular; uma ação organizada de um grupo de pessoas que seguem ideologias e filosofias afins. O fio condutor das ideias dos makers é: fabrique você mesmo, não compre produtos ou serviços pré-moldados por grandes fabricantes e indústrias. “O movimento reúne pessoas apaixonadas, artesãos, designers, inventores de qualquer coisa, empreendedores que perseguem o aprendizado, a criatividade e o compartilhamento”, diz a revista Make:, publicação criada em 2005 para divulgar os feitos dos participantes do movimento. Acima de tudo, os promotores do movimento acreditam que qualquer um pode se tornar um maker. “Todos nascemos inventores”, afirma o americano Dale Dougherty, fundador da Make:.
Amadores com hobbies, inventores de garagem e artesãos sempre estiveram por aí. Por que agora se tornaram os novos revolucionários do “fabrique você mesmo”, algo tão grandioso? Seus porta-vozes dizem que foi por causa da internet. Graças à rede, as pessoas se conectam e compartilham mais. Alguém que gosta de peças de submarinos da Segunda Guerra Mundial pode encontrar na internet alguém com exatamente o mesmo interesse. Portais gigantescos, em diversas línguas, agrupam artistas caseiros, que vendem seus trabalhos feitos em pequena escala ou sob encomenda – bijuterias, capas de almofada, cartões de agradecimento, decoração de festas infantis. Além da internet, há o avanço tecnológico das ferramentas usadas para esse tipo de produção. Embora a impressora 3D tenha virado o símbolo mais vistoso dessa revolução, ela também é movida por um conjunto de outras tecnologias, como programas de computador acessíveis, cortadoras a laser e scanners 3D.

CÉLULAS DA REVOLUÇÃO
Alguns revolucionários brasileiros disseminam por aqui a ideia de Dougherty, da revista Make: qualquer um pode fabricar alguma coisa. Há duas frentes nesse sentido. A primeira, conhecida como espaços makers, são salas ou galpões equipados com computadores e máquinas em que qualquer um pode desenhar, programar e produzir quase tudo o que quiser. Em alguns deles, paga-se uma taxa pelo uso. “São lugares onde as pessoas trazem, compartilham e materializam suas ideias”, afirma Heloísa Neves, diretora da Fab Lab Brasil, ligada à rede internacional desses laboratórios de fabricação, também chamados de “fab labs”. Nada muito diferente dos clubes de entusiastas digitais que movimentaram os primórdios da computação pessoal e reuniam aqueles que se autointitulavam “hackers”. O berço acadêmico dos “fab labs” é o mesmo dos “hackers”: o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Desde a década de 1990, o MIT estuda a relação entre átomos e bits. Seus laboratórios, criados antes mesmo da onda maker, atendem perfeitamente aos princípios de criatividade, compartilhamento e execução de ideias dos makers. Há mais de 200 “fab labs” espalhados pelo mundo – dois deles em São Paulo. “Nossa missão é, além de dar acesso aos equipamentos, disseminar a filosofia dessa nova maneira de aprender e produzir”, diz Heloísa, também sócia do Garagem Fab Lab.

Outro espaço maker deverá chegar ao Brasil até o final do ano, a TechShop. Com oito unidades nos Estados Unidos, deverá abrir em breve sua primeira na Europa, na Alemanha. A TechShop vai além da parafernália tecnológica. Fundada em 2005, é uma grande estação de trabalho, em que se paga uma mensalidade para usar computadores, impressoras e scanners 3D, cortadoras a laser e outros equipamentos para criar seus protótipos. Também é um centro de ensino, com pessoal treinado para ajudar o cidadão comum a usar o que há ali. O espaço criativo é aproveitado por grandes empresas, que mandam seu pessoal de desenvolvimento de produtos e inovação para fazer cursos lá.

“O brasileiro não tem o hábito dos trabalhos manuais, mas tem criatividade”, diz o engenheiro paulista José Michel. Ele trará a franquia para o Brasil. “A TechShop terá aqui um trabalho forte de educação dos usuários.” Formado em engenharia civil, Michel preferiu, em vez de construir viadutos, trabalhar com design de produtos. Nos últimos cinco anos, depois de vender seu negócio, começou a investir num novo tipo de marcenaria. Ao lado das serras tradicionais, trabalha com uma máquina que esculpe madeira em 3D. Dali, saiu sua última criação, um motor de uma moto, que deu de presente a um amigo. Michel produz outros mimos para dar aos outros ou para uso próprio. Como guitarras. Ou o pisca-pisca de sua moto italiana. O original quebrou, e ele teria de esperar meses, além de pagar uma fortuna pela reposição da peça. Ele mesmo fabricou um novo.

EDUCAÇÃO REVOLUCIONÁRIA
A segunda frente de disseminação  do “fabrique você mesmo” está dentro das escolas. Alguns colégios particulares se apropriaram da filosofia maker para ensinar de um jeito diferente em seus próprios “fab labs”. Os alunos do professor Charles Esteves Lima, do Colégio Liessin, no Rio de Janeiro, ganharam uma impressora 3D e uma máquina de soldagem para tocar projetos pessoais. Pode ser qualquer coisa. Uma maquete com trens que se movimentam para um projeto da aula de geografia. Ou um colete massageador. Ou uma bengala eletrônica de baixo custo para cegos. “O principal é que fabriquem suas próprias ideias”, diz Lima. No Colégio Bandeirantes, de São Paulo, a sala antes usada para aulas de informática se transformou no Hub, nome do salão que pode ser usado por qualquer professor, para qualquer projeto. Os antigos computadores deram lugar a laptops em mesas móveis e a bancadas com materiais de costura, tintas, madeira, papéis. “É um espaço colaborativo e criativo; um lugar para fazer acontecer”, diz Cristiana Mattos, coordenadora de tecnologia do Bandeirantes. O Hub, criado no início do ano, tem mais de 20 projetos em andamento. “Ele acaba com a divisão artificial dos temas em disciplinas”, diz Leo Burd, pesquisador do MIT e consultor do Bandeirantes. “Artes, ciências e engenharia se misturam no Hub.”

O tipo de aprendizado dentro de laboratórios assim é bem diferente da educação como a conhecemos, em que o professor transmite um conhecimento pronto ao aluno. “Os ‘fab labs’ dão recursos para que os alunos criem seu próprio conhecimento”, afirma Paulo Blinkstein, professor e pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade Stanford, egresso do MIT. “Isso é riquíssimo, porque, durante a construção de um objeto, eles têm a oportunidade de errar, rever a teoria e consertar. Um mecanismo poderoso para o aprendizado de ciências e matemática.” Nas aulas tradicionais de exatas, desde os primeiros anos escolares acontece o oposto disso. A maioria dos professores despeja teorias prontas sobre os alunos, e eles rapidamente perdem o interesse na área e desenvolvem um medo injustificável de errar. Blinkstein lidera, desde 2008, o projeto fablab@school, que instala laboratórios de fabricação digital dentro de escolas públicas e particulares em diversos países. Seu objetivo é coletar e analisar dados sobre o impacto no aprendizado, para mostrar que um “fab lab” pode mudar a cultura escolar e até a opção de carreira dos alunos. Um dos resultados da pesquisa mostra que, antes de ter um “fab lab”, 2% dos alunos seguiriam pela engenharia. Depois, essa proporção foi para 14%.

A filosofia de aprender fazendo também será colocada em prática na nova escola de engenharia do Insper, em São Paulo. Ela deverá ser inaugurada em 2015. A ideia é formar engenheiros com perfil de empreendedores, mais bem preparados para a criação e inovação de produtos. Isso significa mais prática do que traz o atual currículo dos cursos brasileiros de engenharia. “Os alunos terão aulas práticas num ‘fab lab’ desde o início do curso”, afirma Vinícius Licks, coordenador do curso de engenharia mecatrônica e da nova escola.

A CONTRARREVOLUÇÃO
Há muita divergência sobre os rumos do movimento maker. Afinal, o que eles querem? Muitos gastam tempo inventando apenas pelo prazer de criar algo e de dominar o processo. Há uma sensação de satisfação pessoal. Mas há também certo aspecto ideológico e político, ao contrapor o consumidor que compra tudo pronto da grande indústria ao inventor que faz seus próprios objetos, mais baratos e sob medida. Alguns comparam os “makers” não apenas aos “hackers”, mas também aos ativistas da contracultura das décadas de 1960 e 1970, quando questionavam a industrialização e o domínio de poucos e grandes grupos econômicos. Afirmam que a produção em pequena escala para toda a humanidade é inviável economicamente.

Isso seria um retorno a tempos anteriores à Revolução Industrial, quando a fabricação estava a cargo de artesãos independentes. Eles perderam seus empregos e conhecimentos para as linhas de produção em massa. Décadas depois, as habilidades manuais se limitavam a passatempos. Os ativistas da contracultura pregavam a volta da vida simples (às vezes em comunidades hippies), em que objetos fossem produzidos pelos próprios indivíduos e, sobretudo, pregavam o consumo inteligente. “Um consumidor tem mais poder que um eleitor”, afirmava Stewart Brand, escritor e pensador da contracultura. As ideias de Brand tiveram papel importante quando, inspirados nos ideais da contracultura, alguns universitários começaram, na década de 1970, a construir em suas garagens os computadores pessoais e se tornaram os primeiros hackers.

Depois das comunidades hippies, eram eles que carregavam a bandeira da emancipação e da rebeldia contra a grande indústria. Alguns são nomes familiares hoje: Jef Raskin, Steve Jobs, Bill Gates e Paul Allen. Suas invenções deram tão certo que foram parar na linha de produção. Ironicamente, eles criaram algumas das maiores indústrias do mundo. Os dois primeiros fundaram a Apple. Os outros dois, a Microsoft. Questionado recentemente sobre quem, nos dias de hoje, carrega a bandeira da contracultura, Brand respondeu sem hesitar: os “makers”.
Os críticos do movimento apontam duas questões. Primeiro, algo parecido com o que aconteceu com a Apple e a Microsoft poderá ocorrer com os makers. Suas invenções podem dar tão certo que serão absorvidas ou se transformarão na grande indústria. A maioria dos “makers” que empreendem são donos de seus próprios e pequenos negócios. Já há casos de grandes marcas, como a Levi’s, que contratam “makers” para produzir objetos especiais, como uma bolsa, vendida por um preço mais alto, já que o consumidor reconhece o valor, por ter sido feita à mão.

Outro ponto é levantado pelos críticos dos “makers”: as fábricas não são o alvo certo. As verdadeiras empresas dominantes de hoje são Facebook, Google, Apple, Amazon e outras do tipo. Revolução mesmo, só quando alguém levantar bandeira contra elas. Os “makers” rebatem os críticos com desdém. Dizem que estão equivocados ao deixar de lado o principal: por ora, os “makers” querem, antes de mais nada, se divertir.

Filhote de zebra com jumento nasce em zoológico do México

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Animal que ganhou o nome de Khumba, está sendo chamado de ‘zebrasno’ pelos visitantes locais

Nasceu em um zoológico na cidade mexicana de Reynosa um animal proveniente do cruzamento entre uma zebra e um jumento. O bicho, que ganhou o nome de Khumba, está sendo chamado de ‘zebrasno’ pelos visitantes locais. O pai de Khumba é um jumento albino chamado Ignacio que frequentemente visitava a zebra Rayas.

O caso surpreendeu alguns cientistas. A mistura de jumentos com zebras, entretanto, existe em outros países. Na Itália, um ‘zebrasno’ chamado Ippo nasceu no ano passado, atraindo muitos visitantes a uma reserva animal local.

Quando zebras são misturados com outros equinos, as listras nem sempre saem na mesma parte do corpo. Algumas vezes é sobre o corpo, outras vezes apenas na cabeça ou nas pernas.