Homem que já amputou 3 membros descobre que perderá o outro

 

article-2648415-1E752EA100000578-488_634x828Lewis quebrou o braço direito enquanto tentava se locomover em uma cadeira de rodas. A solução encontrada foi amputar o único membro restante

Um homem da Geórgia, que perdeu as duas pernas e um dos braços devido a uma bactéria carnívora, está prestes a perder o seu segundo braço. Depois de descobrir isso, ele disse que é “apenas um contratempo”. As informações são do Daily Mail.

Segundo a publicação, Alex Lewis, 34 anos, em novembro, sentiu um resfriado chegando e foi dormir. Quando levantou, percebeu que estava com parte do rosto roxa e urinando sangue. Ao ser examinado no hospital, ele descobriu que tinha contraído uma bactéria carnívora.

A solução encontrada pelos médicos foi a amputação. Além disso, ele passou por uma operação para tirar parte do rosto que estava infectada e utilizou músculos das costas para reconstruir o braço direito, o único membro que restou.

Nesta semana, com os ossos enfraquecidos, Lewis quebrou o braço direito enquanto tentava se locomover em uma cadeira de rodas. Após examinado, os médicos chegaram à conclusão de que o membro também terá que ser amputado.

Em uma mensagem a todos aqueles que o apoiaram, ele disse: “Todos vocês fazem deste pequeno contratempo um passeio no parque, desculpem o trocadilho”. Lewis é pai de um menino de três anos.

 

 

 

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Ex-engraxate brasileiro é o novo bilionário da Forbes

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Hoje controlador da Ser Educacional, José Janguiê Bezerra Diniz tem uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão

O empresário José Janguiê Bezerra Diniz, um ex-engraxate que hoje controla uma das maiores redes de faculdades do nordeste, é o mais novo integrante da lista de bilionários da Forbes.

Segundo a publicação, o fundador e o principal acionista da Ser Educacional tem uma fortuna estimada de US$ 1,1 bilhão. Valor é derivado, principalmente, dos 70% que detém na sua companhia.

A matéria da Forbes destaca o crescimento de Janguiê, desde a sua infância na Paraíba, um dos estados mais pobres do país, até a oferta pública inicial de sua companhia, em outubro do ano passado (que a avaliou em cerca de US$ 280 milhões).

Ser Educacional

Fundada em 1994, em Recife, a Ser Educacional iniciou suas atividades através de cursos preparatórios para concursos públicos.

Em 2003, a empresa começou a oferecer cursos de graduação, pós-graduação e ensino técnico para estudantes de média e baixa renda. Hoje ela opera vários campi sob as marcas da Faculdade Maurício de Nassau e Faculdade Joaquim Nabuco.

 

Fotos de expressões podem revelar problemas genéticos

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A partir de uma foto feita por smartphone o médico poderá fazer o diagnóstico do paciente

Pesquisadores da Grã-Bretanha criaram um programa de computador que reconhece expressões e traços faciais e também detecta problemas genéticos a partir das estruturas do rosto do paciente.

O diagnóstico pode ser feito em apenas algumas horas com a ajuda de uma simples foto de família.

O programa, desenvolvido por pesquisadores das Universidades de Edimburgo, na Escócia, e Oxford, analisa fotos comuns do rosto dos pacientes usando tecnologia de reconhecimento facial semelhante à usada pelo Facebook, por exemplo.

Gene ligado à leucemia pode ter relação com câncer de mama

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Pesquisas recentes sobre leucemia podem resultar em tratamentos para combater uma forma agressiva de câncer de mama

Pesquisa sobre leucemia pode resultar em novo tratamento de câncer de mama

Pesquisas recentes sobre leucemia podem resultar em tratamentos para combater uma forma agressiva de câncer de mama.

Uma equipe de especialistas escoceses afirma que uma falha no gene RUNX1, responsável pela leucemia, pode também estar por trás de outras formas de câncer, como o de mama.

Testes realizados com 483 pacientes com uma forma agressiva de câncer de mama mostraram que as que tinham um defeito no gene RUNX1 tinham quatro vezes mais chances de morrer.

Os resultados da pesquisa foram publicados na publicação científica PLoS One.

Uma das pesquisadoras envolvidas no trabalho, Karen Blyth disse que a descoberta abre a possibilidade de usar o gene defeituoso como novo alvo para os tratamentos.

“Primeiramente, precisamos provar que esse gene é o causador do câncer e, se este for o caso, então o que pode acontecer se conseguirmos inibi-lo?”

“Há alguns medicamentos sendo desenvolvidos nos Estados Unidos para atacar o gene RUNX1 em casos de leucemia. Se funcionarem, podemos também testá-los contra o câncer de mama”, acrescentou Blyth.

Exame de sangue
O gene, no entanto, tem uma função importante para o funcionamento do organismo. Ele pode ser vital para a produção de sangue, mas, dependendo das circunstâncias, pode também desencadear ou suprimir a formação de tumores.

Isto signifca que o uso de medicamentos contra o gene pode causar efeitos colaterais.
E em uma outra pesquisa conduzida também por britânicos, especialistas da University College London desenvolveram um simples exame de sangue que pode identificar as chances de uma mulher ter câncer de mama mesmo que não tenha predisposição genética.

Mulheres que carregam uma mutação no gene BRCA1 têm mais chance de desenvolver o tumor. O novo exame foi capaz de apontar mudanças nas células sanguíneas que indicam risco de câncer em mulheres que não apresentavam a mutação genética.

Com isso, foi possível prever as chances de elas desenvolveram o câncer muitos anos antes de os sintomas se manifestarem.

Matthew Lam, pesquisador sênior da instituição Breakthrough Breast Cancer disse que os resultados são animadores e podem levar a mais descobertas sobre formas de previnir o câncer.

NXT: Investigadores à caça da energia do movimento

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Nanogeradores triboelétricos produzirão um dia eletricidade suficiente para alimentar todo o Planeta

 

Está a ser desenvolvida uma tecnologia que permite aproveitar a energia do movimento. É uma fonte de energia limpa e renovável, que os investigadores garantem que um dia produzirá eletricidade suficiente para alimentar todo o Planeta.

Pequenas luzes representam toda uma fonte ilimitada de energia limpa e renovável. São alimentadas por geradores triboelétricos, uma tecnologia que absorve as energias do movimento ou da fricção. Num laboratório dos Estados Unidos os investigadores estão a criar materiais que produzem e recolhem a energia electroestática… pequenas lâminas de plástico que só precisam de uma pisadela para ficarem carregadas de eletricidade. É esta carga que depois serve manter as luzes acesas.

O líder da equipa acredita que a energia do movimento pode muito bem ser a solução para as nossas crescentes necessidades de mais e mais energia. A questão é como recolher essa energia. Há mais de 20 anos que o Z.L. Wang procura uma resposta.

«Inventámos o primeiro nanogerador do Mundo. Para a altura era mesmo muito pequeno. Debitava uns quinze, doze avos de watt, era quase inútil, mas não desistimos de sonhar. É importante perseguirmos os nossos sonhos», afirma Z.L. Wang, professor de Ciência e Engenharia dos Materiais do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.

E o sonho está mais perto da realidade. Desde que as pesquisas começaram, a equipa conseguiu aumentar 100 mil vezes a força da energia debitada. Uma folha de plástico com um metro quadrado consegue agora debitar qualquer coisa como 400 watts. O truque foi imprimir texturas à escala microscópica no plástico, de forma a aumentar a superfície de contacto. Com isso, cria-se mais fricção.

É certo que 400 watts podem saber a pouco, mas se usássemos estes materiais nalgumas ruas e passeios mais movimentados, os investigadores garantem que o contacto com os carros e os pedestres seria o suficiente para os geradores triboelétricos conseguirem produzir a energia necessária para boa parte da infraestrutura urbana. E o mesmo tipo de tecnologia pode ser usado para aproveitar a força das marés e das ondas do mar.

«Só no Leste e Oeste dos Estados Unidos, nas zonas costeiras, os cálculos demonstram que seria possível gerar uns 31 terawatts. Ora, 31 terawatts é o dobro daquilo que todo o Planeta consome atualmente», explica Z.L. Wang.

Mas antes de se meter com as necessidades energéticas mundiais, o Z.L. Wang quer provar a eficácia da sua tecnologia em escalas mais… modestas. Tipo, telemóveis que nunca ficam sem bateria.

«Precisamos de um ponto de viragem, de uma aplicação de nicho, e esta pode ser uma solução. A partir do momento em que tenhamos a atenção do público teremos condições para expandir. Por agora estamos a tentar focar-nos em duas ou três aplicações, para lá para o ano que vem termos algo que possamos verdadeiramente comercializar. Tipo, já alguma vez carregámos o telemóvel… desta maneira?», sublinha o mesmo investigador.

Z.L. Wang está confiante no seu sucesso. Ele garante que esta fonte de energia é viável, limpa, renovável. Tem andado connosco desde sempre. E agora os seus nanogeradores triboelétricos estão prontos para a apanhar.

Exoesqueleto para paraplégicos começa a ser vendido nos EUA

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A FDA, órgão que regulamenta produtos de saúde nos EUA, liberou a venda do ReWalk, exoesqueleto robótico que permite que paraplégicos fiquem em pé e caminhem

A empresa Argo Medical Technologies começa a vender um exoesqueleto robótico para paraplégicos nos Estados Unidos. Chamado ReWalk, ele permite que a pessoa fique em pé e caminhe de forma independente – um sonho para quem está preso a uma cadeira de rodas.

O ReWalk já era vendido na Europa desde 2012. Nos Estados Unidos, porém, ele ainda estava sob avaliação da Food and Drug Administration (FDA), a agência federal que regulamenta produtos de saúde. Só podia ser usado em centros de reabilitação.

Ontem, a FDA liberou a venda para pacientes. O ReWalk custa o equivalente a 160 mil reais. Ele possui um conjunto de motores que movimentam as articulações do joelho e dos quadris, além de uma estrutura que suporta o peso da pessoa.

Usado em conjunto com um par de muletas, o exoesqueleto permite que uma pessoa paraplégica fique em pé, vire-se, suba e desça escadas. Para comandá-lo, um conjunto de sensores fornece informações a um computador de controle, que fica numa mochila.

Quando a pessoa desloca seu peso para a frente ou para um dos lados, o computador aciona os motores para que ela dê um passo na direção desejada.

Um conjunto de baterias fornece, segundo o fabricante, energia para um dia inteiro de uso. A ideia é que as baterias sejam recarregadas durante a noite.

O ReWalk é resultado da obstinação do israelense Amit Goffer. Ele ficou quadriplégico por causa de um acidente. Em 2001, fundou a Argo Medical Technologies para desenvolver soluções que lhe permitissem andar novamente.

O ReWalk é seu primeiro produto. Sendo quadriplégico, Goffer não pode usar esse exoesqueleto, que exige que a pessoa tenha braços e a parte superior do tronco funcionais. Mas a empresa continua desenvolvendo outras soluções.

Centenas de paraplégicos já testaram o ReWalk. Em 2012, a inglesa Claire Lomas andou todo o percurso da maratona de Londres usando o exoesqueleto. Ela completou o trajeto em 17 dias, dividindo-o em muitos trechos.

Miguel Nicolelis                                                                                   

O sistema de controle do ReWalk é mais simples do que aquele que foi exibido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis e pelo voluntário Juliano Pinto na abertura da Copa do Mundo.

Num dos momentos mais esperados da cerimônia de abertura, Juliano, que é paraplégico, usou um exoesqueleto robótico para dar um pontapé inicial simbólico numa bola, depois de percorrer alguns poucos passos sobre um tapete.

O exoesqueleto criado por Nicolelis e sua equipe emprega uma interface cérebro-máquina que requer a colocação de sensores em torno da cabeça. Por isso, Juliano usava uma espécie de capacete.

O ReWalk não exige isso e é usado com roupa comum. Requer apenas um treinamento prévio para que a pessoa aprenda a controlá-lo e fortaleça os músculos envolvidos no processo.

Este vídeo publicitário (em inglês) mostra o ReWalk em ação:

 

Luta contra o câncer ganha força com novo tratamento revolucionário

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Resultados surpreendentes foram alcançados através de técnica de terapia celular

Uma nova forma de tratamento do câncer tem atingido resultados surpreendentes, levando a quadros de remissão total. A implantação da técnica, chamada de terapia celular, surge a partir de investimentos de 9,9 bilhões de dólares da indústria farmacêutica Novartis, em associação com laboratórios de universidades e hospitais norte-americanos. As investigações em terapias genéticas estavam sendo realizadas em fase experimental na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Lá, 25 crianças e 5 adultos conseguiram atingir a remissão total na luta contra um tipo de câncer chamado leucemia linfoblástica aguda, tipo comum em crianças e com certa resistência a tratamentos convencionais como quimioterapia.

O tratamento da doença atualmente estaria restrito aos procedimentos cirúrgicos, à quimioterapia e à radioterapia. A terapia celular surge como uma possível alternativa no tratamento sem precisar envolver bisturis ou procedimentos agressivos, lidando apenas com reengenharia genética.

O biomédico Martin Bonamino, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (Inca), explica que a terapia celular consiste na utilização de células retiradas do próprio indivíduo ou de doadores para realizar uma função determinada. De acordo com ele, existem algumas terapias realizadas utilizando essa lógica. Uma das vertentes seria justamente a utilização de células para eliminação de tumores. “Em geral, as células utilizadas são do sistema imunológico do próprio paciente, tendo antes passado por uma manipulação em laboratório que envolve a modificação genética destas células. No caso da terapia celular do câncer, uma vez devolvidas ao pacientes, estas células imunológicas reconhecem e eliminam as células do tumor”, explica.

A associação entre a Novartis e a Universidade da Pensilvânia pretende tornar o tratamento acessível ao maior número de pessoas possível. A técnica experimental se chama Chimeric Antigen Receptor T-Cell (CART). O CART usa uma tecnologia que extrai as células de defesa (células T) do paciente e modifica estas células fazendo com que elas ataquem as células cancerosas.

A diretora médica da Novartis Oncologia no Brasil, Elaine Rahal, conta que o grande investimento realizado nessa nova terapia está na modalidade de produção.  Rahal explica que essa terapia não funciona no modelo de produção tradicional de medicamentos: nesse caso, cada paciente manda seus linfócitos, que serão modificados para que o paciente possa receber de volta. “Nós retiramos células de defesa do sangue do paciente e modificamos esse linfócito com o componente viral, de modo que ele possa reconhecer a célula cancerígena como inimiga. Esse linfócito, depois de fabricado, é reproduzido para depois ser administrado na veia do paciente. Não existe medicamento tradicional, é uma célula do paciente modificada. É um processo complexo, diferente. Foi preciso adquirir uma fábrica nova, capacitar cientistas, produção”, explica.

Bonamino explica que os pacientes tratados com sucesso através da terapia celular, neste caso conhecida como imunoterapia do câncer por envolver células do sistema imunológico, não haviam obtido sucesso nos tratamentos disponíveis. Uma das vantagens do tratamento, de acordo com o biomédico, seria também o fato de que os efeitos colaterais da terapia celular parecem ser menos severos do que os demais utilizados no combate ao câncer. “Isto indica que temos uma nova arma no combate ao câncer e que esta terapia pode passar a ser testada agora em pacientes ainda não exaustivamente tratados”, acredita.

Rahal lembra que há muitas décadas a medicina procura utilizar o sistema imunológico para combater diversas doenças, mas que isso só começou a ter algum sucesso depois que o homem começou a dominar o genoma. “Uma vez dominadas as técnicas de manipulação de genomas viral e humana foi possível começar a desenvolver essas modificações”, conta.

Esse investimento na terapia celular poderá transformar a Novartis em uma fornecedora de serviços médicos – e não somente uma fabricante de produtos. E o universo do câncer envolve grandes quantias de dinheiro: de acordo com a IMS Health, somente em 2013 os gastos mundiais com medicamentos oncológicos atingiram a cifra de 91 bilhões de dólares, valor que representa três vezes mais do que o valor atingido dez anos antes.

Outra coisa que Bonamino garante é a relevância dos resultados apresentados e que o desafio agora é gerar resultados semelhantes em outros tipos de câncer, especialmente os sólidos como os de mama, próstata e pulmão. “Este tipo de terapia resultou em taxas de resposta para algumas leucemias mais elevadas que qualquer outro fármaco lançado no mercado nos últimos anos”, conta.

A Novartis prevê que até 2016 já terão finalizado os ensaios clínicos e, após apresentação oficial ao órgão regulador dos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration), poderão disponibilizar um tratamento individualizado para cada paciente.

Elaine Rahal afirma ainda que a eficácia do tratamento já foi comprovada e que a previsão do tratamento estar disponível representa o tempo em que a Novartis acredita já ter todas as etapas requeridas pelas autoridades reguladoras. “A cura está sendo efetiva, mas existe o FDA nos EUA, o EMEA na Europa e as próprias agências brasileiras de regulação que exigem uma série de estudos e etapas até que eles possam concluir que a terapia é eficaz e segura para ser trabalhada de maneira comercial”, explica.

Brasil acompanha avanços em técnica inovadora

No cenário nacional, o Hospital Albert Einstein já estaria se equipando com um laboratório de terapia celular para que profissionais treinados nessa tecnologia pudessem futuramente replicar o tratamento pelo país.

A hematologista e hemoterapeuta Andrea Kondo, médica do Hospital Israelita Albert Einstein, conta que o laboratório do hospital atua já há 30 anos na manipulação da medula óssea, uma das terapias envolvidas no conceito de terapia celular, em um método chamado aférese. “Nós temos um laboratório onde é feita a coleta das células-tronco, chamadas hematopoiéticas, que estão dentro da medula óssea. Existem duas formas de isso ser feito: coletando diretamente do osso ou coletando pela aférese. Essa última é feita utilizando uma máquina onde a gente punciona as veias do paciente e em seguida o sangue dele é aspirado. A máquina separa as células-tronco e devolve o restante das demais células para o paciente”, explica.

Kondo afirma que os estudos na Pensilvânia tem tido bons resultados e que o Brasil está acompanhando isso em fase inicial. “O Hospital entendeu que era o momento de avançar nesse tipo de técnica, mas ainda estamos em um estágio embrionário. Precisamos desenvolver ainda a estrutura, já temos contato com centros internacionais para onde vamos enviar profissionais que serão capacitados e treinados nessa técnica. Mas é preciso ainda que ela seja autorizada. Como é uma célula manipulada, é preciso ter certeza de que não traz riscos ao paciente”, lembra.

Sobre o futuro do tratamento, a hematologista afirma que a terapia celular foi uma boa alternativa para pacientes que não tinham outras opções terapêuticas. Kondo acredita que a técnica vai passar a ser uma alternativa de tratamento bastante promissora, mas afirma ainda ser meio precoce afirmar que ela irá substituir os tratamentos convencionais. “Ela pode até chegar a ser a primeira linha de tratamento, mas vai demorar alguns anos ainda para que isso aconteça. O que entendemos é que, no momento, ela provavelmente vai ser uma terapia coadjuvante, ajudando em casos onde não está se conseguindo essa remissão completa. Se vai substituir ou não, só no futuro os resultados de estudos vão responder essa pergunta”, diz.