Exercícios intensos de 6s ‘melhoram saúde de idosos’, diz pesquisa

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Estudo sugere que treinos intensos reduzem pressão sanguínea e podem ser tão eficientes quanto exercícios mais longos.

Pesquisadores da Escócia descobriram que seis segundos de exercícios físicos intensos podem transformar a saúde de idosos, ao reduzir a pressão sanguínea e melhorar o condicionamento geral ao longo do tempo.

Esta modalidade de treinamentos curtos, de alta intensidade, tem atraído cada vez mais seguidores, prometendo alguns dos mesmos benefícios que os exercícios convencionais, mas em um tempo muito menor.

O estudo piloto da Universidade de Abertay testou a hipótese em 12 aposentados. O grupo realizou exercícios intensos de bicicleta duas vezes por semana durante duas semanas.

Após os exercícios, os participantes reduziram sua pressão arterial em 9%, aumentaram a sua capacidade pulmonar e acharam mais fácil realizar atividades do dia-a-dia, como levantar-se de uma cadeira ou levar o cachorro para passear.

“Eles não foram excepcionalmente rápidos, mas para alguém dessa idade, foram”, disse o coordenador do estudo, John Babraj.

“Muitas doenças estão associadas com o comportamento sedentário – como doenças cardiovasculares e diabetes – mas se mantivermos as pessoas ativas e funcionando, poderemos reduzir o risco (dessas doenças).”

Os resultados foram detalhados na publicação da Sociedade Americana de Geriatria, Journal of the American Geriatrics Society.

Seguro?
O estudo adotou a abordagem que advoga por explorar os limites do corpo durante apenas alguns segundos, em vez de gastar mais tempo em uma corrida de meia hora ou pedalar por alguns quilômetros.

Alguns especialistas argumentam que o treinamento curto e intenso é mais seguro do que o exercício convencional. Nestes últimos, taxas mais altas de batimentos cardíacos e pressão arterial podem levar a ataques cardíacos e derrames.

Babraj disse que corridas por longos tempos “colocam uma pressão maior sobre o coração em geral”.

Já o método intenso pode ajudar a reduzir os custos “astronômicos” dos problemas de saúde em idosos, disse ele.

“Temos uma com alta média etária, e se não a incentivarmos a ser ativa, a carga econômica disso será astronômica.”

Os exercícios usados na pesquisa podem ser realizados em casa, desde que os interessados procurem aconselhamento médico de antemão, segundo o acadêmico.

Mais de 10 milhões de pessoas no Reino Unido – de uma população total de 63 milhões – têm mais de 65 anos de idade, e esse número tende a aumentar.

No Brasil, há cerca de 14,9 milhões de pessoas nesta faixa etária, segundo o IBGE. O órgão prevê que essa fatia da população atingirá 58,4 milhões em 2060.

Especialistas consultados pela BBC elogiaram que o estudo tenha destacado os benefícios do exercício físico em qualquer idade.

“O estudo desafia a suposição de que tipo de exercício é correto na velhice”, disse o secretário-honorário da Sociedade Britânica de Geriatria, Adam Gordon.

“A mensagem geral é que você nunca está velho demais, frágil demais ou doente demais para se beneficiar de exercícios, desde que sejam escolhidos com cuidado.”

O planeta que não devia existir

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Um planeta desafia a teoria sobre a formação dos corpos celestes. Ele está na constelação do Dragão, a 560 anos-luz da Terra. Pela sua massa, este monstro apelidado de “planeta Godzila”, deveria ser uma esfera de gás. Na verdade, ele é um amontoado de pedras. Em Genebra e em Harvard, os astrofísicos que o descobriram estão perplexos.

Ele nem chamaria mais a atenção, pois já tinha sido observado e assinalado. Desde 2011, o catálogo dos planetas que orbitam em torno das estrelas distantes do nosso sistema solar deu ao astro um nome e um sobrenome: Kepler-10c. O número indica que ele foi o décimo planeta descoberto pelo telescópio espacial norte-americano Kepler.

Então, por que todo este frenesi, três anos depois? A questão é que nem tudo tinha sido descoberto. O telescópio Kepler- como o seu homólogo franco-europeu Corot – foi construído para reconhecer os exoplanetas (planetas extrassolares), através do método de trânsito. Ele mede a diminuição da luminosidade de uma estrela quando um planeta atravessa a sua frente. A partir desta informação, os cientistas deduzem as dimensões do astro celeste e o tempo de rotação ao redor da sua estrela.

Na época da sua descoberta, o diâmetro de Kepler-10c media 29 mil quilômetros (2,3 vezes o da Terra) e ele foi registrado no catálogo, provisoriamente, como “mini Netuno”, ou seja, uma esfera de gás.

Para obter mais informações sobre estes novos planetas, os astrofísicos tentam determinar a massa. Esta é a missão dos espectrógrafos, combinados com grandes telescópios no chão, que medem a velocidade radial das estrelas. Em outras palavras: calculam as mínimas perturbações de suas viagens pela provável galáxia, graças à presença de planetas.

O vídeo explica melhor estas duas metodologias de revelação (trânsito e velocidade radial)

Atualmente, os dois espectrógrafos de maior precisão foram construídos no Observatório da Universidade de Genebra. Cada um deles está localizado num hemisfério diferente. O HARPS-Norte, ao contrário do HARPS-Sul, está pouco acima da linha do Equador, na ilha de Las Palmas, no arquipélago das Canárias. Ele foi o responsável pela descoberta do valor da massa e, como consequência, pelo cálculo da densidade de Kepler-10c. O estudo foi publicado na revista Astronomy&Astrophysics, no começo do mês de junho, e pegou de surpresa os especialistas em planetas extrassolares, os exoplanetas.

“Com uma densidade como esta, ele não pode não ser composto por rochas”, explica Boston Xavier Dumusque, principal autor do artigo. “Foi uma grande surpresa quando nos demos conta do que tínhamos descoberto. O resultado contradiz os modelos de formação dos planetas que tínhamos desenvolvido nos últimos dez anos e que, até agora, sempre foram respeitados. Isto significa uma espécie de revolução.”

“A formação dos planetas, assim como a conhecemos hoje, começa sempre a partir de uma grande nuvem gasosa ao redor de uma estrela”, esclarece o jovem astrofísico franco-suíço, que estudou em Genebra e em Porto, antes de passar pelo Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. “Esta nuvem não contém mais de 1% de material pesado, que formaria o núcleo dos planetas. O resto é formado por elementos em estado gasoso.”

Ao longo das centenas de milhões de anos necessários para o nascimento de um planeta, a força de gravidade do núcleo atrai os gases. E se o núcleo for suficientemente pesado, vai acabar atraindo toda a nuvem inicial, dando forma aos gigantes gasosos semelhantes aos quatro planetas do nosso sistema solar (Saturno, Urano, Netuno e Júpiter) e aos milhares de exoplanetas descobertos até hoje.

Segundo o atual modelo aplicado, um planeta que supere 10-12 vezes o peso da Terra deve, obrigatoriamente, «aspirar» a sua nuvem e transformar-se num gigante gasoso. Kepler-10c tem 17 vezes o peso da Terra. “Não compreendemos porque seja um planeta rochoso. Mas vamos encontrar a resposta”, observa Dumusque.

Enquanto o enigma não é decifrado, o seu colega de Harvard, Dimitar Sasselov, batizou de “planeta Godzila”, este primeiro representante da inesperada categoria dos “Mega-Terras”, em homenagem ao rei de todos os monstros.

Mas o planeta que não deveria existir pode ser habitado? Os especialistas que se manifestaram depois da descoberta não parecem acreditar nesta hipótese. Provavelmente, o planeta teria a superfície muito quente, pois completa uma volta ao redor de uma estrela como o nosso Sol em apenas 45 dias.

Xavier Dumusque acha que a temperatura às margens de sua atmosfera se aproximaria dos 300 °C. “Dito isto, se a sua atmosfera for coberta de nuvens que bloquem a irradiação da estrela, a temperatura do planeta também poderia ser sempre mais baixa.”

O mecanismo é o contrário do efeito estufa presente na Terra e recorda, tanto mais, o fenômeno do “inverno pós-nuclear” de muitos romances apocalípticos. Mas isto significaria afirmar que os supostos habitantes do Kepler-10c deveriam se virar sem a energia da luz, essencial para o desenvolvimento da vida assim como a conhecemos sobre o planeta Terra…

Ao final, até mesmo Xavier Dumusque acredita que o planeta tenha “pouquíssima probabilidade de ser habitado”. E mesmo sendo “a pesquisa de vida, sem dúvida alguma, uma das coisas que nos estimulam neste trabalho”, no caso do planeta Godzilla aquilo que é mais interessante foi ter “colocado em discussão uma teoria que achávamos correta.”

Os caçadores de exoplanetas ainda não acabaram com todas as surpresas. Em 1995, o primeiro planeta do catálogo, o 51 Pegasi b, já tinha deixado as teorias existentes sob suspeita. Ele é 150 vezes mais pesado do que a Terra e tem uma órbita de quatro dias ao redor da estrela que o deixa incandescente, a cerca de 1000° C. E segundo os conhecimentos da época nem mesmo este planeta, que parece saído de um pesadelo, deveria existir.

“Isto nos demonstra que a natureza tem a capacidade de criar uma grande variedade de produtos. Cada vez que alguma coisa é possível, a natureza o realiza”, observou para a Rádio suíça RTS, Stéphane Udry, diretora do Observatório de Genebra e coautora dos artigos sobre o Kepler-10c.« A característica destes vinte anos de pesquisa está, sobretudo, na diversidade dos objetos que encontramos.”

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=36Fh-SgTJAU

O patrocínio que impulsiona Solar Impulse

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Na recente inauguração do Solar Impulse 2 (Si2) – com o qual Piccard e André Borschberg pretendem dar uma volta ao mundo em 2015 – ficou claro que para alcançar tal façanha os aventureiros não enfrentam um só desafio.

Representantes de um dos principais parceiros do Si2 presentes no evento deixam escapar um certo descontentamento com o pouco espaço concedido pela mídia ao projeto e à exposição da empresa.

Projetos caros geralmente precisam de patrocinadores para ajudá-los a alcançar seus objetivos. Para o Solar Impulse, as chamadas “parcerias” são fundamentais, já que o projeto é totalmente financiado por empresas e doações privadas.

“Os patrocinadores oficiais e as principais parcerias contribuem com 10 a 20 milhões de francos cada um, além do apoio da sua área de especialização: engenharia, tecnologia, materiais, seguros, comunicação, etc.”, explicam os responsáveis do Solar Impulse.

Mas o que os patrocinadores ganham com isso?

Transferência de imagem

Como o psicólogo organizacional Christian Fichter, de Zurique, explica para swissinfo.ch, o patrocínio é principalmente uma transferência da imagem.

“As empresas esperam ser associadas com os mesmos atributos que caracterizam o projeto. Um projeto patrocinado pode ser visto pelo público como tecnicamente sofisticado, inovador ou benéfico para a sociedade. Se uma empresa patrocina um projeto como este, esses atributos moldam a imagem do patrocinador”, diz.

Um bom exemplo de projetos considerados de prestígio, a Fórmula 1 relaciona alta tecnologia e fabricantes de carros de luxo. Esta oportunidade de ser visto é preciosa para os patrocinadores, graças ao chamado “efeito da mera exposição”.

“Ser exposto constantemente à marca de um patrocinador, no contexto de um evento positivo, melhora a simpatia deste patrocinador”, explica Fichter.

No Brasil, a marca suíça de relógios de luxo Hublot conseguiu se expor bastante como cronometrista oficial da Copa do Mundo.

Patrocínio sutil

Solar Impulse tem cinco patrocinadores principais, incluindo a marca suíça de relógios de luxo Omega.

“É claro, a visibilidade da nossa marca, tanto nos aviões e em eventos do Solar Impulse eleva o perfil da Omega”, reconhece a empresa, que descreve a parceria como sendo mutuamente benéfica.

“A Omega pode usar sua reputação internacional para aumentar a conscientização dos objetivos e realizações do projeto, tendo a oportunidade de contribuir com a nossa experiência em áreas além do mundo da relojoaria. Isso nos permite mostrar as inovações tecnológicas e as contribuições que fizemos ao projeto”, observa a empresa. Além dos serviços de cronometragem, a Omega desenvolveu um banco de ensaio do sistema que Solar Impulse usa quando se prepara para seus voos; ele analisa o desempenho dos painéis solares sob várias condições.

Outro patrocinador principal é a empresa de engenharia elétrica com sede na Suíça ABB. “Não se trata de patrocínio”, diz o porta-voz da ABB, Antonio Ligi. “Trata-se de uma visão que a ABB acredita e uma parceria tecnológica para realizá-la. A ABB tem muito orgulho de fazer parte desta visão. O mundo precisa, mais do que nunca, de energia limpa para alimentar o presente e garantir o futuro”, disse.

Visibilidade

Então, o que uma empresa precisa ganhar em troca para que tal parceria valha a pena?

“Visibilidade, sem escândalos, e sucesso”, disse Fichter. “A visibilidade é fácil de alcançar. É só colocar cartazes por todos os lados. Eu preferiria que os patrocinadores fizessem isso de forma menos intrusiva, às vezes.”

Por outro lado, Fichter observa que evitar escândalos já é mais difícil. “É por isso que muitas empresas pararam de patrocinar, por exemplo, o ciclismo, que sofreu muitos casos de doping alguns anos atrás”, explica. Mas a coisa mais difícil de conseguir, ainda segundo Fichter, é o sucesso.

Claro, patrocinar um “vencedor” produzirá uma imagem vencedora para a empresa, mas nem sempre é fácil conseguir um. Por exemplo, não há nenhuma garantia de que o Si2 vai atingir o seu objetivo, no entanto, alguém tem de pagar as contas de mão de obra, materiais, promoção, etc.

“Cada contrato é discutido com o CEO da empresa patrocinadora e inclui um certo número de eventos ou discursos que Solar Impulse tem o compromisso de fazer”, disse Solar Impulse, ressaltando que os patrocinadores cobrem todas as despesas associadas com o patrocínio, como esse vídeo promocional da construção do Solar Impulse 2, em inglês:

Vídeo:

Inseto nocivo à floresta boreal migra para o norte devido ao aquecimento

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A mariposa “Choristoneura fumiferana”, uma séria praga de coníferas, está devastando a floresta boreal canadense, onde ela tem se multiplicado devido ao aquecimento global, revelou nesta sexta-feira o Ministério canadense de Recursos Naturais.

O inseto, originário do Canadá, está atacando as três principais espécies de coníferas presentes na floresta boreal: o pinheiro balsâmico, o pinheiro-do-Canadá e o abeto-alemão.

As observações permitem concluir que “as epidemias se situam sempre mais ao norte”, destacou.

“O comportamento do inseto mudou” porque, aparentemente, “o ecossistema dos abetos-alemães estava mais ao norte, onde faria frio demais” para que pudesse sobreviver, explicou à AFP Jacques Régnière, entomologista do serviço florestal canadense, subordinado ao ministério de Recursos Naturais.

As mariposas depositam seus ovos nas árvores que elas parasitam. Quando as lagartas nascem, elas devoram os brotos e podem matá-los em questão de quatro ou cinco anos.

Uma epidemia está em andamento atualmente em Quebec, ao norte de Lac Saint-Jean (450 km ao norte de Montreal) e na costa norte do Golfo de Saint-Laurent, ameaçando seriamente a indústria florestal, segundo o cientista.

“O aquecimento global no norte permite ao inseto concluir seu ciclo vital” porque tem feito menos frio do que de costume, porém menos calor do que no sul do país, onde, por causa do calor, o inseto esgota muito rapidamente suas reservas, explicou Régnière.

Com relação aos índices normais das últimas décadas, a temperatura na floresta boreal canadense aumentou em pelo menos meio grau Celsius, o que permitiu à mariposa migrar uma centena de quilômetros para o norte, acrescentou.

“Isto é rápido e pode se amplificar enormemente”, concluiu o entomologista do ministério canadense de Recursos Naturais.

Segundo a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA), o mês de junho de 2014 foi o mais quente no mundo desde 1880, quando começaram os registros de temperaturas. A temperatura média combinada na superfície dos solos e dos oceanos marcou, em junho, 16,22 graus Celsius, 0,72°C acima da média do século XX para este mês, superando o último recorde de calor para um mês de junho, que remontava a 2010.

 

 

Cão sem patas dianteiras usa brinquedo para andar nos EUA

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Embora quase todos os especialistas não tivessem esperanças no animal, um deles percebeu que, embora não tivesse as patas dianteiras, Turbo tinha uma saúde perfeita

Um filhote de chihuahua que não possui duas de suas patas usa um equipamento de brinquedo para poder se movimentar. O cachorro chamado Turbo vive em uma casa de Indianápolis, nos Estados Unidos, e ganhou a simpatia dos internautas após ter um perfil no Instagram em sua homenagem. As informações são do Mashable.

Segundo a publicação, o filhote nasceu com essa deficiência e logo foi levado para a consulta de veterinários. Embora quase todos os especialistas não tivessem esperanças no animal, um deles percebeu que, embora não tivesse as patas dianteiras, Turbo tinha uma saúde perfeita.

O veterinário, chamado Dr. Kim Cline, decidiu criar um equipamento, feito a base de pedaços de brinquedos, para que o cão pudesse se movimentar. Antes disso, Cline buscou fortalecer as patas traseiras do animal, para que ele pudesse sustentar o equipamento.

Hoje, aos seis meses de idade, o filhote tem uma conta no Instagram, onde são publicadas diversas fotos mostrando sua deficiência e suas técnicas de mobilidade. Para o veterinário, o brinquedo é temporário, mas pode ser utilizado como um protótipo para novos equipamentos e auxiliar outros animais que possuem problemas nas patas.

Lagartixas ficam à deriva no espaço

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Sala de controle russa perdeu contato com satélite Foton-M4, que levava répteis

A Rússia perdeu contato nesta quinta-feira com um satélite transportando lagartixas enviadas ao espaço para serem usadas em experimentos científicos de microgravidade, informou em comunicado a agência espacial russa Roscosmos.

A missão monitora por vídeo os efeitos da microgravidade sobre o organismo e o comportamento sexual das lagartixas. Outros experimentos biológicos estão em andamento no veículo, entre eles pesquisas com cogumelos e drosófilas (espécie de pequenas moscas).

Lançado em 19 de julho a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, o satélite Foton-M4 deixou de responder aos comandos da sala de controle para iniciar o motor de bordo e se mover para uma órbita mais elevada. Segundo a agência russa Interfax, o veículo pode permanecer no espaço por três a quatro meses, operando automaticamente. Será necessário, porém, recuperar o controle do motor para que o Foton-M4 retorne à Terra em dois meses, conforme planejado.

Se a comunicação não for restabelecida, o satélite e sua tripulação réptil podem ficar à deriva no espaço e cair da órbita em alguns meses, informou uma fonte à Interfax. Segundo a agência, as quatro fêmeas e o macho a bordo morreriam de fome em até dois meses e meio.

(Com agência France-Presse)

Preocupação com saúde começa aos 36 anos, diz estudo

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Da adolescência até os 30 anos, a saúde não costuma ser uma das principais preocupações. Segundo uma nova pesquisa, é aos 36 anos que a situação muda. Nesta idade, de acordo com o estudo, as pessoas se tornam conscientes da mortalidade e, por isso, adotam um estilo de vida mais saudável. As informações são do Daily Mail.

Uma morte na família, um alerta do médico ou uma simples foto pouco favorável são alguns dos eventos que podem fazer as pessoas pensarem diferente, diz a pesquisa do Spire Bristol Hospital. O estudo foi feito com 2 mil pessoas e avaliou as atitudes relacionadas à saúde. As conclusões mostram que 56% das pessoas que estão entre a adolescência e os meados dos 30 anos simplesmente ignoram as recomendações e seguem com rotinas pouco saudáveis, pensando apenas no momento, independentemente do impacto a longo prazo.

A média de idade em que as pessoas “despertam” para as questões da saúde é 36 anos, com um terço dizendo que passou por um momento chocante que mudou o pensamento, apresentou saúde debilitada ou enfrentou comentários negativos de um amigo. A pesquisa mostrou ainda que, uma vez que as pessoas começam a pensar no futuro da saúde, tomam medidas como monitorar ou melhorar a dieta e também reduzir o consumo de álcool.

De acordo com Rob Anderson, diretor da instituição, mudanças simples no estilo de vida podem fazer uma grande diferença no valor que se dá a saúde “e podem significar grandes benefícios a longo prazo”.

No entanto, o estudo mostrou também que seis em cada 10 pessoas adotam a filosofia do “a vida é muito curta” para justificar as escolhas que sabem ter efeitos negativos na saúde, como o consumo excessivo de álcool ou uma dieta rica em gorduras.

Além disso, apenas quatro em cada 10 pessoas acreditam que cuidar da saúde pensando a longo prazo é mais importante do que “viver o hoje”. Ainda, uma em cada 10 descrevem os cuidados com a alimentação como completamente inexistentes, enquanto três em 10 afirmam que a única atividade física é a rotina diária. O estudo mostra também que um em cada sete ignora deliberadamente as recomendações médicas, enquanto apenas  51% preferem tomar medidas preventivas para evitar problemas futuros.

Veja os 10 momentos que mais fazem as pessoas mudarem o comportamento em relação à saúde:

1. Começar a ficar velho

2. Passar por um “susto” relacionado à saúde

3. Morte de parente próximo

4. Um aviso do médico

5. Ver uma foto chocante de si mesmo

6. Doença de parente próximo

7. Programas de TV que falam sobre hábitos alimentares

8. Comentários negativos sobre a própria saúde

9. Um acidente sério

10. Uma mensagem pública sobre saúde

Cientistas lançam alerta depois ataques mortais de tamanduás no Brasil

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Tamanduás-bandeira mataram dois caçadores em incidentes separados no Brasil, despertando a preocupação relacionada à perda de habitat do animal e ao risco crescente de encontros perigosos com pessoas, afirmaram cientistas.

Os mamíferos de focinho longo e pelagem densa não costumam ser agressivos com seres humanos e são considerados uma espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), sobretudo devido ao desmatamento e a assentamentos humanos que invadem seu território.

No entanto, eles têm visão restrita e, quando assustados, podem se defender com as garras dianteiras, que são tão longas quanto canivetes.

Os estudos de caso de dois ataques fatais de tamanduás gigantes foram descritos na revista Wilderness and Environmental Medicine, que divulgou o artigo este mês na internet, antes de sua publicação em versão impressa, prevista para dezembro.

“Ambos eram fazendeiros, estavam caçando e foram atacados por animais feridos ou encurralados”, explicou à AFP o principal autor do estudo, Vidal Haddad, da Escola de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo, em Botucatu.

No primeiro caso, um homem de 47 anos estava caçando com os dois filhos e seus cães quando deram de encontro com um tamanduá-bandeira na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre. O caçador não atirou no animal, mas se aproximou dele exibindo a faca.

O tamanduá ficou de pé nas patas traseiras e agarrou o homem com as dianteiras, causando ferimentos profundos em suas coxas e braços.

O caçador sangrou até a morte no local do ataque, acrescentou o artigo, destacando que o trágico encontro ocorreu em 1º de agosto de 2012, mas não tinha sido descrito na literatura científica até agora.

O outro caso ocorreu em 2010 com um homem de 75 anos, em Jangada, no Mato Grosso. Ele morreu quando um tamanduá usou suas longas garras dianteiras – que costumam auxiliá-lo a cavar na busca por formigueiros – para perfurar sua artéria femural, situada entre a virilha e a coxa.

“Estes ferimentos são muito sérios e não tenho forma de saber se foi um comportamento de defesa adquirido pelos animais”, disse Haddad, que assina o artigo junto com Guilherme Reckziegel, Domingos Neto e Fábio Pimentel.

Ele ressaltou que esses ataques são raros, mas disse que são importantes porque revelam a necessidade de as pessoas darem mais espaço aos animais selvagens.

– Fáceis de assustar –

Acredita-se que os tamanduás-bandeira (“Myrmecophaga tridactyla”) estejam extintos em Belize, El Salvador, Guatemala e Uruguai. Existem 5.000 na natureza e podem ser encontrados em algumas regiões da América Central e do Sul.

No total, sua população caiu cerca de 30% na última década devido à perda de habitat, a atropelamentos, caça, incêndios florestais e à queima de plantações de cana-de-açúcar, segundo a IUCN.

Eles têm entre 1,2 e 2 metros e podem pesar até 45 quilos.

A especialista em tamanduás Flavia Miranda, que trabalha com estes animais no Brasil, manifestou sua preocupção com o fato de o artigo causar mais problemas para uma criatura que já enfrenta várias ameaças à sua sobrevivência.

“Nós temos um monte de problemas com essa espécie porque as pessoas acreditam que os animais trazem má sorte e os matam de propósito”, explicou em e-mail enviado à AFP.

“Mas eu compreendo a importância do artigo porque recentemente também tive um incidente com um tamanduá gigante que quase me custou a vida”, concluiu.

Os tamanduás-bandeira comem principalmente insetos, mas também apreciam laranjas e abacates, segundo a cuidadora Rebecca Lohse, que trabalha com estes animais em cativeiro no Zoológico Reid Park, em Tucson, Arizona.

“São animais que podem se assustar subitamente. Aviões passando, serras elétricas e sopradores de folhas podem assustá-los”, afirmou.

“A forma como se defendem é ficando de pé nas patas traseiras e agitando as dianteiras”, explicou.

“Eles têm antebraços incrivelmente fortes e as garras têm vários centímetros”, acrescentou, destacando que os cuidadores costumam evitar o mesmo espaço dos animais, conduzindo-os para áreas cercadas diferentes quando se aproximam para limpar seus recintos.

Fotógrafo consegue imagens raras de tigre-de-bengala com filhotes na Índia

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Fotógrafo caminhou dois dias a 44ºC para obter imagens de tigres ameaçados pelo desmatamento e a perda de hábitat

Especializado em vida selvagem, o fotógrafo Andy Rouse conseguiu registrar imagens de tigres-de-bengala com seus filhotes em Ranthambhore, na Índia.

No passado, esta espécie era comum na Índia, Bangladesh, Butão e Nepal, mas a sua população diminui drasticamente nas últimas décadas.

Os tigres estão sob ameaça representada pelo desmatamento das florestas, a destruição de seu hábitat, o desaparecimento de suas presas, a caça ilegal e o tráfico de animais selvagens.

Rouse havia feito uma trilha de dois dias em um calor de 44ºC quando finalmente conseguiu registrar as fotos que queria: de uma tigresa com três filhotes que viviam juntos em uma caverna deserta no Parque Nacional de Ranthambore.

Musgo ao serviço do homem

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Cientistas da Universidade Médica de Estado da cidade siberiana de Tomsk desenvolveram uma tecnologia que permite produzir artigos higiênicos de sphagnum, musgo de turfeiras. 

Trata-se de um material ecologicamente limpo que representa um tecido elástico muito fino que serve para fabricar guardanapos, fraldas, artigos de higiene feminina, etc.

Atualmente, a companhia tenta aumentar propriedades absorventes do material e aperfeiçoar seu aspeto estético. Um tempo será necessário para certificar novos produtos.

Em palavras do dirigente do projeto, Yakov Chirnikov, a demanda de artigos naturais na sociedade está crescendo com cada dia:

“O musgo tem altas propriedades antissépticas e absorve bem a humidade. O musgo vê-se no microscópio como esponja de poros finos”.

Estas caraterísticas do musgo são conhecidas há muito. Durante a Segunda Guerra Mundial o musgo foi amplamente utilizado para o tratamento de ferimentos, sobretudo por guerrilheiros da Bielorrússia, em cujas florestas essa planta é muito difundida. Graças à baixa condutibilidade térmica, o musgo é usado desde os tempos antigos nas obras de construção como material isolante. Em estado seco, é capaz de absorver água quase em vinte vezes mais do que a própria massa, ultrapassando em quatro vezes as propriedades do algodão hidrófilo. Graças a estas caraterísticas, o musgo tem o nome de sphagnum que em greco significa “esponja”.

Entretanto, não apenas o musgo, mas também outras plantas silvestres são utilizados na Rússia na produção de artigos de amplo consumo. Por exemplo, um em cada dez tubos de pasta de dentes contém produto concentrado de cedros siberianos. Ao mesmo tempo, as sementes de cedros, chamados também de nozes, encerram uma série de vitaminas necessárias para o organismo humano. Donas de casa utilizam com êxito flores da cereja-dos-passa rinhos da Sibéria para preparar farinha de pastelões.

Cientistas do Centro de Estado do Ártico da cidade russo de Nadym (distrito autônomo Yamálo-Nenetsky) apresentaram vários produtos naturais fabricados de plantas que crescem na tundra, inclusive chocolate de líquen-das-renas, pão de ervas secas da tundra, torradas e uma espécie de sopão do tipo fast-food feito à base de musgo.