Apneia do sono pode dificultar a prática de atividades aeróbicas

Sleep-Apnea

Estudo constatou que quem sofre de apneia tem um menor consumo de oxigênio durante exercícios físicos como a corrida e o ciclismo

Sofrer de apneia do sono pode diminuir a capacidade de realizar exercícios aeróbicos. Isso ocorre porque há um menor consumo de oxigênio durante a prática de atividades físicas extenuantes, como a corrida e o ciclismo. Essa foi a constatação de um estudo publicado na edição de novembro do periódico Journal of Clinical Sleep Medicine.

A apneia do sono ocorre quando uma via respiratória é bloqueada subitamente e interrompe a respiração durante o sono — o que pode acontecer diversas vezes em uma noite.

“Nós acreditamos que a própria apneia do sono provoca alterações estruturais nos músculos que contribuem para que os pacientes tenham dificuldade em realizar exercícios físicos aeróbicos”, explica Jeremy Beitler, coautor do estudo e professor na Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.

Testes — Participaram da pesquisa 140 pessoas, das quais 50 tinham apneia moderada a severa. Os estudiosos mediram a taxa de metabolismo basal e o VO2 máximo de cada participante. O primeiro índice determina a quantidade de energia que o corpo necessita para desempenhar suas funções básicas. O segundo mostra o limite de oxigênio que o organismo consome durante um exercício físico extenuante.

Os pesquisadores constataram que as pessoas que tinham apneia apresentavam um VO2 máximo 16% menor do que os que não sofriam do distúrbio. De acordo com os cientistas, os resultados podem estimular o tratamento para a apneia do sono, um distúrbio negligenciado.

Pesquisas sobre apneia do sono

Teste cardíaco para prever risco de vida

 

A pesquisa: Os autores do estudo analisaram os prontuários de 1.533 pacientes com apneia do sono que foram submetidos a um teste ergométrico (ou de esforço). Esse teste mede a capacidade cardiorrespiratória de uma pessoa, avaliando a quantidade de stress que seu coração consegue suportar sem que desenvolva uma arritmia cardíaca ou uma cardiopatia isquêmica (quando o fluxo sanguíneo que chega ao músculo cardíaco é insuficiente). No exame, o paciente geralmente é orientado a se exercitar em uma bicicleta ergométrica ou em uma esteira, e seu coração é monitorado por eletrocardiograma. Depois, os pesquisadores compararam o risco de vida entre os pacientes com e sem capacidade funcional cardíaca prejudicada. Sabe-se que a apneia do sono é um fator de risco para doenças cardíacas.

Conclusão: Pacientes com apneia do sono que apresentavam a capacidade funcional cardíaca prejudicada apresentaram um risco cinco vezes maior de morrer do que pessoas com apneia do sono, mas com uma capacidade cardíaca normal. Para os autores do estudo, essas informações são importantes por mostrarem que o teste ergométrico pode ser fundamental para ajudar os médicos a identificar, entre pacientes com apneia do sono, quais são aqueles que correm maior risco de vida.

Asma como fator de risco para apneia do sono

A pesquisa: Foram analisados os dados de um estudo iniciado em 1998 com cerca de 1.500 pessoas. Os pesquisadores analisaram o risco de esses indivíduos desenvolverem apneia do sono em um período de oito anos.

Conclusão: Pessoas com asma apresentaram um risco 70% maior de ter apneia do sono em um período de oito anos em comparação com indivíduos que não eram asmáticos. Esse risco foi ainda maior entre pessoas que desenvolveram asma na infância: nesse caso, a chance de ter apneia do sono foi mais do que o dobro do que a de não asmáticos. Além disso, a duração da asma pode interferir no risco: segundo o estudo, para cada cinco anos em que uma pessoa sofre de asma, as chances de desenvolver apneia do sono aumentam em 10% em um período de oito anos. Essas conclusões foram obtidas após os pesquisadores ajustarem os dados para outros fatores que contribuem com a apneia do sono – como índice de massa corporal (IMC) elevado, consumo de álcool e idade. Os resultados, no entanto, ainda não são suficientes para que o histórico de asma já seja tratado como um forte fator de risco para a apneia do sono. Para tanto, serão necessárias pesquisas mais amplas, segundo Paul Peppard, coordenador do estudo.

Associação entre apneia do sono e Alzheimer

A pesquisa: Os autores do estudo avaliaram 68 idosos com uma idade média de 71 anos. Os participantes foram submetidos a duas noites de testes de sono e também a exames que indicam a presença de algum marcador biológico (substâncias medidas para detectar alguma doença ou desequilíbrio no organismo) para a doença de Alzheimer.

Conclusão: De acordo com a pesquisa, participantes com algum distúrbio respiratório do sono, como a apneia, são mais propensos a ter algum marcador biológico que indica um estágio inicial da doença de Alzheimer. A pesquisa não conseguiu, porém, explicar de que forma essa relação é estabelecida: se o distúrbio do sono causa Alzheimer, ou é o Alzheimer que desencadeia o distúrbio. “A prevalência de apneia do sono dispara entre idosos, e esse fato não tem recebido a atenção devida”, diz Ricardo Osorio, coordenador do estudo. De acordo com ele, a prevalência de apneia do sono na população em geral é de 10% a 20%. Entre pessoas acima dos 65 anos, a incidência vai de 30% a 60%. “Não sabemos por que o problema se torna tão comum entre pessoas mais velhas, mas pode ser que seja porque esses indivíduos são mais propensos a se encontrarem em um estágio pré-clínico (antes do surgimento dos sintomas) do Alzheimer.”

Anúncios

BALANÇO MAIS ALTO DO MUNDO É INAUGURADO NA RÚSSIA

sochiswing

QUEM TIVER CORAGEM PARA SE AVENTURAR DESPENCA DE UMA ALTURA EQUIVALENTE A UM PRÉDIO DE 50 ANDARES

Imagine ficar balançando pendurado por cabos a 170 metros do solo. A sensação tem tudo para ser um pesadelo para os que têm medo de altura. Porém, para os mais aventureiros, promete ser diversão garantida. Na última quinta-feira (20/11), foi inaugurado o balanço mais alto do mundo, o Sochi Swing.

Nele, as pessoas caem de uma altura equivalente a um prédio de 50 andares. A nova atração fica no Skypark AJ Hackett Sochi Adventure, na Rússia.

Enquanto balançam, os visitantes sobrevoam o desfiladeiro Akhshtyrsk. As cabos suportam até 230 quilos, segundo o Daily Mail, e o passeio custa a partir de R$ 360.

A engenhoca, que tem sido testada desde agosto, é 50 metros mais alta do que o balanço que detinha o recorde anterior, localizado na Nova Zelândia. Quem pensaria que uma brincadeira de criança poderia se tornar uma grande – e aterrorizante – aventura ?

Vídeo:

 

Como colocar ideias na cabeça de alguém

plantar-ideias-na-cabeca-de-alguem

Se você já foi convencido por um vendedor de que você realmente precisava de um produto, fez alguma coisa muito instintivamente, ou fez escolhas que pareciam não ter nada a ver com você, a probabilidade de uma ideia ter sido colocada na sua cabeça é de 99,999999%. Chocante, não é? Mas, acredite, acontece. E a gente vai falar aqui como isso é feito.

Como colocar ideias na cabeça de alguém

Acho que não digo nenhuma novidade ao falar que todas as pessoas, ou pelo menos a grande maioria delas, agem por meio obscuros para alcançar determinados objetivos. Se você não mora isolado em uma caverna, eu posso até apostar que já cruzou com alguém (ou alguéns) assim por aí. Seja entre seus amigos, ambiente de trabalho, e ouso dizer que há casos registrados até entre família. É triste, mas é verdade. O “a qualquer preço” parece ser a lei da vida para alguns de nós.

Se você já viu o filme A Origem, do diretor Christopher Nolan, você pode ter a esperança de que ser maquiavélico a ponto de plantar uma ideia na mente de alguém seja uma coisa ridiculamente difícil de fazer, ou que isso só existe na ficção, ou que por ser algo tão complicado ninguém se daria esse trabalho. Mas não. Aliás, é bem pelo contrário. É ridiculamente fácil de fazer isso e, o pior: é

MUITO difícil de evitar que aconteça com você. Essas são algumas que as pessoas podem influenciar você, sem que você dê conta disso.
Antes, só um parêntese: esse artigo foi escrito para o seu bem. O que significa que o nosso objetivo é ensinar você a detectar essas táticas ou usá-las para fins positivos, ao invés de usá-las para outros propósitos egoístas ou nefastos. Se você quer uma boa maneira de convencer as pessoas a fazer coisas boas para um bem coletivo, e que não envolvam o lado escuro e sujo da manipulação, continue lendo.

1. A tal da psicologia reversa realmente funciona

A psicologia reversa se tornou um enorme clichê, eu sei. O pico foi em 1995, com o lançamento do filme Jumanji. O problema é que a maioria das pessoas vê a psicologia reversa de uma forma muito simples. Por exemplo, você poderia dizer: “eu não tô nem aí se você quer arriscar sua vida pulando de um avião” para tentar convencer alguém a não fazer paraquedismo. Isso não é bem psicologia reversa. Isso é ser passivo-agressivo. Então, vamos deixar isso tudo para trás e começar do zero.

A primeira coisa a saber é que se você quiser usar a psicologia reversa a seu favor, você precisa ser SUTIL. Vamos supor que você quer que a pessoa que mora com você (pode ser amigo, irmão, mãe, marido, namorado ou sei lá) lave a louça, porque da outra vez foi você que fez essa tarefa. Você poderia dizer algo como:

“Ei, você se importaria de lavar a louça? É a sua vez.”
Mas vamos supor também que a outra pessoa seja preguiçosa e essa abordagem amigável não funcionou. Então, o que você faz? Você muda de estratégia e fala algo assim:

“Ei, eu decidi que eu não quero mais lavar a louça e vou começar a comprar material descartável. Tudo bem por você? Se você quiser me dar algum dinheiro, eu posso comprar alguns pratos e talheres descartáveis para você também.”
Perceba bem o que acabou de acontecer: você acabou de apresentar uma alternativa ruim para não lavar a louça, sem colocar a culpa na outra pessoa. Ao invés de apontar o dedo e distribuir acusações de “é sua vez!”, “seu preguiçoso”, e assim por diante, você coloca a pessoa em uma posição de tomar uma decisão, em que ela tem que considerar apenas uma alternativa – que é obviamente muito ruim. É assim que a psicologia reversa pode ser eficiente, desde que você seja firme.

2. Nunca fale sobre a ideia em si. Fale sobre assuntos periféricos

Fazer com que alguém queira de fato fazer alguma coisa pode ser difícil se você sabe que pessoa não vai querer fazer aquilo. Então só resta uma alternativa: você precisa fazer a pessoa acreditar que quem teve determinada ideia foi ela e você é completamente inocente nessa história. Esta é uma instrução comum, especialmente para os vendedores, mas é muito mais fácil falar do que de fazer. Você tem que olhar para essa missão de colocar uma ideia na cabeça de alguém da mesma forma que você olhar para um mistério. O processo deve ser lento, mas você deve ir oferecendo uma série de dicas para a pessoa até que a que você quer que ela chegue seja absolutamente óbvia. O segredo, portanto, é ser paciente e (mais uma vez) SUTIL, porque se você se apressar na entrega das “pistas”, ficará claro que você estará forçando uma situação. Se você, entretanto, conduzir esse processo lentamente, a ideia naturalmente se formará na cabeça da outra pessoa.
Parece do mal. Mas dependendo do propósito, é uma atitude inteligente, calculada e para o bem.

Por exemplo: vamos supor que você está tentando convencer seu amigo de que ele deve comer mais alimentos saudáveis. Este é um bom objetivo, mas seu amigo é cabeça dura. Ele é viciado em porcarias e precisa de um balde de frango frito, pelo menos uma vez por dia, pra ser feliz. Despreocupadamente, você fala para ele ter uma alimentação mais saudável. Então ou ele acha que é uma boa ideia mas depois não faz absolutamente nada para mudar ou apenas diz que é para você parar de encher o saco. Para ele perceber o que está fazendo com seu próprio corpo, eles precisam ter uma epifania e você pode fazer isso acontecer por falando sobre questões periféricas.
Para fazer isso, você precisa ser muito inteligente e muito sutil (parece que essa é a palavra de ordem para esse assunto mesmo), caso contrário você dá na cara quais são as suas intenções e aí já era. Bom, para começar, você não pode simplesmente dizer “puxa vida, eu li hoje que o frango frito matar 10 milhões de crianças nos Estados Unidos por ano”, porque isso é abstrato demais.

Se, para seguir nesse exemplo, o frango frito é o problema, você precisa fazer com que o frango pareça algo realmente terrível e desagradável. Então… Você pode fazer coisas como: da próxima vez que você espirrar, faça uma piada dando a entender que você está com gripe aviária. Quando você estiver em um restaurante com esse amigo, fale coisas que deem a entender que a sua decisão de pedir algo diferente de frango é porque você acabou de descobrir que o frango de restaurantes é processado e faz um mal danado à saúde.

Cuide para que essas “intervenções estratégicas” sejam espaçadas e, principalmente, pertinentes. E então, depois que você tiver feito isso o suficiente, você pode até soar um pouco mais incisivo até parar de ir com seu amigo quando ele for comprar o tal do frango frito. Outra coisa muito inteligente a se fazer é tomar medidas proativas para melhorar a sua própria saúde e contar todas elas para o seu amigo, detalhadamente, como o que você está fazendo e o quanto está funcionando para você. Depois de algumas semanas, se o seu amigo não decidir reconsiderar seu consumo de frango frito, você pode casualmente mencionar que ele deveria parar. Você vai ver como ele vai estar muito mais aberto a ter um verdadeiro debate sobre esse assunto.

3. Desvalorize

Desvalorizar uma ideia para que ela seja recebida melhor é provavelmente uma das maneiras mais fáceis e eficazes para colocar uma ideia na cabeça de alguém. Ela é uma outra versão da psicologia reversa mas em um nível menos agressivo, digamos assim. Eu explico.

Vamos supor que você é um vendedor em uma loja de informática e está tentando vender a alguém um HD. As pessoas têm opções de 250GB, 500GB ou 1TB. Mas você quer vender o maior disco rígido possível porque eles são mais caros e isso significa uma comissão maior para você. Seu cliente, naturalmente, está com a ideia de gastar o mínimo de dinheiro possível.
Logo… Você não vai chegar muito longe nessa negociação dizendo que eles deveria gastar mais dinheiro quando você sabe que ele não quer isso de jeito nenhum. Ao invés disso, você deve atender o que ele de fato deseja: a opção mais barata. E aí a conversa deve seguir mais ou menos por esse caminho:

– Comprador: Você pode falar mais sobre este HD de 250GB? Eu quero ter certeza que vai funcionar para mim.

– Você: Que tipo de computador que você tem e para quê você irá usá-lo?

– Comprador: Eu tenho um laptop Windows de 2 anos de idade e eu preciso dele para guardar minhas fotos. Eu tenho cerca de 30GB de fotos.

– Você: 250 GB é definitivamente mais do que suficiente para apenas armazenar suas fotos. Pelo menos enquanto você não tiver mais arquivos que você queira colocar no HD, ele vai ser suficiente, sim.

Foco naquele “pelo menos” ali. Essa expressão quase que ingênua instala uma dúvida cruel no comprador. Você pode até mesmo falar como quem não quer nada algo como “você só precisa de uma unidade maior, se você quiser ter certeza absoluta de que vai ter espaço suficiente no futuro”, mas isso pode ser um pouco forçado. O ponto é: se você parece ter as melhores intenções do mundo no coração, pode ser fácil mesmo fazer alguém querer comprar mais de você.

Mais uma vez, eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para lembrar a todos que colocar ideias na cabeça dos outros não é necessariamente uma coisa boa para fazer. Use essas informações para perceber quando alguém está fazendo isso para tentar prejudicar você, e não necessariamente como um guia para fazer pessoas tomarem decisões ruins. Isso é um poder e tanto, tanto que não é qualquer pessoa que de fato consegue fazer. Mas é aquela velha história: com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. [lifehacker]

UMA ESCULTURA DO TAMANHO DE UM ESPERMATOZÓIDE

Sim, aquilo atrás da escultura é um fio de cabelo humano.

Essa é a menor escultura de uma forma humana (uma estátuazinhainhainha) já feita em toda a história. Ela mede aproximadamente 80 x 100 x 20 micrômetros (um micrômetro é a milésima parte de um milímetro). É mais ou menos o mesmo tamanho de um único espermatozóide, ou o equivalente ao que crescem as suas unhas, em algumas poucas horas.

Print

COMO FOI FEITA?

Foi feita agora em outubro, em uma impressora 3D, através de uma técnica chamada Litografia Multifotônica (Multiphoton Lithography).

É resultado de um fenômeno físico, uma solidificação resultante da absorção de dois tipos de fótons, que eu não vou me atrever a tentar explicar, mas que pode ser detalhada no video abaixo ou no site do artista, o Jonty Hurwitz.

Cupid-ant-insect-2-heavenly

O que posso afirmar sem medo de errar é que é um processo longo e complicado, que começa com uma modelo sendo fotografada por 250 câmeras e que acaba tão nano que você precisa de um microscópio para poder admirá-la. Há 6 mil anos, estávamos pintando as paredes das cavernas.

O AUTOR EXPLICA

Experimentamos crises existenciais no início de cada nova década de idade, diz estudo

crises-existenciais-838x747

Uma Nova pesquisa feita por Adam Alter, professor de negócios na Universidade de Nova York, e Hal Hershfield, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, mostra que quando os adultos se aproximam de uma nova década de idade (ou seja, nas idades de 29, 39, 49 ou 59), temos a tendência de ter crises existenciais e buscar um significado a mais na vida, e acabmaos nos comportarmos de maneiras que podem ser construtivas ou destrutivas.

Em seis estudos olhando para o exercício, casos extraconjugais e as taxas de suicídio entre adultos entre as idades de 25 e 64, os pesquisadores determinam que certas idades numéricos inspirar uma maior autorreflexão do que outros. Além disso, os autores sugerem que as pessoas em dezenas de países e culturas são propensos a tomar decisões importantes na vida como eles se aproximam cada nova década.

Se você conhece alguém que já passou por essa virada de década sabe que essa conclusão faz todo sentido do mundo. Tanto, que esse estudo tem sido realizado ao longo de muito tempo e conta com uma série de antecedentes.

Antecedentes e os principais resultados do estudo de crises existenciais

Estudos 1 e 2

Neste primeiro momento, os autores examinaram dados de 42.063 adultos de mais de 100 países, que completaram a World Values Survey e relataram a frequência com que questionaram o sentido da vida. E nesse momento eles descobriram que as pessoas que estavam entrando em uma nova década em suas vidas são mais propensas a questionar se sua vida está sendo significativa ou não.

Estudo 3

Os professores Alter e Hershfield categorizaram mais de 8 milhões de usuários do sexo masculino registrados em um site de namoro, que atende a pessoas que buscam relações extraconjugais. Eles descobriram que os homens com idades entre 29, 39, 49 e 59 eram quase 18% mais propensos a se cadastrarem nesse site, do que os homens em outras épocas da vida.

Estudo 4

Os pesquisadores examinaram o número de suicídios por 100.000 indivíduos em todos os EUA de 2000 a 2011. As taxas eram 2,4% maiores entre os indivíduos com idade terminando em 9 do que entre as pessoas cujas idades terminaram em qualquer outro dígito.

Estudo 5

Os professores coletaram dados do Athlinks, um site que compila tempos de corrida, e descobriram que os corredores corriam cerca de 2% mais rápido em idades de 29 e 39, em comparação aos dois anos anteriores e posteriores a essas idades.

Estudo 6

Os autores examinaram as idades de 500 maratonistas de primeira viagem sorteados aleatoriamente no mesmo site e descobriram que o número de corredores com idade terminando em 9 era 25% maior do que os corredores de outras idades.

Conclusão

A conclusão dos pesquisadores é que as pessoas estão mais aptas a avaliarem suas vidas quando uma década cronológica termina, e, consequentemente, estão mais propensas a tomar decisões para mudar de vida. Desta maneira, à medida que envelhecemos, é interessante conhecermos e entendermos essa propensão, para que a gente possa se guiar conscientemente para um caminho de escolhas construtivas ao invés de destrutivas.

Os professores Alter e Hershfield também concluíram que as implicações de seus estudos podem ser significativas para os consumidores. “Nossa pesquisa sugere que as pessoas que estão se aproximando do fim de uma década podem ser mais propensas a fazer compras grandes (como, por exemplo, comprar um seguro de vida, investir na bolsa, fazer a tão sonhada cirurgia estética, etc.)”. Ou seja: se as equipes de marketing estiverem conscientes dessa tendência, podem planejar uma abordagem personalizada e com mais eficiente para esse tipo de público. [medicalxpress]

Besouros carnívoros descobertos na Amazônia brilham no escuro

y7xz88om0tys9tuk95ed-1-838x558

Há alguns anos, o fotógrafo da vida selvagem Jeff Cremer estava passeando na floresta tropical peruana quando notou alguns pontos verdes brilhantes espalhados pelo chão. Ele voltou lá para investigar com alguns entomologistas. Depois de verificar os pontos brilhantes, os cientistas suspeitam que sejam besouros carnívoros que brilham no escuro!

Cremer retornou ao Refugio Amazonas, na parte peruana da Floresta Amazônica, no início deste ano com o entomologista Aaron Pomerantz e os estudantes da Universidade da Flórida Mike Bentley e Geoff Gallice, para ver o que poderia descobrir sobre esse misterioso bichinho verde.

Brasileiros encontram cogumelos que brilham no escuro

A bioluminescência pode evoluir por um grande número de razões, mas o corpo destas pequenas criaturas – as mandíbulas esticadas por cima da sujeira – sugere que eles podem usar a sua luz para atrair presas. Como mariposas para uma chama ou para a luz de alguma varanda, a ideia é que a presa possa ser atraída para os pontos verdes brilhantes. Então, quando um inseto chega perto o suficiente … CHOMP!

Para verificar a natureza predatória dos besouros, os entomologistas fizeram um teste bastante óbvio – e sádico: eles colocaram uma formiga na ponta de uma vara, e, em seguida, apresentaram-a para os besouros. “Com certeza eles foram vorazes, apertando suas mandíbulas e arrastando suas presas para dentro dos seus túneis, para nunca mais serem vistas novamente”, explica Pomerantz.

Darwin e o besouro-bombardeiro

Mas o que são eles, exatamente? Ainda é uma questão em aberto.

Acredita-se que eles pertençam a uma família de besouros chamada Elateridae, que são comumente conhecidos como Besouros-de-Clique. Mas, além disso, não temos certeza de que espécie é esta ou se ela já foi descrita. A Elateridae é uma família muito grande, com cerca de 10.000 espécies descritas no mundo e apenas cerca de 200 espécies documentadoa com a existência de bioluminescência.

Algumas espécies desses besouros brilhantes no Brasil podem ser encontrados em antigos ninhos de cupins onde eles atraem e capturam presas como formigas e cupins. “Esses besouros encontrados no Peru utilizavam uma parede de terra, ao invés de um cupinzeiro, para a sua casa e terreno de caça, o que sugere que este grupo enigmático poderia ser um nicho diferente ainda não documentado”, dizem os pesquisadores.

É incrível que possamos encontrar criaturas desconhecidas para a ciência simplesmente mantendo os olhos abertos em um passeio à noite pela floresta (O vídeo não possui legenda).

O bizarro inseto mais brilhante do mundo: vídeo

Fenômeno raro cria praia ‘oculta’ a 100 metros do mar na Espanha

arturo

‘Praia de interior’ recebe água por túneis no meio das rochas.
Com menos de 50 m, local é conhecido como ‘menor praia do mundo’.

Tão pequena que é conhecida por alguns como “a menor praia do mundo”, Gulpiyuri, na Espanha, chama a atenção por outra característica incomum: apesar de ter areia e água salgada com ondas, ela não fica à beira-mar.

Localizada a cerca de 100 metros distante da costa, a praia fica no meio de um prado, cercada por plantações agrícolas, na região das Astúrias, norte da Espanha.

Graças a uma singularidade geológica, a água do mar chega até lá por túneis formados pela erosão entre as rochas.

Essa “praia de interior” tem menos de 50 metros de extensão e água cristalina de baixa profundidade. Quando a maré sobe, a pequena faixa de areia quase some.

Difícil acesso

O isolamento de Gukpiyuri contribuiu para que a prainha se mantivesse preservada. Não é possível chegar até lá de carro: apenas caminhando por uma estrada de terra ou pelo campo, a partir da praia mais próxima, a 500 metros dali.

O povoado mais próximo é Naves, na região de Llanes, cidade histórica muito frequentada por turistas.