Por que odiamos nossas fotos?

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E mais: pensamos ser mais bonitos do que realmente somos

Aquela foto com a família no Natal ficou péssima e a foto com os amigos no ano novo está pior ainda? Por que odiamos tanto as nossas próprias fotos? Ou por que nunca saímos na foto como nos vemos no espelho? Simples. Temos o péssimo hábito de achar que somos mais bonitos e atraentes do que realmente somos.

A ciência explica: a culpa é do espelho. Depois de ficar na frente do reflexo por uns minutos, começamos a nos achar mais bonitos. Isso ocorre por causa do “Efeito da Mera Exposição”, formulado em 1968 pelo psicólogo polonês Robert Zajonc. Ele defende que temos mais familiaridade com coisas que vemos mais – ou seja, que são mais expostas.

No experimento, Zajonc reuniu um grupo de pessoas e mostrou uma sequência de imagens geométricas em uma velocidade altíssima, de modo que era impossível distinguir as figuras. Depois mostrou as mesmas formas, dessa vez ‘congeladas’, e pediu para que os voluntários escolhessem a mais atrativa. O resultado era sempre o mesmo: eles escolhiam aquela que aparecia mais vezes na sequência.

Zajonc concluiu que a exposição repetida gera familiaridade na mente humana. Por isso, quanto mais tempo você passa na frente do espelho, exposto ao seu  próprio reflexo, mais atraente você acha que está. E é pela mesma razão que acontece o estranhamento diante de uma foto sua: você não está familiarizado com aquela imagem estática.

Outro ponto que atrapalha nossa relação com as fotos é a expectativa. Sempre esperamos sair na foto do mesmo jeito que nos vemos no espelho. A dica é simples: use o Efeito de Mera Exposição a seu favor. Familiarize-se com sua foto: basta olhar pra ela repetidamente. Lógico que a imagem não vai passar por um Photoshop instantâneo, mas logo seu cérebro vai acreditar que você não está tão mal assim.

A ciência da batata frita perfeita

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A melhor batata frita do mundo é aquela que consegue ser crocante por fora e macia e quentinha por dentro – algo que só é possível quando as batatas são colocadas em uma bela panela de óleo quente. Mas como a mágica acontece? E será que cientistas podem encontrar maneiras de melhorar essa deliciosa invenção?

A fritura já foi descrita como “um modo de cozimento bastante violento”. E a afirmação está perfeitamente correta: em contato com o óleo, a umidade na superfície da batata (ou de qualquer outro alimento) evapora imediatamente, produzindo jatos de vapor que fazem o óleo respingar.

O exterior da batata agora está seco e “mumificado” em uma crosta dura. Dentro dessa casca, a temperatura dispara e o vapor de água que não consegue atingir a superfície a tempo. Preso, ele cozinha o interior da batata, dando a ela a maciez que contrasta tão bem com o crocante do lado de fora

Esse processo de evaporação é o que justifica o fato de muitos alimentos fritos em óleo serem empanados, como peixes, o frango e salgadinhos, por exemplo. Para eles serem bem cozidos, é preciso que uma crosta se forme instantaneamente, senão o vapor vai continuar a vazar para fora, umedecendo a parte externa e ressecando o interior. Ao mesmo tempo, mais óleo é absorvido, tornando a comida pesada e empapada.

A maioria dos alimentos não consegue formar uma crosta sólida tão rapidamente, mas uma camada rica em amidos pode. E quando mais as moléculas de amido se grudam umas nas outras, em um processo chamado reticulação, mais água é expelida e mais crocante a comida fica.

Além disso, o amido tem o potencial de passar por reações químicas que garantem um tom dourado e caramelado, que dão o sabor levemente adocicado aos alimentos bem fritos.

A batata frita, obviamente, não é empanada: ela não precisa disso porque a batata é naturalmente rica em amidos. A variedade conhecida como russet é tida como a melhor para a fritura, pois é a que mais contém amidos e é mais densa, o que evita que o óleo penetre nela muito profundamente.

Na busca pela batata frita perfeita, tudo o que ocorre depois da escolha do melhor ingrediente será resultado da boa afinação do processo de formação da crosta e da evaporação.

A maioria dos cozinheiros e engenheiros de alimentos concorda que as melhores batatas fritas precisam ser fritas duas vezes: a primeira a uma temperatura relativamente baixa e, depois, em óleo bem quente – quando a crosta se forma.

Mas dupla fritura não é um padrão: no McDonald’s, por exemplo, as batatas já cortadas são rapidamente jogadas em água fervente e depois congeladas, para serem fritas conforme a demanda.

Há uma teoria de que a dupla fritura ajuda a garantir que o miolo seja totalmente cozido. Mas o cozinheiro, experimentador e escritor americano J. Kenji Lopez-Alt, autor do blog The Food Lab, discorda. Ele conta ter realizado algumas experiências e descobriu que batatas cozidas em água fervente e depois fritas não ficam quebradiças.

O mesmo valeu para as batatas cozidas em micro-ondas antes da fritura.

Lopez-Alt também descobriu que o óleo da primeira fritura modifica a estrutura externa da batata. A umidade é perdida e os amidos, liberados pelo calor do óleo, se unem ao que resta de água para formar um gel.

Esse gel transborda e enrijece as pontas da batata. Quando o segundo óleo quente atinge o alimento, ele é levado a formar uma casca mais grossa e a evaporar o que sobrou da umidade. Já a água fervente não consegue chegar a uma temperatura quente o suficiente para permitir a formação do gel.

Preciosidades de chef

Já o famoso chef britânico Heston Blumenthal, do estrelado restaurante The Fat Duck, em Berkshire, criou uma receita em que a batata é cozida três vezes.

A primeira etapa é uma leve fervura, seguida por um tempinho em uma câmara a vácuo para retirar qualquer traço de água.

A segunda fase é fritar as batatas a uma temperatura relativamente baixa, e a terceira é a farra do óleo fervente, que forma a crosta.

A batata frita que sai disso está tão sequinha que tem uma textura quase vítrea, com um interior macio. E isso faz delas as melhores do planeta, segundo vários críticos.

Leia mais: Por que a culpa aumenta o prazer?

Precisão científica

Outro experimentador em matéria de batata frita é Nathan Myhrvold, ex-diretor de tecnologia da Microsoft e autor do livro de receitas Modernist Cuisine.

Ele enfrentou vários níveis de dificuldade com sua receita para “batatas fritas ultrassônicas”. Não se trata de algo fácil de repetir em casa, mas o resultado aparentemente traz uma textura “imensamente satisfatória na casca” antes de se chegar a “um miolo incrivelmente macio, com a consistência de purê”, em um processo que, segundo ele, um dia será automatizado por algum fabricante de alimentos.

O vácuo da receita sela as batatas em uma solução de água e sal a 2%, antes de atingi-las com ondas de ultrassom vindas dos mesmos aparelhos usados por dentistas, o que racha e “machuca” cada fatia de batata com pequenas bolhas e fissuras.

Em seguida, a batata é seca a vácuo, para ajustar o conteúdo de água do exterior, e a seguir, rapidamente embebida em óleo a 170º C para estreitar a rede de moléculas de amido.

Depois de resfriadas, elas são fritas por alguns minutos no óleo quente, a 190º C. A ideia aqui é fazer a água evaporar dentro da cada minúscula bolha na superfície da batata, o que faz com que elas estourem.

Batatas em Júpiter

A Terra pode não ser necessariamente o melhor lugar do Universo para fritar batatas.

Há algumas anos, os químicos John Lioumbas e Theodoris Karapantsios, da Universidade Aristóteles em Salônica, na Grécia, usaram uma centrifugadora na Holanda para mostrar que as batatas ficam melhores se forem fritas em um lugar com uma gravidade três vezes maior do que a da Terra – mais ou menos as mesmas condições que você encontraria se pudesse morar em Júpiter.

O motivo é que o vapor de água produzido dentro da batata enquanto ela cozinha se comporta de maneira diferente dependendo da força da gravidade: a uma gravidade como a de Júpiter, a água escoa em porções menores que aceleram a transferência de calor do óleo para a batata, contribuindo para uma casca perfeitamente espessa e crocante.

Blumenthal, famoso por usar aparelhos científicos na cozinha, pode talvez pensar em incorporar essas centrífugas a sua receita no futuro.

Tudo isso mostra que o segredo para a batata frita perfeita, seja fritando duas ou três vezes, na Terra ou no espaço, é tirar a umidade do alimento na velocidade certa. A partir daí, a dança mágica entre o crocante e o macio tem a chance de desenvolver seu ritmo perfeito.

Para proteger ‘arte’ de 35 mil anos, França cria réplica gigantesca de caverna

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A França construiu uma réplica de caverna do tamanho de um estádio para exibir ao público pinturas pré-históricas – feitas há 35 mil anos. O complexo, que reproduz a caverna Chauvet, custou 55 milhões de euros.

O esforço é uma tentativa de mostrar a arte paleolítica à população sem danificar as pinturas originais. Isso porque, segundo especialistas, a presença de milhares de visitantes poderia alterar a temperatura da caverna e deteriorar as pinturas.

A caverna Chauvet original fica no desfiladeiro de Ardeche, no sul da França. Ela é considerada um dos sítios arqueológicos mais importantes do planeta.

Uma equipe do programa Newsnight, da BBC, foi autorizada pelo Ministério da Cultura e da Comunicação da França a visitar a caverna original.

O local é uma espécie de “cápsula do tempo”, pois, antes de ser descoberta em 1994, seus últimos visitantes foram nossos ancestrais do período paleolítico. Isso porque um deslizamento de rochas fechou a entrada do complexo de cavernas por mais de 20 mil anos.

O local foi descoberto por três exploradores: Eliette Brunel-Deschamps, Christian Hillaire and Jean-Marie Chauvet.

As paredes da caverna são cobertas por centenas de figuras de arte rupestre. A maioria das pinturas representa rinocerontes, mamutes, leões e ursos – além, de cavalos, bisões e cabras. Elas foram feitas por homens das cavernas do período glacial.

As figuras foram pintadas com carvão e ocre, um tipo de terra vermelha, ou gravadas na pedra. Elas foram feitas com técnicas de sombreamento e aproveitando o relevo da superfície da caverna.

“Elas são muito sofisticadas”, diz Marie Bardisa, a curadora da caverna Chauvet, que também é conhecida como Caverna Decorada de Pont d’Arc.

“Eles usaram as saliências da pedra para criar formas e sombras e expressar muitas coisas. Mais de 400 animais foram pintados aqui e ainda há coisas para descobrir”, afirmou ela.

A caverna foi imediatamente fechada para a visitação pública logo após ser descoberta.

Segundo Bardisa, a presença de visitantes pode fazer a temperatura da caverna subir rapidamente e causar alterações nas pinturas. “Não queremos correr esse risco”, disse ela.

A decisão foi tomada devido a uma experiência considerada ruim com a caverna de Lascaux, descoberta em 1940.

O local, também repleto de figuras rupestres, ficou aberto por cerca de 20 anos para a visitação pública. Mas bolores e bactérias começaram a deteriorar visivelmente as pinturas e o local foi fechado.

Cientistas tentam até hoje restaurar os danos, mas eles não têm certeza de que a recuperação será possível.

Modelos 3D

A réplica da caverna Chauvet fica apenas a alguns quilômetros da original, em uma montanha coberta por uma floresta de pinheiros.

Especialistas levaram oito anos para construir o complexo, que inclui modelos em 3D e imagens digitais usadas para recriar as pinturas originais.

Alguns dos espaços mais importantes da caverna original foram reproduzidos em tamanho natural.

Para que as pinturas ficassem iguais às originais, imagens digitais foram projetadas sobre telas que imitam a superfície da caverna, para orientar o trabalho dos artistas.

A réplica da caverna é uma estrutura de metal coberta com concreto – para representar a superfície calcária. As estalactites foram feitas com resina. Até a temperatura tenta reproduzir a original.

“O processo é muito complexo, você tem que respeitar o original. Estamos usando ilusões para recriar composições originais”, disse Gilles Tosello, que trabalhou na reprodução das pinturas.

Segundo Jean Clottes, especialista em arte paleolítica, criar réplicas é a melhor forma de contar às “massas modernas” a história de seus ancestrais.

“Eles não eram pessoas primitivas, eram pessoas como nós. Humanos modernos datam de 200 mil anos ao menos, então 35 mil anos atrás não é assim tão distante”, disse.

Ele disse acreditar que a caverna era um lugar espiritual para esses homens, que se dedicavam a caçar e a coletar alimentos. As imagens de animais da Era Glacial eram associadas a rituais e magias.

“(Essas pessoas) tinham vidas curtas que eram bem diferentes das nossas, mas a partir de sua arte podemos ver como eram inteligentes e que tinham grandes artistas e religião. Eles estão próximos de nós”, disse.

Via BBC

Metal lendário de Atlântida é encontrado em navio naufragado na Sicília

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Equipe de mergulhadores descobriu 39 barras do mítico oricalco em uma embarcação que afundou há 2600 anos

Platão descreve Atlântida em seu diálogo Crítias como um lugar que “cintila com a luz vermelha do oricalco”, metal que segundo o filósofo revestiria todo o interior do templo de Poseidon na lendária ilha. O pensador grego acrescenta ainda que a substância seria a segunda mais valiosa, atrás apenas do ouro, e que só podia ser extraída das minas localizadas no território perdido.

Se ele vem ou não de Atlântida obviamente não se sabe, mas o fato é que até hoje apenas pequenas quantidades de oricalco haviam sido encontradas. Surpreendentemente, mergulhadores da Sicília acabam de descobrir 39 barras compostas pela misteriosa liga em um navio que naufragou por volta do ano 550 a.C. na região de Gela, no sul da ilha italiana.

“Nada similar jamais havia sido encontrado”, disse Sebastiano Tusa, da agência marítima local, ao Discovery News. “Nós conhecíamos o oricalco de textos antigos e de alguns objetos ornamentais”, conta. Entre os estudiosos, o consenso é que se tratava de uma liga metálica semelhante ao bronze, obtida através da reação entre minério de zinco, carvão e cobre. Mas sua composição, bem como sua origem, continuam incertas e sendo debatidas por estudiosos.

Os gregos antigos acreditavam que a invenção desta liga específica remetia ao herói mitológico Cadmo, e grande parte da fama e do mistério que perduram até hoje se devem justamente a Platão, que no século IV a.C. incluiu a substância na obra Crítias e a relacionou com a Atlântida.

Navio que carregava o oricalco e naufragou a 300 metros do porto de Gela há 2600 anos (Foto: Reprodução)

A embarcação que carregava a valiosa carga parece até ter recebido alguma espécie de maldição dos deuses antigos: após partir de alguma suposta localidade da Grécia ou Ásia Menor, o naufrágio ocorreu quando estava a meros 300 metros do porto de Gela, devido a uma tempestade.

Depois de analisadas com uma técnica chamada de fluorescência de raios X, as 39 barras revelaram ser compostas por 75-80% de cobre, 15-20% de zinco e também por pequenas quantidades de níquel, chumbo e ferro. De acordo com Sebastiano Tusa, a descoberta chama a atenção para a importância da cidade no cenário econômico e cultural do Mediterrâneo da época. “O achado confirma que cerca de um século após sua fundação em 689 a.C., Gela veio a se tornar uma cidade rica, com oficinas de artesanato especializadas na produção de artefatos valiosos”, afirma.

Via Discovery News

Pesquisadores identificam área do cérebro responsável pela fome

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Estudo pode ajudar no desenvolvimento de métodos que auxiliam o emagrecimento

Pessoas que precisam perder peso e veem isso como uma tarefa difícil sabem o quão angustiante é a sensação de fome, que incomoda os novos hábitos alimentares até dos mais disciplinados.

Um estudo publicado esta semana na revista Nature Neuroscience afirma ter descoberto o mecanismo no cérebro humano responsável pelo desejo de comer. A pesquisa, desenvolvida por cientistas americanos e britânicos, pode auxiliar no desenvolvimento de medicamentos para perder peso.

Novas descobertas acreditam que os responsáveis por esses resultados são os neurônios PVH MC4R que, quando ativados, contribuem para a diminuição do apetite. Segundo os pesquisadores, quando bloqueados, esses neurônios estimulam a fome.

Liderados por Alastair Garfield, professor do Centro de Fisiologia Integrada da Universidade de Edimburgo, os autores empregaram uma técnica que controlou a atividade desses neurônios em camundongos, ajudando na avaliação do comportamento desses animais quanto à eficácia dos testes.

— Embora os animais tenham sido bem alimentados durante todo o dia, quando desativamos as células PVH MC4R eles começaram a se alimentar velozmente, mesmo não havendo essa necessidade calórica —conta Garfield.

O pesquisador explica que o contrário também aconteceu: ao ativar artificialmente tais neurônios, ratos em jejum não sentiram vontade de se alimentar. Segundo Garfield, esses experimentos sugerem que os neurônios PVH MC4R funcionam como um freio para alimentação, o que os torna importantes descobertas para evitar excessos.

— A ativação dos neurônios PVH-MC4R teve o mesmo efeito que fazer uma dieta. E os nossos resultados sugerem que o direcionamento terapêutico dessas células reduzem tanto o consumo de alimentos quanto as sensações indesejáveis causadas pela fome — afirma Bradford Lowell, do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston.

Lowell acredita que trabalhar com esses neurônios a partir da descoberta pode ajudar em tratamentos eficazes para a obesidade.

Pessoas que dormem mais cedo são mais felizes, afirma pesquisa

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Aqueles que costumam ir mais tarde para a cama também se mostraram mais receptivos aos pensamentos negativos

De acordo com pesquisadores da Binghamton University, fatores como dormir tarde e o tempo de sono diário influenciam no grau de preocupação das pessoas. Quem dorme pouco e vai para a cama muito tarde possui pensamentos negativos com maior frequência do que as pessoas que dormem cedo, afirma o estudo.

Para os autores Meredith Coles e Jacob Nota, ter dificuldades na hora de dormir é algo comum em certos problemas de saúde: ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e transtorno obsessivo compulsivo são exemplos. Como diz a pesquisa publicada na Cognitive Therapy and Research, estas pessoas “tendem a se preocupar excessivamente com o futuro, sofrer pelo passado e experienciar pensamentos intrusivos muito densos”.

A pesquisa convidou 100 jovens adultos para participar de alguns testes. As pessoas tinham que responder a um questionário e completar duas tarefas em um computador. Enquanto isso, a equipe media os níveis de preocupação e obsessão por problemas variados. Os participantes também tiveram de contar suas rotinas de sono para o controle de Coles e Nota.

Com isso, os pesquisadores descobriram que aqueles com menores períodos de sono dormidos – ou que iam dormir muito tarde – se mostraram com pensamentos negativos mais repetitivos. “Ter certeza de que dormir é um ato diretamente ligado aos pensamentos ruins pode ser uma forma fácil e barata de prevenir esse problema”, conta Nota.

O trabalho também sugere que as dificuldades no sono podem influenciar as pessoas predispostas a sofrerem com a ansiedade. Os cientistas acreditam que o estudo pode beneficiar – e ajudar a tratar de antemão – essas pessoas. “Essas descobertas podem levar a um novo patamar de tratamento desses indivíduos”, diz Coles.

“Estudar a relação entre dormir e psicopatologia de maneira focada no sono já se mostrou, clinicamente, eficaz: os sintomas têm reduzido”. Segundo a nota oficial, a meta principal da equipe é tentar ajudar indivíduos que sofrem com problemas de ansiedade.

Aquecimento global provocado pelo homem influenciam no tempo extremo

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O aquecimento global vivido atualmente pela Terra, causado “muito provavelmente” pela ação humana, é responsável por algumas manifestações de clima extremo, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira na revista britânica “Nature”.

A pesquisa, desenvolvida por cientistas do Instituto de Ciências Atmosféricas e Climáticas da universidade ETH Zurique, sustenta que 75% de altas temperaturas extremas registradas no mundo todo são consequência do aquecimento global.

A mudança climática, que os autores do estudo, Erich Fischer e Desafio Knutti, consideram que é provocada “muito provavelmente” pelo homem, é também responsável por cerca de 18% das precipitações de chuva extremas que ocorrem no planeta.

“A mudança climática se refere não só às mudanças no clima médio, mas também no tempo extremo. Ele demonstrou que existe contribuição humana na ocorrência de poucas ondas de calor proeminentes e fortes precipitações”, diz o texto.

As porcentagens citadas, afirmam os especialistas no documento, aumentam com a alta das temperaturas.

A experimentação com modelos climáticos demonstra que se as temperaturas aumentassem dois graus centígrados com relação aos “níveis pré-industriais”, por volta de 40% das precipitações de chuva extremas seria consequência da “influência humana”.

Fischer e Knutti recorreram ao uso de “dois parâmetros métricos” para determinar o grau de incidência humana nas variações de precipitações e temperaturas provocadas pela mudança climática.

A essas equações são aplicados os dados recopilados diariamente de 25 modelos climáticos que consideraram simulações históricas do período 1901-2005 e das projeções para 2006-2100 em um cenário de “altas emissões”.

A partir desses experimentos, os pesquisadores sugerem que os eventos climáticos mais “incomuns e extremos” estarão “provavelmente muito mais sujeitos” à influência “das emissões de gases do efeito estufa”.

Fischer e Knutti lembram que a adoção de uma perspectiva global permite chegar a estimativas mais precisas sobre o efeito do aquecimento nos eventos extremos, frente aos estudos que se centram em eventos individuais, nos quais os modelos geram uma “maior incerteza”.