Banheiros da OCA, no Ibirapuera, poupam até 75% de água com peças redutoras

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Um projeto desenvolvido por um escritório de arquitetura em parceria com uma fabricante de louças e metais sanitários reformou banheiros públicos do piso inferior da OCA, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Na obra, foram instalados equipamentos que resultam em economia de até 75% de água nas pias e descarga.

Os banheiros foram reformados para uma mostra de decoração em junho e depois entregues ao museu. Os vasos sanitários têm sensores de ausência que acionam automaticamente a descarga após a utilização e saída do usuário. A economia de água é de 60%.

O sistema também calcula a quantidade de água que será liberada pelo tempo de permanência na cabine: se o tempo for inferior a 1 minuto, a válvula libera apenas 3 litros de água; e se o tempo for superior a 60 segundos, o acionamento será de 6 litros para a limpeza completa.

Nos sanitários masculinos, foi colocado um mictório que dispensa o uso da água no processo de higienização, descartando a necessidade de acionamento da descarga para a limpeza da louça por causa de um cartucho que evita o mau cheiro.

As torneiras instaladas na parede também são capazes de economizar até 75% de água por causa do acionamento eletrônico por sensor, que libera apenas a quantidade de água necessária quando as mãos se aproximam da pia.

A iniciativa é semelhante à implantada no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Com a troca de válvulas de descarga convencionais para as de volume constante de 6 litros por acionamento e a substituição de 37 bacias sanitárias antigas por modelos de 6 litros, o Masp diminuiu em 40% o consumo de água.

Cientistas propõem novo tipo de cirurgia para combater a obesidade

Um grupo de cientistas testou com sucesso em ratos uma nova técnica cirúrgica que pode substituir as complicadas e invasivas operações de redução de estômago em obesos, publicou nesta terça-feira (21) a revista britânica Nature.

Este novo procedimento, desenvolvido por especialistas do Vanderbilt University Medical Center de Nashville, nos Estados Unidos, consiste em desviar o fluxo de bílis para a parte final do intestino delgado, o íleon. O resultado sobre a perda de peso nos roedores obesos é comparável ao oferecido por métodos mais tradicionais, como a gastrectomia vertical ou a cirurgia bariátrica.

Nesta última, que requer uma mínima incisão ao ser por via laparoscópica, são usados instrumentos cirúrgicos para reduzir o estômago do paciente e ligá-lo diretamente ao intestino delgado pelo chamado bypass gástrico. A gastrectomia vertical retira até 90% do estômago do paciente e o órgão fica reduzido a uma espécie de canal com capacidade de absorção aproximada de 50 a 60 gramas.

Em ambos os casos, o resultado é que o paciente come menos e, ao mesmo tempo, absorve menos do alimento que ingeriu, por isso estão entre os métodos cirúrgicos mais efetivos para conseguir uma perda de peso duradoura e reverter os sintomas do diabetes, apontaram os autores da pesquisa liderada pelo especialista Naji Abumrad.

Estudos anteriores também já mostraram que os ácidos biliares potencializam os “efeitos metabólicos positivos” gerados pelos bypasses gástricos. Levando em conta esse conhecimento, Abumrad e seus colegas conectaram a vesícula biliar de ratos obesos a diferentes partes do intestino delgado e compararam depois os “benefícios metabólicos” desta intervenção com os de um bypass durante um período de até oito semanas.

Os especialistas descobriram que a simples injeção de fluxo de ácido biliar no íleon é suficiente para obter efeitos similares aos gerados por “procedimentos cirúrgicos tradicionais mais complicados”. Aparentemente, esses efeitos são consequência de uma redução na absorção de gordura no intestino delgado e a mudanças na microbiota (flora intestinal), segundo o estudo.

Embora esse novo procedimento seja menos invasivo e mais simples do ponto de vista técnico, os autores alertam que sua segurança e eficácia a longo prazo ainda não foram determinados. Além disso, os especialistas defendem que essa técnica pode ser inviável para pacientes cujas vesículas biliares foram retiradas para combater os cálculos biliares.

Os pesquisadores também disseram que ainda é cedo para saber com exatidão até que ponto essa nova intervenção cirúrgica é reversível.

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