Cirurgia inédita recupera visão de paciente com 27 graus de miopia

cirurgiaolhos

Médico de Ribeirão Preto uniu transplante de córnea e retirada de catarata.
Seis meses após operar, rapaz passou a usar lentes com menos de um grau.

Os problemas de visão de Thiago Aparecido Pereira surgiram quando ele ainda tinha dois anos e as dificuldades para enxergar pioraram com o passar do tempo. Aos 33, o vendedor de Ribeirão Preto (SP) começou a usar lentes para corrigir 27 graus de miopia, até passar por uma cirurgia inédita no Brasil.

O procedimento realizado pelo médico Roberto Coelho, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão, combinou um transplante de córnea e uma cirurgia de catarata para recuperar a visão de Pereira, que em seis meses passou a usar lentes para os óculos com menos de um grau. “É muito legal você estar vendo corretamente, sem dificuldades. Tudo mudou para melhor”, afirmou o paciente.

A dificuldade avançada de Pereira para enxergar era causada por dois problemas na visão. Além de catarata, ele também tinha a córnea em formato de cone, uma distrofia chamada de ceratocone. “Quando eu tinha dois anos minha mãe foi ao médico e ele falou que não sabia como eu enxergava até para mamar”, comentou o vendedor, que quando criança foi diagnosticado com 15 graus de miopia.

Segundo o oftalmologista, para recuperar os problemas de visão de pacientes como o morador de Ribeirão, até então era necessário realizar os dois procedimentos separados. “Além de implantar uma lente artificial no lugar da catarata, fiz o transplante de córnea lamelar, ou seja, não foram retiradas todas as camadas da córnea do paciente, só as superficiais”, explicou Coelho.

Recuperação rápida
Após a cirurgia, que durou cerca de uma hora, o médico observou que a taxa de rejeição do paciente foi mínima. “Essa é a grande vantagem da cirurgia associada porque a curvatura da córnea do paciente voltou ao normal e ele tem as células da córnea dele, então a taxa de rejeição é praticamente zero”, afirmou.

A recuperação do procedimento também foi considerada rápida e o paciente precisou usar tampão nos olhos por apenas um dia. O resultado também apareceu nas primeiras semanas. “A visão dele era de 2%, depois de uma semana ficou nuns 20% e depois de dois, três meses, chegou aos 80%”, comentou Coelho. Seis meses após a cirurgia, Pereira já usa óculos com lentes com menos de um grau.
Para o vendedor, a maior dificuldade foi com os cuidados no pós-operatório, que ainda são rigorosos. “Não pode por a mão no olho, não pode coçar, não pode ter nenhum tipo de contato com o olho para evitar rejeição, assepsia é hiper importante nesse tempo de recuperação”, comentou Pereira.

Depois de alguns meses do procedimento o vendedor mantém apenas na memória as dificuldades que tinha para ver. “O monitor do computador ficava bem perto, as pessoas que não sabiam do problema perguntavam por que eu ficava beijando o monitor, virava até motivo de chacota”, disse.

A cirurgia inédita desenvolvida pelo oftalmologista de Ribeirão foi premiada este ano em um congresso especializado e deverá ser apresentada em um congresso internacional, em 2016.

Segundo o médico, o método pode ser realizado sem custos pelo Sistema Único de Saúde, se houver profissionais especializados para aplicar a técnica. “O próximo passo é publicar essa técnica para que ela seja mais divulgada e outros profissionais também possam fazer. Para o vendedor, a maior dificuldade foi com os cuidados no pós-operatório, que ainda são rigorosos. “Não pode por a mão no olho, não pode coçar, não pode ter nenhum tipo de contato com o olho para evitar rejeição, assepsia é hiper importante nesse tempo de recuperação”, comentou Pereira.

Depois de alguns meses do procedimento o vendedor mantém apenas na memória as dificuldades que tinha para ver. “O monitor do computador ficava bem perto, as pessoas que não sabiam do problema perguntavam por que eu ficava beijando o monitor, virava até motivo de chacota”, disse.

A cirurgia inédita desenvolvida pelo oftalmologista de Ribeirão foi premiada este ano em um congresso especializado e deverá ser apresentada em um congresso internacional, em 2016.

Segundo o médico, o método pode ser realizado sem custos pelo Sistema Único de Saúde, se houver profissionais especializados para aplicar a técnica. “O próximo passo é publicar essa técnica para que ela seja mais divulgada e outros profissionais também possam fazer. O SUS pode fazer esses dois procedimentos, mas tem que ter alguém habilitado que faça esses procedimentos”, afirmou.

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