Empresários de Uberlândia investem em geleias de sabores inusitados

geleia

Casal de engenheiros começou com negócio há nove anos.
Sabor hortelã foi o pioneiro do ‘Chef Mineirim’.

Hortelã, pimenta, alho, gengibre, jatobá, araticum e mangaba. Esses são alguns sabores de geleias desenvolvidos pela mineira Alaide Mendonça Natalino Carvalho, de 43 anos. Ela é dona da empresa Chef Mineirim, com sede em Uberlândia, e já atua no mercado há nove anos.

A ideia de oferecer um produto diferenciado surgiu após o casamento. Ela, engenheira de alimentos, uniu-se a um engenheiro agrônomo. Juntos, decidiram compartilhar, além do amor, conhecimentos profissionais. “Foi aí que a empresa foi criada. Nosso produto pioneiro foi a geleia de hortelã, que desenvolvemos em 2006 para uma conceituada churrascaria da cidade. Depois vieram mais pedidos e novas criações”, contou.

A empresária comentou que, quatro anos depois dos primeiros experimentos, surgiu a linha de geleias do cerrado, trabalho que ganhou incentivo financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finap). “Criamos 11 sabores de geleias de frutas que tem apenas no cerrado: araticum, araçá, buriti, cagaita, gabiroba, jatobá, jenipapo, mangaba, mama-cadela, murici e pequi. Foi um sucesso”, contou.

Atualmente a empresa atua com geleias gourmets, geleias do cerrado, geleias de frutas tradicionais, antepastos, molhos doces e castanha de baru. “Os produtos podem ser embalados e personalizados para brindes empresariais ou de eventos. Gosto de fazer produtos com sabores inusitados. Quanto mais diferente, mais me realizo”, destacou.

Alaide Mendonça confessou que as criações surgem de forma espontânea e outras por pedido de clientes. “Já teve vez de eu provar um chá e pensar como seria em geleia”, contou.

egundo ela, o produto só vai pra prateleira se a agradar. A geleia com mais procura é a de hortelã. Já o  produto mais barato da empresa custa R$ 5,50, e o antepasto (conserva de vegetais em pasta) mais caro, R$ 25.

O público, segundo a empresária, é formado por consumidores que gostam de produtos gourmets e de experimentar novos sabores. “A empresa atua em vários canais de comercialização, como distribuidores, lojas gourmets e turísticas, restaurantes e buffets. Ainda vendemos no show room de fábrica, na loja virtual e em feiras e eventos”, explicou.

Novos planos
A uberlandense relembrou que o começo não foi fácil. “Para ser empresário temos que conhecer de tudo. Saber de legislação, finanças, administração, mercado, marketing, produção e gerenciamento de uma equipe. Não adianta ter um bom produto se não há conhecimento adequado de mercado. E só estamos preparados quando compreendemos que existe muitas outras atividades envolvidas no negócio”, comentou.

Mas as dificuldades enfrentadas não comprometeram a vontade de executar novos planos para o futuro. Ela quer ter uma unidade própria construída de acordo com as necessidades da empresa e dentro de um modelo sustentável. “Quero algo com sistema de reaproveitamento de água e aquecimento de água e geração de energia através de equipamentos solares. Um pomar de frutas do cerrado e a formação de mudas a partir das sementes das frutas utilizadas também está entre meus desejos”, revelou.

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