Vida nas águas férreas

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“Guia de Identificação de Peixes” apresenta detalhes e curiosidades de espécies que povoam os rios da região centro-sul de Minas

Nos sete mil quilômetros quadrados que compõem a região do Quadrilátero Ferrífero, no centro-sul de Minas, é pungente não só o minério de ferro, mas também  os rios e matas delineadas pelos campos rupestres e sua variada fauna. Entre esses animais, peixes que vivem em cursos d’água da região e que, muitas vezes, sequer tinham denominação científica, o que dificultava planos de conservação e manejo.

Nos sete mil quilômetros quadrados que compõem a região do Quadrilátero Ferrífero, no centro-sul de Minas, é pungente não só o minério de ferro, mas também  os rios e matas delineadas pelos campos rupestres e sua variada fauna. Entre esses animais, peixes que vivem em cursos d’água da região e que, muitas vezes, sequer tinham denominação científica, o que dificultava planos de conservação e manejo.

Preocupados com essa questão, os pesquisadores Fábio Vieira, João Gomes, Bruno Maia e Luiz Silva analisaram, durante três anos, a ictiofauna do Quadrilátero e buscaram descrever, com riqueza de detalhes, as características dos peixes encontrados nessa área. As informações agora estão reunidas no livro digital “Peixes do Quadrilátero Ferrífero – Guia de Identificação”. A obra inédita foi lançada em junho, no Memorial Vale, em Belo Horizonte, reunindo representantes do governo estadual, de empresas privadas e instituições não governamentais.

Com a coordenação da Fundação Biodiversitas e o patrocínio da Vale, o guia retrata 93 espécies. São divididas por ordem taxonômica e trazem nome popular e científico, regiões de origem, tipo de reprodução, alimentação, status e estratégias de conservação, além de fotografias e ilustrações extremamente detalhadas. “Graças à pesquisa foi possível também descobrir sete novas espécies de peixes”, comemora Fábio Vieira.

Entre as espécies apresentadas estão pacu, canivete, sairú, curimatá, timburé, piau-vermelho e dezenas de outras que vivem em rios como o das Velhas e Paraopebas, além de conglomerações do Rio Doce e um trecho da Bacia do Santo Antônio.

Durante o lançamento do livro, o diretor de Operações Ferrosos Sudeste da Vale, Antônio Padovezi, fez questão de frisar o ineditismo e a importância da obra.

 “Esse guia não pertence mais à Vale ou a Fundação Biodiversitas, mas se torna algo pertencente ao mundo, fonte de saber para os biólogos, empresas, órgãos ambientais, a comunidade de uma forma geral. Esse livro é uma entrega para a sociedade”, declarou.

Educação ambiental

Para o professor Angelo Machado, um dos fundadores da Biodiversitas e responsável pelo prefácio, o guia representa um suporte importante para a educação ambiental. “Ele está tão didático e bem ilustrado, que, tenho certeza, as crianças e jovens vão se interessar muito. Quando a gente conhece a natureza, passa a amá-la. E quem ama cuida! Por isso, é essencial que esse livro também seja utilizado pelas escolas.” A ideia também foi reforçada pelo presidente do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) e diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Fernando Coura (leia mais a seguir). “O Brasil precisa de mais propostas para o desenvolvimento sustentável. Torcemos para que essa publicação seja enviada a todas as escolas, para que a juventude possa conhecer as ações de preservação e manejo dos peixes que vêm sendo desenvolvidas”, salientou.

Livro: “Guia de Peixes”

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