Estados Unidos aprovam Repatha, nova injeção contra colesterol alto

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Droga é indicada para pessoas que tem ‘colesterol ruim’ alto.
Medicamento é nova alternativa às estatinas.

Reguladores dos Estados Unidos aprovaram nesta quinta-feira (27) o Repatha, a segunda droga injetável desenvolvida para o tratamento de pacientes com colesterol alto, com risco de doença cardíaca.

O Repatha, também conhecido como evolocumab, é fabricado pelo Amgen e faz parte de uma nova classe de medicamento inibidor de PCSK9, anticorpos que atuam no fígado para baixar o colesterol.

A droga foi aprovada pela Administração de Alimentos e Fármacos (FDA, na sigla em inglês) para pessoas que, por condições hereditárias, têm um alto nível de lipoproteína de baixa densidade (LDL), popularmente chamada de “colesterol ruim”, ou pessoas com artérias obstruídas, que podem vir a ter doenças cardíacas.

Níveis elevados de colesterol LDL no sangue provoca um acúmulo de placas nas artérias, aumentando o risco de doenças cardíacas, que matam aproximadamente 610.000 pessoas por ano nos Estados Unidos.

“O Repatha dá uma outra opção de tratamento a pacientes com hipercolesterolemia familiar diagnosticada ou com doença cardiovascular que não tenham conseguido reduzir o colesterol LDL com as estatinas”, disse John Jenkins, diretor do Instituto de Novas Drogas do Centro de Avaliação e Pesquisa sobre Drogas.

Redução de 60% do LDL
Um estudo sobre o Repatha mostrou que pacientes que tomaram o novo remédio por 12 semanas tiveram uma redução de 60% dos níveis de LDL, comparados a pacientes que tomaram placebo.

Os efeitos colaterais incluem infecção respiratória, gripe, dor nas costas e reações como vermelhidão, dores ou hematomas onde a injeção é dada. Alguns pacientes podem ter reações alérgicas, informou a FDA.

Um painel consultivo da FDA havia recomendado a aprovação da droga em junho.

Em julho, o mesmo órgão aprovou o Praluent (alirocumab), do Sanofi e Regeneron Pharmaceuticals.

Alternativa a medicamentos anticolesterol
Especialistas afirmam que essas novas drogas podem ser uma alternativa aos populares medicamentos anticolesterol conhecidos como estatinas (Lipitor, Crestor e outros) que não são bem aceitos por todos os pacientes.

Os dados sobre a eficácia desses novos medicamentos no que se refere à redução das doenças cardíacas e ao aumento da expectativa de vida só serão divulgados a partir de 2017.

A indústria farmacêutica diz que essas drogas podem ajudar até 11 milhões de americanos.

Analistas apontam que esses remédios podem gerar receitas anuais de até 2,5 bilhões de dólares para casa fabricante.

Teste de sangue é capaz de identificar tendências suicidas

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Um novo estudo especificou uma maneira de identificar tendências suicidas em pessoas com apenas um teste de sangue. O material foi publicado na última semana no periódico científico Molecular Psychiatry.

A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. De acordo com eles, o teste detecta biomarcadores específicos presentes no sangue das pessoas. A presença desses marcadores é capaz de indicar se aquele paciente tem risco de tendências suicidas ou não.

No artigo, os pesquisadores apontam para a importância da pesquisa. Apenas nos Estados Unidos, 40 mil pessoas cometem suicídio anualmente. O Brasil, de acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), é o oitavo país com mais números de suicídios registrados – com 11,8 mil por ano.

O objetivo dos pesquisadores era de encontrar indicadores biológicos que pudessem apontar para tendências suicidas, mesmo que os pacientes nunca houvessem indicado esse desejo.

Com os marcadores sanguíneos identificados, os pesquisadores fizeram uma segunda etapa. Uma entrevista usando um aplicativo identificava tendências ao suicídio. De acordo com os cientistas, a eficácia do teste sanguíneo foi de 92%.

Alguns pontos, no entanto, diminuem a confiança no estudo. As cobaias foram apenas do sexo masculino. Todas tinham apresentado histórico de problemas mentais – é difícil, portanto, prever a eficácia do teste na população em geral.

Chorar ajuda na sensação de bem-estar, sugere estudo

De acordo com pesquisa, corpo libera substâncias que melhoram humor

Se rir é o melhor remédio, chorar também tem seus benefícios. Uma pesquisa mostrou que pessoas que choraram enquanto assistiam um filme se sentiram melhor que aqueles que não derramaram lágrimas. As informações são do Daily Mail.

Cerca de 60 homens e mulheres participaram de uma pesquisa onde assistiram dois filmes: Sempre ao seu Lado e A Vida é Bela. Quase 60% dos voluntários choraram na primeira sessão, e 45% na segunda.

Os pesquisadores perguntaram aos participantes como se sentiram antes e após as sessões. Aqueles que não choraram com o filme disseram não se sentir diferentes, enquanto que os que derramaram lágrimas afirmaram se sentir mais tristes que antes.

No entanto, o estado de humor dos voluntários se alterou cerca de 20 minutos depois do fim do filme. As pessoas que haviam chorado relataram se sentir melhores do que antes da sessão.

O pesquisador Asmir Gracarin, da Universidade do Tilburgo, na Holanda, explicou a alteração de humor afirmando que o choro causa a liberação de endorfinas de bem-estar no cérebro, que fazem com que a pessoa se sinta melhor.

Outra explicação para as pessoas se sentirem melhor após chorarem é o esforço em querer se animar e se sentir bem quando estão tristes. “Chorar pode te ajudar a se sentir melhor”, concluiu o pesquisador.

Neurologista alerta para o aumento de casos de AVC em pacientes jovens

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Apesar do acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, ser uma doença tradicionalmente associada a pessoas mais idosas, um novo estudo publicado na revista The Lancet revelou que o AVC está afetando cada vez mais pessoas jovens.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 62 mil pessoas abaixo dos 45 anos morreram no Brasil entre os anos 2000 e 2010.  A estatística inclui adolescentes e até crianças. Em 2012, quatro mil pessoas entre 15 e 34 anos foram internadas por causa do problema no país.

“Os jovens estão expostos mais precocemente a fatores de risco como sedentarismo, pressão arterial elevada, diabetes, colesterol alto e obesidade”, explica o neurologista do Hospital do Coração (HCor), Dr. Robson Fantinato.

Para o médico, o índice de AVC em jovens está crescendo por causa do aumento da aterosclerose (doença crônica caracterizada pela formação de placas de gorduras na parede dos vasos sanguíneos). “O tratamento preventivo engloba o controle de vários fatores de risco, além da necessidade de não fumar, ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos”, alerta.

Os sintomas do AVC em jovens não diferem muito de outras faixas etárias. Os mais frequentes são a diminuição ou a perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo; alteração súbita da sensibilidade, com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular e para entender; dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente.

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como a tomografia e a ressonância magnética, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral, que podem ser de dois principais tipos: isquêmico (85% dos casos), quando há parada do sangue que chega ao cérebro, provocado pela obstrução dos vasos sanguíneos e o hemorrágico, caracterizado por sangramento dentro do tecido cerebral.

“O acidente vascular cerebral em jovens é preocupante porque decorre de alterações cardíacas, doenças hematológicas, dissecção de artérias do pescoço e, cada vez mais, do estilo de vida adotado, como o hábito alimentar irregular, o tabagismo e o consumo de drogas”, enfatiza o neurologista do HCor.

O tratamento do AVC em jovens é necessário um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia e acompanhamento psicológico, pois o jovem que sofre um AVC costuma desenvolver depressão muito facilmente.

Conceito: prédios feitos com containers são solução a áreas superpovoadas

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O último concurso idealizado pela SuperSkyCrapers, órgão dedicado à criação de competições que envolvem arquitetura e design urbano, lançou um desafio provocador a construtoras do mundo todo: como lidar com a falta de moradia em regiões superpovoadas? Mas não bastou apenas apresentar uma resposta à questão; o novo conceito arquitetônico tinha ainda de se basear no uso de containers.

O projeto teve como público-alvo os moradores da região de Dharavi Slum, em Mumbai (Índia). Segundo a CRG Architecural Consultants, empresa que ficou em terceiro lugar no concurso, uma investigação levou à descoberta de “uma solução temporária e digna seria feita e apresentada aos residentes da cidade indiana”.

E a companhia que levou o bronze não só entregou o projeto prometido como também conquistou destaque mundo afora em função, justamente, do conceito apresentado: dois edifícios, um com 400 metros e outro com 200 metros de altura, seriam construídos apenas com containers com capacidade para moradia de 5 mil pessoas. A Shekar Ganti, que ficou em primeiro lugar, investiu na ideia de se empilhar, em cada bloco habitacional, até 10 vagões de forma a dispensar grandes estruturas adicionais de apoio.

Segundo o júri responsável por atribuir a titulação aos conglomerados arquitetônicos, a adoção da proposta sugerida pela Shaker Ganti atendeu a quesitos de sustentabilidade, circulação fluida de moradores, uso econômico de energia e cadeias bem iluminadas e ventiladas. “Gostamos da configuração limpa de um projeto que poderia ser repetido e adaptado para a criação de um distrito, o que evitaria a formação de uma nova favela”, afirmaram os jurados.

Projetos conceituais

Os projetos apresentados à SuperSkyCrapers são conceituais e têm o objetivo de especular sobre soluções a problemas urbanos e discutir, também, o uso de materiais pouco convencionais na área da arquitetura. Debates deste tipo mostram-se urgentes, pois, conforme mencionado pela CRG, 6/10 das áreas superpovoadas vão estar localizadas sobre as grandes cidades até o ano de 2030.

Vacina universal contra a gripe está mais perto de ser desenvolvida

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Como vírus da gripe muda a cada ano, vacina atual tem que se adaptar.
Pesquisadores testaram vacina universal em ratos, furões e macacos.

O vírus da gripe muda a cada ano e a vacina deve, portanto, se adaptar, mas dois estudos importantes publicados nesta segunda-feira (24) podem acelerar o desenvolvimento de uma vacina antigripal universal.

Verdadeiro “Graal” da pesquisa sobre o vírus Influenza, o desenvolvimento de uma única vacina que proteja contra todas as cepas do vírus da gripe, está sendo estudado há muitos anos, mas nenhuma vacina foi até agora testada em humanos.

Dois estudos distintos, publicados na revista científica britânica “Nature” e na americana “Science”, relatam ter demonstrado “a prova de conceito” de vacina universal em ratos, furões e macacos, um resultado muito bem recebido por vários especialistas que enfatizam, no entanto, que uma chegada nas farmácias da nova vacina não é para amanhã.

As duas equipes de pesquisadores concentraram sua pesquisa sobre a parte do vírus que é o principal alvo dos anticorpos: a hemaglutinina. Esta proteína, presente na superfície do vírus da gripe, permite a sua fixação às células do corpo.

No estudo publicado na revista “Nature”, os pesquisadores do Instituto Americano de Alergia e Doenças Infecciosas indicam que testaram com sucesso as suas vacinas em ratos e furões, animais que apresentam os mesmos sintomas que os seres humanos.

As vacinas tradicionais contra a gripe utilizam vírus inativos (injetáveis) ou atenuados (spray nasal) e, portanto, devem ser atualizadas a cada ano com base nas cepas circulantes no outro hemisfério.

Vírus que evoluem
Os vírus da gripe evoluem constantemente, graças a fenômenos de deriva antigênica (mutações genéticas que levam a pequenas modificações) e quebras (que causam alterações maiores).

Mas em vez de atacar a cabeça da hemaglutinina, em constante mutação, os estudiosos se concentraram no tronco desta proteína, muito mais estável.

Ao ligar esta base proveniente de um vírus A (H1N1) a nanopartículas e combinando-a com um adjuvante, eles conseguiram imunizar camundongos e furões antes de injetar neles doses letais do vírus A (H5N1).

Embora a vacinação não tenha conseguido neutralizar completamente o vírus H5N1, ela protegeu totalmente os ratos e parcialmente os furões.

“Esta descoberta é um passo importante para o desenvolvimento de uma vacina universal contra a gripe”, indicou à AFP Gary Nabel, responsável pelo estudo, que acredita que os componentes da vacina não devem inicialmente substituir as vacinas tradicionais, mas apenas “completá-las”.

Resposta imunológica ampla e protetora
Em outro estudo publicado na revista “Science”, um grupo de pesquisadores liderados por Antoinette Impagliazzo do Instituto de Vacinas Crucell, um Instituto de Pesquisas do laboratório Janssen, relatou ter testado uma vacina que confere proteção completa para ratos e uma resposta imunológica considerável em macacos.

Eles também trabalham com base na hemaglutinina, esforçando-se para encontrar configurações capazes de se ligar aos anticorpos monoclonais de amplo espectro, atingindo várias cepas virais.

“O candidato final, chamado mini-HA, tem demonstrado uma capacidade única de induzir uma resposta imunológica ampla e protetora em camundongos e primatas não humanos”, ressaltam os pesquisadores, que estimam ter avançado em direção a uma vacina universal contra a gripe.

“Este é um avanço excitante”, considerou Sarah Gilbert, professora de imunologia da Universidade de Oxford. “Mas as novas vacinas ainda deverão passar por testes clínicos para ver como funcionam em seres humanos (…), o que poderá levar vários anos”, acrescentou.

“Para uma verdadeira proteção universal, será necessário garantir a proteção conferida por outras cepas virais”, afirmou, por sua vez, Garry Lynch, um especialista australiano.

Para o professor Bruno Lina, professor de virologia em Lyon e diretor do centro de referência francês para a gripe, “esta é uma interessante linha de trabalho”.

Mas ele também observou que os ratos têm resposta imune muito diferentes do humanos e que “não se pode dizer que seremos capazes de fazer rapidamente uma vacina para proteger os seres humanos.”

Ecocapsula — uma microcasa ecológica para levar aonde quiser

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Que tal uma casa para chamar de sua que seja compacta (pra facilitar a limpeza), que gere a própria energia (para economizar na conta de luz) e que possar ser levada para qualquer lugar do mundo (qualquer mesmo)?

Se você já sonhou com uma casa assim, acredite, ela existe e se chama Ecocapsula. Projetada por jovens do estúdio Nice Architects, da Eslováquia, a microcasa oferece flexibilidade para seus ocupantes, é portátil e ‘off the grid’.

Ela tanto pode ser uma moradia permanente ou servir a outros fins, como uma estação de pesquisa independente ou uma “pousada” em áreas mais isoladas.

Você já ouviu falar sobre a curiosa Ilusão de Capgras?

A síndrome de Capgras, também chamada de delírio de Capgras ou erro de identificação ilusória, trata-se de uma rara desordem psiquiátrica, na qual o doente acredita que seus familiares, amigos, cônjuge e até mesmo os seus animais de estimação foram substituídos por sósias.

Esta condição é classificada numa categoria de crenças ilusórias, abrangendo erros na identificação de pessoas, lugares ou objetos, podendo ocorrer de forma aguda, passageira ou severa.

Foi em 1923 que foi feito o primeiro relato desta condição, por Joseph Capgras, um psiquiatra francês, e pelo médico Jean Reboul-Lachaux, que utilizaram o termo “L’illusion dês sosies” (a ilusão dos sósias) para descrever este distúrbio.

Não é conhecida a causa desta condição. Contudo, existem algumas hipóteses. De acordo com a psicanálise, esta síndrome pode ser consequente de um complexo de Édipo ou Electra (desejo sexual por um dos pais e ciúmes do outro). Indivíduos com esta síndrome devem buscar resolver a culpa que carregam em relação a essas circunstâncias, passando a identificar um de seus pais como um sósia parental.

Algumas teorias ligadas à psicodinâmica indicam que a síndrome de Capgras está ligada a sentimentos reprimidos. Entretanto, muitos estudiosos acreditam que esta desordem seja, na realidade, resultando de alguma anormalidade orgânica do cérebro, que, por sua vez, possa levar a sentimentos de desconexão que culminam na síndrome de Capgras.

Apesar de a maior parte dos pacientes com esta síndrome ser considerada um paciente psiquiátrico, mais de um terço dos mesmos apresentam sinais de traumatismo craniano. Muitos deles também apresentam epilepsia ou mal de Alzheimer.

Como esta síndrome já foi descrita em deficientes visuais, provavelmente não se trata de um problema no reconhecimento facial, com a ilusão estendo-se à voz do indivíduo. Outros estudos evidenciam que alguns pacientes acreditam piamente que a pessoa para quem estão olhando não seja quem realmente é, porém são capazes de reconhecer sua voz ao telefone.

O diagnóstico diferencial desta síndrome engloba a síndrome de Fregoli, a intermetamorfose, a síndrome de Cotard e o déjà vu.

O tratamento comumente indicado é a terapia individual para tratar os delírios. Além disso, medicamentos antipsicóticos e outros têm sido usados com relativo sucesso.

Por que a água fica com um gosto estranho do dia para a noite?

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Parece tirado das páginas de um romance de ficção científica, mas os físicos criaram um buraco de minhoca que transporta um campo magnético através do espaço.

“Este dispositivo pode transmitir o campo magnético de um ponto no espaço para outro ponto, através de um caminho que é magneticamente invisível”, disse o co-autor Jordi Prat-Camps, um doutorando em física na Universidade Autônoma de Barcelona, ​​na Espanha. “De um ponto de vista magnético, este dispositivo funciona como um buraco de minhoca, como se o campo magnético fosse transferido através de uma dimensão extra especial.”

A ideia de um buraco de minhoca vem das teorias de Albert Einstein. Em 1935, Einstein e seu colega Nathan Rosen perceberam que a teoria da relatividade geral permitia a existência de pontes que poderiam conectar dois pontos diferentes no espaço-tempo. Teoricamente, estas pontes Einstein-Rosen, ou buracos de minhoca, poderiam permitir que algo se transportasse instantaneamente entre grandes distâncias (embora os túneis sejam, em princípio, extremamente pequenos e, portanto, não comportariam um viajante do espaço). Até agora, não havia evidências de que essas estruturas existem.

O novo buraco de minhoca não é um buraco de minhoca do espaço-tempo em si, mas em vez disso, é uma realização de uma futurista “capa de invisibilidade” proposta pela primeira vez em 2007 na revista Physical Review Letters. Este tipo de buraco de minhoca esconde as ondas eletromagnéticas de vista. O problema era que necessitavam de materiais que são extremamente impraticáveis ​​e difíceis de trabalhar, disse Prat.

Buraco de minhoca magnético

Mas os cientistas descobriram que os materiais para fazer um buraco de minhoca magnético já existem, e são muito mais simples de encontrar. Em particular, os supercondutores, que podem transportar altos níveis de corrente ou partículas carregadas, expulsam linhas do campo magnético de seus interiores, essencialmente dobrando ou distorcendo essas linhas. Isto permite, essencialmente, que o campo magnético faça alguma coisa diferente do seu ambiente circundante 3D, que é o primeiro passo para a dissimulação da perturbação em campo magnético.

Assim, a equipe projetou um objeto de três camadas, que consiste em duas esferas concêntricas com um interior de cilindros em espiral. A camada interior, essencialmente, transmitia um campo magnético a partir de uma extremidade para a outra, enquanto que as outras duas camadas agiam para ocultar a existência do campo.


O cilindro interior era feito de um ferromagnético de mu-metal. Materiais ferromagnéticos apresentam a forma mais forte do magnetismo, enquanto mu-metais são altamente permeáveis ​​e são muitas vezes utilizados para proteger dispositivos eletrônicos.

Uma fina camada constituída por um material supercondutor de alta temperatura dobrou  o campo magnético que viajou através do interior.

O invólucro final foi feito de outro mu-metal, mas composto por 150 partes cortadas e colocadas para cancelar perfeitamente a curvatura do campo magnético pelo escudo supercondutor. O aparelho inteiro foi colocado em azoto líquido (supercondutores de alta temperatura exigem as baixas temperaturas de azoto líquido para funcionar).

“De um ponto de vista magnético, você tem o campo magnético do ímã desaparecendo em uma das extremidades do buraco de minhoca e aparecendo novamente no outro extremo do buraco de minhoca”, disse Prat.

Aplicações mais amplas

Não há nenhuma maneira de saber se buracos de minhoca magnéticos semelhantes espreitam no espaço, mas a tecnologia poderia ter aplicações na Terra, disse Prat. Por exemplo, máquinas de ressonância magnética (MRI) usam um ímã gigante e exigem que as pessoas fiquem em um tubo central firmemente fechado para fazer um diagnóstico por imagem.

Mas, se um dispositivo pudesse canalizar um campo magnético de um lugar para o outro, seria possível tirar fotos do corpo com o forte ímã colocado longe, liberando as pessoas do ambiente claustrofóbico de um aparelho de ressonância magnética, disse Prat. [LiveScience]