Cerveja reduz risco de infarto

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Presente para sua sexta-feirapesquisadores suecos descobriram que beber até um litro de cerveja por semana reduz em até 30% o risco de sofrer um ataque cardíaco ao longo da vida.

Para chegar à conclusão, eles acompanharam 1,5 mil mulheres ao longo de 32 anos. Durante esse período, elas relataram a quantidade de vinhocerveja e destilados que costumavam beber diariamente. E, então, os pesquisadores compararam os casos de derrame, infarto, diabetes e câncer sofridos por elas com os hábitos alcoólicos e outros fatores de risco, como estilo de vida e tabagismo.

Aí veio a surpresa: quem bebia cerveja moderadamente corria menos riscos de ter um infarto do que os abstêmios e os mais beberrões. Por outro lado, tomar vodkauísque e outras bebidas mais de duas vezes por mês aumenta em até 50% os riscos de ter algum tipo de câncer.

Ainda é cedo para recomendar cerveja como uma bebida saudável ao coração. Mas pesquisadores gregos já haviam chegado a resultados parecidos. Por precaução (e só por isso), amigos, vale tomar uma gelada nessa tarde quente.

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Tratamento faz celulas cancerígenas comerem umas às outras

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Pesquisadores do Instituto Federal Suíço de Tecnologia descobriram uma maneira de fazer células cancerígenas comerem umas às outras. 

Com uma mistura de drogas que afinam o sangue com antidepressivos tricíclicos, os cientistas constataram um processo chamado autofagia, que faz com que as células cancerígenas de um tumor no cérebro comecem a se eliminar.

A combinação dos medicamentos fez o tempo de vida de um rato de laboratório com glioblastoma, em seus primeiros estágios, dobrar. Isoladas, as drogas não apresentaram o mesmo efeito.

Os dados do estudo mostram que a dupla acelera o ritmo de autofagia, dessa forma, fazendo as células morrerem. 

“É importante ressaltar que a terapia dessa combinação não curou os ratos, mas atrasou a progressão da doença e modestamente estendeu seu tempo de vida”, escreve Douglas Hanahan, um dos autores sênior do estudo.

Os medicamentos foram dados aos ratos, com intervalos de 10 a 15 minutos entre cada um, ao longo de cinco dias. O antidepressivo foi ministrado por via oral, enquanto o afinador de sangue teve aplicação intravenosa.

O tratamento ainda está em fase embrionária de avaliação e mais pesquisas ainda precisam ser feitas.

Inédito. Homem paraplégico volta a andar graças a “tradutor cerebral”

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Uma lesão na espinal-medula impedia o americano de 26 anos de andar. Agora volta a andar sem precisar de próteses.

Um homem que é paraplégico há cinco anos conseguiu voltar a andar com as próprias pernas graças a uma equipa de investigadores da Universidade de Irvine, na Califórnia. Uma lesão na espinal medula impedia o seu cérebro de comunicar com as suas pernas, o que o deixava paralisado da cintura para baixo. Mas uma experiência pioneira ligou o seu cérebro a um computador capaz de traduzir os sinais neuronais e enviá-los directamente às pernas através de elétrodos.

De acordo com os médicos e investigadores envolvidos no processo, o caso é inédito. O processo pioneiro fazia uso de um “tradutor do cérebro” – o cérebro do homem estava ligado ao computador, que estava programado para traduzir os seus impulsos cerebrais para sinais que pudessem ser enviados e compreendidos pelas suas pernas.

O homem de 26 anos não conseguia andar desde um acidente, há cinco anos, que lhe paralisara a espinal medula. Através do sistema desenvolvido pelos investigadores, o homem conseguiu percorrer uma pista de 3,5 metros, apoiado por um andarilho e um arnês, visto que os músculos das suas pernas estavam muito enfraquecidos para suportar o seu peso após tantos anos sem uso.

O estudo, publicado na revista científica Journal of Neuroengineering and Rehabilitation, explica que o resultado final foi trabalhoso. O homem precisou de aprender a comunicar claramente os seus sinais cerebrais ao computador, e depois aprender a usar esses sinais para movimentar as pernas. O resultado final que se pode ver no vídeo foi conseguido após 20 sessões no arnês. “Mostrámos que é possível restaurar a capacidade de caminhar controlada intuitivamente pelo cérebro após uma lesão na espinal medula. É um sistema não-invasivo para a estimulação dos músculos das pernas que é prometedor”, explicou uma das principais autoras do estudo, An Do, ao jornal Guardian.

Vídeo:

Equipe apresenta supercarro com turbina e foguete para chegar a 1.600 km/h

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Veículo britânico foi criado para quebrar recorde de velocidade em pista especial na África do Sul em 2016.

Ele foi construído para alcançar mais de 1.610 km/h e bater o recorde atual de velocidade. Foram oito anos de pesquisas, design e fabricação até que o carro supersônico Bloodhound finalmente viesse a público.

Cerca de 8 mil pessoas deverão vê-lo em Londres nos próximos três dias. O carro deverá correr numa pista especialmente preparada para ele na África do Sul.

O veículo, projetado em Bristol, na Inglaterra, foi criado para quebrar o recorde estabelecido por outro carro britânico, o Thrust SSC, em 1997, de 1,228 km/h.

O painel de um lado do carro foi removido, para deixar à mostra suas partes internas. O que será exposto corresponde a 95% do Bloodhound, que ainda aguarda a instalação do sistema de foguete, um dos seus três motores, e uma série de outros acessórios.

“É incrível vê-lo assim, longe da oficina e quase pronto para correr”, disse o engenheiro-chefe, Mark Chapman.

“Não posso esperar para ver a reação das pessoas, para ver o olhar em seus rostos”.

Para chegar aos 1.610 km/h, o veículo contará com a força de uma turbina de aviões Eurofighter Typhoon, fabricado pela Rolls-Royce, e de um foguete híbrido Nammo, produzido na Noruega.

O terceiro motor é um Jaguar V8, que bombeará o foguete com substâncias comburentes (que alimentam a combustão).

Se há alguma incerteza técnica sobre o projeto, ela envolve o sistema de abastecimento e o foguete. Todos os elementos do veículo ainda precisam ser testados.

“Estamos trabalhando para ter um teste do sistema de abastecimento na Grã-Bretanha feito até o Natal deste ano, e depois iremos à Noruega. Queremos testar os foguetes em janeiro e fevereiro”, disse Chapman.

Se tudo der certo, o Bloodhound fará alguns testes em baixa velocidade no aeroporto da Cornualha, na Grã-Bretanha, usando o motor Eurofighter. Ali, o carro atingirá 320 km/h. A partir da metade de 2016, os trabalhos serão na África do Sul.

O comandante Andy Green, da Força Área britânica, será novamente o piloto. Ele dirigiu o Thrust SSC que quebrou a velocidade do som no deserto do Nevada, nos Estados Unidos, quando atingiu a velocidade de 1,227,985 km/h em 15 de outubro de 1997.

Vídeo mostra pedestre escapando de acidente incrível na Arábia Saudita

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Homem quase foi atingido por painel de vidro que desabou de prédio Apesar do susto, pedestre escapou ileso do acidente impressionante.

Um pedestre escapou por pouco de ser atingido por um vidro que caiu de um prédio na Arábia Saudita. Imagens das câmeras de segurança mostram o homem caminhando na calçada, quando um painel de vidro desabou do prédio e passou rente a seu pouco.

O homem chega a cair no chão, mas, em seguida, levanta-se e parece não acreditar no que aconteceu. A cena teria acontecido no dia 18 de agosto em Riad. Um vídeo que mostra o incidente impressionante foi postado no YouTube no dia 20 de setembro.

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Cientistas japoneses criam rim para transplante em laboratório

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Testes em porcos e ratos teriam resultado em órgãos com funcionamento normal na passagem de urina; notícia é esperança para pacientes à espera de transplante.

Cientistas no Japão anunciaram que estão mais perto de criar em laboratório rins totalmente funcionais, após testes promissores em porcos e ratos.

Em um estudo divulgado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS), a equipe de pesquisadores da Universidade Jikei, em Tóquio, explica que os órgãos, desenvolvidos a partir de células-tronco, foram transplantados para os animais e funcionaram como rins naturais no que diz respeito à passagem de urina – anteriormente, essa operação tinha sido um problema, com a pressão da urina causando inchaços.

O problema foi resolvido com a criação de mais canais para o escoamento do líquido.

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O anúncio dos cientistas japoneses representa uma esperança para as milhares de pessoas no mundo que estão na fila de espera para transplantes de rim. No Brasil, segundo diversas entidades, há pelo menos 35 mil pessoas na fila.

A técnica, desenvolvida a partir de células-tronco, ainda não foi usada em humanos

Existem no mundo outros projetos de criação de órgãos em laboratório, mas o que faz o projeto da Universidade Jikei diferente é que ele também inclui a criação de uma bexiga extra. Quando conectada ao aparelho urinário de ratos, o conjunto funcionou por pelo menos oito semanas sem problemas.

Os mesmos resultados foram obtidos nos testes com os porcos.

“Trata-se de um interessante passo adiante. Os dados relacionados aos testes com animais são fortes”, afirma Chris Mason, especialista em células-tronco da University College London.

“Mas não podemos dizer se vai funcionar em humanos. Ainda estamos anos longe disso. Mas no caso dos rins, ao menos temos terapias como a diálise, que podemos usar em pacientes enquanto crescemos rins em laboratório quando isso for possível”.

Outras técnicas sendo estudadas por cientistas incluem o “rejuvenescimento de órgãos”. Na Universidade Harvard, nos EUA, a equipe chefiada por Harald Ott desenvolveu uma técnica que “lava” o tecido de órgãos mortos e deixa um estrutura que pode ser “repopulada” com novas células. Ott e sua equipe já conseguiram desenvolver rins e pulmões com essa técnica.

Estudo conclui que sensção de “pensamento distorcido” na depressão e no transtorno bipolar é real

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Pessoas com depressão ou transtorno bipolar muitas vezes sentem que a sua capacidade de raciocínio fica “distorcida”, ou menos apurada do que antes dos sintomas começarem. Agora, pesquisadores demonstraram em um grande estudo que o efeito é realmente real – e enraizado em diferenças de atividade cerebral que aparecem em exames cerebrais avançados.

Além do mais, os resultados se somam às evidências crescentes de que essas condições se encaixam em um grande espectro de transtornos de humor, em vez de serem completamente independentes. Isso pode transformar a maneira como médicos e pacientes pensam, diagnosticam e tratam esses males.

Em um novo artigo publicado na revista “BRAIN”, pesquisadores da Faculdade de Medicina e Centro para Depressão da Universidade de Michigan (EUA) e seus colegas relataram os resultados de testes feitos com 612 mulheres, mais de dois terços das quais tinham passado por depressão séria ou transtorno bipolar. Os pesquisadores também apresentaram dados de exames cerebrais detalhados de 52 das mulheres.

O número de pacientes envolvidos é grande para este tipo de estudo de saúde mental, o que torna os resultados mais significativos.

Falta de concentração

Vistas como grupo, as mulheres com depressão ou transtorno bipolar se saíram igualmente mal em um teste no qual era necessário manter a concentração. O teste pedia que reagissem rapidamente quando certas letras brilhavam brevemente em uma tela, no meio de uma sequência aleatória de outras letras. Em comparação com o grupo sem problemas de saúde mental, os grupos com qualquer um dos diagnósticos eram visivelmente defasados neste teste padrão de controle cognitivo.

E, enquanto individualmente muitas mulheres com depressão ou bipolaridade se saíram tão bem no teste quanto as participantes saudáveis, quase todas as que fizeram o teste e ficaram entre os 5% piores resultados tinham um dos dois transtornos do humor.

Com as varreduras do cérebro, os pesquisadores descobriram que as mulheres com depressão ou transtorno bipolar tinham diferentes níveis de atividade ​​em uma determinada área do cérebro chamada córtex parietal posterior direito. Nas pacientes com depressão, a atividade nesta área era maior do que em mulheres saudáveis, enquanto que em pessoas com a doença bipolar era inferior. A área onde foram vistas as diferenças ajuda a controlar a “função executiva” – atividades como memória de trabalho, resolução de problemas e raciocínio.

Nós mostramos uma disfunção cognitiva partilhada em mulheres com transtornos de humor, que eram pronunciados em testes de controle cognitivo e mais sutis em exames”, explica Kelly Ryan, neuropsicóloga e principal autora do estudo. “Estes resultados suportam a ideia de ver transtornos de humor dimensionalmente, como uma linha contínua que vai de maior função a maior disfunção através de doenças que são mais parecidas do que distintas”, acrescenta Ryan, que atende pacientes no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Michigan.

Novas perspectivas

Este ponto de vista dos transtornos de humor é um conceito que cada vez atrai mais pesquisadores. O Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos apoia o desenvolvimento de novas formas de classificação dos transtornos, independente dos diagnósticos clínicos encontrados no guia que médicos de todo o mundo usam, chamado de Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

O objetivo desta iniciativa não é substituir este sistema de diagnóstico clínico, mas sim estender formas de compreender a neurobiologia, o desempenho e a genética das doenças, em vez de agrupar sintomas clínicos baseados na memória recente que o paciente tem e das observações médicas dos sinais de um paciente.

Os pesquisadores esperam que sua descoberta possa ajudar outros pesquisadores, que poderiam usar esses testes como uma forma de dividir os participantes para um estudo mais aprofundado – um “fenótipo intermediário” para transtornos de humor. Por exemplo, os pesquisadores poderiam se concentrar em estudar pessoas com e sem transtornos de humor clássicos dando-lhes primeiro o teste de controle cognitivo e, em seguida, usando a opção de escaneamento do cérebro apenas naqueles com mau desempenho. Isso poderia influenciar estratégias futuras de rastreio clínico, diagnóstico e tratamento. [Science Daily]