Gato-mourisco intriga visitantes de parque em Blumenau, no Vale

mourisco

O aparecimento de exemplares do gato-mourisco, predador em extinção que vive na Mata Atlântica, tem intrigado pesquisadores e visitantes do Parque São Francisco, em Blumenau, como mostrou uma reportagem exibida neste sábado (12) no RBS Notícias.

A existência da espécie na região foi descoberta no ano passado, quando um gato-mourisco morreu atropelado numa rua que corta a floresta. Há pouco mais de quatro meses, surgiu outra evidência: um gato mourisco foi filmado no Parque Nacional da Serra do Itajaí, também em Blumenau (veja o vídeo acima).

O gato-mourisco é um parente próximo do puma. Considerado um “carnívoro convicto”, só se alimenta de outros animais, como pequenos mamíferos, pássaros e até cobras, normalmente em áreas de mata fechada.

Desde a reabertura do Parque São Francisco, em março deste ano, o gato-mourisco só foi visto uma única vez, pelo que sabe. Foi o gerente Marlon Robinson de Oliveira quem avistou o felino, durante uma supervisão no parque. “Ele passou de uma trilha pra outra, parou no meio do caminho, olhou pra gente, rosnou e continuou o caminho dele”, conta o gerente.

Patas curtas e cabeça pequena

Robinson não soube dizer se tratava de macho ou fêmea, mas diz que o animal tinha um aspecto saudável. Na fase adulta, um gato-mourisco mede cerca de 70 centímetros de comprimento, fora a cauda, que pode chegar a 40 centímetros. Também tem as patas curtas e a cabeça pequena, desproporcionais ao resto do corpo.

Apesar da cara de poucos amigos, pesquisadores garantem que ele não é perigoso.

Segundo Júlio César de Souza Júnior, especialista em animais selvagens, a vida urbana é que é uma ameaça para o gato-mourisco. “Os riscos ao animal seriam atropelamento, como já aconteceu, ataque por animais domésticos, principalmente cães, e também algumas doenças que circulam nos animais domésticos que podem também comprometer a saúde do gato selvagem”, explica Souza.

Armadilhas fotográficas

A Fundação do Meio Ambiente de Blumenau informou que vai instalar “armadilhas” fotográficas no parque, como a que flagou o bicho em maio deste ano. Os equipamentos devem chegar em 60 dias.

A gente pretende instalar de quatro a cinco câmeras aqui dentro do parque, não só por causa do gato-mourisco, mas pra gente ter uma ideia se tem algum outro carnívoro e que tipo de espécie tem aqui dentro”, diz Airton Maçaneiro, diretor de educação ambiental.

“A pessoa que tiver a oportunidade de ver esse bicho ao visitar esse parque pode se sentir privilegiada”, diz Cintia Gruener, coordenadora do Projeto Carnívoros. “Eu estudo há muitos anos, freqüento as florestas da região e nunca tive o prazer de ver”.

Fundação vai instalar ‘armadilhas fotográficas’ para saber mais sobre ele.

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