Formação rochosa que parece um elefante emerge na Islândia

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Ela fica na ilha de Heimaey, no sul do país, e é resultado dos trabalhos de um vulcão

Na ilha de Heimaey, no sul da Islândia, se encontra uma formação rochosa de basalto que parece um elefante.

Localizada no arquipélago de Vestmannaeyjar, a ilha é uma das várias formadas por vulcões. Suspeita-se que Eldfell, uma das estruturas geológicas de Heimaey, seja o responsável pela formação do elefante rochoso. O vulcão é conhecido por entrar em erupção sem aviso algum, forçando os moradores da região a bombearem água fria do mar nas correntes de lava para redirecioná-la de seu porto antes de chegar às ruas e afetar as moradias dos 4500 moradores do local.

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Peste pode ter afetado humanos muito antes do que se pensava

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Bactéria que causa peste já existia 3 mil anos antes do que se pensava.
Bactéria ‘Yersinia pestis’ foi responsável por três surtos maciços.

A peste exterminou milhões de pessoas no início do século VI e através da Idade Média, mas um estudo divulgado nesta quinta-feira (22) sugere que a doença pode ter existido milhares de anos antes.

A análise de DNA de dentes humanos da Europa e da Ásia mostrou que a bactéria que causa a peste era detectável cerca de 3 mil anos antes do que documentado anteriormente.

O estudo, publicado na revista “Cell”, sugere que esta bactéria, conhecida como Yersinia pestis, era comum – embora possa ter causado um tipo ligeiramente diferente, mas ainda devastador da doença.

“Descobrimos que a linhagem Y. pestis se originou e foi difundida muito mais cedo do que se pensava, e conseguimos estreitar a janela de tempo de quando ela se desenvolveu”, disse o principal autor do estudo, Eske Willerslev, do Centro de GeoGenetics da Universidade de Copenhague.

“O estudo muda nossa visão sobre quando e como a peste influenciou populações humanas e abre novas possibilidades para o estudo da evolução das doenças”.

Três grandes surtos
A bactéria é apontada como a responsável por três surtos maciços, começando com a praga de Justiniano, que começou em 541 do período pós-cristão, e matou mais de 25 milhões de pessoas nos próximos dois séculos.

Depois disso veio a Peste Negra, que começou na China em 1334 e se espalhou ao longo das grandes rotas comerciais para a Europa – onde dizimou cerca de metade da população.

A terceira pandemia, também conhecida como Praga Moderna, surgiu na China em 1850 e matou cerca de 10 milhões de pessoas.

Até agora, os cientistas não tinham evidências moleculares diretas para esta bactéria a partir de material esquelético com mais de 1.500 anos.

A nova evidência sugere que a praga “pode ter sido responsável por grandes declínios populacionais que parecem ter ocorrido no final do quarto e início do terceiro milênio da era pré-cristã”, afirmou um pronunciamento da Universidade de Cambridge.

A mais antiga forma da praga não foi carregada por pulgas, uma adaptação que a bactéria parece ter ganho no primeiro milênio da era pré-cristã.

Versão inicial da praga
Mas a praga pré-histórica não teria causado a peste bubônica, que leva ao inchaço dos gânglios linfáticos que formam nódulos no corpo.

Em vez disso, uma versão inicial da praga provavelmente afetava os pulmões, causando “uma tosse desesperadora pouco antes da morte”, transmitida simplesmente pelo fato de respirar perto de pessoas infectadas, de acordo com a Universidade de Cambridge.

Os resultados também sugerem que doenças causadas pela praga podem ter contribuído para migrações humanas em grande escala.

“Nosso estudo muda a compreensão histórica deste patógeno humano extremamente importante e faz com que seja possível que outras supostas pragas, como a peste de Atenas e a peste Antonina, tenham sido causadas pela Y. pestis”, explicou o co-autor Simon Rasmussen, da Universidade Técnica da Dinamarca.

Os pesquisadores disseram que sua abordagem científica também poderia ser usada para lançar luz sobre outras doenças ao longo da história, mesmo usando material antigo que não apresenta sinais óbvios de doença.

Cientistas desvendam segredo das cobras para deslizar sobre o chão

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Camada de gordura ordenada nas escamas da barriga do animal serve de “colchão” e o deixa mais escorregadio.

Cientistas americanos anunciaram ter descoberto o que acreditam ser o segredo de como cobras deslizam pelo chão.

Segundo a equipe de pesquisadores da Universidade de Oregon, a evolução deu aos répteis uma concentração de “moléculas gordurosas” nas escamas da barriga, que seriam mais oleosas do que as localizadas nas costas.

As razões para o fenômeno ainda não são conhecidas, mas a revelação da estrutura molecular da superfície das escamas oferece uma nova explicação para como as cobras reduzem o atrito na parte inferior de seus corpos.

Joe Baio, engenheiro químico que coordenou o estudo das cobras, afirmou que a lubrificação ajuda as cobras de duas maneiras: facilita os movimentos e também reduz os danos à pele.

Barriga “misteriosa”
“O coeficiente de atrito para as barrigas de cobras é muito menor que o das costas, então alguma coisa está reduzindo a fricção. O problema é que, debaixo do microscópio, o formato das escamas parece idêntico”, explicou Baio à BBC, em San José, na Califórnia (EUA), durante uma conferência sobre tecnologia de materiais.

Foi justamente em uma das edições do evento que ele conheceu seu “parceiro no crime”: o zoologista Stanislav Gorb. Uma conversa inocente sobre cobras fez com que a dupla se debruçasse sobre a resolução do mistério.

De seu laboratório em Kiel, na Alemanha, Gorb enviou carregamentos de escamas para Baio. Usando instrumentos de alta precisão, o americano conseguiu enxergar diferenças no nível nanoscópico nas amostras. E descobriu o que chamou de imensas diferenças entre as escamas da barriga e das costas das cobras.

Ambas estão revestidas por uma película de gordura em sua superfície, mas nas escamas ventrais as moléculas lipídicas estavam distribuídas de maneira bem mais ordenada.

“Trata-se de algo extremamente organizado, e não de algum tipo de gordura que tenha aparecido lá por acaso. Está lá por um motivo”, afirma Baio.

Os estudos começaram com a cobra-rei californiana, mas resultados similares foram encontradas em outras espécies.

Agora, o passo é testar a hipótese. “Nosso argumento é que a química na superfície é a única diferença que conseguimos encontrar”.

Continua sendo um mistério a origem da camada lubrificante. Ela não parece gastar, então os cientistas acreditam que a gordura possa ser secretada de poros na pele das cobras ou mesmo “fixada”.

“Outra possibilidade é que algum tipo de ligação eletromagnética posicione as moléculas. Ainda não descobrimos a origem”, diz Baio.

Para Baio, seus estudos podem ter aplicação prática no campo da engenharia, mais especificamente na produção de novas tintas ou vernizes que protejam superfícies.

“Você pode produzir superfícies escorregadias imitando o que acontece nas escamas das cobras”.

Estudo usa braço de cadáver para testar se mão evoluiu para dar socos

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Hipótese é que mão humana evoluiu para poder dar socos sem se fraturar.
Em pesquisa, braços de homens mortos bateram em halteres acolchoados.

Para testar se o formato da mão humana – com palmas menores e dedos mais longos e fortes em comparação a outros primatas – evoluiu dessa forma para permitir que os homens dessem socos uns nos outros, cientistas usaram um método peculiar. Fizeram braços de cadáveres dar socos e tapas em um halteres acolchoado.

Atualmente, acredita-se que a mão humana tenha evoluído de forma a permitir uma maior destreza para manipular objetos e executar atividades. O grupo liderado pelo pesquisador David Carrier, da Universidade de Utah, sugere que a evolução também se deu para proteger os ossos da mão de fraturas durante uma briga.

“Sugerimos que as proporções da mão, que permitem a formação de um punho, pode nos dizer algo importante sobre nossa história evolucionária e quem nós somos enquanto espécie”, diz Carrier. “Se nossa anatomia é adaptada para brigar, precisamos saber que sempre seremos assombrados pelas emoções básicas e comportamentos reflexivos que com frequência não fazem sentido – e são muito perigosos – no mundo moderno.”

Experimento
Para testar a hipótese, os pesquisadores criaram um experimento para verificar se um punho cerrado é capaz de proteger os ossos do metacarpo (palma das mãos) de se fraturarem durante uma briga, ao reduzir o nível de impacto durante a batida.

Os cientistas adquiriram, então, nove braços de cadáveres de homens para fazer o experimento. Eles vieram tanto do programa de doação de corpos da universidade como de uma empresa privada, mas só oito puderam ser usados porque um deles tinha artrite.

Eles testaram o efeito do impacto dessas mãos contra um halteres acolchoado em casos de socos e tapas. Os resutlados mostram que humanos podem bater com 55% mais força com um punho fechado do que com um punho semi-fechado. Em comparação a um tapa com a mão aberta, o punho fechado pode ter até duas vezes mais força.

A equipe de pesquisa sugere que os resultados mostram que a evolução da mão humana não apenas permitiu uma maior destreza manual, mas também tornou possível usar a mão para dar socos durante uma briga.

Mulher que perdeu marido com Parkinson desenvolve capacidade de «cheirar» a doença

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O marido de Joy Milne, Les, morreu em Junho, aos 65 anos. Trabalhava como anestesista antes de ser diagnosticado com a doença de Parkinson, aos 45 anos. Mas antes do diagnóstico, Joy notou que algo havia mudado no seu marido – seis anos antes, para ser mais preciso.

«O cheiro dele mudou. Não foi de repente, foi muito subtil – ficou com um cheiro almiscarado.»

Joy só relacionou este odor à doença após começar a frequentar a instituição de caridade Parkinson’s UK e conhecer pessoas com o mesmo cheiro característico.

Por um acaso total, mencionou isso enquanto conversava com invetsigadores. Eles ficaram intrigados – até hoje, não existe um exame preciso para diagnosticar a doença de Parkinson.

A Universidade de Edimburgo decidiu testá-la – e ela foi muito precisa.

Tilo Kunath, cientista associado da Parkinson’s UK na escola de ciências biológicas da universidade, foi um dos primeiros a conversar com Joy.

«A primeira vez que testamos Joy, usamos seis pessoas com Parkinson e seis sem. Todas usaram camisas brancas durante um dia, que depois foram dobradas e empacotadas. A tarefa dela era dizer quem tinha Parkinson e quem não tinha», conta.

«Ela acertou 11 de 12. Ficamos muito impressionados.»

Segundo ele, Joy acertou todos os com Parkinson, mas insistiu que uma das pessoas do grupo de controlo também tinha a doença.

«Mas era o grupo de controlo, e por isso não tinha Parkinson. Segundo ele, a pessoa em questão não tinha Parkinson», diz.

Mas os investigadores foram surpreendidos meses depois.

«Oito meses depois, ele informou que havia sido diagnosticado com a doença. Por isso Joy não estava certa apenas em 11, ela acertou os 12.»

«Isso impressionou-nos muito e fomos investigar o fenómeno.»

Pesquisadores acreditam que mudanças na pele de pessoas com Parkinson produzem um odor específico.

E agora esperam encontrar a «assinatura molecular» responsável pelo cheiro e depois desenvolver um teste simples para recolher amostras passando um cotonete na testa da pessoa.

Agora, a ONG Parkinson’s UK está a financiar uma investigação em Manchester, Edimburgo e Londres para estudar cerca de 200 pessoas com e sem Parkinson.

Um teste simples para Parkinson poderia ter um grande impacto, segundo Katherine Crawford, directora na Escócia do Parkinson’s UK.

«Este estudo tem o potencial de transformar a vida de pessoas que têm Parkinson», disse.

«É uma doença incrivelmente difícil de diagnosticar. Na prática, ainda a diagnosticamos da mesma forma que o doutor James Parkinson fazia em 1817, ou seja, observando as pessoas e os sintomas.»

«Um teste de diagnóstico poderia agilizar o processo, permitindo que as pessoas fossem ao médico, fazer um exame e sair com um diagnóstico.»

Segundo ela, isso seria «absolutamente incrível e mudaria a vida deles imediatamente».

Britânicos começam maior estudo da história sobre efeitos da aspirina no câncer

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O serviço público de saúde da Grã-Bretanha vai iniciar o maior estudo já feito para analisar se a aspirina pode prevenir o retorno do câncer em pacientes que já tiveram a doença.

Cerca de 11 mil pessoas que tiveram câncer de intestino, mama, próstata, estômago e esôfago participarão do estudo.

O estudo é financiado pelo NIHR, o setor de pesquisas do serviço público de saúde britânico, e a instituição de caridade Cancer Research UK, voltada para apoio a pacientes e pesquisas sobre o câncer.

Na pesquisa, os participantes deverão tomar um comprimido por dia durante cinco anos.

Depois, os pesquisadores vão comparar grupos de pacientes tomando doses diferentes de aspirina com as pessoas que consumirão apenas um placebo, e checar se ocorre reincidência da doença.

Ao longo de 12 anos, o estudo será realizado em cem centros de saúde espalhados pela Grã-Bretanha e deve envolver pacientes que estão ou estiveram em tratamento para câncer em estágio inicial.

“Esta pesquisa é particularmente animadora porque cânceres reincidentes são, com frequência, difíceis de tratar. Então encontrar uma forma barata e eficaz para evitar isso pode ser decisivo para os pacientes”, disse Fiona Reddington, médica da Cancer Research UK.

Cientistas alertam que a aspirina não é adequada para todos os pacientes e não deve ser usada sem receita médica.

Tomar o medicamento todos os dias pode provocar efeitos colaterais, como úlceras e sangramento no estômago e até no cérebro.

No entanto, algumas pessoas com problemas cardíacos já tomam doses baixas e diárias de aspirina como parte de seu tratamento.

Prova clara

Tem ocorrido, nos últimos anos, um grande debate a respeito das possíveis propriedades da aspirina no combate ao câncer.

“Há algumas pesquisas interessantes que sugerem que a aspirina pode retardar ou evitar o retorno do câncer em estágio inicial, mas ainda não houve um teste aleatório para fornecer a prova clara. Este teste visa responder esta questão de uma vez por todas”, disse Ruth Langley, líder da pesquisa.

“Se descobrirmos que a aspirina impede o retorno desses cânceres, é algo que poderá mudar o tratamento no futuro – fornecendo uma opção barata e simples para ajudar a impedir a reincidência do câncer e ajudando mais pessoas a sobreviver.”

Alex King, uma britânica de 51 anos, foi diagnosticada com câncer de mama em dezembro de 2009 e recebeu os resultados dos exames confirmando que ela está, agora, livre da doença.

“Ter câncer foi uma das experiências mais difíceis de minha vida. Qualquer oportunidade de reduzir a chance de o câncer voltar é incrivelmente importante para que os pacientes fiquem mais tranquilos”, disse.

Designer cria cadeira de rodas elétrica que se move a 20km/h

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A cadeira ainda possui o recurso hands free, que permite os usuários fazerem outras atividades enquanto se movem

Imagine uma cadeira de rodas que não precise das mãos para ser empurrada e chegue a 20km por hora? É o que promete a Ogo, criada na Nova Zelândia pelo engenheiro Kevin Halsall.

O designer se envolveu na criação da cadeira após seu melhor amigo Marcus Thompson sofrer um acidente e ficar paraplégico. A cadeira foi desenvolvida ao longo de quatro anos e hoje concorre a prêmios de inovação e está em processo de ser comercializada.

O recurso “hands free” permite que o usuário mantenha uma vida ainda mais ativa e facilita a prática esportes e faça outras tarefas enquanto se move.