Cientistas já conseguem mover objetos sem tocá-los

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É uma clássica cena de ficção científica: uma grande nave se aproxima de uma menor, a captura em um espécie de raio de tração e a puxa para dentro de si.

Agora imagine trazer essa tecnologia para a vida real, mas em vez de mover naves espaciais intrometidas, raios de tração terrestres moveriam objetos, realizariam montagens, microcirurgias ou levariam remédios diretamente para a parte do corpo que precisa deles. Você pode não ter que imaginar essas coisas por muito tempo: uma equipe de pesquisa britânica está dando os primeiros passos para o desenvolvimento de raios de tração de pequena escala, usando ondas sonoras de alta amplitude para criar campos de força invisíveis que podem se ajustar em tempo real.

Paciência

Os experimentos levaram meses para começar a funcionar. “Quando as coisas não funcionavam, era da forma mais desanimadora que você pode pensar”, afirma Bruce Drinkwater, professor de ultrassom na Universidade de Bristol, na Inglaterra. “Imagine soltar repetidamente pequenas esferas de poliestireno e vê-las simplesmente cair, ou disparar na direção errada. Assim, quando finalmente funcionou, nós ficamos sem saber o que dizer”, conta.

A pesquisa foi uma colaboração entre as universidades de Bristol e Sussex, e a Ultrahaptics, uma empresa de desenvolvimento de tecnologia que usa ondas sonoras para criar uma sensação virtual de toque.

A equipe montou uma série de 64 alto-falantes em miniatura, cada um emitindo som além do alcance do ouvido humano, para criar um holograma acústico que poderia cercar objetos e mantê-los no lugar. Ao alterar a saída dos alto-falantes, eles poderiam configurar vários campos de força acústicos que funcionam como dedos ou gaiolas, e então usá-los para manipular os objetos.

Aplicações revolucionárias

O método não funciona no vácuo do espaço onde o som não pode viajar, mas eles têm muitas ideias sobre onde ir em seguida. Drinkwater afirmou que eles estão trabalhando para miniaturizar o sistema, tornando-o capaz de trabalhar com partículas extremamente pequenas.

“Temos em mente células e micro-cápsulas de retenção de medicamentos”, explica. “Se pudéssemos manipular medicamentos dentro do corpo, por exemplo, para levá-los diretamente para tumores, isso seria extremamente importante”.

As ondas poderiam, teoricamente, ser usadas para manipular os coágulos de sangue, pedras nos rins, instrumentos de microcirurgia ou mover células dentro do corpo sem incisões, aponta Asier Marzo, estudante de PhD da Universidade Pública de Navarra, na Espanha. Ele também vê viabilidade para a tecnologia no espaço, como controlar objetos flutuantes
em ambientes de gravidade zero.

“A possibilidade de segurar e manipular objetos à distância e sem contato físico é intrinsecamente emocionante”, empolga-se. “Pode ser algo mundano, como levitar o controle remoto da mesa até sua mão, ou algo incrivelmente sofisticado, como monitores tangíveis compostos por milhões de partículas levitando que agiriam como pixels – ou até mesmo rearranjar asteróides ou construir coisas átomo por átomo”. [Discover Magazine]

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