Honestidade varia significantemente entre países, aponta pesquisa

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Estudo feito em 15 nações mostrou que chineses são os mais desonestos e britânicos os mais verdadeiros; brasileiros estão no meio da tabela

Um estudo feito pela Universidade de East Anglia, na Inglaterra, resolveu medir o nível de honestidade em 15 países, e compará-los entre si. Cerca de 1500 residentes de Brasil, China, Grécia, Japão, Rússia, Suíça, Turquia, Estados Unidos, Argentina, Dinamarca, Reino Unido, Índia, Portugal, África do Sul, e Coréia do Sul, foram submetidos a dois testes: um de “cara ou coroa” e um quiz sobre música.

Primeiramente, os voluntários foram convidados a lançar uma moeda para cima e indicar se deu “cara” ou “coroa”. Antes do experimento, os participantes já estavam avisados que, caso o resultado fosse “cara”, ganhariam US$ 3 ou US$ 5. Um percentual maior do que 50% foi considerado como sinal de  trapaça.

Em seguida, os mesmos participantes tiveram que responder seis perguntas sobre música, Não era permitido procurar as respostas na internet e, antes de passar para a próxima questão era preciso assinalar um campo caso tivessem apelado ao Google. Se acertassem tudo, também seriam recompensados financeiramente. Propositalmente, os autores do estudo escolheram três questões extremamente difíceis e considerariam trapaça caso algum participante acertasse mais de uma informação complicada.

Após os testes, os pesquisadores constataram que os níveis de malandragem variaram significativamente entre eles. Por exemplo, a desonestidade estimada no “cara ou coroa” alternou de 3,4%  no Reino Unido para 70 % na China. Já no quiz, os japoneses foram os mais honestos, seguidos pelos britânicos. Os turcos foram os menos verdadeiros.

O trabalho científico também revelou que, embora a posição dos países tenha variado em ambos os testes, Brasil, Rússia e Argentina, mantiveram a quinta, sexta e sétima posição, respectivamente.

Os participantes ainda foram convidados a prever o nível médio de honestidade de outros países, adivinhando o percentual de “caras” que sairiam no teste da moeda. Os resultados mostraram que o preconceito a respeito de outros povos estava errado.

As pessoas esperavam que os gregos seriam os menos honestos, mas, na hora da moedinha, foram os mais verdadeiros, enquanto garantiram lugar no meio do ranking no quiz.

ainda de acordo com a pesquisa, países de background cultural protestante são mais honestos (mesmo que esta diferença não se reflita tanto entre a população nos dias de hoje), e a média de desonestidade tem forte relação com um pib maior no passado e menor em tempos atuais.

“a relação entre honestidade e crescimento econômico tem sido mais fraca ao longo dos últimos 60 anos, e há pouca evidência de uma ligação entre o crescimento atual e honestidade”, disse o dr. hugh-jones, autor do estudo, ao site da universidade.

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