Ártico está esquentando duas vezes mais rápido que o resto do planeta

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Em 2015, os satélites registraram a quarta menor extensão de gelo no Ártico durante o verão

2015 ficará marcado como um ano quente em todo o planeta. A expectativa é de que seja pelo menos 1ºC mais quente do que o comum, graças aos efeitos de um El Niño forte e das mudanças climáticas provocadas pela atividade humana. Mas nenhuma região está sofrendo tanto quanto o Ártico. Segundo análise publicada nesta terça-feira (15), o Ártico está mais quente, está perdendo gelo rapidamente e isso está modificando todo o ecossistema da região.

“O Ártico está aquecendo duas vezes mais rapidamente do que outras partes do planeta, com ramificações para a segurança global, clima, política e comércio”, disse o pesquisador Rick Spinrad, da NOAA, a agência de oceanos dos EUA, em nota divulgada à imprensa. Segundo a análise, feita pela própria NOAA, o Ártico registrou uma média de temperatura 3ºC mais quente do que o início do século XX e 1,3ºC mais quente que a média dos últimos 30 anos.

Aumento de temperatura no Ártico, comparado com média dos últimos 30 anos (Foto: NOAA)Aumento de temperatura no Ártico, comparado com média dos últimos 30 anos (em azul), e o aumento de temperatura global (em cinza). Nos últimos anos, temperatura do Ártico está aquecendo mais do que a média do planeta (Foto: NOAA)

O resultado desse aumento de temperatura é o derretimento do gelo. Em 2015, os satélites registraram a quarta menor extenção de gelo no Ártico durante o verão. O Ártico perde gelo todo o verão, o que é normal. O que não é normal é a quantidade de gelo e a velocidade que isso está acontecendo, o que só pode ser explicado pelas mudanças climáticas. Para piorar, a região não está recuperando todo esse gelo no inverno. Segundo os satélites, a cobertura de gelo máxima registrada no inverno foi a menor já registrada desde o início das medições, em 1979.

Outra preocupação é com a geleira da Groenlândia. Se essa geleira derreter, estima-se que ela pode aumentar o nível do mar em 7 metros – o que deixaria a maioria das cidades costeiras debaixo d’água. Segundo a NOAA, a geleira derreteu entre 30 e 40 dias a mais do que o normal.

O relatório também falou sobre o impacto na vida selvagem do Ártico causado por essa mudança de temperatura. Uma delas é a redução de espécies de peixes mais acostumadas com o clima frio, dando lugar a espécies mais comuns no Atlântico. A mudança mais drástica relacionada na análise é a que estuda as morsas. Segundo a NOAA, o declínio do gelo praticamente acaba com o habitat das morsas, que buscam refúgio em terra. O resultado é uma superconcentração de animais em pedaços pequenos de terra, com maior dificuldade de encontrar alimentos.

Um resumo dos dados pode ser vistos em um vídeo publicado pela NOAA, em inglês. Confira

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