4 descobertas inusitadas da ciência sobre a morte

size_810_16_9_morte

A ciência ainda não descobriu como driblar a morte, mas já sabe algumas coisas interessantes sobre o assunto.

Você sabia que, por exemplo, que é falsa a afirmação de que pelos e unhas continuam a crescer em cadáveres? Esse e outros três fatos sobre a morte, calcados por pesquisas científicas, podem ser vistos na lista abaixo.

Carne humana em decomposição tem cheiro “doce”

O cheiro da morte consiste em mais de 400 compostos orgânicos voláteis. Eles são produzidos pela ação das bactérias, que transformam os tecidos do corpo em gases e sais.

Seres humanos e outros animais compartilham vários desses compostos. No entanto, um estudo feito por cientistas da Universidade de Leuven, na Bélgica, revelou que cinco ésteres orgânicos (compostos que reagem com a água para produzir álcoois e ácidos) são exclusivos dos seres humanos.

Esses cinco compostos também são produzidos por frutas, particularmente quando elas apodrecem. Por isso, cadáveres humanos desprendem um odor adocicado, que o neurobiologista Moheb Costandi afirma ser “imediatamente reconhecível e difícil de esquecer”, em um artigo.

Unhas e pelos não continuam a crescer

Você, provavelmente, já ouviu falar que as unhas e os pelos das pessoas continuam a crescer depois da morte. Essa informação é falsa, pois apenas o folículo do pelo e a matriz da unha continuam vivas após a morte da pessoa – e essas partes exigem regulação hormonal e o fornecimento de proteínas e óleos para a produção de pelos e unhas.

Na realidade, o que acontece é que devido à desidratação do corpo após a morte, a pele ao redor da unha se retrai. Isso faz com que ela pareça mais longa do que é.

A explicação do “crescimento” do pelo também é simples: a pele do queixo de uma pessoa morta também resseca, fazendo com que ele fique afundado e os pelos da face pareçam mais proeminentes.

O medo da morte diminui com a idade

Pesquisadores norte-americanos descobriram que pessoas entre 60 e 70 anos expressam menos medo de morrer do que adultos entre 40 e 50 anos. De acordo com o estudo, os indivíduos do segundo grupo são mais amedrontados pela morte devido, principalmente, à crise de meia-idade. Além disso, acontecimentos biográficos e históricos também podem afetar a opinião de cada pessoa sobre a morte.

Outro estudo feito nos Estados Unidos com mais de 340 mil pessoas descobriu que o medo da morte começa na meia-idade e diminui a partir dos 60 anos. Jovens de 20 anos, segundo a análise, também relatam baixa angústia com relação à morte.

Pensar sobre a morte torna você preconceituoso

Uma metanálise feita com mais de 200 estudos realizados ao longo de 25 anos revelou que pensar sobre a morte torna as pessoas mais preconceituosas.

Os resultados sugerem que indivíduos com pensamentos mórbidos são mais tolerantes com racistas, mais severos com prostitutas, menos favoráveis aos direitos LGBT e ainda menos dispostos a consumir produtos estrangeiros.

Contudo, pensar sobre a morte também faz os indivíduos terem vontade de ter filhos e nomeá-los com seus próprios nomes. Isso significa que as pessoas querem se manter vivas simbolicamente, através de seus filhos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s