Novo tratamento contra câncer nos EUA dá esperança a pacientes terminais de leucemia

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Modificação genética de glóbulo branco teria feito 90% de doentes terminais que participaram de testes entrarem em remissão; especialistas, porém, querem análise independente de resultados.

Testes de um novo tratamento genético contra o câncer, que teoricamente “treina” o sistema imunológico do organismo a combater o tumor, apresentaram resultados extremamente animadores: 90% dos pacientes em estado terminal entraram em remissão após a terapia, de acordo com cientistas nos Estados Unidos.

Os resultados foram anunciados na segunda-feira (16), durante o encontro anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência, em Washington.

O novo tratamento consiste na modificação genética de glóbulos brancos de pacientes com leucemia. As células modificadas para combater o câncer depois são reimplantadas em seus organismos.

No entanto, os dados dos testes ainda não foram publicados ou analisados de forma independente. E acredita-se que dois pacientes tenham morrido em decorrência de uma resposta imunológica extrema de seus organismos.

Para especialistas, os resultados são animadores, mas por enquanto apenas um pequeno passo em direção a uma cura para o câncer.

Cautela
O cientista à frente do novo tratamento, Stanley Riddell, do Centro Fred Hutchinson de Pesquisas sobre o Câncer, em Seattle, disse que todos os outros tratamentos disponíveis tinham fracassado nos pacientes terminais e que eles tinham sobrevidas estimadas em dois a cinco meses.

“Os preliminares (do estudo) são sem precedentes”, disse Riddell à BBC.

A nova proposta de terapia envolveu a retirada de células do sistema imunológico de dezenas de pacientes. Conhecidas como t-cells, elas têm a função normal de destruir tecido infectado. Os cientistas modificaram geneticamente as células para que elas passassem a atacar células “doentes”.

“Os pacientes estavam realmente no fim da linha em termos de opção de tratamento, mas uma simples dose dessa terapia pôs mais de 90% desses pacientes em remissão completa – não conseguíamos mais detectar (neles) as células com leucemia”, disse Ridell à BBC.

No entanto, sete pacientes desenvolveram síndrome de liberação de citocinas – uma reposta exagerada do sistema imunológico – e precisaram de terapia intensiva. Dois morreram.

Se essas taxas podem ser aceitáveis para pacientes em estado terminal, os efeitos colaterais da nova terapia – por exemplo, a síndrome de liberação de citocinas – mostram-se bem mais fortes que o de tratamentos convencionais, como a quimioterapia e radioterapia, que funcionam na maioria dos pacientes.

Especialistas alertam também para a diferença entre doenças como a leucemia e tipos de câncer com tumores “sólidos”, como o de mama.

“Este tratamento mostrou resultados promissores no tratamento desse tipo de câncer de sangue. Na maioria dos casos, o tratamento convencional é bastante efetivo, então essa nova terapia seria para os casos raros de pacientes em que o tratamento não funcionou”, disse Alan Worlsey, pesquisador do centro britânico Cancer Research UK.

“O grande desafio agora é descobrir como fazemos esse tratamento funcionar para outros tipo de câncer”.

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Os cientistas já sabem como “apagar” memórias dolorosas

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Apagar ou alterar memórias é algo que soa definitivamente saído de ficção científica. De fato, filmes como “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” e “O Vingador do Futuro” há muito têm brincado com essa ideia.

Mas, graças a avanços na tecnologia de digitalização neurológica ao longo das últimas décadas, estamos agora mais perto do que as pessoas imaginam de tornar tal “absurdo” uma realidade.

As lembranças não são permanentes

Todos nós temos memórias ruins que são difíceis de esquecer. Elas podem continuar a nos assombrar, levando a condições como ansiedade, fobias ou distúrbios de estresse pós-traumático.

Essas lembranças podem até parecer irreversíveis, mas não são. Os cientistas têm descoberto que nossas memórias não são tão permanentes quanto pensávamos.

  • Esqueça seus problemas: pílula pode apagar memórias ruins

Na verdade, eles já conseguiram excluir, alterar e até mesmo implantar falsas memórias não apenas em animais, mas em seres humanos. E drogas que reprogramam nosso cérebro para esquecer coisas ruins já estão no horizonte.

Como excluir uma memória?

Para entender isso, é preciso compreender primeiro como as memórias se formam e são mantidas vivas em nossos cérebros.

No passado, os cientistas pensavam que as memórias eram armazenadas em um local específico, como um arquivo neurológico. Hoje, eles já perceberam que cada memória que temos é “trancada” em conexões por todo o cérebro.

  • Cientistas desenvolvem técnica para apagar a memória de humanos

Uma memória é formada quando as proteínas estimulam nossas células cerebrais a crescer e formar novas conexões, literalmente religando circuitos em nossas mentes.

Quando isso acontece, a memória é armazenada em sua mente e fica lá. Ocasionalmente, nós refletimos sobre ela ou a revisitamos.

Visitar uma memória é amolecê-la

O que muitas pessoas não percebem é que essas memórias não são estáveis. Na verdade, cada vez que revisitamos uma, ela se torna maleável de novo, e pode ficar mais forte e mais viva do que antes.

  • No futuro, você poderá apagar suas memórias ruins

Este processo é conhecido como reconsolidação, e explica por que nossas memórias às vezes mudam um pouco ao longo do tempo – por exemplo, se você caiu de sua moto, cada vez que você se lembra do assunto e fica chateado, você está reforçando as conexões entre a memória e emoções como medo e tristeza. Eventualmente, apenas o pensamento de uma moto pode ser suficiente para torná-lo aterrorizado.

Alternativamente, a maioria de nós já teve a experiência de uma memória traumática se tornar motivo de riso anos mais tarde.

O processo de reconsolidação é muito importante justamente porque é o ponto no qual os cientistas podem intervir nas nossas memórias.

Na prática

Vários estudos têm mostrado que bloquear uma substância química chamada norepinefrina – que está envolvida na resposta de luta ou fuga do nosso organismo e é responsável por desencadear sintomas como suor nas mãos e coração acelerado -, os pesquisadores podem “amortecer” memórias traumáticas, impedindo-as de ser associadas com emoções negativas.

  • Cientistas descobrem formas de apagar memórias ruins

Por exemplo, no final do ano passado, pesquisadores da Holanda conseguiram tirar o medo de aranhas de pessoas com fobia, usando um medicamento chamado propanolol para bloquear a norepinefrina.

Dois de três grupos viram uma tarântula em um frasco de vidro para acionar suas memórias de medo de aranhas, e receberam em seguida propranolol ou placebo. O terceiro grupo simplesmente recebeu propranolol. Ao longo dos próximos meses, os grupos que receberam placebo ou propranolol sem ser expostos a uma aranha não mostraram nenhuma mudança em seus níveis de medo, enquanto o grupo queacionou a memória e recebeu a droga foi capaz de tocar a tarântula dentro de dias. Em três meses, o temor tinha desaparecido.

A mesma droga também foi testada em 2007 em vítimas de um trauma. Os participantes receberam ou propranolol ou um placebo diariamente durante 10 dias, e foram convidados a descrever as suas memórias do evento traumático. Aqueles que receberam a droga não esqueceram a experiência, mas uma semana depois foram capazes de contá-la com muito menos estresse.

Nos ratos, uma técnica semelhante foi utilizada para fazer os animais “esquecerem” que um som particular era associado com um choque eléctrico, enquanto outras memórias ficaram intactas.

Questões éticas

Até agora, os pesquisadores não tentaram explicitamente excluir uma memória totalmente em seres humanos, devido às implicações éticas.

No entanto, a evidência sugere que isso é algo que seria possível, dada a combinação certa de medicamentos e exercícios de revisitação da lembrança. [ScienceAlert]

Novo teste identifica o câncer de próstata pelo cheiro da urina

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Inspirada pela capacidade dos cães de farejar tumores malignos, novo teste promete ajudar mais homens a detectar a enfermidade em estágios iniciais

Recentemente, pesquisadores anunciaram um novo teste para detectar o câncer de próstata pela urina urina. Agora, há um novo estudo que acredita ser possívelindicar a doença pelo cheiro do líquido – um método inspirado por ninguém menos que os melhores amigos do homem, os cães.

A descoberta aconteceu após uma pesquisa conduzida pela Universidade de Liverpool e Southmead Hospital evidenciar que a composição química dos resíduos corporais é afetada pelas células da próstata cancerosa.  A partir desse trabalho científico, os acadêmicos acharam uma novo forma, inspirada pela capacidade dos cachorros de farejar melanomas (um tipo de tumor maligno), de substituir o toque retal e o exame sanguíneo da dosagem de PSA pelo teste baseado no odor exalado pela urina.

Após a aquisição de amostras de urina, os pesquisadores desenvolveram algoritmos para analisar os padrões de compostos voláteis na urina. Utilizando o Odoreader, um sistema capaz de fazer a separação de compostos que podem ser vaporizados sem decomposição, eles foram capazes de detectar quais destes podem indicar câncer. O índice de precisão foi de 96%, segundo o estudo.

Os testes convencionais são invasivos e vistos como o principal motivo pelos quais os homens não visitam o médico para fazer o exame de próstata. Segundo pesquisa feita pelo Datafolha e encomendada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 77% dos entrevistados concordam totalmente que os homens não fazem exame de toque retal por machismo ou preconceito. Mas isso deve ser questão de tempo, se depender dos pesquisadores do Reino Unido.

De acordo com Raj Persad, um dos líderes do estudo, professor, e urologista do Southmead Hospital, esse resultado poderia ajudar mais homens a descobrir a enfermidade ainda em seus estágios iniciais. “Se este teste for bem sucedido em um exame médico completo, vai revolucionar o diagnóstico da doença, já que, mesmo com biópsias detalhadas, existe um risco de falha na detecção do câncer da próstata em alguns casos”.

Incrível: pesquisadores usam impressora 3D para “fabricar” orelha humana

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Todos nós sabemos que a impressão 3D pode contribuir muito para a evolução da medicina. A prova mais recente disso é um projeto impressionante tocado por cientistas do Centro Médico Wake Forest Baptist, nos Estados Unidos. A equipe conseguiu com sucesso imprimir uma orelha humana com vasos sanguíneos e cartilagens. Essa é a primeira vez que um grupo de pesquisadores conseguem emular um órgão humano com tanta perfeição.

O time utilizou um polímero biodegradável que “sobrevive” ao lado das células da orelha até que esta esteja madura o suficiente até que ela se adapte ao corpo do paciente implantado. Além disso, os pesquisadores usaram uma biotinta à base de água para manter as células vivas difundindo oxigênio e nutrientes até elas – é o líquido rosado que você vê nas imagens do inicio.

Para provar que o órgão fabricado tem total capacidade de se integrar em um ser vivo, os cientistas implantaram a orelha em um rato de laboratório. Em dois meses, ela estava em perfeitas condições, com as cartilagens e vasos sanguíneos devidamente conectados ao organismo do animal. Isso significa que, no futuro, é bem provável que nós conseguiremos imprimir partes do nosso corpo se algo der errado com eles.

Cientistas preveem que células do sistema imunológico podem ser “remédio vivo” contra o câncer

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Células-T têm potencial de memória e poderiam destruir a doença antes de ela se manifestar

Cientistas da Universidade de Milão, na Itália, acreditam que raros glóbulos brancos do sistema imunológicos, conhecidos como células-T, poderiam ser programados para parar a formação de células cancerígenas por anos. As informações são do portal de notícias britânico The Independent.

A pesquisa é parte do desenvolvimento do campo de imunoterapias contra a doença — que desenvolve tumores a partir do sistema imunológico. Os pesquisadores acreditam que esse pode ser o futuro do combate à doença.

Apelidado de “droga viva”, o tratamento se basearia em monitorar as células do corpo a partir de células tumorais cancerosas, que poderiam ser destruídas.

A professora Chiara Bonini, uma das idealizadoras da pesquisa, explica o porquê da escolha das células-T.

— As células-T são um remédio vivo e têm potencial para ficar em nosso corpo por toda a vida. A memória é a principal característica positiva dessas células.

Estudos do Inca estimam que 12,6 mil novos casos de câncer infantil vão surgir no Brasil em um ano

Ou seja, na prática, as células-T — devido ao potencial de memória — “se lembrariam” do câncer, e estariam prontas para destruí-lo antes mesmo de ele se manifestar.

O processo para o desenvolvimento de uma “vacina” envolveria encontrar essas células T e modificá-las geneticamente, a fim de atacar as células cancerosas.

A equipe por trás dos resultados analisou dez pacientes com câncer que receberam transplantes de medula óssea — infundidos com células-T rastreáveis. Depois de 14 anos, os cientistas descobriram que um pequeno número de células ainda estava circulando nos fluxos sanguíneos dos pacientes.

A pesquisa foi apresentada na reunião anual da Aaas (sigla em inglês para Associação Americana para o Avanço da Ciência). O imunologista britânico professor Daniel Davis, da Universidade de Manchester, disse que essas células-T foram descobertas pela primeira vez em 2011, e têm sido estudadas desde então para possíveis criações de vacinas e tratamentos.

— A imunoterapia tem um grande potencial para revolucionar o tratamento do câncer, e esse estudo mostra que tipos de células-T podem ser manipuladas para aumentar a longevidade. O tratamento implicaria infusões dessas células geneticamente modificadas, que forneceriam uma resposta imune duradoura contra o câncer em uma pessoa.

Animais detectam várias doenças e ‘avisam’ os pacientes

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Pombos costumam ser vistos como sujos e incômodos, mas são os mais recentes numa lista longa de animais com habilidades que podem ser úteis à saúde do homem.

Embora tenham um cérebro menor do que a ponta do seu dedo indicador, pombos possuem uma memória visual impressionante.

Provou-se recentemente que esses pássaros podem ser treinados para ser tão precisos como humanos na detecção de câncer de mama por meio de imagens.

Conheça mais três amigos peludos ou emplumados que podem ter um impacto importante na medicina.

De ratos de laboratório a ratos especialistas

Ratos são frequentemente associados à difusão de doenças, mas esse roedor de cauda longa é um farejador sensível que pode salvar vidas.

O nariz de um roedor possui até 1.000 tipos diferentes de receptores olfativos, enquanto humanos possuem apenas de 100 a 200 desses receptores. Isso dá a roedores como ratos a habilidade de farejar aromas sutis.

Na África, ratos estão sendo usados para detectar casos de tuberculose.

As habilidades de ratos gigantes africanos são estudadas na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo (Moçambique). Roedores treinados estão conseguindo detectar, em amostras humanas de muco, um cheiro específico produzido por bactérias da tuberculose.

Quando ratos identificam o cheiro, eles param e esfregam as pernas para indicar que uma amostra está infectada.

Tradicionalmente, técnicos de laboratório preparam lâminas e examinam cada amostra no microscópio. Analisar cem amostras levaria dois dias – tarefa que um rato cumpre em 20 minutos.

Esse método de detecção é acessível e não depende de equipamentos sofisticados, normalmente escassos em países com alta prevalência de tuberculose.

E é também mais preciso – os ratos são capazes de detectar mais infecções por tuberculose e, consequentemente, salvar mais vidas.

Dr. Cachorro

Os cachorros são tidos como o melhor amigo dos humanos – e ao longo dos anos provaram como podem ser habilidosos.

Recentemente, a atenção da medicina se voltou a cães que parecem ter a habilidade extraordinária de detectar quando pessoas com epilepsia estão prestes a ter uma convulsão – mesmo quando a própria pessoa não tem ideia disso.

Sally Burton começou a sofrer de epilepsia na infância, algo que afeta sua vida desde então.

“Eu nunca podia ficar sozinha”, conta ela. “Tive que estudar em casa, e fazer amigos e conhecer pessoas novas era difícil. Sentia-me muito só.”

Há 13 anos, ela ganhou Star, seu primeiro cão de alerta para convulsões.

“Ter um cachorro como esse instantaneamente tornou minha vida mais acessível”, diz Sally.

“Uma das primeiras coisas que fiz quando tinha Star foi preparar uma xícara de chá, algo que não tinha conseguido fazer em 30 anos, por causa dos riscos de ter uma convulsão ao segurar água fervente. Depois passei a ir sozinha até a cidade, também pela primeira vez.”

Não se sabe ao certo como cães podem detectar uma convulsão. Suspeita-se que mudanças mínimas nos gestos e na postura da pessoa possam alertá-los. Outra hipótese é algum tipo de indicador no olfato ou na audição.

Após a morte de Star, Sally ganhou um novo cachorro, Robbie. Como Star, ele foi treinado pela Support Dogs, uma organização de assistência social britânica.

A organização treina cães capazes de produzir sinais, como tocar permanentemente a perna de alguém, de 15 a 45 minutos antes que os donos tenham uma convulsão.

Embora haja pouca evidência científica sobre a eficácia desse método, as observações práticas de cães como Robbie mostram resultados.

“Quando estou na rua é reconfortante saber que Robbie me dará um aviso 100% confiável, cerca de 50 minutos antes de qualquer convulsão que venha a ter – o que me dá tempo para procurar um lugar seguro”, afirma.

Os segredos da baba da vaca

Seja qual for a denominação, saliva pode ser visto como algo nojento. Mas muitos animais lambem suas feridas, aplicando boas porções dessa substância para tentar evitar infecções.

A saliva no mundo animal pode ter propriedades antimicrobianas – e isso inclui a baba de vacas.

Estudos mostraram que há proteínas nos fluidos corporais das vacas, incluindo saliva e leite, que possuem características antiparasíticas.

A saliva também contém proteínas, chamadas mucinas, que podem atuar para evitar a entrada de mais bactérias em uma ferida.

Especialistas não recomendam deixar um animal lamber suas feridas, pois poderiam introduzir outras bactérias nesses locais, mas se você não gosta da ideia, o seu próprio cuspe, felizmente, também tem propriedades antibacterianas.

Anvisa aprova terceiro teste sorológico para diagnosticar zika

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Segundo fabricante, resultado sai em até 20 minutos.
Testes aprovados são de empresas do Canadá, Alemanha e Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta segunda-feira (15), a aprovação do terceiro teste sorológico para diagnosticar zika no país.

O teste aprovado é da empresa canadense Biocan Diagnostics que afirma que o produto dá o resultado em até 20 minutos. Ele é capaz de detectar dois tipos de anticorpos: IgG, que permite o diagnóstico mesmo depois que o vírus já foi eliminado do organismo, e IgM, que permite a detecção durante a fase aguda da infecção.

Outros dois produtos já tinham sido aprovados com esse fim em 3 de fevereiro: os testes da empresa alemã Euroimmun e o da empresa brasileira Quibasa Química Básica. Ambos usam a metodologia de imunofluorescência para detectar anticorpos contra os vírus da zika, da chikungunya e da dengue simultaneamente.

A Anvisa já tinha aprovado, também em 3 de fevereiro, um teste molecular desenvolvido pela Quibasa Química Básica que usa a metodologia de reação em cadeia da polimerase (PCR).

Em janeiro, o Ministério da Saúde anunciou que iniciaria, no fim de fevereiro, a distribuição das primeiras 50 mil unidades do Kit NAT Discriminatório para dengue, zika e chikungunya, capaz de dar o resultado em duas hora e desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) em conjunto com quatro unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).