Gomantong, a caverna dos horrores

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Nas profundas selvas de Bornéu, na Malásia, há uma rachadura enorme num afloramento de calcário que leva a um complexo sistema de cavernas. Entrar nas cavernas não é para os fracos. Nos interiores úmidos milhões de morcegos pendem do teto, enquanto o piso e as paredes são cobertas com baratas, besouros, ratos e outros bichos assustadores que se alimentam de fezes de morcego e swiftlets (pequenos pássaros) que caem fora de seus ninhos. As cavernas também abrigam cobras que se alimentam de ratos e baratas. O ar tem cheiro de amônia por causa dos excrementos das aves. O depósito de guano (excrementos) no chão tem 10 pés de profundidade. Há passarelas de madeira através da seção de exploração das cavernas que mantem os visitantes com segurança, acima das criaturas horríveis que andam no chão.

Localizada na Colina de Gomantong dentro de uma reserva florestal protegida pelo Departamento Florestal Sabah, as Cavernas de Gomantong são as maiores cavernas no estado de Sabah. As cavernas são mais conhecidas pelos ninhos de aves que tem sido coletados durante séculos e utilizados na preparação de uma sopa feita de ninho de pássaro. Sim, é isso mesmo!

Os swiftlets constroem seus ninhos quase inteiramente com fios tirados da sua saliva que endurece quando exposto ao ar. Sopas preparadas a partir desses ninhos são uma iguaria apreciada na culinária chinesa, devido à sua raridade, supostamente pelo seu alto valor nutricional e benefícios para a saúde. Alguns ninhos também contêm materiais estranhos tais como penas e galhos, e são conhecidos como ninhos negros. Ambos são coletados para consumo, mas a versão mais pura tem um preço mais elevado.

A coleta dos ninhos dessas aves é agora regulamentada para evitar a exploração exacerbada. Duas vezes por ano, de fevereiro a abril e julho a setembro, moradores licenciados sobem até teto das cavernas e recolhem os ninhos usando apenas escadas de vime, cordas e varas de bambu. A primeira coleta é feita no início da época de reprodução antes que os swiftlets coloquem seus ovos. As aves, em seguida, fazem um outro ninho em que eles finalmente colocam seus ovos. Depois que os ovos eclodem e os jovens swiftlets abandonam estes ninhos, a segunda coleta é feita.

A maior parte dos ninhos dos swiftlets recolhidos vão para Hong Kong, onde são usados nas sopas, bebidas, e na medicina. Os EUA é surpreendentemente o segundo maior importador do ninho dessas aves no mundo. Uma tigela de sopa de ninho em um restaurante pode custar tanto quanto $ 100 dólares. Um quilograma de ninho branco pode custar até $ 2.000 dólares.

Apesar do preço elevado, a sopa gelatinosa e dita ser quase sem sabor lembra “baunilha de banana com macarrão fibroso” – em um relato feito por quem comeu a guloseima.

Relva é utilizada para criar preservativos

superfinos e resistentes

Uma equipa de investigadores da Universidade de Queensland, na Austrália, diz ter conseguido criar um preservativo mais fino e resistente do que os convencionais, recorrendo a nanocelulose de uma erva australiana para fortalecer o latex.

Com este método, os cientistas conseguiram criar preservativos “tão finos quanto um cabelo humano,” sem perder a sua resistência. E com um pouco mais de trabalho, podem até ser ainda mais finos. 

Os cientistas utilizaram uma planta do género Spinifex, que cresce em sítios remotos da Austrália. A erva foi transformada numa polpa, e a nanocelulose extraída no processo. Estas novas fibras foram depois adicionadas ao latex, como se tratasse de uma nova camada que reforça a sua durabilidade.

“O melhor na nanocelulose é que é um aditivo flexível, por isso conseguimos criar membranas mais finas e que sejam flexíveis,” explica Darren Martin. O que significa que, adicionando estas fibras é possível utilizar menos latex no fabrico de preservativos, mantendo a sua resistência e diminuindo o custo de fabrico.

Mas os preservativos não são a sua única funcionalidade; Martin explica que em luvas de latex no ramo da cirurgia pode também ser uma vantagem: “é possível criar luvas tão fortes como as de latex mas mais finas, dando mais sensibilidade e menos fadiga aos utilizadores, como cirurgiões.”

No campo da saúde, a ser bem-sucedido, este método traz várias vantagens, já que existe ainda alguma relutância em utilizar preservativos porque não são naturais o suficiente. No entanto, continuam a ser a forma mais eficaz de combater doenças sexualmente transmissíveis.

Mais do que isso, a equipa acredita que possa ser uma oportunidade de crescimento econômico, não só para os fabricantes de latex, mas também para o cultivo desta planta. 

Imagens: Universidade de Queensland.

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