Britânico encontra rato de mais de 1 m perto de parque infantil

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O engenheiro britânico Tony Smith, de 46 anos, encontrou um rato de mais de 1 metro de comprimento enquanto trabalhava em um condomínio em Hackney Downs, leste de Londres, na Inglaterra.

A imagem de Smith segurando o enorme roedor fez sucesso nas redes sociais. Segundo a imprensa inglesa, o rato pesava mais de 12 quilos e já estava morto quando foi encontrado próximo de um parquinho infantil do condomínio.

“Tenho um gato e um terrier e o rato era maior que os dois juntos. Diria que tinha uns quatro pés (1,20 metro)”, contou Tony.

Internautas questionaram nas redes sociais o tamanho do roedor, alegando que parece grande apenas por causa da perspectiva. Consultada pelo jornal ‘The Guardian”, uma agência de notícias que entrevistou o engenheiro disse que a “perspectiva tem um papel” no tamanho do rato na foto, mas que se baseou no comprimento informado pelo engenheiro.

Conheça o Setsuna — o carro elétrico de madeira da Toyota

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Se fibra de carbono não te agrada, que tal um carro elétrico (quase) todo feito de madeira? O Setsuna é o mais recente protótipo que a Toyota vai apresentar na Semana de Design de Milão, no mês de abril.

A marca japonesa já revelou a primeira imagem do elétrico de madeira. o Setsuno é feito de vários tipos de madeira como o cedro japonês ou o vidoeiro japonês e não contém qualquer elemento em fibra de aço, plástico ou carbono.

Para moldar o corpo do carro, a equipe da Toyota adotou uma técnica de marcenaria tradicional japonêsa chamada ‘okuriari’, que não utiliza pregos ou parafusos, mas se baseia em formas côncavas e convexas para manter todos os elementos em conjunto.

O resultado é um carro de linhas fluidas, simples e clássicas, que lembram um pouco as linhas náuticas. Apenas elementos que não poderiam ser de madeira, como os braços da suspensão, foram feitos de alumínio.

Apesar de mais parecer uma bela escultura, o Setsuna funciona de verdade, mas não dá para ir longe com ele. Aparentemente, o modelo de seis baterias de chumbo-ácido tem autonomia de 25 ​​km e velocidade máxima de 45 km/h (o que para deslocamentos curtos na cidade, até pode funcionar).

Mas este também não é o objetivo da marca nipônica. Com o modelo em madeira, a Toyota quer passar a ideia de permanência e valor. Setsuna significa ‘tempo’ em japonês, ou seja, foi feito para durar. A vantagem é que a madeira “se bem conservada, pode durar várias gerações, mudando de cor e textura dependendo do ambiente em que se encontra, devido sobretudo à temperatura e humidade”, diz a empresa em comunicado.

“O Setsuna simboliza como os carros passam por uma transformação gradual ao longo dos anos, como se absorvessem as aspirações, memórias e emoções de várias gerações de uma família”, compara a empresa.

Cientistas descobrem bactéria capaz de desintegrar plástico de garrafa PET

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Microrganismo foi encontrado em usina de reciclagem de lixo no Japão.
Molécula da criatura pode ser usada para tratar problema de poluição sólida.

Cientistas japoneses anunciaram nesta quinta-feira (10) a descoberta de uma bactéria capaz de decompor completamente o polietileno tereftalato — o plástico do qual são feitas as garrafas PET, um dos problemas mais graves de poluição no planeta.

O microrganismo, que oferece uma perspectiva mais viável para tratar o acúmulo desse material no ambiente, foi encontrado em uma usina de reciclagem de lixo. A bactéria, batizada de Ideonella sakaiensis, se alimenta quase que exclusivamente de PET.

Segundo os cientistas, a descoberta é de certa maneira surpreendente, porque a bactéria aparenta ter adquirido a capacidade de degradar esse tipo de plástico em um processo que durou poucas décadas. Na escala da evolução biológica, é um piscar de olhos.

Em estudo na revista “Science”, o grupo liderado pelo biólogo Shosuke Yoshida, do Instituto de Tecnologia de Kioto, descreve como uma colônia microrganismo conseguiu degradar uma folha fina de PET em 6 semanas. Pode parecer muito tempo, mas é rápido para um tipo de plástico que leva centenas de anos para se decompor espontaneamente.

Para decompor o PET, a bactéria produz duas enzimas — moléculas biológicas que promovem reações químicas — cuja função específica é degradar esse plástico. O PET é composto por uma estrutura molecular de carbono altamente estável, que quando atacada pela bactéria se rompe em componentes menores, que podem ser incorporados ao ambiente sem problemas.

O trabalho dos cientistas japoneses envolveu a análise de 250 amostras de bactéria encontradas na usina de reciclagem. A descoberta é importante, afirmam, mas é preciso descobrir ainda meios práticos de produzir essas enzimas e usá-las em larga escala para tratar resíduos plásticos que poluem ambiente, sobretudo nos oceanos.

De um jeito ou de outro, estudos sobre a Ideonella sakaiensis devem acelerar esse processo, já que tudo o que se conhecia antes era alguns fungos capazes de decompor PET parcialmente. Usar bactérias que aniquilam totalmente o plástico para desenvolver um tratamento biológico para esse tipo de lixo deve ser bem mais fácil, dizem os cientistas.

O planeta produz hoje cerca de 50 milhões de toneladas de PET por ano, e menos de 15% do material é reciclado. O que não é contido em aterros sanitários nem incinerado acaba indo parar em rios e mares — fragmentado em pequenos pedaços — e é extremamente nocivo para criaturas aquáticas.

Incisão pioneira com células-tronco regenera olhos de crianças com catarata

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Um procedimento pioneiro feito por médicos conseguiu restaurar, a partir de células-tronco, o olho de crianças vítimas de catarata na China.

Mais da metade dos casos de cegueira são causados por catarata, quando o cristalino – a lente natural existente no globo ocular – fica opaco.

Em geral, o tratamento de catarata consiste no implante de uma lente artificial.

Já o novo procedimento, descrito na revista especializada “Nature”, ativou células-tronco no olho para desenvolver uma nova lente.

Especialistas descreveram o tratamento como um dos maiores avanços na medicina regenerativa.

Tratamentos e complicações
Cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo perderam a visão devido à catarata. A doença é comum mais entre idosos, mas afeta algumas crianças desde o nascimento.

Os tratamentos tradicionais usam ultrassom para amolecer e quebrar a lente natural deficiente. Em seguida, ela é retirada do olho. Uma lente intraocular artificial é então implantada no olho, mas esse procedimento pode resultar em complicações, principalmente em crianças.

A nova técnica desenvolvida por cientistas da Universidade Sun Yat-sen, na China, e da Universidade da Califórnia em San Diego, Estados Unidos, remove a catarata da lente interna do olho através de uma incisão minúscula e deixa a superfície exterior, chamada de cápsula da lente, intacta.

A estrutura é então forrada com as células-tronco epiteliais, que geralmente reparam os danos.

A lente de células-tronco fica atrás da pupila e focaliza a luz na retina.

Segundo os cientistas, o novo procedimento foi feito em 12 crianças depois de testes feitos em coelhos e macacos terem sido bem-sucedidos.

Em oito meses, as lentes de células-tronco já chegavam ao tamanho normal.

“Esta é a primeira vez que uma lente completa foi regenerada. As crianças passaram pela cirurgia na China e continuam muito bem, com visão normal”, disse Kang Zhang, um dos pesquisadores.

O procedimento também teve uma taxa de complicações muito menor.

Mas, de acordo com o Kang Zhang, são necessários mais testes antes que esse tratamento se transforme no padrão para tratar crianças com catarata.

Crianças e idosos
O procedimento foi testado em crianças pois suas células-tronco epiteliais da lente do olho são mais jovens e têm uma capacidade maior de regeneração do que as de idosos.

Mas a grande maioria dos casos de catarata acontece em idosos.

Zhang afirma que já começaram os testes em pacientes mais velhos e os primeiros resultados “parecem promissores”.

Para Robin Ali, do Instituto de Oftalmologia do Universidade College London, mesmo ainda estando na fase de testes, o trabalho dos cientistas chineses e americanos é “formidável”.

“Esta nova abordagem oferece uma perspectiva muito melhor de tratamento para a catarata pediátrica, porque resulta na regeneração de uma lente normal que cresce naturalmente”, afirmou.

Para Ali pode ser mais difícil conseguir resultados parecidos em adultos, mas o impacto pode ser grande.

“Pode ser superior às lentes artificiais implantadas atualmente pois as lentes naturais podem permitir que a pessoa enxergue em distâncias diferentes de forma mais eficaz”, afirmou.

“O estudo é uma das maiores conquistas no campo de medicina regenerativa até o momento. É o melhor da ciência”, disse Dusko Ilic, palestrante em ciência de células-tronco no King’s College de Londres.

Potencial
Kang Zhang acredita que usar células-troncos dos olhos tem um “grande potencial” para tratar uma grande variedade de doenças além da catarata, como degeneração macular e glaucoma.

Um outro estudo realizado pela Universidade de Osaka, no Japão, e pela Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, usou células-tronco para produzir outros tecidos do olho.

Neste estudo os cientistas conseguiram produzir uma série de tecidos oculares incluindo os que fazem parte da córnea, conjuntiva, lente e retina.

“Nosso trabalho não apenas tem potencial para o desenvolvimento de células para tratamento de outras partes do olho, mas também pode estabelecer a base para testes humanos no futuro e transplantes (…) para restaurar a função visual”, disse Andrew Quantock, um dos pesquisadores.

Vagão de trem vira restaurante e atrai motoristas em rodovia de Piedade

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Idealizado por artista plástico, projeto visa oferecer ‘viagem’ aos clientes.
Em Itu, empresário criativo inaugurou escritório imobiliário em contêiner.

Quem passa pela rodovia SP-79, em Piedade (SP), nem sempre sabe, mas o vagão Pullman da antiga Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa) estacionado na altura do km 121 retrata, além da estação de trem, uma das paixões que o artista plástico gaúcho Paulo de Andrade (1935-2008) transformou em restaurante antes de morrer há quase 20 anos.

A filha dele, a jornalista Tammy de Andrade, de 38 anos, explica que o pai, nascido em Santa Maria (RS), era um aficionado por ferrovias e para ele, adquirir o vagão foi como concretizar um sonho.

“Meu pai nasceu em Santa Maria (RS), cresceu vendo trem. Era apaixonado por eles, sempre sonhou em fazer algo com um vagão. Coincidiu de ele comprar o item em um leilão da Fepasa depois de uma longa negociação. O trem veio todo depenado. Ele fez um trabalho artístico”, afirma.

De acordo com Tammy o vagão foi instalado sobre os trilhos originais. O local fica na propriedade da família, em meio a natureza, onde é possível fazer uma verdadeira “viagem no tempo”.

Apesar de a família não ter tradição com esse tipo de comércio, é ela, os irmãos, Theo e Christiano, e a mãe, Kimiko Mizuno, quem mantiveram o negócio mesmo após a morte do patriarca da família em 2008.

O vagão possui uma decoração própria que inclui telas, ilustrações e esculturas de diversas fases do artista. “Muitos clientes são turistas da região, da capital paulista e até motoristas que estão seguindo para o Sul do País pela rodovia que dá acesso a BR-116. Queremos proporcionar momentos de lazer, além da boa comida, claro”, destaca.

Imobiliária diferente
Não são somente os restaurantes que apostam em uma infraestrutura inovadora para chamar a atenção.

O empresário do ramo imobiliário de Itu (SP) Alessandro Belon, de 41 anos, resolveu abrir uma filial do escritório em contêiner – equipamento feito de materiais como aço, alumínio ou fibra utilizado principalmente para transportar cargas – e causou alvoroço na cidade após a inauguração, em abril de 2015.

“Tinha gente que batia na porta, entrava e perguntava o que era esse lugar. Explicávamos que era uma imobiliária e eles iam embora. Nos primeiros meses isso era frequente. Ninguém entendia direito a proposta”, conta, aos risos.

Belon diz sempre ter tido vontade de abrir um negócio com essa estrutura vários anos antes. Mas não encontrava mão de obra ou equipamentos especializados para tornar o sonho, realidade. Até que, em meados de 2013, resolveu procurar alternativas para viabilizar o projeto após visitar a Europa e os Estados Unidos (EUA). “Nesses lugares há não apenas negócios, mas casas feitas de contêiner. É a coisa mais normal possível. Fui ver como eles faziam e resolvi investir na ideia”, explica.

Projeto contêiner
Em 2014, ele encontrou um escritório de arquitetura em Itu especializado nesse tipo de empreendimento. Ele então comprou a estrutura – três contêiner marítimos – e utilizou produtos ecológicos para a estrutura interna do local.

No escritório foram instalados revestimentos com MDF de vários tipos, isolantes térmicos e acústicos, fibra de vidro mineral, entre outros. À época, a obra ficou pronta em 60 dias. Hoje ele garante que faria outro em apenas 45. “Hoje já tenho conhecimento do que funciona e onde posso encontrar produtos de qualidade para a obra. Há dois anos isso não existia”, diz.

O escritório tem fiação e tubulação como em qualquer outro. A ideia, porém, fica restrita ao negócio. “Já tenho clientes que me pedem para reservar, quando eu comercializar imóveis com contêiner. Mas até agora não há condições de fazer isso”, finaliza.

Estudo mostra que felicidade extrema pode fazer mal ao coração

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Momentos de extrema felicidade podem causar um raro problema cardíaco, conhecida como síndrome de Takotsubo. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico European Heart Journal, o problema pode ser desencadeado por episódios de alegria intensa, como casamentos, nascimentos ou festas surpresa. A doença é caracterizada por uma fraqueza temporária dos músculos do coração que leva a uma deformação do ventrículo esquerdo e provoca dores no peito, perda de fôlego e, até mesmo, morte.

O novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, analisou dados dos primeiros 1.750 pacientes registrados com a síndrome, em 25 centros colaboradores, de nove países diferentes.

Os resultados mostraram que, destes, 485 pacientes padeceram da síndrome após gatilhos emocionais. Como esperado, a maioria dos casos (96%) aconteceu após eventos tristes, como a morte de um cônjuge ou filho, preocupação com uma doença e problemas de relacionamento. Mas, para surpresa dos pesquisadores, 4% deles foram desencadeados por episódios de alegria, como aniversários, casamentos, despedida surpresa, nascimentos e até mesmo uma vitória do time do paciente.

Conhecida como “síndrome do coração partido”, essa rara condição foi descrita pela primeira vez em 1990. Naquele tempo, as evidências sugeriam como causa apenas episódios de grave estresse emocional, como luto, raiva ou medo.

“Nossas descobertas sugerem que acontecimentos felizes e tristes da vida podem partilhar caminhos emocionais semelhantes. Os médicos devem estar cientes disso e também considerar que os pacientes que chegam à emergência com sinais de infarto, como dor no peito e falta de ar, depois de um acontecimento feliz podem estar sofrendo tanto quanto um paciente que passou por um evento emocional negativo”, afirmou Jelena Ghadri, coautora do estudo.

Os pesquisadores concluíram também que a síndrome é mais comum em mulheres: 95% de todos os casos da síndrome motivados por “coração partido” (ou coração feliz) foram diagnosticados em mulheres. Já a idade média dos pacientes com o problema é entre 65 e 71 anos.

Pequeno polvo parecido com fantasma é descoberto nas profundezas do oceano

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Um pequeno polvo translúcido, chamado de Cásper por lembrar o famoso fantasma, foi casualmente descoberto durante uma imersão exploratória de grande profundidade perto do Havaí, anunciaram cientistas neste sábado.

“Quando o (veículo teledirigido Deep Discover) ROV cruzava uma zona rochosa plana com sedimentos a 4.290 metros (de profundidade), encontrou um pequeno polvo sobre uma rocha lisa”, disse Michael Vecchione, funcionário da Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOA, na sigla em inglês).

“O aspecto deste animal difere de tudo o que foi publicado até agora e é a observação mais profunda já realizada por esta espécie de cefalópode”, acrescentou.

O animal foi observado durante uma missão no nordeste da ilha de Necker (Mokumanamana, arquipélago do Havaí) pelo navio Okeanos Explorer, financiado com fundos federais dos EUA para viajar ao redor do mundo desde 2008 e explorar a geologia e a vida marinha.

“Caracteriza-se por contar com uma única fila de ventosas em cada tentáculo, em vez das duas que eles costumam ter, e é particularmente extraordinário, já que não tem células de pigmento, chamados chromatophores, típicos de cefalópodes, e não parece ser muito musculoso”, disse a NOAA.

“Isso é o que dá um aspecto fantasmagórico”, disse a agência, explicando o motivo de o pequeno polvo ter recebido o nome de Cásper.

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