Cientistas criam em laboratório moscas capazes de voar com muito mais agilidade que as comuns

mosca-geneticamente-modificada

Por causa da incrível capacidade que as moscas têm de fugir de nossos ataques, chegamos a pensar que elas são mestres das performances aéreas.

No entanto, uma nova pesquisa realizada pela Royal Veterinary College, da Universidade de Londres, revelou que os insetos voadores estão longe de serem os mais ágeis quando o assunto é voar. Sendo assim, cientistas criaram diversas variações de moscas-de-fruta com formas de asas diferentes e descobriram que algumas dessas asas podem ser muito mais ágeis e manobráveis do que as que ocorrem naturalmente.

Utilizando câmeras de alta velocidade, os pesquisadores foram capazes de rastrear essas moscas e reconstruir seus voos em um simulador. De acordo com eles, os insetos com a maior agilidade no ar conseguiriam manobrar e escapar mais fácil do ataque de predadores, como as libélulas. No entanto, essas nova asas vieram acompanhadas de efeitos colaterais, como menos eficiência, já que essa nova agilidade fez com que elas queimassem muito mais energia.

De acordo com Dr. Richard Bromphrey, um especialista em biomecânica que liderou a pesquisa, esse é um exemplo clássico de troca feita pela natureza, nesse caso “agilidade versus economia de energia”. “É semelhante ao caso dos veículos, você precisa optar por um maior desempenho ou economia de combustível”, disse ele.

O cientista também afirma que esse experimento, publicado pela revista Nature, foi feito a partir de uma técnica chamada de interferência de RNA, que visou bloquear a expressão de certos genes, manipulando o desenvolvimento das asas. Sendo assim, eles foram capazes de criar moscas-de-fruta com bases mais amplas e asas mais pontudas. Utilizando os simuladores, calcularam a velocidade, aceleração e giro desses insetos. “É fantástico ser capaz de compreender o equilíbrio desse complexo sistema a partir de genes e desenvolvimento, que podem influenciar no desempenho do voo”, disse o especialista.

Segundo Dr. Robert Ray, geneticista no Instituto Francis Crick e um dos autores do estudo, utilizando a tecnologia genética para alterar a morfologia da asa, os cientistas também foram capazes de gerar formas que são evolutivamente mais acessíveis a esse organismo. “Nossa técnica gera formas de asa que poderiam surgir por seleção natural – fazendo de nossa abordagem uma poderosa e nova técnica para abordar a interação entre forma e função”, disse.

As moscas-de-frutas utilizadas para o experimento têm apenas dois objetivos em suas curtas vidas: frutas podres e reprodução. No entanto, os cientistas descobriram uma maneira de “ler” a mente desses insetos e ver como os pequenos cérebros agem quando sentem o cheiro de uma banana. Utilizando moléculas fluorescentes para marcar os neurônios das moscas, conseguiram observar como as células se comunicavam entre si.

As marcas fluorescentes continuaram a brilhar por cerca de 10 minutos até uma hora, o que significa que os pesquisadores puderam observar o que estava acontecendo na mente desses insetos por um período razoável. Sendo assim, eles visualizaram desde como seu corpo se comporta em ambientes frios e quentes até mesmo a diferença na reação olfativa quando elas estavam perto de bananas ou aroma de jasmim.

Vídeo:

[ Daily Mail ]

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