ATAR Band: brasileiros criam pulseira inteligente que funciona sem bateria

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Uma constante dor de cabeça para quem é entusiasta das tecnologias vestíveis é a questão da bateria — afinal, nada mais irritante do que ter que colocar seu relógio inteligente na tomada todas as noites, a fim de garantir que ele tenha bateria o suficiente para enfrentar o dia seguinte. Pensando nisso, a startup brasileira ATAR está prestes a lançar no mercado um produto que promete agitar a categoria: estamos falando da ATAR Band.

Trata-se de uma pulseira inteligente que vem para facilitar a sua vida na hora de realizar pagamentos presenciais: equipado com um chip NFC, o acessório funciona como um “cartão de crédito vestível” e pode transferir dinheiro para qualquer máquina de cartões que seja compatível com a tecnologia contactless (que, de acordo com estatísticas da própria companhia, já está representa 85% das maquininhas nacionais).

Ao parear a ATAR Band com seu smartphone, você pode usar um aplicativo oficial (com versões para Android e iOS) para adicionar dinheiro na sua pulseira através de boleto bancário. Uma vez munida de créditos, a smartband já pode ser usada para realizar pagamentos à vista; basta aproximá-la do terminal do vendedor e inserir sua senha. O mesmo app para dispositivos móveis emite uma notificação confirmando o gasto logo em seguida.

Pulseira deve ser usada junto com um aplicativo para Android e iOS

Uma nova forma de realizar pagamentos

O grande destaque do invento é, de fato, sua capacidade de funcionar sem uma bateria. Embora a ATAR ainda não tenha revelado o truque utilizado, podemos pressupor que o dispositivo é energizado temporariamente pelas ondas eletromagnéticas emitidas pelas antenas NFC das máquinas de cartões e também no smartphone que você usar — algo parecido com o que ocorre no Bilhete Único usado em São Paulo, por exemplo.

Queremos ajudar as pessoas a se livrarem das carteiras

A startup surgiu a partir de uma sociedade composta por três amigos empreendedores: Orlando Purim Jr., Mike Allan e Luiz Fernando Heidrich, que queriam encontrar uma forma criativa de deixar as carteiras de lado. “Queremos ajudar as pessoas a se livrarem das carteiras, cartões e moedas e melhorar a experiência de compras e pagamentos presenciais, trazendo mais rapidez, simplicidade e segurança”, afirma Orlando.

O projeto começou a ser discutido em 2014, e, ao longo de 2015, foi apresentado em uma série de eventos de inovação e empreenderismo, incluindo o aclamado TechCrunch Disrupt (que ocorre anualmente em São Francisco, nos Estados Unidos). No total, a ATAR já recebeu oito premiações e pelo menos R$ 1 milhão em aportes, graças ao seu enorme potencial de crescimento.

Mike Allan (esq.), Orlando Purim Jr. (centro) e Luiz Fernando Heidrich (dir.)

Onde eu consigo uma?

A ATAR Band começará a ser vendida no dia 18 de maio ( quarta-feira) pelo preço sugerido de R$ 299, e os interessados terão a chance de adquirir sua unidade através do site oficial da startup. A ideia é que o ecossistema da pulseira seja aprimorado com o tempo — será possível, por exemplo, adicionar dinheiro à sua conta através de débito bancário, modalidade mais ágil do que o boleto (que demora até 48 horas para ser compensado).

Em uma postagem em seu blog oficial, a companhia até mesmo explica quais são as vantagens da ATAR Band em relação ao Apple Watch para a realização de pagamentos: ela é mais acessível, à prova d’água, não precisa ser recarregada, não exige que o usuário já tenha um cartão de crédito ou débito e pode ser pareada com qualquer smartphone, e não somente com os iGadgets. E você, o que acha disso?

Vídeo:

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Aperfeiçoando a arte de ser viajante

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É estranho, mas eu descobri que tenho um senso de direção melhor do que o de muitas pessoas – quando eu viajo, não leva muito tempo até que eu descubra onde estão as coisas e logo estou andando pela cidade como se fosse um nativo. Mas eu também descobri que muitas outras pessoas não têm esse bom senso de direção, e isso pode dificultar as coisas quando essas pessoas viajam para um lugar novo.

Eu costumava pensar que talvez fosse algo que ou você nasce com isso ou não, mas agora eu tenho a convicção de que é um conjunto de habilidades que você pode aprender. Para mim, isso sempre pareceu instintivo, até que um amigo me perguntou o que eu fazia quando chegava a um lugar novo. Desde então, analisei muitas coisas que eu faço e decidi dividir essa habilidade em uma série de etapas.

Eu espero que isso ajude aqueles que se sentem perdidos.

Aqui está o que eu recomendo para toda vez que você chegar a uma nova cidade ou lugar que você não conhece bem:

Primeiro, olhe para um mapa por alguns minutos. Eu abro o Google Maps e olho para a cidade e seus principais pontos e características. Tem um rio, lago, porto ou litoral? Há um parque central grande ou vários parques centrais? Onde fica o centro? Quais são os principais bairros? Principais avenidas? Prédios famosos, tipo a Opera House de Sidney? O que fica a norte e o que fica a sul?

Ande bastante. Logo quando chego a uma cidade, gosto de andar muito por ela. Esta é a melhor maneira de conhecer uma cidade, explorar e começar a desenvolver um senso de onde ficam as coisas e como a cidade se parece. Mas continue lendo para entender como você precisa andar – não fique apenas andando sem objetivo.

Oriente-se a partir de um ponto. Eu gosto de encontrar um prédio, montanha, morro ou ponte principal que eu possa manter à vista enquanto caminho. Dessa forma, quando me virar à esquerda posso dizer: “Ah, o Empire State Building agora está ali”. Isso me ajuda a ter um ponto de referência, então eu sempre sei onde estou em relação àquele ponto. Algumas vezes tenho dois ou mais pontos de referência.

Crie um mapa mental. Esse é o segredo. Quando você olha para um mapa por alguns minutos e depois dá uma caminhada, você cria um mapa mental da cidade. No começo, ele é muito vago, mas, ao andar, você expande o mapa. Veja como as ruas estão alinhadas na realidade em comparação a como você pensava que elas estavam depois que olhou o mapa pela primeira vez.

Olha bastante para o mapa no começo, mas não dependa completamente dele. Enquanto forma seu mapa mental, tenha o hábito de olhar o mapa físico que você tiver em mãos, ou o mapa do seu celular, para que complete seu mapa mental… mas depois deixe o mapa de lado e ande sem ele. Então olhe novamente para o mapa depois de um tempo para preencher seu mapa um pouco mais. É um processo de aprender o mapa ao olhar para ele de vez em quando, mas não depender dele. Se você acompanhar o mapa o tempo todo, não confiará nem no seu próprio mapa mental.

Mantenha sua orientação enquanto anda. Quando você anda até um destino, ou até explora sem um destino, é fácil de se esquecer onde você está ou em que direção está indo. Isso não é útil. Em vez disso, se você virar à esquerda, pense: “Ah, estou indo à oeste”. E então pense onde está seu ponto de referência em relação a onde você está. Por exemplo, se eu começar indo em direção à Torre Eiffel, mas daí virar a esquerda, isso significa que a Torre Eiffel está a minha direita. Seu mapa mental deve girar um pouco também para que você agora esteja em direção sul em vez de oeste (por exemplo). Dessa forma, você deverá sempre saber qual o caminho para casa (para seu apartamento ou hotel).

Não simplesmente siga alguém ou confie em táxis – descubra você mesmo. Um dos maiores erros que muitas pessoas cometem é seguir seu parceiro, guias ou deixar taxis os levarem aos lugares. Você nunca descobrirá onde ficam as coisas. Em vez disso, descubra como chegar aos lugares por si. Sim, você cometerá erros, mas uma hora você chegará lá. Perca-se, então olhe o mapa e descubra como chegar aonde você quer ir. É a única forma.

Trabalhe continuamente em seu mapa mental e teste-o. Enquanto você anda, continue atualizando seu mapa mental. Olhe para o mapa novamente, feche-o, e teste o quão bem você conhece a cidade. É um processo constante.

Fique atento aos nomes das ruas. Eu gosto de olhar para os nomes das ruas enquanto ando. Daí eu olho para os mesmos nomes de ruas no mapa. Chegará o momento em que eu saberei quais ruas vão para leste e oeste, e quais vão para norte e sul, e em que ordem estão.

Identifique as principais ruas no seu mapa mental. Todo bairro tem suas ruas principais, com lojas e restaurantes, coisas do tipo. Descubra onde estão localizados e os coloque notoriamente em seu mapa mental. Você deverá chegar ao ponto em que vai conseguir apontar para a direção dessas ruas principais e até saber, de forma geral, quantas quadras de distância. O mesmo acontece com os parques principais, mercados e fontes hídricas como rios. E estações de metrô.

Isso pode parecer muito, mas depois de um tempo, isso tudo se torna uma segunda natureza. Navegue. Use, mas não dependa de um mapa. Ande muito, mas saiba onde você está quando anda. Forme um mapa mental e o melhore cada vez mais enquanto anda.

Eu descobri que as pessoas podem desenvolver isso com a prática, e isso também é algo que você ensina aos seus filhos quando você viaja. Deixe-os navegar até mesmo se demorar um pouco mais – é uma ótima habilidade para se aprender. Se você tem um parceiro, faça rodadas de navegação para que uma pessoa não tenha um senso de direção subdesenvolvido.

Em minha experiência, essa é uma habilidade fundamental para viajar, e torna cada viagem mais divertida quando você realmente compreende uma cidade e começa a entender como um nativo entende. Boa exploração, meus amigos.

Mel, lúpulo e outros remédios naturais que combatem bactérias – Notícias – Saúde

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O chá, a cerveja, o mel e as esponjas marinhas têm muito mais em comum do que pode parecer. Todos eles são produtos naturais que, segundo cientistas da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, têm capacidade de atacar bactérias que nos causam infecções.

O uso desses itens com esse propósito não é novo. Mas na medida em que os microorganismos aumentam a “resistência” aos antibióticos, muitos especialistas dizem ser necessário buscar formas alternativas para combatê-los.

“Grande parte do que fazemos é baseado na ciência e na nova tecnologia, mas há muito o que aprender com a história”, afirma à BBC o professor Les Baillie, da Faculdade de Farmácia e Ciências Farmacêuticas da Universidade de Cardiff.

Mas então como os remédios naturais podem nos ajudar a combater as infecções e qual é o uso deles hoje em dia?

1- Mel, antibiótico natural

Poucos remédios naturais têm um uso tradicional tão longevo como o mel.

“O mel foi foi utilizado durante milhares de anos para tratar feridas e, de fato, já é usado em hospitais para tratar pacientes com infecções quando antibióticos não são o suficiente”, explica Les Baillie.

Depois de provar centenas de mostras enviadas por apicultores de toda a região em Cardiff, a equipe descobriu um tipo de mel em uma cidade galesa chamada Twywyn com a mesma potência antibacteriana do que o famoso mel Manuka da Nova Zelândia.

De acordo com Les Baillie, a pesquisa do mel em climas mais exóticos, como na Floresta Amazônica, poderia permitir um novo enfoque na busca por “plantas exóticas que permitam curar doenças”.

2- O lúpulo da cerveja

Foi esse espírito investigador que levou o cientista James Blaxland a visitar cervejarias locais em busca de agentes antibacterianos.

Blaxland pesquisa como o lúpulo, um dos ingredientes principais da cerveja, pode ser utilizado para combater patógenos.

“O lúpulo é utilizado há centenas de anos como aditivo aromatizante da cerveja”, diz Blaxland à BBC.

“No início do século XVIII, esses lúpulos que eram adicionados à cerveja evitavam que ela azedasse, por isso as pessoas começaram a pensar que talvez eles poderiam ter efeitos antibacterianos”, completa.

“Temos avançado nos últimos cinco anos e analisamos mais de 50 mostras diferentes em todo o mundo.”

Blaxland está buscando componentes derivados possam ser efetivos na luta contra infecções fortes, como a causada pelo estafilococo, que é resistente à meticilina, ou soluções para o “grande problema” da tuberculose bovina.

3- Um chá que mata bactérias

Uma bebida muito popular principalmente entre os britânicos também possui propriedades antibacterianas: o chá.

“É até surpreendente a quantidade de gente que sabe que o chá contém compostos chamados polifenóis, que matam bactérias”, explica Les Baillie.

Em colaboração com a Universidade de Aberystwyth, os pesquisadores de Cardiff trabalharam no desenvolvimento de um chá para tratar a Clostridium Difficile (o C. Difficile), um tipo de bactéria que vive nos intestinos de muitas pessoas e que, quando cresce de forma descontrolada, pode provocar infecções.

De acordo com Les Baillie, essa bactéria é suscetível a certos polifenóis que se encontram no chá.

“Levando em conta de que se trata de uma doença intestinal e que, quando bebemos chá, ele vai para o intestino, chama a nossa atenção a possibilidade de termos um ‘super chá’ que seja suficientemente alto em polifenóis para conseguir matar a C. Difficile”, diz o cientista.

Na busca por esse “super chá”, os pesquisadores analisaram mostras de 37 plantas em todo o mundo, com a colaboração com uma empresa de chá.

“Podemos dizer que até agora o chá verde do leste do Quênia foi o mais efetivo”, explica Les Baillie.

4 – Esponjas marinhas

Outra possibilidade encontrada pelos cientistas foram as esponjas marinhas encontradas na costa galesa de Swansea, que também podem combater as bactérias.

As esponjas marinhas já foram utilizadas como produtos farmacêuticos há alguns anos.

Na década de 1950, uma espécie encontrada no Caribe foi usada como base para o medicamento contra o câncer, Cytarabine.

“Esses organismos de zonas temperadas se adaptam facilmente a condições mais difíceis. Isso significa que algumas moléculas podem obter certa vantagem competitiva”, diz Alex White, da Universidade de Cardiff.

E assim foi como as esponjas se converteram em especialistas na criação de “potentes moléculas”, que são efetivas para matar células.

“Estamos no início de nossa pesquisa, mas fomos capazes de encontrar várias moléculas anti-bacterianos e testá-las contra os agentes existentes”, afirma White.

Mas uma pesquisa mais aprofundada é necessária para verificar a eficácia destes produtos naturais, defende Les Baillie.

“Ainda que algumas receitas antigas não passem de placebos, é provável que, nesse caso, nossos antepassados tenham descoberto algo que realmente funciona.”

O chá, a cerveja, o mel e as esponjas marinhas têm muito mais em comum do que pode parecer. Todos eles são produtos naturais que, segundo cientistas da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, têm capacidade de atacar bactérias que nos causam infecções.

O uso desses itens com esse propósito não é novo. Mas na medida em que os microorganismos aumentam a “resistência” aos antibióticos, muitos especialistas dizem ser necessário buscar formas alternativas para combatê-los.

“Grande parte do que fazemos é baseado na ciência e na nova tecnologia, mas há muito o que aprender com a história”, afirma à BBC o professor Les Baillie, da Faculdade de Farmácia e Ciências Farmacêuticas da Universidade de Cardiff.

Mas então como os remédios naturais podem nos ajudar a combater as infecções e qual é o uso deles hoje em dia?

1- Mel, antibiótico natural

Poucos remédios naturais têm um uso tradicional tão longevo como o mel.

“O mel foi foi utilizado durante milhares de anos para tratar feridas e, de fato, já é usado em hospitais para tratar pacientes com infecções quando antibióticos não são o suficiente”, explica Les Baillie.

Depois de provar centenas de mostras enviadas por apicultores de toda a região em Cardiff, a equipe descobriu um tipo de mel em uma cidade galesa chamada Twywyn com a mesma potência antibacteriana do que o famoso mel Manuka da Nova Zelândia.

De acordo com Les Baillie, a pesquisa do mel em climas mais exóticos, como na Floresta Amazônica, poderia permitir um novo enfoque na busca por “plantas exóticas que permitam curar doenças”.

2- O lúpulo da cerveja

Foi esse espírito investigador que levou o cientista James Blaxland a visitar cervejarias locais em busca de agentes antibacterianos.

Blaxland pesquisa como o lúpulo, um dos ingredientes principais da cerveja, pode ser utilizado para combater patógenos.

“O lúpulo é utilizado há centenas de anos como aditivo aromatizante da cerveja”, diz Blaxland à BBC.

“No início do século XVIII, esses lúpulos que eram adicionados à cerveja evitavam que ela azedasse, por isso as pessoas começaram a pensar que talvez eles poderiam ter efeitos antibacterianos”, completa.

“Temos avançado nos últimos cinco anos e analisamos mais de 50 mostras diferentes em todo o mundo.”

Blaxland está buscando componentes derivados possam ser efetivos na luta contra infecções fortes, como a causada pelo estafilococo, que é resistente à meticilina, ou soluções para o “grande problema” da tuberculose bovina.

3- Um chá que mata bactérias

Uma bebida muito popular principalmente entre os britânicos também possui propriedades antibacterianas: o chá.

“É até surpreendente a quantidade de gente que sabe que o chá contém compostos chamados polifenóis, que matam bactérias”, explica Les Baillie.

Em colaboração com a Universidade de Aberystwyth, os pesquisadores de Cardiff trabalharam no desenvolvimento de um chá para tratar a Clostridium Difficile (o C. Difficile), um tipo de bactéria que vive nos intestinos de muitas pessoas e que, quando cresce de forma descontrolada, pode provocar infecções.

De acordo com Les Baillie, essa bactéria é suscetível a certos polifenóis que se encontram no chá.

“Levando em conta de que se trata de uma doença intestinal e que, quando bebemos chá, ele vai para o intestino, chama a nossa atenção a possibilidade de termos um ‘super chá’ que seja suficientemente alto em polifenóis para conseguir matar a C. Difficile”, diz o cientista.

Na busca por esse “super chá”, os pesquisadores analisaram mostras de 37 plantas em todo o mundo, com a colaboração com uma empresa de chá.

“Podemos dizer que até agora o chá verde do leste do Quênia foi o mais efetivo”, explica Les Baillie.

4 – Esponjas marinhas

Outra possibilidade encontrada pelos cientistas foram as esponjas marinhas encontradas na costa galesa de Swansea, que também podem combater as bactérias.

As esponjas marinhas já foram utilizadas como produtos farmacêuticos há alguns anos.

Na década de 1950, uma espécie encontrada no Caribe foi usada como base para o medicamento contra o câncer, Cytarabine.

“Esses organismos de zonas temperadas se adaptam facilmente a condições mais difíceis. Isso significa que algumas moléculas podem obter certa vantagem competitiva”, diz Alex White, da Universidade de Cardiff.

E assim foi como as esponjas se converteram em especialistas na criação de “potentes moléculas”, que são efetivas para matar células.

“Estamos no início de nossa pesquisa, mas fomos capazes de encontrar várias moléculas anti-bacterianos e testá-las contra os agentes existentes”, afirma White.

Mas uma pesquisa mais aprofundada é necessária para verificar a eficácia destes produtos naturais, defende Les Baillie.

“Ainda que algumas receitas antigas não passem de placebos, é provável que, nesse caso, nossos antepassados tenham descoberto algo que realmente funciona.”

Moedas e objetos de 1.600 anos são encontrados em navio naufragado em Israel

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Arqueólogos mergulhadores encontraram um navio naufragado perto do antigo porto de Cesárea, com milhares de moedas de 1.600 anos atrás, estátuas de bronze e outros objetos enterrados no mar, informou nesta segunda-feira a Autoridade de Antiguidades de Israel.

Trata-se da maior quantidade de objetos descobertos no fundo do mar nas últimas três décadas. As relíquias foram primeiro encontradas por dois mergulhadores amadores no mês passado, indicou um comunicado do órgão israelita.

A descoberta inclui, além disso, âncoras de ferro, restos de ancoras de madeira e objetos que foram empregados na construção e navegação da embarcação que naufragou.

A pesquisa para recuperar os objetos foi realiza nas últimas semanas por mergulhadores especializados e voluntários que usaram equipamentos avançados para desenterrar vários artefatos.

Muitos dos objetos são de bronze e se encontram em extraordinário estado de conservação. Também foram localizados fragmentos de grandes jarras que eram usadas para levar água potável para a tripulação do navio.

Uma das grandes surpresas foi a descoberta de dois sacos lotados de milhares de moedas que pesam 20 quilogramas e estava no interior de uma vasilha na qual eram transportadas. Elas têm a imagem do imperador Constantino, o Grande (274-337), e de seu cunhado Licinio, que governou a parte leste do império entre 308 e 324, quando foi derrotado e condenado à morte pelo primeiro.

De acordo com Jacob Sharvit, diretor da Unidade de Arqueologia Marinha da AII, e Dror Planer, vice-diretor do departamento, a localização e a distribuição dos artefatos no fundo do mar apontam que se trata de um grande navio mercante.

Segundo os especialistas, ele possivelmente foi surpreendido por uma tempestade na entrada do porto, e a embarcação afundou após se chocar contra as pedras.

As ilusões de óptica que a ciência estuda para explicar os «truques» da mente

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O curioso é que, quando se consegue finalmente ver o que parece estar escondido, não se deixa de vê-lo.

Este é um fenómeno que demonstra a capacidade do nosso sistema visual de organizar o que vemos numa forma compreensível.

Mas há outro aspecto interessante: há pessoas que estão a ler isto sem entender por que alguns não veem o que para elas é óbvio.

Michael Bach é um especialista no tema, que não apenas estudou as ilusões ópticas como também tem um site no qual colecciona exemplos e explica-os.

«Como cientista, as ilusões servem para pôr à prova o grau em que entendemos a nossa percepção visual», disse à BBC.

«Como ser humano, a aparição de um movimento inesperado da minha percepção tem o encanto de uma brincadeira», acrescenta.

As ilusões de óptica realmente divertem. Mas será que podem indicar que algo está errado?

A premissa é a seguinte: quando uma pessoa não vê bem o que está longe, tem miopia. Quando, depois de uma certa idade, deixa de ver o que está perto, tem hipermetropia. Mas, se deixa de ver algo que está mesmo à sua frente, será que isso também não significa um problema de visão?

Além disso, como explica Bach, «no caso de muitas ilusões, há uma percentagem de pessoas que simplesmente não as veem, normalmente por razões ainda desconhecidas».

Ele mesmo deu a isso o nome de «cegueira induzida por movimento». Se não vemos, ainda que momentaneamente, algo que está ali, temos algum problema visual?

O especialista assegura que não. Ele diz no seu site que não gosta do termo «ilusões de óptica» porque «soa pejorativo, como se estivesse a expor uma falha no sistema visual».

«Na verdade, considero que esses fenómenos realçam como esse sistema é bom em se adaptar: parte da base de experiências visuais normais e por isso, em contextos pouco usuais, pode resultar em interpretações inapropriadas da cena visual.»

De facto, disse, as ilusões de óptica ensinam-nos «humildade».

Além disso, mostram como «o cérebro reconstrói um ‘mundo interno’ com muito pouca informação, guiado pela experiência, e ocasionalmente isso falha».

Unicamp usa expressões faciais para produzir controle de cadeira de rodas

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Tecnologia é inédita e permite direcionar equipamento por meio de sorrisos.
Programa identifica 78 pontos no rosto e deve chegar ao mercado em 2018.

Pesquisadores da Unicamp criaram um programa de computador capaz de mover uma cadeira de rodas a partir de expressões faciais, incluindo beijo e sorrisos. A tecnologia é inédita e foi desenvolvida por profissionais da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec).

O sistema é capaz de identificar 78 pontos no rosto de uma pessoa. A associação entre os movimentos do equipamento e as expressões faciais são feitas por meio de uma câmera 3D instalada em notebook. “Um beijo, vai para frente. Um meio sorriso, vai para a direita. Língua para fora, vai para a esquerda.

Ele explica que o uso do sistema irá variar de acordo com a deficiência apresentada pelo usuário, e a naturalidade dele para executar determinadas expressões faciais.

“Um levantar de sobrancelhas para algumas pessoas pode ser expressivo, para outras não”, falou Pinheiro. Através de uma antena de internet, a cadeira recebe os comandos e transforma informações em pulsos elétricos, graças aos sensores – o principal a laser.

“Ele emite uma luz na faixa de infravermelho e, pela reflexão, determina a distância. Identifica a porta, obstáculos à frente… Sensores mecânicos, em caso de choque, eles  param a cadeira. É um robô completo”, complementou o pesquisador da Unicamp Eleri Cardoso.

Como funciona?
A interface reconhece sete comandos faciais e o condutor pode escolher cinco para se movimentar com a cadeira de rodas.

“Casos especiais de pessoas que conseguem realizar apenas duas expressões faciais ainda conseguem usar o sistema. Uma tecnologia 3D que a gente vê nos videogames, a gente trouxe para uma função social”, ressaltou Pinheiro.

A câmera instalada em frente à cadeira de rodas permite que o comando seja feito por um cuidador, por exemplo. Ele pode estar em ponto mais distante e direcionar a cadeira vendo as imagens por um computador ou smartphone, desde que tenha acesso à rede de internet.

Segundo os pesquisadores, a expectativa é de que a tecnologia esteja disponível no mercado em até dois anos. O protótipo já foi testado na universidade e a produção em escala comercial depende de parcerias com a iniciativa privada. “Nós já temos todos os elementos para, custo baixo, pegar uma cadeira convencional, automatizá-la e oferecer a interface”, frisou Cardoso.

Vídeo

Vacina contra H1N1 deixa menino de 10 anos com doença que o faz cair no sono toda vez que sorri

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Caroline Hadfield, 45, mãe de Josh Hadfield, um garoto de 10 anos, resolveu gravar e publicar um vídeo de seu filho no momento em que ele apresenta os efeitos de uma condição chamada narcolepsia.

A filmagem em questão, mostra o menino rindo enquanto assiste algo em seu iPad. Em seguida, ele começa a fechar os olhos e a se contorcer diversas vezes. No entanto, apesar de aparentar ser uma convulsão, a narcolepsia do garoto foi resultado de uma vacina contra o H1N1, que ele tomou em janeiro de 2010. A mãe foi indenizada pelo Governo, no entanto, resolveu mostras as dificuldades que seu filho agora enfrenta por ter que viver com a condição.

A narcolepsia, que ocorre em uma a cada 2 mil pessoas, é um distúrbio do sono que faz com que uma pessoa durma a qualquer momento. É uma condição neurológica de longo prazo que perturba os padrões normais de sono. Os sintomas incluem ataques de sono, sonolência diurna e cataplexia – uma espécie de fraqueza muscular temporária associada a emoções intensas, o que explica o fato de o menino dormir toda vez que ri.

Muitas das vezes é causada por uma resposta autoimune, isto é, quando os anticorpos liberados pelo organismo – ao invés de combaterem uma doença – atacam as células saudáveis, nesse caso, as células cerebrais que produzem um químico para a regulação do sono. Atualmente, não há cura para essa condição, às vezes ela pode ser controlada através de cochilos regulares, alimentação saudável e exercícios físicos. Em alguns casos, medicamentos antidepressivos ou estimulantes também podem ajudar.

No caso de Josh, a doença se desenvolveu três semanas depois de ele ter tomado uma vacina, chamada Pandemrix, que foi associada ao um aumento de 14 vezes no risco de uma criança desenvolver a narcolepsia. De acordo com a mãe, o menino costumava adormecer a cada cinco minutos, além de sofrer constantes ataques de cataplexia, como mostra no vídeo.

No início do mês, depois de muita luta, Caroline foi indenizada com 120 mil euros (cerca de 525 mil reais). A princípio, o governo se recusou a pagar pelos danos causados pela vacina, já que, aos olhos deles, o caso não se tratava de uma pessoa que tinha ficado “gravemente incapacitada”. “Esse dinheiro vai ajudar a proteger o futuro de Josh – é uma vergonha que tivemos de passar por essa quantidade de ônus para chegarmos até aqui”, disse ela. Os medicamentos que ele toma ajudam a controlar os ataques, mas ainda existem alguns problemas. “Se eu quiser planejar para sairmos hoje, preciso planejar quando ele estará dormindo. Por exemplo, se quiséssemos ir a um restaurante teríamos que sair com 45 minutos de antecedência, para que ele possa ter tempo para tirar um cochilo no carro”, disse.

Veja