Módulo experimental inflável é conectado à Estação Espacial

beam_nasa

Objetivo é testá-lo como habitat para astronautas, pesquisadores e turistas.
Custo de lançamento deste módulo é muito mais baixo que o de metal.

A equipe de controle em terra da Nasa utilizou neste sábado (16) um braço robótico para desembrulhar um módulo descartável e uni-lo à Estação Espacial Internacional, abrindo espaço para o teste de um novo habitat para astronautas, pesquisadores e até mesmo turistas.

O módulo de 1.400 quilos, fabricado e pertencente à Bigelow Aerospace, foi lançado a bordo da cápsula de carga SpaceX Dragon, que chegou à estação no domingo.

O módulo foi unido à estação durante a manhã, enquanto a estação voava a 400 quilômetros acima da Terra, informou a agência espacial norte-americana durante uma transmissão ao vivo na Nasa TV.

O Módulo Dispensável de Atividade da Bigelow (Beam, na sigla em inglês) deve ser inflado com ar no fim de maio, começando um experimento de dois anos para ver como ele se sustenta no inóspito ambiente espacial.

Feito de material resistente a impacto, baseado em Kevlar e outros tecidos reforçados, os habitats podem economizar milhões de dólares em custos de lançamento comparados a módulos de metal. Eles também podem oferecer melhor proteção contra radiação para astronautas, disseram representantes da Nasa e da Bigelow antes do lançamento de 8 de abril.

Módulo abrigará astronautas
A companhia, com sede em Las Vegas, Nevada, testou dois protótipos não tripulados há uma década, mas o Beam é o primeiro módulo que abrigará astronautas.

A empresa, do magnata bilionário do setor imobiliário Robert Bigelow, trabalha em módulos operacionais 20 vezes maiores do que o Beam, que é do tamanho de um pequeno quarto.

Chamado de B330, essas unidades maiores são desenhadas primeiramente para serem um habitat solto, mas Bigelow negocia com a Nasa sobre unir um deles à estação espacial. Ele acrescentaria cerca de 12.000 pés cúbicos, ou 30% a mais de espaço, à estação, a fim de apoiar a Nasa e projetos comerciais.

“Nossa esperança é que a Nasa seja nosso cliente primário para essa estrutura”, disse Bigelow em uma coletiva de imprensa na segunda-feira no Simpósio Espacial, em Colorado Springs.

A Nasa tem interesse em habitats infláveis para servir como dormitório da tripulação durante as viagens de três anos para Marte (ida e volta).

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