As ilusões de óptica que a ciência estuda para explicar os «truques» da mente

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O curioso é que, quando se consegue finalmente ver o que parece estar escondido, não se deixa de vê-lo.

Este é um fenómeno que demonstra a capacidade do nosso sistema visual de organizar o que vemos numa forma compreensível.

Mas há outro aspecto interessante: há pessoas que estão a ler isto sem entender por que alguns não veem o que para elas é óbvio.

Michael Bach é um especialista no tema, que não apenas estudou as ilusões ópticas como também tem um site no qual colecciona exemplos e explica-os.

«Como cientista, as ilusões servem para pôr à prova o grau em que entendemos a nossa percepção visual», disse à BBC.

«Como ser humano, a aparição de um movimento inesperado da minha percepção tem o encanto de uma brincadeira», acrescenta.

As ilusões de óptica realmente divertem. Mas será que podem indicar que algo está errado?

A premissa é a seguinte: quando uma pessoa não vê bem o que está longe, tem miopia. Quando, depois de uma certa idade, deixa de ver o que está perto, tem hipermetropia. Mas, se deixa de ver algo que está mesmo à sua frente, será que isso também não significa um problema de visão?

Além disso, como explica Bach, «no caso de muitas ilusões, há uma percentagem de pessoas que simplesmente não as veem, normalmente por razões ainda desconhecidas».

Ele mesmo deu a isso o nome de «cegueira induzida por movimento». Se não vemos, ainda que momentaneamente, algo que está ali, temos algum problema visual?

O especialista assegura que não. Ele diz no seu site que não gosta do termo «ilusões de óptica» porque «soa pejorativo, como se estivesse a expor uma falha no sistema visual».

«Na verdade, considero que esses fenómenos realçam como esse sistema é bom em se adaptar: parte da base de experiências visuais normais e por isso, em contextos pouco usuais, pode resultar em interpretações inapropriadas da cena visual.»

De facto, disse, as ilusões de óptica ensinam-nos «humildade».

Além disso, mostram como «o cérebro reconstrói um ‘mundo interno’ com muito pouca informação, guiado pela experiência, e ocasionalmente isso falha».

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