Unicamp usa expressões faciais para produzir controle de cadeira de rodas

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Tecnologia é inédita e permite direcionar equipamento por meio de sorrisos.
Programa identifica 78 pontos no rosto e deve chegar ao mercado em 2018.

Pesquisadores da Unicamp criaram um programa de computador capaz de mover uma cadeira de rodas a partir de expressões faciais, incluindo beijo e sorrisos. A tecnologia é inédita e foi desenvolvida por profissionais da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec).

O sistema é capaz de identificar 78 pontos no rosto de uma pessoa. A associação entre os movimentos do equipamento e as expressões faciais são feitas por meio de uma câmera 3D instalada em notebook. “Um beijo, vai para frente. Um meio sorriso, vai para a direita. Língua para fora, vai para a esquerda.

Ele explica que o uso do sistema irá variar de acordo com a deficiência apresentada pelo usuário, e a naturalidade dele para executar determinadas expressões faciais.

“Um levantar de sobrancelhas para algumas pessoas pode ser expressivo, para outras não”, falou Pinheiro. Através de uma antena de internet, a cadeira recebe os comandos e transforma informações em pulsos elétricos, graças aos sensores – o principal a laser.

“Ele emite uma luz na faixa de infravermelho e, pela reflexão, determina a distância. Identifica a porta, obstáculos à frente… Sensores mecânicos, em caso de choque, eles  param a cadeira. É um robô completo”, complementou o pesquisador da Unicamp Eleri Cardoso.

Como funciona?
A interface reconhece sete comandos faciais e o condutor pode escolher cinco para se movimentar com a cadeira de rodas.

“Casos especiais de pessoas que conseguem realizar apenas duas expressões faciais ainda conseguem usar o sistema. Uma tecnologia 3D que a gente vê nos videogames, a gente trouxe para uma função social”, ressaltou Pinheiro.

A câmera instalada em frente à cadeira de rodas permite que o comando seja feito por um cuidador, por exemplo. Ele pode estar em ponto mais distante e direcionar a cadeira vendo as imagens por um computador ou smartphone, desde que tenha acesso à rede de internet.

Segundo os pesquisadores, a expectativa é de que a tecnologia esteja disponível no mercado em até dois anos. O protótipo já foi testado na universidade e a produção em escala comercial depende de parcerias com a iniciativa privada. “Nós já temos todos os elementos para, custo baixo, pegar uma cadeira convencional, automatizá-la e oferecer a interface”, frisou Cardoso.

Vídeo

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