Vacina contra H1N1 deixa menino de 10 anos com doença que o faz cair no sono toda vez que sorri

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Caroline Hadfield, 45, mãe de Josh Hadfield, um garoto de 10 anos, resolveu gravar e publicar um vídeo de seu filho no momento em que ele apresenta os efeitos de uma condição chamada narcolepsia.

A filmagem em questão, mostra o menino rindo enquanto assiste algo em seu iPad. Em seguida, ele começa a fechar os olhos e a se contorcer diversas vezes. No entanto, apesar de aparentar ser uma convulsão, a narcolepsia do garoto foi resultado de uma vacina contra o H1N1, que ele tomou em janeiro de 2010. A mãe foi indenizada pelo Governo, no entanto, resolveu mostras as dificuldades que seu filho agora enfrenta por ter que viver com a condição.

A narcolepsia, que ocorre em uma a cada 2 mil pessoas, é um distúrbio do sono que faz com que uma pessoa durma a qualquer momento. É uma condição neurológica de longo prazo que perturba os padrões normais de sono. Os sintomas incluem ataques de sono, sonolência diurna e cataplexia – uma espécie de fraqueza muscular temporária associada a emoções intensas, o que explica o fato de o menino dormir toda vez que ri.

Muitas das vezes é causada por uma resposta autoimune, isto é, quando os anticorpos liberados pelo organismo – ao invés de combaterem uma doença – atacam as células saudáveis, nesse caso, as células cerebrais que produzem um químico para a regulação do sono. Atualmente, não há cura para essa condição, às vezes ela pode ser controlada através de cochilos regulares, alimentação saudável e exercícios físicos. Em alguns casos, medicamentos antidepressivos ou estimulantes também podem ajudar.

No caso de Josh, a doença se desenvolveu três semanas depois de ele ter tomado uma vacina, chamada Pandemrix, que foi associada ao um aumento de 14 vezes no risco de uma criança desenvolver a narcolepsia. De acordo com a mãe, o menino costumava adormecer a cada cinco minutos, além de sofrer constantes ataques de cataplexia, como mostra no vídeo.

No início do mês, depois de muita luta, Caroline foi indenizada com 120 mil euros (cerca de 525 mil reais). A princípio, o governo se recusou a pagar pelos danos causados pela vacina, já que, aos olhos deles, o caso não se tratava de uma pessoa que tinha ficado “gravemente incapacitada”. “Esse dinheiro vai ajudar a proteger o futuro de Josh – é uma vergonha que tivemos de passar por essa quantidade de ônus para chegarmos até aqui”, disse ela. Os medicamentos que ele toma ajudam a controlar os ataques, mas ainda existem alguns problemas. “Se eu quiser planejar para sairmos hoje, preciso planejar quando ele estará dormindo. Por exemplo, se quiséssemos ir a um restaurante teríamos que sair com 45 minutos de antecedência, para que ele possa ter tempo para tirar um cochilo no carro”, disse.

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