Desembarque em outros planetas, Rússia cria laboratório para simular ação

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Um laboratório especial, o Centro de Treinamento de Cosmonautas (CTC) está sendo construído em Zvyozdny Gorodok, na Rússia. A maioria dos trabalhos já foi concluída e o equipamento está montado, devendo tudo ficar pronto até a fim do ano, disse à imprensa o chefe do CTC, Yury Lonchakov.

“Quanto ao hidrolaboratório, hoje nós começamos a instalar a plataforma. Os sistemas de ar condicionado, de ventilação, as cúpulas e os vidros já foram instalados”, acrescentou Lonchakov.

Ele informou que, durante um ano e meio, se reuniu constantemente com os empreiteiros. “Tínhamos certas exigências a fazer, em alguns pontos a interação foi completa, em outros foi um pouco mais difícil. Mas já encontramos um terreno comum e todos os problemas estão resolvidos”. Lonchakov lembrou que o hidrolaboratório é um dos projetos mais ambiciosos do CTC.

“Inicialmente, o hidrolaboratório, desenvolvido nos anos 80, era um projeto único. Naquele tempo foi criado um instituto especial para a sua projeção, que desenvolveu todos os sistemas, incluindo a plataforma móvel”, disse o chefe do CTC, destacando que o trabalho em um projeto de tão grande escala não tolera pressa e negligência.

Tudo deve ser feito de forma eficiente e segura, porque no novo hidrolaboratório os astronautas vão treinar e apurar a entrada para o espaço aberto nas próximas décadas”, afirmou Lonchakov.

Além disso, a administração do CTC está negociando com as autoridades de vários locais a criação de campos de treinamento para imitar a superfície de outros planetas. Um deles pode ser criado na região de Murmansk.

“Estamos trabalhando estreitamente no desenvolvimento das bases de treinamento, da infraestrutura do CTC. Chegamos a um acordo sobre a cooperação com o governador da região de Murmansk. A região tem um relevo único, que pode simular a superfície lunar. Portanto, estamos considerando a possibilidade de criar um campo de treinamento no norte da área, para aperfeiçoar os últimos detalhes do desembarque na superfície de outro planeta”, comentou Lonchakov.

Da Agência Brasil e Da Agência Sputnik Brasil
Edição final: William Camargo/Folha Paulistana

Britânico criador de cubo mágico gigante resolve o quebra-cabeças

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Tony Fisher levou dois dias para achar a solução do problema.
Ele usou o mesmo método que usava com o modelo do tamanho normal.

O britânico Tony Fisher entrou para o livro dos recordes após gastar dois dias para resolver um cubo mágico gigante criado por ele mesmo.

O cubo, originalmente chamado de cubo de Rubik, tinha 1,5 metro lado e quase 200 kg de peso. Ele foi verificado pelo Livro Guinness como o maior do mundo já construído.

Ele disse que usou o mesmo método que havia usado para solucionar o cubo na versão original, que virou uma febre mundial quando foi lançada nos anos 1980.

Fisher afirmou ter gasto 156 horas para construir o cubo, na garagem de sua casa em Ipswich.

Fisher postou em seu canal do YouTube um vídeo que o mostra resolvendo o quebra-cabeças.

Quantas vezes devemos tomar banho? BEM MENOS do que você imagina, diz pesquisa

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Algumas pessoas não se sentem limpas sem um belo e bom banho quente todos os dias. Isso é compreensível para algumas culturas – como por exemplo aqui, no Brasil. Já outras, a rotina diária de banhos não é, exatamente, “diária”.

De acordo com a Dra. Elaine Larson, especialista em doenças infecciosas da Columbia University School of Nursing, as pessoas tomam banho muito mais por questões estéticas. “As pessoas pensam que tomando banho para manter a higiene estarão mais limpas, mas bacteriologicamente falando, não é verdade”, disse.

A doutora é famosa por ter publicado outro estudo onde mostra que sabonetes antibacterianos, não são melhores do que um simples sabão/sabonete na redução de doenças infecciosas. “Tomando banho você irá remover o cheiro desagradável se você já é fedido ou acabou de chegar da academia, mas em termos de proteção de doenças, lavar as mãos regularmente é provavelmente mais adequado”, declarou.

Banhos em excesso podem aumentar problemas como pele seca ou rachada, abrindo ainda mais “portas” para a penetração de germes. Isso significa que se você já tem a pele seca ou uma idade mais avançada, deveria tomar menos banhos, visto que a pele se torna fina e menos hidratada.

E se você pensa que só ela pensa assim, está enganado. O Dr. C. Brandon Mitchell, professor de dermatologia da Universidade George Washington, concorda: “Eu acho que a maioria das pessoas toma banho demais”.

O Dr. C. Brandon Mitchell disse que o banho retira óleos naturais da pele, além de perturbar a população de bactérias que dão suporte imunitário. Isso é especialmente verdade sobre sabonetes antibacterianos, que ele recomenda não usar de nenhuma forma – especialmente por eles contêm triclosan.

Afinal, quantos banhos tomar?

Os cientistas dizem que, se você quer ter boa saúde e não se preocupar apenas com odores, deve ser de uma a duas vezes por semana, no máximo! “Seu corpo é uma máquina bem planejada. Um banho diário não é necessário”, disse o Dr. Mitchell.

E os aspectos sociais?

Uma outra pesquisa mostrou que nem todo mundo gosta do “musk natural” exalado pelo corpo mal higienizado. O estudo mostrou que odores desagradáveis e falta de comportamento higiênico está na fila dos principais motivos que levam os relacionamentos ao término.

Um pouco de História

Os antigos romanos apreciavam muito a hora do banho. Eles frequentavam banhos públicos pelo menos uma vez ao dia. Os egípcios também gostavam de tomar banho, mas com menos frequência que os gregos, de acordo com informações do livro The Dirt On Clean – An Unsanitized History.

Após a queda do Império Romano, a infraestrutura aquária foi destruída e muitas outras pessoas tiveram acesso à água potável para tomar banho. O hábito tornou-se um problema durante o século 14, quando médicos da famosa Sorbonne, em Paris, disseram que o banho com água morna abriria os poros e aumentaria as chances de uma pessoa contrair a peste bubônica. Na época, eles não sabiam que a afirmação era incorreta.

O pânico de tomar banho com água quente (ou não) perdurou por mais de 500 anos

Mais recomendações

O Dr. Mitchell ainda comentou que, se você quer tomar banho todos os dias, então não se ensaboe. Não passar sabão em todas as partes do corpo parece ser uma medida unânime entre os especialistas. De acordo com ele, basta passar sabonete nas axilas, no bumbum e na virilha – que são áreas com secreções de odor mais acentuado.

Quando perguntado sobre os cabelos, ele afirmou ser uma região mais complicada: “Algumas pessoas possuem o couro cabeludo mais oleoso e, por isso, é melhor lavar mais vezes na semana”, disse. O mesmo vale se você tem caspa.

O maior motor a jato do mundo já é mais potente do que o primeiro foguete espacial tripulado dos Estados Unidos!

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O piloto da Marinha Alan Shepard foi o primeiro norte-americano a chegar no espaço, em 5 de maio de 1961 – há 55 anos. Sua espaçonave ficava em cima de um foguete Mercury-Redstone 3, propulsionado por um único motor que produzia 78.000 libras de impulso. 

Embora os voos espaciais ainda sejam domínio de astronautas, a maioria de nós pode experimentar no dia a dia uma força ainda maior que a da viagem de Shepard. Por exemplo, a nova aeronave da Lufthansa, o Boeing 747-8, que faz voos diários entre os principais destinos do globo, é dotado de quatro motores GEnx-2B que, juntos, geram 266.000 libras. 

Em abril, a GE Aviation começou a testar o maior motor a jato do mundo, o GE9X. No final do mês, ele atingiu 105.000 libras de impulso no ambiente de testes da GE em Peebles, no estado americano de Ohio. A próxima geração de jatos de grande porte da Boeing – o 777X – terá um desses gigantes debaixo de cada asa. 

O motor GE9X é tão novo e tão grande, que os engenheiros da GE Aviation recorreram à ajuda de colegas de outras unidades da GE com experiência em construir máquinas de grande porte. Profissionais da GE Oil & Gas em Massa, na Itália, que constroem usinas elétricas verticais para campos de petróleo e gás, ajudaram a testar o compressor do motor. Uma imensa fresadora controlada por computador na novíssima fábrica da GE Power em Greenville, Carolina do Sul, fez as enormes lâminas do compressor do motor. A GE chama esse intercâmbio de tecnologia e ideias de GE Store. 

Mas o que significam 105.000 libras de impulso exatamente? Dê uma olhada. 

Em 1942, um grupo ultrassecreto de engenheiros da GE construiu o primeiro motor a jato americano. Batizado de I-A, o motor produziu só 1.300 libras de impulso. Porém, apenas alguns anos depois, o segundo motor produzido pela companhia, o J33, desenvolvido para o primeiro jato militar dos Estados Unidos a entrar em combate – o Lockheed P-80 Shooting Star – gerava 4.200 libras. Em 1946, o avião estabeleceu um recorde de velocidade transcontinental, voando de Nova York à Califórnia em 4 horas e 13 minutos. A 940 km/h, o Shooting Star era mais rápido do que qualquer outro avião de ambos os lados da Segunda Guerra Mundial. O J33 também foi o primeiro motor a jato americano com um compressor axial, do mesmo tipo que hoje move praticamente todos os motores a jato, inclusive o GE9X. Seguindo o conceito da GE Store, a companhia desenvolveu o design originalmente para turbinas a vapor.

Os motores F414 da GE Aviation movem uma gama de jatos de combate, desde o Super Hornet da Boeing até o Gripen de última geração da Saab. Cada motor F414 gera 22.000 libras de impulso.

A GE Aviation também projetou motores a jato para a frota Air Force One, uma dupla de aviões Boeing 747 altamente customizados que os presidentes americanos usam para viajar. A aeronave atual usa quatro motores CF6-80C2, que podem gerar até 61.960 libras cada. Quatro motores GEnx-2B estarão na nova Air Force One, que substituirá a frota atual em algum momento após 2017. Eles produzem 66.500 libras cada.

O GE9X é o maior motor a jato do mundo, com a mesma largura da fuselagem de um Boeing 737. Mas não é o mais potente. Esse título fica com seu pai, o GE90, que hoje move a maioria dos aviões Boeing 777. Em 2002, o motor a jato GE90-115B estabeleceu o recorde mundial ao produzir 127.900 libras de impulso.  

O GE90-115B funcionou por aproximadamente 60 horas em condições de linha vermelha tripla (velocidade de rotação, velocidade principal e temperatura de exaustão de gás em níveis máximos) para que o motor fosse avaliado em seus limites operacionais, demonstrando sua capacidade para além das condições mais extremas de funcionamento.

Hyperloop: conheça o transporte do futuro

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É o meio de transporte dos sonhos dos Jetsons. E está sendo construído

Que tal ir de São Paulo ao Rio de Janeiro em metade do tempo e pagando um terço do preço da ponte aérea? E se, além disso, a viagem fosse neutra em emissões de carbono e a infraestrutura pudesse ser montada em alguns meses?

Avião, barco, trem ou ônibus, nenhum dos atuais modais de transporte é capaz dessa proeza, mas um novo sistema, batizado de Hyperloop, é o principal candidato para promover uma revolução desse calibre. O loop refere-se ao modo de conexão de dutos, sempre em voltas, em anéis, por onde trafegam cargas e passageiros, e o hyper, à possibilidade de andar a velocidades hipersônicas (acima de 5.220 km/h).

O conceito é simples: cápsulas de transporte são aceleradas magneticamente a até 1.200 quilômetros por hora, em um tubo despressurizado (quase vácuo). A ideia foi concebida por Elon Musk e engenheiros da SpaceX (a fábrica de foguetes de Musk) e da Tesla (sua indústria de carros elétricos). Eles publicaram em 2013 um documento com 70 páginas, explicando como o Hyperloop poderia funcionar. Ao anunciar o conceito, o projeto foi aberto para quem quisesse desenvolvê-lo.

A motivação era propor uma alternativa ao trem-bala, que seria construído entre São Francisco e Los Angeles (620 quilômetros), a um custo de US$ 60 bilhões, com quase uma década de prazo para construção (a viagem seria mais demorada do que de avião). Quando expôs a ideia, Musk disse que era possível implementar, na metade do tempo e a um décimo do custo, um meio de transporte duas vezes mais rápido, que  utilizasse apenas energia renovável.

Logo após o lançamento da proposta, diversos grupos começaram a se organizar. Eles experimentaram conceitos e viabilizaram os primeiros protótipos. Duas startups concorrem para ver quem executaria o projeto em menor tempo – a Hyperloop Transportation Technologies (HTT), uma iniciativa colaborativa envolvendo centenas de pesquisadores e engenheiros, e a Hyperloop Tech (HTech), com sede e fábrica em Los Angeles. A HTT já constrói uma pista (ou um tubo) de teste em Quay Valley, na Califórnia. A HTech faz o mesmo no deserto de Nevada. As duas experiências devem estar em funcionamento este ano.

Uma competição promovida pela SpaceX para produzir cápsulas (ou pods) foi lançada em 2015. Ela atraiu mais de 700 propostas de diferentes universidades, e 20 delas foram selecionadas para testes ainda em 2016. No ritmo atual, não será surpresa se as primeiras aplicações comerciais do Hyperloop entrem em operação antes de 2020.

Mas essa é somente uma aplicação da tecnologia. Talvez a maior revolução esteja no transporte de cargas. Um contêiner poderia ser enviado da China para os Estados Unidos no mesmo dia por tubos submarinos, com custos menores do que o transporte marítimo.

Para avançarmos no objetivo de zerar as emissões de gases de efeito estufa em meados do século é fundamental nos livrarmos da dependência de combustíveis fósseis nos transportes. Os deslocamentos aéreos e de cargas representam mais de 5% das emissões globais, e permanecem como um enorme desafio a ser vencido. O Hyperloop pode ser a chave para alavancar a mudança necessária nesse campo.

Suíça inaugura túnel ferroviário mais longo do mundo

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Túnel tem 57 km e atravessa os Alpes suíços.
Ali passarão 260 trens de carga (100 km/h) e 65 de passageiros (200 km/h).

A Suíça inaugurou nesta quarta-feira (1º) o túnel ferroviário de São Gotardo, o mais longo do mundo, que permitirá descongestionar e aumentar o tráfego entre o norte e o sul da Europa.

O presidente da Suíça, Johan Schneider-Amman, afirmou na cerimônia que o túnel “unirá as pessoas e as economias” da Europa. A unidade política do continente se vê abalada no momento pelo grande fluxo de imigrantes e a ameaça iminente de uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

O presidente suíço discursou antes da viagem inaugural de um trem pelo túnel de 57 quilômetros. No total, os operários escavaram 152 km de “tubos” a uma profundidade recorde (2.300 metros sob as montanhas), com duas galerias principais unidas por galerias transversais.

Mas o recorde do túnel pode durar pouco, já que existe um projeto na China ainda mais ambicioso: perfurar um túnel de 123 km sob o Mar de Bohai.

A chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande e o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi estavam a bordo do trem “Gottardo 2016”, que percorreu o trajeto entre as cidades de Bodio e Erstfeld em 30 minutos.

Para a inauguração, em quatro pontos diferentes, foram convidadas mais de 1.000 pessoas.

As cerimônias começaram durante a manhã com uma bênção ecumênica, na presença de um padre, um pastor, um rabino e um imã.

O evento contou com rígidas medidas de segurança da polícia, além da mobilização de quase 2.000 soldados, assim como a vigilância do espaço aéreo.

Novo mapa
O túnel colossal, com obras que duraram 17 anos, entrará realmente em funcionamento no mês de dezembro e constituirá a peça chave da nova linha ferroviária que atravessará os Alpes (NEAT), permitindo a criação de um novo mapa de comunicações no eixo Norte-Sul da Europa.

A meta é aumentar o uso das ferrovias e descongestionar as estradas para o tráfego de mercadorias, no corredor Reno-Alpes que vai de Roterdã, no Mar do Norte, até Genova, às margens do Mediterrâneo.

A União Europeia, que financiou 15% da obra (que teve custo total de US$ 12,276 bilhões ou 10,9 bilhões de euros), aplaude, além da proeza técnica, um investimento “ecológico”.

Túnel base
O túnel é chamado de “base” para diferenciá-lo de outro, construído entre 1872 e 1881, de 17 km, no topo das montanhas do maciço de São Gotardo.

No total, 260 trens de mercadorias poderão cruzar o novo túnel, a uma velocidade de 100 km/h, assim como 65 trens de passageiros por dia, que podem alcançar 200 km/h.

Entre os desafios técnicos que precisaram ser superados durante as obras estava a questão da temperatura, que poderia chegar a 45 graus, o que obrigou a instalação de um potente sistema de ventilação para garantir as condições de trabalho.

A companhia ferroviária federal da Suíça prevê um aumento do volume de transporte de carga de 20% até o ano 2020 na rota entre Roterdã e Genova.

O número de passageiros deve aumentar dos atuais 9.000 por dia a 15.000 até 2020. O trajeto entre Zurique e Lugano vai cair 41 minutos.

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Homem é engolido por escada rolante na China – e sobrevive

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Um homem ficou gravemente ferido após ser engolido por uma escada rolante na China enquanto fazia um serviço de reparo no equipamento. O acidente ocorreu no lado de fora de um supermercado, no distrito de Beibei, no município de Chongqing.

Essa, contudo, não é a primeira vez que um acidente do tipo acontecem no país.

Em julho de 2015, a China ficou chocada com a morte de uma mulher que ficou presa no mecanismo da escada rolante de um shopping, mas conseguiu salvar o seu filho. Três meses depois, a vítima foi um menino de quatro anos, na estação de metrô de Chongqing – mesma cidade onde ocorreu o último acidente.

Casos como esses conduziram o governo chinês a uma iniciativa de manutenção em massa de equipamentos do tipo. 

No acidente mais recente, no entanto, a falha teria sido humana. Segundo informações do South China Morning Post, o homem teria se esquecido de desligar o aparelho antes de começar uma operação de reparo. Ele precisou ser socorrido por bombeiros, que cortaram as ferragens. A vítima foi encaminhada para um hospital próximo. 

Vídeo:

Ouvir música antes da cirurgia reduz necessidade de sedação

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Um novo estudo mostrou que aqueles expostos à música instrumental antes de um procedimento tinham uma probabilidade 50% menor de usar sedativos

Pacientes que ouvem música suave – como jazz, música clássica e piano – antes de um procedimento cirúrgico ficam mais relaxados e precisam de menos sedação. É o que diz um estudo apresentado durante o Congresso Europeu de Anestesiologia, realizado em Londres, na Inglaterra.

De acordo com o estudo, elaborado por pesquisadores do Hospital Universitário Cochin, em Paris, na França, apenas 15 minutos de músicas compostas especialmente para aliviar a ansiedade são suficientes para relaxar os pacientes antes de uma cirurgia de catarata. As informações são do jornal britânico The Telegraph.

Os pesquisadores selecionaram 16 músicas instrumentais usando um ritmo decrescente, compostas com o objetivo de prevenir e controlar a dor, ansiedade e depressão. Em seguida, eles pediram que 62 pacientes optassem entre ouvir uma das opções de música ou nada, durante 15 minutos antes de serem submetidos à cirurgia.

Depois do procedimento, os voluntários responderam a um questionário sobre quão ansiosos estavam no pré e no pós-operatório. Os resultados mostraram que aqueles que optaram por ouvir música tiveram sua ansiedade significativamente reduzida (23 pontos em uma escala de 100), em comparação com o grupo que não quis ouvir nada (65 de 100). A satisfação com o pós-operatório também foi significativamente maior no grupo que ouviu música (pontuação média de 71/100, contra 55/100).

Os autores também compararam a proporção de pacientes que receberam sedativo durante a cirurgia e descobriram que aqueles que ouviram música tinham uma probabilidade 50% menor de precisar deste medicamento.

Ouvir música pode ser considerado um método barato, não-invasivo e não-farmacológico para reduzir a ansiedade de pacientes submetidos a cirurgia ocular eletiva sob anestesia local. Temos a intenção de avaliar o procedimento em outros tipos de cirurgias, incluindo as ortopédicas, em que a anestesia local é comum.”, disse Gilles Guerrier, um dos autores da pesquisa.

Segundo os autores, o estudo também sugere que a dor pós-operatória pode ser reduzida ao diminuir a ansiedade pré-operatória. Os achados, contudo, precisam ser confirmados em outras pesquisas.

Cortinas verdes

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A busca por construções sustentáveis é cada vez mais necessária nas grandes cidades, seja para reaproveitamento de água e materiais, seja para diminuir o gasto de energia. Inspirada nesse paradigma, que vem norteando a arquitetura moderna, a arquiteta Minéia Johann Scherer, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus Cachoeira do Sul, propõe o uso de ‘cortinas verdes’ (trepadeiras posicionadas na frente e afastadas das fachadas das edificações) para proporcionar sombra, controlar a incidência solar e assim reduzir o consumo energético.

Durante seu doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Scherer estudou a aplicação de quatro espécies de trepadeiras (glicínia, trombeta-chinesa, jasmim-leite e madressilva-creme) em edificações durante um ano e comparou sua capacidade de sombreamento com a de outros sistemas convencionais. Os resultados indicam benefícios com relação à eficiência energética.

Segundo a arquiteta, por ser um componente natural que não absorve calor – como ocorre com materiais como concreto e metais –, o uso desse tipo de vegetação resfria e umidifica o ar ao seu redor. “Além disso, por controlar a incidência solar nos edifícios, as cortinas verdes podem proporcionar economia de energia com refrigeração artificial, dependendo do clima, do tipo de edifício e da espécie utilizada”, observa Scherer.

Ela explica que cada região climática requer espécies de trepadeira diferentes: em geral, as decíduas (plantas que perdem suas folhas no inverno) são mais favoráveis em locais com estações quentes e frias, enquanto as perenes (aquelas que mantêm suas folhas) são mais adequadas para áreas com temperaturas altas o ano inteiro. Em seus experimentos, a glicínia foi a que teve melhor desempenho na região Sul, com clima subtropical.

Comparado com outros sistemas de jardim vertical, o das cortinas verdes é mais viável, além de ter manutenção mais fácil. Em geral, as cortinas verdes necessitam de menor consumo de nutrientes e água para irrigação, uma vez que as trepadeiras são plantadas diretamente no solo ou em grandes jardineiras (no caso de uso em pavimentos superiores).

Alicia Ivanissevich
Instituto Ciência Hoje/ RJ

Estimulação cerebral profunda

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No ano 50 d.C., o médico romano Scribonius Largus recomendava o uso do peixe-elétrico para dores de cabeça e ataques de gota. Em 1786, o italiano Luigi Galvani demonstrou que correntes elétricas podiam ser transmitidas através dos nervos nas pernas de uma rã.

É provável que Largus e Galvani não tenham imaginado que um dia algumas doenças seriam tratadas com estímulos elétricos aplicados na profundidade do cérebro.

Em 2014, Alim-Louis Benabid e Mahlon DeLong receberam o Prêmio Lasker-DeBakey pelo pioneirismo no campo da estimulação cerebral profunda, que resultou na melhora da qualidade de vida de mais de 100 mil pessoas com doença de Parkinson, distúrbios neuropsiquiátricos e outras enfermidades neurológicas.

A doença de Parkinson costuma ser diagnosticada em 1% a 2% da população com mais de 60 anos. Os sintomas que mais chamam a atenção afetam a motricidade: tremores, expressão facial em máscara, micrografia (escrita com letras pequenas), movimentos lentificados, voz lenta, desequilíbrio e passos encurtados.

Ao mesmo tempo surgem quadros de depressão, ansiedade, apatia, alterações do sono e dificuldades cognitivas. Também são frequentes as alterações autonômicas: disfunções sexuais, constipação, problemas gastrointestinais e queda de pressão ao levantar para ficar em pé.

No passado, as pessoas acabavam travadas num quadro de adinamia e mutismo, como se estivessem congeladas num mundo à parte. A descoberta da droga levodopa, no fim dos anos 1960, permitiu despertá-las do estado catatônico e reintegrá-las ao convívio familiar. A medicação, no entanto, tem efeitos indesejáveis: tremores, movimentos involuntários, “congelamento” momentâneo ao andar.

A partir dos anos 1970, os estudos de DeLong e outros permitiram elucidar as funções dos gânglios basais, estruturas cerebrais envolvidas nos sintomas do Parkinson e de outras doenças neuropsiquiátricas.

Em 1987, Benabid teve a ousadia de introduzir um eletrodo na intimidade dessa região com a finalidade de liberar uma corrente elétrica contínua, num paciente que sofria de tremores incapacitantes.

Embora a biologia e os mecanismos da estimulação elétrica profunda ainda estejam pouco claros, o impacto no tratamento do Parkinson foi tão grande, que ela passou a ser empregada em casos de tremores essenciais, distonias e epilepsias. E, de forma experimental, em distúrbios obsessivo-compulsivos, depressão, síndrome de Tourette e até na doença de Alzheimer.

 O eletrodo introduzido no cérebro, fica ligado a uma bateria (neuroestimulador) que pode ser sepultada sob o couro cabeludo ou abaixo da clavícula. A programação da intensidade dos estímulos elétricos é feita periodicamente com um pequeno aparelho eletrônico que o técnico aproxima do neuroestimulador.  

Embora a neuroestimulação profunda não controle todos os sintomas e seja normalmente indicada depois de outros recursos falharem, o impacto na qualidade de vida de muitos pacientes é substancial e duradouro.