Como está o homem submetido ao maior transplante de face já feito

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Um ano após ser submetido ao transplante de rosto mais complexo do mundo, o americano Patrick Hardison afirma que se sente absolutamente normal

Há um ano, o salva-vidas Patrick Hardison, de 42 anos, foi submetido ao mais complexo transplante de rosto já realizado. Em entrevista, o americano disse que pela primeira vez em 15 anos se sente como “um cara normal”. Hardison precisou fazer a cirurgia depois que um prédio em chamas desabou sobre ele em 2001, enquanto tentava apagar um incêndio como bombeiro voluntário.

O procedimento foi realizada no Centro Médico NYU Langone, em Nova York, nos Estados Unidos, teve 26 horas de duração e contou com uma equipe de mais de 100 médicos, enfermeiros e assistentes técnicos. Antes do transplante, Hardison bombeiro já havia feito 71 cirurgias reconstrutivas.

Além da questão da aparência, ele contou que agora pode comer, ver, ouvir e respirar normalmente. “Todos os dias eu tinha que buscar motivação para enfrentar o mundo. Eu estou feliz.”, disse.

Divorciado e com cinco filhos, ele contou que alguns dos melhores momentos de sua vida familiar ocorreram após a cirurgia. Alison, filha de 21 anos de Patrick, disse que chorou quando o viu pela primeira vez após a operação. “Eu entrei no quarto e fiquei sem palavras. Meu pai me deu um abraço e nossos rostos se tocaram. Suas bochechas estavam quentes, e isso era algo que não sentia há 14 anos. Ele foi muito infeliz. Agora, está feliz consigo e feliz com a vida.”, conta a jovem, que estava presente na coletiva, junto com outros três irmãos.

O bombeiro não tem cicatrizes no rosto e, mesmo que sua nova feição se pareça com a anterior, algumas características são bem diferentes. Seu olhos, por exemplo, são menores e seu rosto é mais redondo, mas a cor do cabelo é a mesma.

Eduardo Rodriguez, presidente do departamento de cirurgia plástica do Centro Médico NYU Langone, contou que o bombeiro não teve problemas de rejeição ao transplante e credita isso aos medicamentos e à força dele e dos filhos. “Ele é um indivíduo notável”, disse.

Desde 2005, foram realizados cerca de 40 transplantes de rosto pelo mundo, mas a de Hardison foi a primeira a incluir o couro cabeludo e as pálpebras. De acordo com a NYU, o valor estimado para o transplante é de 1 milhão de dólares, mas, no caos de Hardison,  o hospital cobriu os custos.

 

Contra infarto e AVC, uma dose de ácido acetilsalicílico a cada três dias, diz estudo

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Para pacientes de risco, a ingestão de uma dose de ácido acetilsalicílico (AAS) a cada três dias pode ser tão eficiente na prevenção de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doença vascular periférica quanto consumir o medicamento diariamente. E com uma vantagem: a probabilidade de complicação gastrointestinal diminui.

A conclusão é de um estudo brasileiro apoiado pela FAPESP e pela Biolab Farmacêutica. Os resultados foram publicados no The Journal of Clinical Pharmacology e o artigo foi destacado como “escolha do editor”.

“Há 50 anos o AAS tem sido adotada na prevenção de eventos cardiovasculares, mas seu uso constante pode causar irritação e sangramento gástrico – muitas vezes sem sintomas prévios. Por isso, nos últimos anos, vem se tentando reduzir a dose. Neste estudo, propomos um esquema terapêutico diferente”, disse Gilberto De Nucci, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), coordenador do Projeto Temático ao qual está vinculado o estudo.

Conforme explicou De Nucci, o ácido acetilsalicílico inibe a ação da enzima cicloxigenase (COX). Nas plaquetas, isso diminui a produção de tromboxano, um tipo de lipídeo que favorece a agregação plaquetária. Por essa razão, na linguagem popular, costuma se dizer que o AAS “afina” o sangue, ou seja, diminui a probabilidade de formação de coágulos que podem obstruir o fluxo sanguíneo.

Por outro lado, na mucosa gástrica, a inibição da enzima COX diminui a produção de prostaglandinas – substâncias lipídicas que protegem o estômago e o intestino.

“Originalmente, o AAS americano tinha 325 miligramas (mg) do princípio ativo. Na tentativa de diminuir os efeitos adversos, a dose foi reduzida para 162 mg e, depois, para 81 mg. Também há comprimidos de 75 mg. Mas a verdade é que, até hoje, ainda não se sabe ao certo qual é a dose necessária para obter o benefício cardiovascular”, comentou De Nucci.

No ensaio clínico realizado durante o doutorado de Plinio Minghin Freitas Ferreira, na USP, sob orientação de De Nucci, foi adotada a dose de 81 mg. Vinte e quatro voluntários sadios foram divididos em dois grupos. Metade recebeu AAS todos os dias durante um mês. Os demais receberam o fármaco a cada três dias e, no intervalo, apenas placebo.

Antes e ao final do tratamento, todos os voluntários passaram por diversos exames, entre eles endoscopia, biópsia gástrica e teste de agregação plaquetária. Também foi medido no sangue o nível de tromboxano e, no estômago, o de prostaglandina do tipo 2 (PGE2).

“No grupo que tomou AAS todos os dias, houve uma redução de 50% na síntese de PGE2, enquanto nos voluntários que tomaram a cada três dias não foi observada diferença em relação aos níveis basais. Por outro lado, em ambos os grupos, a inibição de tromboxano foi superior a 95% e o resultado no teste de agregação plaquetária foi equivalente”, contou De Nucci.

Na avaliação de Ferreira, os dados permitem concluir que o uso de AAS a cada 72 horas é tão eficaz quanto – e mais seguro – do que seu uso diário. Essa descoberta, segundo o pesquisador, abre a possibilidade de adotar o fármaco também na prevenção primária de eventos cardiovasculares.

Atualmente, o Food and Drug Administration (FDA) – órgão que regulamenta o consumo de alimentos e de medicamentos nos Estados Unidos – recomenda que o AAS seja usado apenas na prevenção secundária de doenças cardiovasculares, ou seja, em pacientes diagnosticados com doença vascular periférica e os que já tiveram algum episódio de infarto ou AVC e correm risco de um segundo evento. Somente nessa situação, segundo o FDA, os benefícios da terapia suplantariam os riscos de efeitos adversos.

“Com esse novo esquema terapêutico, o AAS também poderia ser usado no tratamento de pacientes que nunca tiveram um evento cardiovascular, mas apresentam alto risco, como os diabéticos”, disse Ferreira.

Patente

Os dois grupos de voluntários que participaram do ensaio clínico receberam, além de AAS, o anti-hipertensivo losartan. Conforme explicou De Nucci, o objetivo foi mostrar que uma droga não influencia a ação da outra.

Em um estudo anterior, publicado no Journal of Bioequivalence & Bioavailability, o grupo já havia mostrado que o AAS não diminui a biodisponibilidade do losartan. As duas drogas são frequentemente associadas no tratamento de pessoas com insuficiência cardíaca, hipertensão e doenças isquêmicas.

“Em parceria com a Biolab, nós solicitamos nos Estados Unidos a patente do esquema terapêutico adotado no estudo. Umas das possibilidades em estudo é lançar um produto que associe, na mesma cartela, o AAS e o losartan ou algum outro medicamento. No primeiro dia, o paciente tomaria os dois fármacos, no segundo e no terceiro, apenas o anti-hipertensivo e placebo e assim por diante. Isso ajudaria as pessoas a tomar os medicamentos corretamente”, afirmou De Nucci.

O artigo Acetylsalicylic Acid Daily vs Acetylsalicylic Acid Every 3 Days in Healthy Volunteers: Effect on Platelet Aggregation, Gastric Mucosa, and Prostaglandin E2 Synthesis (doi: 10.1002/jcph.685) pode ser lido em onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/jcph.685/full .

Australiano encontra trufa negra gigante em sua propriedade

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‘É um monstro’, disse Stuart Dunbar enquanto pesava a trufa, que atingiu impressionantes 1,511 kg. Até agora, maior produzida por ele pesava 720 g.

 

Um produtor australiano encontrou uma trufa negra de 1,511 kg, uma das maiores já descobertas até agora.

O felizardo, Stuart Dunbar, explicou à AFP que levou 45 minutos para desenterrar o fungo gigante em uma horta de Woori Yallock, a leste de Melbourne.

“É um monstro”, disse Dunbar enquanto pesava a trufa.

Até agora, a maior já produzida por ele pesava 720 gramas. Dunbar acrescentou que nunca havia ouvido falar de uma trufa tão grande nem na Austrália, nem no mundo.

Em janeiro de 2012, no mercado de Sarlat, em Dordogne, sudeste da França, foi vendida uma trufa negra Périgord de 1,277 kg, que segundo a federação departamental de produtores de trufa era a maior da região.

A trufa de Dunbar é muito grande para os clientes e talvez não seja vendida.

“Meus clientes já se abasteceram para a semana” e o fungo conserva seu frescor por apenas alguns dias, disse Dunbar, que decidiu conservá-la em um pote com álcool e expô-la.

“É mais gratificante conservá-la e poder mostrá-la” aos clientes e visitantes, afirmou.

Pérola gigante de 34 kg achada nas Filipinas pode ser a maior do mundo

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Prefeitura de Puerto Princesa espera confirmação de cientistas.
Pérola foi encontrada há mais de 10 anos por pescador.

A prefeitura de Puerto Princesa, nas Filipinas, espera a confirmação de cientistas de que uma pérola natural gigante de 34 quilos encontrada na região seja a maior do mundo.

A pérola foi achada há cerca de 10 anos por um pescador da ilha Palawan, onde fica Peurto Princesa, de acordo com a representante do Escritório de Turismo da cidade, Aileen Cynthia Maggay-Amurao, citada pelo jornal locai “Palawan News”.

Segundo Amurao, o homem não estava ciente do valor da pérola e entregou a ela depois de muito tempo porque estava mudando de casa com frequência.

“A cidade de Puerto Princesa provavelmente vai ganhar outro título de prestígio e um recorde por ter a maior pérola natural gigante de um molusco gigante (34 quilos) depois de ser certificada por sua autenticidade”, publicou Amurao em seu perfil no Facebook.

“Apenas para a informação de todos, todas as pérolas gigantes registradas no mundo são das águas de Palawan”.

Homem engole de propósito 40 facas, e precisa passar por cirurgia na Índia

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Um homem na Índia passou dois meses engolindo facas, de forma que os médicos removeram 40 delas cirurgicamente do seu estômago.

“Ele tinha um desejo selvagem de consumir metal. Mesmo para nós, cirurgiões experientes, foi assustador”, disse o Dr. Jatinder Malhotra, que fez a operação, ao portal CNN. “Nós estávamos muito nervosos. Um pequeno erro poderia tirar a vida do paciente. Em meus 20 anos de prática, eu nunca vi nada parecido”.

Situação complicada

A equipe de Malhotra levou cerca de dois dias para formar um plano de diagnóstico e cirurgia. A operação durou cinco horas e foi concluída na última sexta-feira, 19, na cidade de Amritsar, no estado de Punjab.

 

Bizarro

O paciente é um pai de 42 anos de idade. De acordo com a CNN, ele se arrependeu de seu comportamento, e está se sentindo muito melhor agora, depois da cirurgia.

“Me desculpe, eu decepcionei minha família. Eu serei eternamente grato aos médicos e funcionários do hospital por salvar a minha vida”, disse ele.

Malhotra disse que o homem está “fora de perigo” e deve ser liberado do hospital em breve. Porém, ele vai precisar de tratamento psiquiátrico.

O próprio paciente não sabe explicar porque engolia as facas. “Eu apenas gostava de seu sabor e era viciado. Como as pessoas ficam viciadas em álcool e outras coisas, a minha situação era similar”, contou à CNN.

Distúrbio

Malhotra acredita que o paciente tenha um transtorno mental muito raro. Ele está atualmente sob a supervisão contínua da equipe psiquiátrica do hospital, e será visitado por especialistas de saúde mental em casa.

Aparentemente, ele prometeu que não vai sequer tocar em uma faca nunca mais.

Se o desejo por metal do homem ficar grave, os médicos aconselharam o paciente a tentar comer espinafre, para saciar a vontade de mais ferro em seu corpo. [CNN]

Esponja gera vapor usando luz solar

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Fervedor solar

Que tal ferver água sem gastar energia?

Engenheiros do MIT inventaram um dispositivo simples, uma espécie de esponja, que absorve a luz solar natural e aquece a água até a temperatura de ebulição, gerando vapor através dos seus poros.

O aparelho, que os pesquisadores chamam de um gerador solar de vapor, não precisa de espelhos ou lentes caras para concentrar a luz solar, dependendo apenas de uma combinação criativa de materiais de baixa tecnologia e baixo custo para capturar a luz solar ambiente e concentrá-la na forma de calor.

O calor é então direcionado para os poros da esponja, que levam a água para cima e a lançam para fora já como vapor.

A demonstração, feita deixando a esponja no telhado do laboratório, levou a água à sua temperatura de ebulição – 100º C – mesmo em dias nublados e relativamente frescos. A esponja tem uma eficiência de 20% na conversão da luz solar em vapor.

O material, de baixa tecnologia e baixo custo, pode oferecer alternativas para aplicações que vão desde a dessalinização e aquecimento de água residencial, até o tratamento de águas residuais e a esterilização de ferramentas médicas.

Gerador solar de vapor

Para construir o material, George Ni e seus colegas depositaram sobre uma fina folha de cobre uma película de um material comumente usado em aquecedores solares, que tem como característica a capacidade de absorção espectralmente seletiva.

Esse material absorve a radiação solar na faixa do visível, mas não irradia na faixa do infravermelho, o que significa que ele absorve a luz solar e retém o calor, minimizando a perda de energia.

O cobre revestido é então posto sobre uma espuma de carbono que flutua sobre a água, sendo tudo envolto em plástico bolha, criando uma estufa para que o vento não esfrie o sistema. O calor que é aprisionado é dirigido para furos, ou canais, que os pesquisadores perfuraram através da estrutura.

Quando a esponja é colocada sobre a água e tudo é posto ao Sol, a água sobe pelos canais, atingindo a temperatura de 100º C e deixando a estrutura na forma de vapor, onde pode ser usado ou coletado.

Bibliografia:

Steam generation under one sun enabled by a floating structure with thermal concentration
George Ni, Gabriel Li, Svetlana V. Boriskina, Hongxia Li, Weilin Yang, TieJun Zhang, Gang Chen
Nature Energy
Vol.: 1, Article number: 16126
DOI: 10.1038/nenergy.2016.126

 

Cientistas descobrem que pinheiro na Grécia tem mais de mil anos

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Árvore é a mais antiga já encontrada no continente, dizem universidades.
Ela foi batizada de ‘Adonis’, nome do deus grego da beleza e do desejo.

Uma parceria entre as universidades de Estocolmo, na Suécia, Mainz, na Alemanha, e Arizona, nos Estados Unidos, encontrou um pinheiro milenar, com 1.075 anos de idade, no norte da Grécia. De acordo com os pesquisadores, a árvore da espécie Pinus heldreichii é a mais antiga da Europa.

“É impressionante que esse organismo grande e complexo tenha sobrevivido tanto tempo em um ambiente tão inóspito, em uma terra que foi civilizada há mais de 3.000 anos”, disse o estudioso sueco Paul J. Krusic, líder da expedição que descobriu a árvore. Ela está entre mais uma dúzia de árvores no alto das montanhas da região.

Considerando a idade da árvore e onde foi encontrada, os cientistas têm batizado o pinheiro milenar de “Adonis”, uma homenagem ao deus grego da beleza e do desejo.

“Há muitos anos atrás, li uma tese muito interessante sobre uma floresta na Grécia. Na nossa pesquisa, nós tentamos construir cronológicamente a histórias do clima, e encontrar árvores vivas era uma das nossas motivações. Para ver a idade da árvore, é necessário coletar o núcleo da madeira, de fora para dentro. Esse núcleo é de um metro e tem 1.075 anéis anuais”, completou Krusic.

Os pesquisadores esperam que, a partir dos anéis dos núcleos de árvores como esse pinheiro milenar, possam chegar a informações mais precisas sobre condições climáticas e ambientais de milhares de anos atrás.

“Estou impressionado com o contexto da civilização ocidental e de toda a história humana que rodeou essa árvore. Todos os impérios, o Bizantino, Otomano, todas as pessoas que viveram nesta região. Muitas coisas poderiam ter levado à morte [da árvore]. Felizmente, essa floresta é basicamente intocada há mais de mil anos”, disse Krusic.

 

Cientistas descobrem como proteger o fígado do álcool

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Os fãs do happy hour podem ficar aliviados: abusar do álcool continua fazendo mal, mas uma descoberta científica pode diminuir os riscos de problemas no fígado.

Se tem uma parte do corpo que sofre com os drinks do dia a dia, é o fígado. Para quem abusa da bebida, de pouco em pouco, o álcool leva o órgão a ficar inflamado e processar mal as gorduras, processo que pode acabar na famosa cirrose. Mas os cientistas encontraram uma forma de “reprogramar” o fígado que pode prevenir e tratar os danos causados pela bebida.

Os cientistas ainda não entendem completamente como a Doença Hepática Alcóolica se desenvolve. Uma das teorias era que de que o excesso de bebida alcóolica levava a uma queda nos níveis do antioxidante glutationa (GHS). Conforme a GHS no fígado diminuía, radicais livres eram produzidos em excesso (o que é chamado de estresse oxidativo) e o fígado saía prejudicado.

Só que, em um novo estudo internacional, pesquisadores japoneses e americanos chegaram a uma conclusão bem diferente. Eles fizeram um experimento com ratinhos geneticamente modificados. A manipulação do DNA levava os animais a produzirem só 15% da GHS encontrada no fígado de um rato normal. Depois, esses ratos passaram seis semanas consumindo álcool todos os dias.

Como esperado, o estresse oxidativo aumentou. Mas, para a surpresa dos cientistas, ele passou a exercer um efeito protetor em vez de piorar as condições de saúde dos ratinhos. Os animais com GHS baixa tinham fígados mais resistentes à acumulação de gorduras, um processo chamado de esteatose, que é um dos principais sintomas da doença causada pelo álcool.

A análise do experimento mostrou uma ligação da GHS reduzida com a ativação da enzima AMPK, que ajuda a regular os gastos de energia (e a queima de gordura) do organismo.

Os cientistas querem entender mais sobre a relação entre GHS, estresse oxidativo e gordura no fígado para criar medicamentos capazes de tratar a Doença Hepática Alcóolica e tentar diminuir os casos de cirrose e de morte causada pelo alcoolismo.

Empreendedores belgas criam canoa dobrável

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A “canoa origami” ONAK pode ser dobrada e transportada como se fosse uma mala

Os que amam a canoagem enfrentam dificuldades derivadas do próprio sentido deste esporte: dispor de um veículo para transportar a canoa e de um lugar para guardá-la, dois problemas que dois empreendedores belgas solucionaram com uma versão dobrável.

Do obstáculo surge a inovação e assim foi como os belgas Otto Van de Steene e Thomas Weyn, ambos residentes na cidade de Gent, resolveram desenvolver uma canoa dobrável, fácil de transportar e armazenar, mas ao mesmo tempo capaz de oferecer condições de navegação similares ou melhores do que as de uma fixa.

Van de Steene relatou à Agência Efe que ambos faziam canoagem há muito tempo, mas que não tinham carro para transportar a canoa e nem lugar para guardá-la, e foi então quando, “por pura necessidade”, começaram a desenhar uma embarcação “que pudesse ser usada rapidamente e que fosse boa para navegar, já que isto ainda não existia”.

O resultado da tenacidade destes dois jovens, que chegaram a criar até 15 modelos antes de conseguir uma versão satisfatória, se chama ONAK, mede 465 centímetros de comprimento e 85 de largura e tem uma capacidade de entre 200 e 250 quilogramas.

A grande vantagem é que pode se transformar em uma espécie de mala com rodas de apenas 17 quilogramas e dimensões de 40x120x25 centímetros, sendo muito mais fácil de transportar, seja a pé ou de carro, assim como de armazenar.

Weyn afirmou que o problema com as demais canoas dobráveis disponíveis no mercado é que ou são infláveis, “razão pela qual a aquadinâmica nunca pode ser boa”, ou são de uma folha, o que faz com que perca energia sobre a água e, além disso, sejam difíceis de montar.

“Nossa canoa é feita de plástico duro, portanto tem todas as qualidades de uma canoa dura, mas fizemos com que haja pregas”, explicou. “Para isso é preciso uma técnica especial que desenvolvemos”, acrescentou.

Como indicou Weyn, engenheiro civil especializado em Física Aplicada, a canoa é feita de polipropileno, um polímero termoplástico, motivo pelo qual “é resistente aos talhos e navega com facilidade.

Para realizar o projeto, foram usados fundos públicos para a inovação do governo regional, financiamento privado e suas próprias economias.

A isso acrescentaram o arrecadado através de uma campanha de na plataforma “Kickstarter” que superou a meta inicial de 150 mil euros e alcançou 235,23 mil euros.

As canoas custam em torno de 1.195 e 1.295 euros.

Estes jovens empreendedores quiseram, além disso, ser originais na fase de comercialização do produto, na qual, além de recorrer às lojas nas quais são vendidas outras canoas, oferecem aos consumidores que adquiram um modelo de ONAK pela internet a possibilidade de obter ganho financeiro como “embaixadores”.

“Temos um modelo diferente do que o oferecido em outras empresas, damos a oportunidade a cada cliente de ganhar tanto como ganharia uma loja que vendesse nossa canoa”, contou Otto.

Cada canoa ONAK inclui um link que permite aos “embaixadores” que captem outros compradores ganhar 50 euros e até 200 euros se compartilharem “suas aventuras e eventos” em um perfil online.

Além disso, os novos clientes que adquirirem a canoa através deste método obtêm gratuitamente uma bolsa impermeável, por isso que ambas as partes saem beneficiadas e é gerada uma espécie de comunidade na internet em torno do produto e da empresa.

Van de Steene, que estudou design gráfico, revelou que já foram vendidas em só um mês 235 canoas, muitas delas no exterior e a maioria fora da Europa.

Seu projeto demonstrou que há “um enorme interesse” pela inovação, sobretudo levando em conta o mercado potencial ao qual ainda não chegaram.

Os dois empreendedores declararam que esperam consolidar seu negócio além das fronteiras da Bélgica, que ironicamente chamam de “o pior país para fazer canoagem”, mas em cujos rios foi inventada uma canoa que revolucionará as condições nas quais se exerce esta modalidade.

Ler livros aumenta longevidade, diz estudo

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“‘Viram?’, disse Hermione quando Harry e Rony terminaram. ‘O cachorro deve estar guardando a Pedra Filosofal de Flamel!’. ‘Uma pedra que produz ouro e não deixa a gente morrer!’, exclamou Harry.” O trecho de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” pode ser adaptado, pelo menos em partes, para a vida real. É só trocar a pedra filosofal por um livro.
Claro que a ideia de vida eterna também é um exagero, mas uma pesquisa recente afirma que a leitura de livros pode resultar em um tempo a mais de vida.
Ler livros reduziu, aparentemente, em 20% os riscos de mortalidade das pessoas que, por 12 anos, foram acompanhadas. A pesquisa, publicado na revista “Social Science & Medicine”, utilizou dados do Health and Retirement Study, realizado pela Universidade de Michigan. Os 3.635 entrevistados eram adultos acima de 50 anos.
Além de verificar se e quanto as pessoas liam, o estudo, chamado “A Chapter a Day” (Um Capítulo por Dia, em tradução livre), precisou “descontar” o efeito de alguns fatores que influenciam a longevidade, entre eles: câncer, doenças de pulmão, infarto, diabetes e hipertensão. Estado civil e situação de trabalho, histórico de depressão, idade, sexo, raça e condição econômica também foram considerados.
Mesmo assim, os pesquisadores da Universidade Yale constataram uma bela vantagem na sobrevivência daqueles que liam em média 30 minutos por dia, quando comparados a não leitores. “É divertido saber que quanto mais leio mais tempo vou ter para ler”, diz o professor de literatura Edmundo Juarez, 57.
O estudo afirma que livros propiciam uma “leitura imersiva”, na qual o leitor consegue fazer conexões entre o que está sendo lido e o mundo ao redor, as possíveis aplicações daquilo na vida real.
Vocabulário, concentração, pensamento crítico, empatia, comportamentos mais saudáveis e menos estresse. A melhora de todos esses processos cognitivos, no fim, pode levar a uma vida um pouco mais longa.
Juarez concorda que a leitura diária melhora a saúde mental. Um dia sem livros faz com que ele se sinta mal.
“É o melhor passatempo que existe e é barato. O tempo passa voando, mesmo que ele vá devagar. Você se sente bem ao terminar a leitura.”
O brasileiro, em geral, tem opiniões um pouco diferentes sobre o assunto. Segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada este ano pelo Instituto Pró-livro e pelo Ibope Inteligência, apenas 24% dos entrevistados disseram gostar de ler livros no tempo livre.
Redes sociais, televisão, música, Whatsapp, tudo isso está na frente da leitura de livros no gosto dos brasileiros.
A mesma porcentagem de pessoas, 24%, declararam gostar de ler jornais e revistas no tempo livre, outro tipo de leitura que também foi levado em conta na análise dos pesquisadores da Universidade Yale. Contudo os resultados para os periódicos, mesmo ainda positivos, não foram tão expressivos.
Mesmo que o estudo norte-americano tenha tentado controlar todos os fatores que, de alguma forma, poderiam influenciar na expectativa de vida, algumas coisas podem ter escapado.
“A qualidade da educação recebida. Se uma pessoa estudou em escolas melhores (mesmo tendo a mesma escolaridade), isso pode ter levado ela a, ao mesmo tempo, ler mais livros e também a adquirir maior conhecimento sobre saúde que a levem a tomar mais cuidado com a sua saúde e portanto viver mais”, afirma Alexandre Chiavegatto, professor de estatísticas de saúde da USP.
Mesmo com a pesquisa bem conduzida, mais estudos ainda são necessários para provar a relação. “Se a associação for confirmada no futuro, espero que escrevam um livro sobre o assunto”, brinca Chiavegatto. Na dúvida, vale guardar sua pedra filosofal -ou tentar encontrar uma.