É mais fácil parar totalmente de beber do que diminuir a quantidade de álcool que você toma De 10 pessoas que querem só dar aquela “reduzidinha” no goró, só 5 tem sucesso.

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Quem nunca acordou no domingo de manhã pensando “nunca mais vou beber” que atire a primeira pedra. Vale o dobro de pedras se você não estava de volta no bar na sexta-feira seguinte. Mas um novo estudo sueco garante: é muito mais fácil você cumprir a promessa de domingo do que chegar no bar na sexta e tentar beber menos.

Quando a bebida para de ser divertida e começa a causar problemas, já pode ser um primeiro sinal de dependência do álcool. Enquanto algumas pessoas decidem parar totalmente de beber, muitos pacientes (e profissionais de saúde) preferem só a reduzir dos drinks até um nível responsável, que a pessoa seja capaz de controlar.

Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, resolveram investigar se existe diferença entre os dois métodos. Estudos anteriores diziam que um não é necessariamente melhor que o outro – desde que os pacientes sejam acompanhados por especialistas com os mesmos objetivos. Ou seja, você e seu terapeuta têm que concordar na melhor estratégia, seja reduzir ou parar.

O problema é que, no longo prazo, uma pessoa sóbria tem muito mais chances de manter seu novo estilo de vida que aquele que só deu uma reduzida no goró.

O estudo acompanhou 201 pessoas com dependência de álcool por 2 anos e meio. Durante esse tempo, elas relataram qual era seu objetivo pessoal (parar ou reduzir), qual era o objetivo do seu tratamento e quanto estavam bebendo de fato.

Entre os voluntários que queria parar totalmente e fizeram um tratamento que estimulava a abstinência, 88% conseguiu zerar o álcool nesse período de tempo – 16% a mais do que os pesquisadores esperavam.

Já entre os que tentaram diminuir a bebida até um consumo de baixo risco, só 54% teve sucesso – 16% a menos do que a expectativa dos cientistas.

E existe ainda um terceiro caso: as pessoas que não faziam ideia se queria parar ou só reduzir, mas sabiam que precisavam de ajuda. As que foram procurar assistência em um grupo de abstinência, como o A.A., tiveram bem mais sucesso. 8 em cada 10 conseguiram abandonar o consumo de alto-risco de álcool de alguma forma – seja bebendo menos, seja parando.

Agora, as que foram parar em tratamentos focados em reduzir o consumo não conseguiram manter nenhum dos dois hábitos: continuaram a beber em excesso em 57% dos casos.

Isso não quer dizer que reduzir o álcool não funciona para algumas pessoas – nem que, se você tem uma relação problemática com a bebida, está fadado a nunca mais tocar em um drink. Mas o resultado indica que, na maioria das vezes, é (muito) mais fácil para o seu autocontrole simplesmente cortar o mal pela raiz.

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