Rosto de múmia com 2 mil anos é reconstruído graças à impressão 3D

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Não é incrível o que a tecnologia 3D é capaz de conseguir? Nós aqui do Mega Curioso já falamos a respeito de um paciente que teve ossos de titânio implantados no corpo que foram criados a partir de impressões tridimensionais e também de uma águia e um tucano que ganharam bicos novinhos em folha graças a essa inovação. Recentemente foi a vez de uma múmia de 2 mil anos ter o rosto reconstruído por meio dessa técnica em conjunto com a ciência forense.

De acordo com Richa Malhotra, do portal Live Science, o crânio egípcio (mumificado) foi descoberto por um grupo de cientistas entre os artefatos de uma coleção da Universidade de Melbourne, na Austrália. Entretanto, como a peça parecia não estar em muito bom estado, a equipe decidiu fazer uma tomografia computadorizada do item.

Muito prazer, Meritamun!

Segundo Richa, o exame revelou que, na verdade, o crânio se encontrava surpreendentemente bem preservado — e os cientistas decidiram continuar “brincando” com o artefato. Com base nas imagens obtidas através da tomografia, o time imprimiu uma réplica tridimensional do crânio e, a partir daí, determinou uma porção de coisas a respeito da múmia.

 

Depois de avaliar diversas características dos ossos da face — incluindo o ângulo do maxilar e as orbitas dos olhos —, os pesquisadores concluíram que o crânio pertencia a uma mulher que provavelmente não passava dos 25 anos de idade quando morreu, isso há pelo menos 2 mil anos. Os cientistas também concluíram que a jovem foi alguém importante o suficiente para ser mumificada e batizaram a coitada de Meritamun. Veja a reconstrução de seu rosto a seguir:

Os exames de tomografia também revelaram outras coisas a respeito da moça egípcia, como alguns problemas de saúde de que ela pode ter sofrido. Os cientistas perceberam, por exemplo, que Meritamun tinha problemas dentais e que a parte superior de seu crânio era extremamente fina e porosa, o que, segundo eles, é compatível com o diagnóstico de anemia profunda.

Segundo explicaram, a deficiência de hemoglobina e oxigênio no sangue pode ter causado o inchaço da medula — como resultado da tentativa desesperada desse tecido de produzir mais glóbulos vermelhos — e, consequentemente, a perda óssea no crânio. Os pesquisadores disseram que tanto os problemas dentais como a anemia eram bastante comuns entre os antigos egípcios, e a deficiência sanguínea possivelmente foi um dos fatores que levaram Meritamun à morte.

O mais interessante a respeito da impressão da réplica tridimensional do crânio é que ela não só permitiu não apenas que os cientistas recriassem o rosto de alguém que faleceu há tanto tempo, mas também que desvendassem diversos mistérios sobre Meritamun sem danificar os ossos originais.

 

Vídeo

 

 

 

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