De esgoto a água potável

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Melhorar essas condições foi o que impulsionou a criação de um equipamento, o Janicki Omni Processor.

O equipamento, criado pela empresa de engenharia Janicki Bioenergy, dos Estados Unidos, converte o esgoto em água potável e energia, cujo subproduto são cinzas.

A companhia tem um projeto-piloto em Dacar, no Senegal, e trata atualmente os dejetos de 50 mil a 100 mil pessoas. A água foi declarada como “deliciosa” por Bill Gates, que financiou o projeto por meio da Fundação Bill e Melinda Gates.

Apesar do temor de que as pessoas podem ficar reticentes em beber essa água, a empresa afirma que sua equipe local tem ficado “bastante animada para experimentar”.

“Eles bebem a águam voluntariamente com regularidade, e a prática se tornou bastante popular.”

A presidente da empresa, Sara Van Tassel, afirma que os funcionários “continuam a aprender novas lições a cada mês teste”, tentando encontrar maneiras de lidar com coisas como tempestades de poeira, encontrar peças de reposição e manutenção.

Ela afirma que a experiência teve valor “inestimável” para seu modelo comercial, cuja primeira unidade planeja enviar para o oeste da África no próximo ano.

A esperança é de que diversas dessas máquinas estarão disponíveis ao redor do mundo – a ideia é que cada uma delas processe o esgoto de até 200 mil pessoas e possa prover água para 35 mil.

Nem tudo é sucesso

Mas projetos-piloto nem sempre funcionam de acordo com o plano.

Um exemplo é o Bio-Bus, primeiro ônibus movido a dejetos humanos e domésticos do Reino Unido, foi lançado com muito alarde na inglesa Bristol no ano passado.

A iniciativa foi liderada pela empresa de energia renovável da Wessex Water, a GENeco, para mostrar com o gás biometano – produzido durante o tratamento de esgoto e alimentos não consumidos – poderia ser utilizado como alternativa sustentável para veículos e residências.

Apesar das reações positivas de passageiros e os elogios de organizações ambientais, a First Group, que operava o ônibus, informou que o pedido para que o governo expandisse o serviço não teve sucesso.

O gás produzido pelo tratamento de esgoto de Bristol agora é utilizado na rede nacional de gás.

O investimento no esgoto, porém, parece ter ultrapassado o setor energético.

Nos Estados Unidos, pesquisadores identificaram restos de ouro em estações de tratamento americanas em níveis que, se encontrados em rocha, seriam considerados viáveis para garimpo.

Esses especialistas também encontraram prata e elementos raros, como paládio e vanádio.

Um estudo anterior, realizado pela Universidade do Estado do Arizona, estimou que uma cidade de um milhão de habitantes dá a descarga em cerca de US$ 13 milhões (cerca de R$ 44,8 milhões) de metais preciosos todos os anos.

 

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