É real: existe um rio de água fervente na selva amazônica (cientista o encontrou)

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A existência de um rio de água fervente na selva amazônica é uma antiga lenda bastante conhecida. Tanto que até Andrés Ruzo, um cientista peruano, ouviu histórias a respeito quando ainda era criança.

Durante muito tempo, a tal lenda foi considerada absurda para grande parte de pesquisadores e até mesmo governos que ignoravam o fato que, anos depois, foi finalmente comprovado pelo próprio Ruzo.

De acordo com o pesquisador, os habitantes locais já conheciam o rio e até aproveitam seu vapor para cozinhar e se lavar nas águas aquecidas. Ele afirma que o caso pode ser explicado de forma simples: a Terra possui água quente que corre por suas rachaduras e, quando elas chegam à superfície, produzem torres de vapor, águas termais e, claro, rios ferventes.

Como pode existir um rio fervente na Amazônia

Em um relato para o site da BBC Mundo, Ruzo explica que, em teoria, não faria mesmo sentido haver um rio de água fervente na selva amazônica, já que o fenômeno natural geralmente está associado à presença de vulcões como fontes de calor para produzir o aquecimento acima do normal.

Porém, ao adentrar a selva a mais de 700 km do centro vulcânico mais próximo, Ruzo finalmente se deparou com um rio cuja temperatura média da água chegava a 86 graus Celsius.

Entre os relatos de Ruzo está a descrição sobre o que ocorre quando um animal cai dentro do rio fervente: perdem os olhos, que cozinham muito rápido, e acabam perdendo suas forças e morrem quando a água entra em suas bocas, os cozinhando por dentro.

As águas ferventes do rio da selva amazônica são algo único, conta o cientista. Mesmo após passar anos buscando informações sobre o fato, ele ainda não conseguiu explicações de colegas pesquisadores que indicassem os motivos do sistema geotérmico não-vulcânico dessa magnitude.

Sem respostas definitivas, Ruzo diz estar empenhado em investigar profundamente o território para entender o fenômeno. Para as novas gerações, o cientista, que criou um site sobre o projeto, ainda deixa o conselho: “Há muito a se explorar. Vivemos em um mundo incrível. Então, seja curioso.”

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