Mulher acorda de coma após 7 anos após complicações no parto e conhece filha

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Família da sérvia criou página para arrecadar fundos para o tratamento de Danijela

Sete anos depois de dar à luz, a sérvia Danijela Kovacevic finalmente conheceu a filha, Marija. Após o parto, vítima de uma septicemia, ela entrou em coma e só recentemente começou a responder a estímulos. Nas redes sociais, imagens de mãe e filha vêm emocionando a internet, onde uma página no Facebook arrecada recursos para que Danijela possa continuar sua reabilitação numa clínica alemã.

Aos 25 anos, a jovem de Indjija se tornou a paciente a sobreviver por um período de coma mais longo na Sérvia. Imagens publicadas mostram o enorme desafio que ainda tem pela frente, assim como os progressos: ela já tem reações como felicidade e raiva, consegue acompanhar conversas, ficar sentada e segurar um tablet, por exemplo. “Ela está bem melhor”, comentou o pai dela, Djordje Kovacevic, ao “Daily Mail”. Entretanto, a jovem ainda usa fraldas, trocadas a cada três horas.

A página que arrecada fundos para ajudar Danijela conta um pedacinho da história da jovem mãe. “Apaixonada, ela decidiu dar à luz aos 17 anos, mas teve septicemia após o parto e o coração dela parou por cerca de meia hora”. Segundo o mesmo texto, médicos estão positivos com relação à recuperação dela, mas alertam: ela precisa de tratamento.

 

Gmail e Gdrive: saiba como aumentar o espaço livre

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Alguns arquivos não consomem o volume da cota; e-mails e fotos podem esgotar o espaço rapidamente

 Gerenciar a caixa de entrada é um trabalho que tem se tornado cada vez mais complicado e demorado. Se o profissional não for cuidadoso, pode experimentar uma queda aguda na produtividade por conta do tempo gasto lendo e apagando e-mails.

No caso dos serviços integrados do Google – Gmail, Gdrive e Google Fotos – o gerenciamento pode ser ainda mais complicado. Em parte porque ninguém lembra de verificar quanto há de espaço livre (lembra quando o Google propagandeava “você nunca mais precisará apagar um e-mail”?). Serviços integrados, como o Google Fotos, têm backup automático, o que enche a memória no disco virtual de forma imperceptível.

Mas também há singularidades nas próprias versões do Google Drive. Por exemplo, os itens na lixeira ocupam espaço no disco virtual, mas não são sincronizados com o computador. Já os itens compartilhados ocupam espaço no computador, mas não no Drive. Se um mesmo item for incluído em várias pastas, eles serão sincronizados várias vezes com o computador e irão ocupar mais espaço.

Como liberar espaço

Se a cota de armazenamento estiver próxima do teto, há duas opções: deletar arquivos grandes e pouco utilizados ou comprar mais cota. Considerando a alternativa mais econômica, é importante saber quais são os arquivos que ocupam mais espaço e que têm prioridade na hora da limpeza.

No Google Drive, a maioria dos arquivos no “Meu Drive” têm seu volume computado na cota. São PDFs, imagens, vídeos e até itens que estão na lixeira – que podem ser os primeiros a serem excluídos em definitivo. Já os documentos, planilhas, formulários e outros itens nativos do antigo Google Docs não consomem armazenamento.

No Gmail, todas as mensagens e seus anexos ocupam espaço – incluindo aqueles que estão nas pastas de spam e lixeira.

No Google Fotos, as imagens e vídeos armazenados no tamanho original consomem espaço. É possível reduzir o tamanho dos arquivos para que eles não consumam o armazenamento. Basta acessar as configurações e selecionar a opção “alta qualidade”, ao invés de “qualidade original”.

Vale ressaltar que o limite de “alta qualidade” não é chamado assim em vão: as fotos, pór exemplo, são compactadas para um tamanho máximo de 16MP, caso seja maior – com essa resolução, é possível imprimir as fotos com boa qualidade em até 24×16 polegadas. Já os vídeos são compactados para contarem 1080p de definição.

Se você usa aplicativos integrados ao GDrive, seus arquivos podem armazenar dados ocultos. Para ver a quantidade exata, é necessário acessar as configurações do GDrive e clicar em “gerenciar aplicativos”. Para excluir os dados ocultos, basta selecionar “opções” e, em seguida, “excluir dados ocultos de aplicativos”.

Listar arquivos

Para definir melhor as prioridades para a limpeza, é útil saber quais são os maiores arquivos. Essa ação pode ser melhor executada em um computador ou notebook. No GDrive para PC ou Mac, os arquivos podem ser listados do maior para o menor (clique aqui para ver).

No Gmail, uma ação semelhante pode ser executada. Mas, nesse caso, você precisará usar operadores de pesquisa. Por exemplo: para pesquisar apenas as mensagens que contêm anexo, basta digitar no campo de pesquisa “has:attachment” (sem as aspas). Também é possível pesquisar por mensagens filtrando pelo tamanho exato em bytes, com o operador “size” seguido do número de bytes desejado.

Exemplo:
size:1000000, ou
size:10M

Se você quiser filtrar mensagens maiores ou menores em relação a um determinado tamanho em bytes, pode usar os operadores “larger” e “smaller”. É importante notar que não deve haver espaço entre os dois pontos e o valor.

Exemplo:
larger:10M
smaller:1000000

Veja aqui a lista completa de operadores.

Quase mil moedas são retiradas do estômago de uma tartaruga marinha na Tailândia

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Jogar moedas em fontes para ter sorte é uma superstição popular, mas que quase custou a vida de uma tartaruga marinha na Tailândia, que teve 915 moedas removidas de seu estômago.

Veterinários de Bancoc operaram nessa segunda-feira, 25, uma tartaruga marinha de 25 anos chamada “Bank”, cuja “indigesta dieta” é resultado dos muitos turistas que buscaram fortuna durante anos jogando moedas em seu tanque, localizado na cidade de Sri Racha, na região leste do país. Muitos tailandeses acreditam que jogar moedas em locais com tartarugas traga longevidade.

Em média, uma tartaruga marinha vive cerca de 80 anos, de acordo com Roongroje Thanawongnuwech, veterinário da Universidade de Chulalongkorn. A espécie de “Bank” está listada nas ameaçadas de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla original).

Em “Bank”, o consumo de moedas criou uma pesada bolsa de metal em seu estômago, pesando cerca de 5 quilos. O peso causou uma lesão na coluna vertebral da tartaruga, que infeccionou.

Cinco cirurgiões participaram do procedimento, que durou quatro horas. Como a “bolsa de moedas” era grande demais para ser retirada pela garganta da tartaruga, ela foi anestesiada e submetida a uma incisão de 10 centímetros, da qual foram retirados os objetos, muitos deles corroídos ou parcialmente dissolvidos.

“O resultado é satisfatório. Agora é a agora de ‘Bank’ se recuperar”, explicou o veterinário Pasakorn Briksawan. Enquanto estiver em recuperação, a tartaruga passará por uma dieta líquida durante duas semanas.

Na unidade veterinária, a tartaruga foi submetida a um escaneamento 3D, no qual foram identificadas as moedas, além de dois anzóis, que também foram removidos.

A líder da equipe cirúrgica relatou que ficou furiosa ao saber do diagnóstico de “Bank”. “Eu estava muito brava com as pessoas que, intencionalmente ou não, fizeram isso com ela, causando todo esse sofrimento”, disse Nantarika Chansue, chefe do centro de pesquisa de animais marinhos da universidade.

 

A americana que nunca sente fome – e como sua doença pode ajudar na busca por ‘cura’ da obesidade

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Abby Solomon, de 21 anos, sofre desde o nascimento de uma doença rara que a impede de sentir fome

Trata-se da síndrome progeroide neonatal, que basicamente inibe a produção do hormônio conhecido como asprosin, responsável por estimular o apetite.

Sendo assim, a jovem nunca quer se alimentar. Mas está sempre comendo – ela conta ter de andar com barrinhas de cereal ou qualquer alimento na bolsa para não correr o risco de desmaiar por falta de glicose.

Abby ingere em média menos da metade da quantidade de calorias necessárias para uma pessoa de sua idade.

Mas bastam algumas mordidas – ou garfadas – para ela se sentir satisfeita e não conseguir comer mais nada.

A mutação genética que causa a doença também faz com que Abby envelheça de maneira precoce – ela aparenta ter muito mais que seus 21 anos.

A jovem é um dos raros casos de pessoas que conseguiram sobreviver na idade adulta com essa síndrome.

Apesar das terríveis consequências para ela, sua condição também traz uma esperança para os cientistas: compreender essa mutação pode ser útil na busca por um tratamento mais eficiente contra a obesidade.

Assista ao vídeo

Brasileiro fabrica sua própria prótese de braço usando sucata e criatividade

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A vida nunca foi fácil para o seu Ari. Até que um acidente grave lhe trouxe mais um desafio. Mas quem disse que ele se deixou abater? Veja o que ele fez.

A vida nunca foi fácil para o seu Ari. Até que um acidente grave lhe trouxe mais um desafio. Mas quem disse que ele se deixou abater? Na reportagem do Fantástico, você vê como a criatividade de um brasileiro transformou sucata em solução. É a incrível história do cearense que construiu sozinho uma prótese de braço para ele! Ari tira as ideias dele de onde a gente menos espera. Quem pode imaginar, por exemplo, que alguma peça de bicicleta possa servir pra uma prótese?
Ele imaginou.

Vídeo Reportagem

 

Dieta que imita jejum pode ser futuro tratamento para diabetes

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Pesquisadores conseguiram reverter sintomas de diabetes e restaurar o funcionamento do pâncreas em ratos ao colocá-los em dietas que imitam o jejum. O estudo foi publicado na revista Cell de fevereiro de 2017.

Esta dieta que dura cinco dias por mês engana o corpo para que ele acredite que está em jejum, “reiniciando” as funções de alguns órgãos e restaurando a produção de insulina, dizem os cientistas. A vantagem dessa dieta em relação ao jejum tradicional é que o corpo continua recebendo nutrientes, proteína e pequena quantidade de energia.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Valter Longo e sua equipe da Universidade do Sul da Califórnia. Vale lembrar que tanto a universidade quanto Longo são os fundadores do L-Nutra, empresa de produtos alimentares para essa dieta que imita o jejum.

No estudo, a equipe de pesquisadores observou que a dieta reverteu os sintomas dos dois tipos de diabetes em ratos. “Ao forçar o organismo do rato para um estado extremo e depois trazê-lo de volta, as células no pâncreas passam a se reprogramar”, afirma Longo.

Já nos seres humanos, segundo a equipe, esta dieta ajuda na perda de peso e na redução de problemas cardíacos, câncer e até os sintomas de Esclerose Múltipla.

Neste estudo mais recente, os ratos foram colocados na dieta especial por quatro dias a cada semana, por vários meses. O resultado observado foi que as células beta do pâncreas foram regeneradas, armazenando e liberando insulina de forma normal.

Os pesquisadores também simularam a dieta em células pancreáticas humanas de doadores com diabetes tipo II. Neste caso, o jejum simulado também causou a normalização da insulina e da proteína Ngn3, necessária para o funcionamento normal do pâncreas.

Apesar de oferecer ótimos resultados, não devemos nos precipitar. Por enquanto, os testes foram feitos apenas em ratos e em células humanas em laboratório, e os pesquisadores alertam as pessoas para que não tentem reproduzir esta dieta em casa para tratar o diabetes.

Esta dieta deve ser feita sob medida para as necessidades de cada paciente, para que o médico possa medir os níveis de calorias e tipos de alimentos que devem ser ingeridos.

A próxima etapa do estudo é realizar estudos em humanos. “O mais interessante é que esse sistema provavelmente sempre existiu. Agora que o descobrimos, podemos achar formas de trabalhar com ele e usá-lo para o benefício da saúde humana”, afirma o pesquisador. [Science AlertCell]

Esse robô assustador é um mestre do parkour

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Chamado de Handle, o novo robô da Boston Dynamics foi apresentado pela empresa nesta semana. Ele tem 1,98m de altura e se move sobre rodas, a uma velocidade média de 14km/h.

 

Seu sistema de equilíbrio é tão sofisticado que ele consegue percorrer terrenos com obstáculos sem ter que diminuir a velocidade, como ladeiras com neve, escadarias e terrenos com alturas desiguais, em que cada roda fica a uma altura diferente. Curvas fechadas e giros não são desafios para ele.

 

Além disso tudo, ele é ótimo em realizar saltos, atingindo altura de 1,21m. O Handle também consegue erguer pesos de até 45kg. Uma vez que sua bateria esteja carregada, ele consegue percorrer até 24km.

 

Este novo design com rodas, diferente dos antigos que tinham pernas e braços semelhantes aos seres humanos, mostra que a empresa pretende priorizar função acima da forma. Este modelo com rodas é mais rápido e mais estável que os anteriores, e tem apenas 10 juntas. Isso faz com que sua produção seja mais simples e fácil, caso seja produzido em grande escala algum dia. [Techcrunch]

Veja todas as habilidades do Handle no vídeo 

 

NOVO SISTEMA SOLAR DESCOBERTO – CONFIRA OS DETALHES

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Astrônomos descobriram um sistema com sete planetas do tamanho da Terra a cerca de apenas 40 anos-luz de distância. Com o auxílio de telescópios no espaço e também no solo, incluindo o Very Large Telescope do ESO, os planetas foram todos detectados quando passavam em frente da sua estrela progenitora, a estrela anã superfria chamada TRAPPIST-1. De acordo com o artigo científico publicado hoje na revista Nature, três dos planetas situam-se na zona habitável da estrela e poderão ter oceanos de água à superfície, aumentando a possibilidade deste sistema planetário poder conter vida. O sistema tem ao mesmo tempo o maior número de planetas do tamanho da Terra descoberto até agora e o maior número de mundos que poderão ter água líquida em sua superfície.

Os astrônomos utilizaram o telescópio TRAPPIST-South instalado no Observatório de La Silla do ESO, o Very Large Telescope (VLT) situado no Paranal e o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, além de outros telescópios em todo o mundo para confirmar a existência de pelo menos sete pequenos planetas em órbita da estrela anã vermelha fria TRAPPIST-1. Todos os planetas, com os nomes TRAPPIST-1b, c, d, e, f, g, h — por ordem crescente de distância à sua estrela — têm tamanhos semelhantes à Terra .

Diminuições na emissão da luz estelar causados por cada um dos sete planetas ao passarem em frente à estrela — os chamados trânsitos — permitiram aos astrônomos retirar informação sobre os seus tamanhos, composições  e órbitas . Os pesquisadores descobriram que pelo menos os seis planetas mais internos são comparáveis à Terra em termos de tamanho e temperatura.

 

Cientistas usam maçã para criar tecido humano para transplante

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Técnica foi desenvolvida no Canadá como opção mais barata aos procedimentos tradicionais de medicina regenerativa.

Para a imensa maioria da população mundial, maçã serve para comer.

Mas, para o biofísico canadense Andrew Pelling, a fruta tem outras finalidades.

Pelling é professor da Universidade de Ottawa, no Canadá, e vem usando não só a maçã, mas outras frutas, verduras, legumes e até flores para ajudar a reconstruir o corpo humano.

Por trás disso, está a intenção de desenvolver métodos mais novos e baratos da chamada medicina regenerativa.

Em um experimento recente, Pelling e sua equipe removeram as células e o DNA de uma maçã, até sobrar apenas a sua estrutura de celulose – a mesma que deixa a fruta crocante. Existente na maioria dos vegetais de característica fibrosa, a celulose é responsável por dar a rigidez e firmeza às plantas e não é digerida pelos seres humanos.

Os cientistas constataram, então, que essa estrutura se mostrou efetiva para o implante de células vivas em laboratório, incluindo células humanas.

Em um segundo momento, a equipe esculpiu maçãs em formato de orelha, e usou as estruturas de celulose resultantes para implantar – nelas – células humanas, recriando “orelhas”.

“Trata-se de um material de baixo custo com o qual você criar diferentes estruturas. Ele abre várias possibilidades para a medicina regenerativa”, diz Pelling em entrevista à BBC.

Esse tipo de suporte para fazer implantes em pacientes com tecidos danificados ou doentes é uma ferramenta essencial para a medicina regenerativa. Médicos e dentistas usam essas estruturas para fazer enxerto de pele e de osso, e para reparar joelhos danificados, ligamentos e gengivas.

Mas os produtos disponíveis no mercado podem ser muito caros – entre US$ 30 a US$ 1,5 mil por centímetro quadrado ? e são normalmente derivados de animais ou cadávares humanos.

Já a estrutura feita a partir da maçã custa centavos de dólar.

Para conduzir o experimento, Pelling transplantou as estruturas de celulose em uma cobaia e observou a formação de vasos sanguíneos.

Agora, ele está fazendo testes semelhantes com aspargos, pétalas de flores e outras frutas, legumes e verduras.

Pelling suspeita que a estrutura das pétalas de flores – fina e plana – pode se provar ideal para produzir pele enquanto o formato dos aspargos seriam úteis para estimular o crescimento de nervos e vasos sanguíneos.

Medicina regenerativa

O campo da medicina regenerativa vem crescendo na última década.

Pesquisadores já conseguiram criar artificialmente traqueias e bexigas e agora trabalham para produzir órgãos mais complexos.

Pelling espera poder desenvolver materiais de baixo custo e “de código aberto” (ou seja, capaz de ser adaptado e aperfeiçoado por outros cientistas) que ajudem a impulsionar a revolução.

“O próximo desafio é saber se poderemos trabalhar com organismos mais complicados, órgãos, músculos ou ossos”, afirma.

‘Porta do inferno’: a gigantesca cratera que continua crescendo e revela como a Terra era há 200 mil anos

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Um buraco de 1 quilômetro de extensão e 85 metros de profundidade não para de crescer em uma remota região da Rússia e é chamado de “porta para o inferno” por pessoas que vivem na região, que preferem evitá-lo.

Mas cientistas asseguram que se trata de uma cratera única, um registro detalhado de 200 mil anos de história da Terra.

Batagaika, a gigantesca cratera, emerge de forma dramática na floresta boreal da Sibéria à medida que o permafrost – tipo de solo que está sempre congelado – derrete como efeito do aquecimento global.

A cratera tem crescido na média de 10 metros por ano. Mas em anos mais quentes, esse aumento chegou a 30 metros, conforme indicou estudo do Instituto Alfred Wegener em Potsdam, na Alemanha. A instituição vem monitorando o buraco há uma década.

A cratera representa uma rara oportunidade de observar, ao mesmo tempo, o passado, o presente e o futuro.

As camadas de sedimento expostas revelam como era o clima na região há 200 mil anos. Resquícios de árvores, pólen e animais indicam que, no passado, a área foi uma densa floresta.

Esse registro geológico pode ajudar a compreender como será, no futuro, a adaptação da região ao aquecimento global. E, ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da cratera é um indicador imediato do impacto cada vez maior das mudanças climáticas no degelo do permafrost.

Desmatamento

A cratera apareceu na década de 60, de acordo com Julian Murton, professor da Universidade de Sussex, na Inglaterra.

O rápido desmatamento na região deixou o terreno sem a proteção das sombras das árvores nos meses de verão. Assim, os raios de sol aqueceram o solo e aceleraram o processo de degelo, uma vez que era a vegetação que mantinha o solo resfriado.

“Esta combinação de menos sombra e transpiração levou a um aquecimento da superfície”, explica Murton em entrevista à BBC.

Com o derretimento do permafrost, é possível que venham a surgir mais crateras como também lagos e bacias hidrográficas.

Para o professor, “à medida que o gelo derrete em novas profundidades, podemos ver o surgimento de paisagens novas”.

Reconstituição histórica

Cientistas ainda trabalham na análise de sedimentos e tentam decifrar a cronologia exata da cratera.

“Queremos saber se as mudanças climáticas durante a última Era do Gelo esteve caracterizada por uma grande variabilidade, com períodos intercalados de aquecimento e esfriamento”, diz Murton.

Isso é importante porque a história climática de grande parte da Sibéria ainda pode ser considerada um mistério. Ao reconstruir alterações ambientais do passado, cientistas esperam conseguir prever mudanças similares no futuro.

Há 125 mil anos, por exemplo, houve um período interglacial, com temperaturas vários graus acima das registradas atualmente.

“Entender como era o ecossistema pode nos ajudar a entender como a região se adaptará ao atual aquecimento do clima”, afirma o professor Julian Murton.

‘O aquecimento acelera o aquecimento’

A cratera Batagaika pode oferecer lições cruciais, em especial sobre os mecanismos que aceleram o aquecimento em áreas de permafrost.

À medida que o degelo avança, mais e mais carbono é exposto a micróbios. Estes micro-organismos consomem carbono e produzem dióxido de carbono e metano – gases causadores do efeito estufa.

O metano é capaz de acumular 72 vezes mais calor que o dióxido de carbono num período de 20 anos.

Além disso, os gases liberados pelos micróbios na atmosfera aceleram ainda mais o aquecimento.

“É o que chamamos de ‘feedback positivo'”, explica Frank Gunther, do Instituto Alfred Wegener. “O aquecimento acelera o aquecimento e, no futuro, poderemos ver mais estruturas como a cratera de Batagaika”, completa o pesquisador.

Segundo o pesquisador, não há nenhuma obra de engenharia que possa conter o desenvolvimento dessas crateras.